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Mato Grosso do Sul alcança liderança em Telessaúde e leva atendimento digital a todos os municípios

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8 de dezembro de 2025

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Glenda Melo / Diário do Estado

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Mato Grosso do Sul encerra 2025 consolidado como referência nacional em saúde digital ao se tornar o estado com maior capilaridade de serviços de Telessaúde na Região Centro-Oeste. Pela primeira vez, os 79 municípios sul-mato-grossenses passaram a ofertar, ao menos, uma modalidade de atendimento remoto, ampliando o acesso da população a consultas, diagnósticos e orientações especializadas sem a necessidade de longos deslocamentos.

O avanço integra a política de modernização do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio do Programa SUS Digital, que fortalece quatro pilares essenciais: formação de profissionais em tecnologias de saúde, disseminação da cultura digital no atendimento, implantação de soluções tecnológicas integradas e uso estratégico da análise de dados. Em Mato Grosso do Sul, os investimentos coordenados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), em parceria com os municípios, garantiram a ampliação da infraestrutura necessária para levar os serviços virtuais até comunidades mais distantes dos grandes centros urbanos.

A estrutura operacional da Telessaúde é conduzida pela Superintendência de Saúde Digital da SES, com apoio das equipes de Tecnologia da Informação. Como resultado, o número de procedimentos realizados por meio digital cresceu mais de 370% entre 2022 e 2025. Os serviços de telediagnóstico em cardiologia lideram a demanda, superando 63 mil atendimentos somente em 2025, demonstrando a adesão da população e dos profissionais ao novo modelo assistencial. Outro destaque é o Teleinterconsulta, desenvolvido em parceria com a NTS DigSaúde, da Fiocruz, e o Hospital Albert Einstein, que realizou mais de 13 mil atendimentos no mesmo período.

A expansão das ferramentas digitais também impactou diretamente a regulação de consultas e exames especializados. Atualmente, 58 municípios contam com TeleEletrocardiograma (TeleECG), 28 oferecem Teledermatologia e sete dispõem de Teleoftalmologia. Esse conjunto de iniciativas colocou Mato Grosso do Sul em posição inédita no cenário nacional, sendo reconhecido como o único estado brasileiro com cobertura de telediagnóstico em todos os seus municípios.

Na prática, os resultados já são percebidos na redução histórica das filas do SUS. Milhares de pacientes passaram a ser atendidos com maior rapidez, incluindo mais de 6 mil crianças encaminhadas para neurologia pediátrica e mais de 5 mil pessoas que aguardavam consultas em oftalmologia. Em municípios como Caracol, Aquidauana e Coxim, o atendimento remoto chegou a eliminar demandas acumuladas em determinadas especialidades.

Em Coxim, a implantação da Telessaúde tem se mostrado estratégica para ampliar o acesso da população à assistência especializada. A secretária municipal de Saúde, Fernanda Berigo, destaca que a ferramenta mudou a realidade local.
“A Telessaúde nos permitiu reduzir filas históricas, dar agilidade aos atendimentos e garantir que nossos pacientes tenham acesso a especialistas sem precisar sair do município. Para Coxim, foi um avanço enorme, principalmente para quem dependia de deslocamentos longos e demorados para receber cuidado adequado”, afirmou.

Ao universalizar a Telessaúde em todo o seu território, Mato Grosso do Sul avança no desafio de democratizar o acesso à assistência médica especializada, demonstrando que a tecnologia pode ser uma aliada decisiva para tornar a saúde pública mais eficiente, humanizada e acessível à população.

 

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS