quinta, 04 de junho, 2026
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Com a transição do ciclo pecuário saindo da fase de baixa e avançando para a fase de alta, produtores rurais precisam se preparar para a redução gradual da oferta de animais e para a valorização da arroba. Planejamento produtivo, decisões estratégicas e investimentos em eficiência são apontados como medidas essenciais para aproveitar oportunidades e reduzir riscos.
A mudança ocorre de forma gradual e está condicionada ao chamado “tempo biológico” da atividade, que impõe defasagens entre as decisões tomadas no presente e seus efeitos sobre a oferta futura de animais.
Segundo o consultor em pecuária do Departamento Técnico da Famasul, Diego Guidolin, 2026 deve ser interpretado como um ano de consolidação desse novo momento. “A expectativa é de um mercado mais firme, com preços sustentados e viés de alta, mas ainda sem movimentos abruptos. Trata-se de um ano de transição avançada, em que os preços já refletem expectativas futuras, embora o pico do ciclo ainda não tenha sido plenamente atingido”, explica.
Do ponto de vista da oferta, o reflexo do abate intensivo de fêmeas começa a se tornar mais evidente, sobretudo na segunda metade do ano. Mesmo com o avanço da retenção de matrizes, o impacto sobre a disponibilidade de animais ainda será limitado em 2026, resultando em menor oferta para reposição e início de redução mais perceptível no volume de bovinos para abate.
Com a perspectiva de restrição, o mercado aponta para maior sustentação e valorização da arroba do boi. Ao mesmo tempo, a escassez relativa de bezerros tende a manter os preços dos animais de reposição em patamares elevados, pressionando as margens de recriadores e terminadores no curto prazo.
“O custo de entrada sobe antes da plena valorização do boi gordo. Por isso, a leitura correta do mercado e o planejamento das operações de compra e venda tornam-se ainda mais estratégicos nesse momento”, destaca Guidolin.
Nesse cenário, 2026 funciona como período de preparação para um possível pico do ciclo nos anos seguintes, especialmente em 2027, quando a restrição de oferta tende a se intensificar de forma mais clara.
A nova fase do ciclo influencia diretamente as decisões dentro da propriedade. A tendência é de maior retenção de fêmeas, recomposição gradual do rebanho e estímulo à intensificação dos sistemas produtivos, especialmente em propriedades que buscam ampliar eficiência e produtividade.
No campo da genética, o investimento não responde de forma homogênea ao ciclo. Em sistemas com programas formais de seleção, o melhoramento segue lógica de longo prazo. “Interromper ou intensificar decisões genéticas em função do mercado compromete a consistência do programa. Nesses casos, o investimento tende a ser constante, independentemente da fase do ciclo”, ressalta o consultor.
Já em propriedades de cria que utilizam genética melhoradora, mas não realizam seleção própria, o momento favorável costuma estimular a ampliação da base de matrizes, aumentando o volume total investido.
Os investimentos mais sensíveis na fase de alta estão ligados à estrutura produtiva e ao manejo. Com maior previsibilidade de receita, produtores tendem a direcionar recursos para reforma e intensificação de pastagens, melhoria das instalações, aquisição de máquinas e fortalecimento do controle zootécnico.
No entanto, do ponto de vista estratégico, o ideal é que esses investimentos sejam realizados ainda na fase de baixa, quando os custos relativos são menores e há maior margem para ajustes estruturais. Quem não se preparou antecipadamente pode enfrentar limitações produtivas justamente no momento de maior oportunidade de margem.
Nos sistemas de recria e engorda, a adoção de tecnologia ocorre como estratégia de eficiência. “A valorização dos animais de reposição pressiona as margens e estimula investimentos voltados à redução da idade ao abate, ao uso mais preciso da suplementação e à melhoria da gestão econômica, não como expansão, mas como mitigação de risco”, afirma Guidolin.
Em determinadas realidades produtivas, especialmente na recria, outra alternativa é a ampliação gradual do estoque de animais. A aquisição escalonada de diferentes idades pode equilibrar fluxo de caixa e exposição ao ciclo, combinando lotes de giro rápido com categorias mais jovens voltadas à valorização futura.
Essa decisão, contudo, exige capital de giro adequado, planejamento forrageiro compatível e gestão criteriosa de risco. A ampliação de estoque sem base estrutural sólida pode aumentar a vulnerabilidade produtiva e financeira.
Mais do que responder a preços favoráveis, a fase de alta do ciclo pecuário exige decisões estruturantes. O planejamento realizado em 2026 terá impacto direto sobre a capacidade do produtor de capturar ganhos nos próximos anos e de atravessar, com menor vulnerabilidade, a futura fase de baixa.
Em um mercado mais firme, mas ainda em consolidação, a combinação entre leitura de mercado, gestão eficiente e decisões técnicas fundamentadas será determinante para a sustentabilidade da atividade no médio e longo prazo.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS