quinta, 04 de junho, 2026
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Uma onda de manifestações tomou conta de diversas cidades brasileiras neste domingo (7), reunindo milhares de pessoas em um ato coletivo de dor, indignação e resistência contra o avanço do feminicídio no país. Vestidas de branco, segurando cartazes e cruzes simbólicas, mulheres, familiares de vítimas e representantes de movimentos sociais pediram justiça, políticas públicas mais efetivas e o cumprimento das leis de proteção à mulher.
Em capitais e municípios do interior, os protestos carregaram uma mesma mensagem: “Nenhuma a menos”. Não se trata apenas de números, mas de vidas que foram interrompidas pela violência doméstica e de gênero crimes geralmente cometidos dentro de casa, por companheiros ou ex-companheiros. A mobilização nacional evidenciou que o tema já ultrapassou a esfera policial e se tornou uma urgência social.
No Mato Grosso do Sul, a situação assumiu contornos ainda mais graves. Até esta segunda-feira, 8 de dezembro de 2025, o Estado já contabiliza 37 mulheres vítimas de feminicídio, superando todo o registro de 2024, quando foram 35 mortes ao longo dos 12 meses. O crescimento acende um alerta: em pouco mais de 11 meses, o número de assassinatos de mulheres já ultrapassou o ano anterior.
Campo Grande também registrou atos públicos, com concentração em áreas centrais, onde manifestantes levaram faixas com nomes de vítimas e velas em memória das mulheres assassinadas. A cada nome citado, um minuto de silêncio reforçava a ideia de que estatísticas escondem histórias, sonhos interrompidos e famílias devastadas.
Os atos não tiveram somente caráter de homenagem. Foram também uma denúncia direta contra a impunidade e a fragilidade das políticas de prevenção. Grupos apontaram falhas na proteção oferecida às mulheres que possuem medidas protetivas, lentidão judicial e a repetição de casos em que pedidos de ajuda não foram atendidos a tempo.
Outro ponto destacado durante as manifestações foi a necessidade de ampliar campanhas de educação e prevenção, reforçando que o combate ao feminicídio vai além da repressão policial: passa pelo enfrentamento da cultura de violência, pelo fortalecimento da rede de acolhimento e por mais investimentos em atendimento psicológico, assistência social e abrigo para mulheres em situação de risco.
As manifestações deste domingo transformaram luto em mobilização. Nas ruas, o silêncio das vítimas ganhou voz por meio de discursos emocionados e palavras de ordem que pediam respeito à vida das mulheres. Em um cenário de números crescentes, o recado deixado pela população foi claro: não basta se indignar depois das mortes é preciso agir antes que elas aconteçam.
Enquanto o Brasil e, em especial, o Mato Grosso do Sul enfrentam esse cenário alarmante, os protestos reforçam a urgência de um pacto coletivo para que nenhuma família precise voltar às ruas carregando fotos de quem deveria estar viva. A luta agora é para que essas vozes não se percam no eco das avenidas e resultem em mudanças concretas capazes de salvar vidas.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS