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Geral
Entrega dos textos traduzidos para validação da comunidade, depois dos Tikuna e dos Kaingang, encerra primeira etapa do programa Língua Indígena Viva no Direito
31 de outubro de 2025
(Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU)
Acomunidade indígena Kaiowá, uma das três mais numerosas do País, recebeu na última quinta-feira (23/10) as primeiras traduções de textos constitucionais do programa Língua Indígena Viva no Direito, fruto de parceria entre a Advocacia-Geral da União (AGU), o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a organização da sociedade civil Instituto de Direito Global (IDGlobal). A entrega ocorreu na Escola Municipal Ypyendy, no município de Amambaí, no Mato Grosso do Sul, estado que concentra a maioria dos 38,6 mil falantes da língua Kaiowá.
O programa se propõe a criar uma ponte de entendimento entre os povos indígenas e os responsáveis pela formulação e aplicação das leis brasileiras, ampliando o diálogo intercultural, promovendo a igualdade e fortalecendo a cidadania dos povos indígenas. Prevê a tradução da Constituição Federal de 1988, da Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) para as três línguas indígenas mais faladas no Brasil: Tikuna e Kaingang e Kaiowá.
Representantes das instituições envolvidas no programa entregaram a lideranças indígenas e à comunidade Kaiowá, para validação, a tradução da primeira parte da Carta Magna, feita por tradutores indígenas locais, com apoio da anciã Kunha Yvoty (Lúcia Assis Morais), avó da bolsista Kaiowá do IDGlobal Jhelice Franco da Silva.
O processo de validação pela comunidade visa garantir que a tradução respeite e preserve a integridade cultural das línguas indígenas e ajude a superar barreiras linguísticas e culturais. "Para nós, indígenas, este é um momento histórico”, comentou o presidente da organização parceira Ixiru'Ete, Gilmar Veron Alcantara. “Quando o Estado brasileiro promulgou os direitos indígenas na Carta Magna, foi fruto do esforço dos povos indígenas. A entrega dela em Kaiowá é motivo de orgulho para nossa comunidade", disse.
A cerimônia reuniu 180 participantes e foi protagonizada por mais de 100 alunos do 6º e 9º anos. Uma das alunas leu em voz alta a tradução do art. 232 da Constituição, que assegura aos povos indígenas a possibilidade de defender judicialmente sua autonomia e seus direitos coletivos, que incluem a posse de terras, o modo de vida e a cultura. Outros trechos traduzidos para o Kaiowá foram lidos e comentados durante o encontro, com destaque aos direitos fundamentais, sociais e indígenas.
Acesso a direitos
São 38,6 mil os falantes da língua Kaiowá, que pertence à família Tupi-Guarani e apresenta variações dialetais que refletem as diferentes realidades das comunidades. Na avaliação do diretor do Departamento de Línguas Indígenas do MPI, Eliel Kaiowá, a tradução da Constituição Federal em Kaiowá é uma estratégia para que a comunidade possa ter acesso aos seus direitos. “O programa é fundamental para essa acessibilidade", disse. "A nossa história precisa da escrita.”
Gestora do programa no âmbito da AGU, Jessica Zimmer Stefenon exaltou o caráter intercultural do Língua Indígena Viva no Direito. "O momento de estar dentro de uma escola indígena, lendo para e com a comunidade Kaiowá, é compartilhamento de saberes entre o Estado e os povos originários”, afirmou. “A perspectiva do programa, que é o diálogo intercultural, foi superada quando o povo Kaiowá abriu esse espaço e deu como recebida parte da Carga Magna traduzida."
O evento foi organizado pela Aty Guasu, Conselho dos povos Kaiowá, representado pelo coordenador Norivaldo Mendes. Participaram ainda a liderança de Amambaí Flaviano Franco; o coordenador regional da Fundação Nacional dos Povos indígenas (Funai) em Ponta Porã, Tonico Benites; a diretora executiva da IDGlobal, Dalila Viol; e a assessora do gabinete da Secretaria Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas da Secretaria-Geral da Presidência, Maria Augusta Torres.
Tikuna e Kaingang
Os Tikuna, mais numeroso povo indígena na Amazônia brasileira, com 51 mil falantes da língua originária, foram os primeiros a conhecer a versão em sua língua de trechos da Constituição Federal. A entrega foi realizada no último dia 12 de setembro, na Comunidade Santo Antônio, em Benjamin Constant (AM), na região do Alto Solimões.
Em 19 de setembro, foi a vez do povo Kaingang receber as primeiras traduções, em encontro na Comunidade Indígena situada na Floresta Nacional do Município de Canela, no Rio Grande do Sul, onde há forte presença desta comunidade. A língua Kaingang, que pertence à família linguística Jê, é falada por 27 mil indígenas.
A entrega aos Kaingang foi feita pelo ministro da AGU, Jorge Messias. “Meu sonho é que vocês possam ser julgados e defendidos por indígenas, que um dia possamos ter Kaingang como ministro da Suprema Corte, procurador da República, advogado-geral da União”, disse o ministro, na ocasião. “A apropriação da Constituição levará vocês a isso. Os artigos 231 (direitos às terras, costumes etc.) e 232 (direito a ingressar em juízo), que foram incluídos nessa primeira etapa, são fruto da luta e do trabalho dos seus ancestrais.”
Para a próxima fase do projeto está prevista a tradução da segunda parte da Constituição Federal, que deve ser iniciada ainda este ano, com a finalização em fevereiro de 2026. Posteriormente, estão previstas as traduções da Convenção nº 169 da OIT e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU para as três línguas indígenas. Todas as etapas serão validadas nas comunidades contempladas pelo projeto.
COP30
O programa Língua Indígena Viva no Direito será um dos protagonistas na programação da AGU durante a COP30, que ocorrerá em Belém (PA) entre os dias 10 e 21 de novembro. A AGU, em parceria com o Ministério dos Povos Indígenas, levará o programa à Aldeia COP, espaço que contará com a maior participação indígena da história das COPs, com previsão de 3 mil pessoas de diferentes povos do Brasil e do mundo. Além de hospedagem para os povos originários, o espaço será utilizado para a realização de atividades culturais, políticas e espirituais. (Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU)
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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS