quinta, 04 de junho, 2026
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Enquanto o faturamento real da indústria de transformação caiu 5,3% no Brasil em agosto, na comparação com julho, os segmentos da Transformação, Construção, Serviços Industriais de Utilidade Pública e Extrativo Mineral de Mato Grosso do Sul seguem positivos com a criação de empregos.
De janeiro a agosto deste ano mais de 12,2 mil empregos formais foram criados em Mato Grosso do Sul. O valor representa 41% de todas as vagas abertas no Estado, conforme levantamento do Observatório da Indústria da Fiems (Federação das Indústrias de MS).
Nesse período destacaram-se as atividades de: construção de edifícios (+4.636), abate de bovinos (+1.721), abate de suínos (+812) e fabricação de álcool (+808).
Além desses, também tiveram saldo positivo os setores de: obras de terraplanagem (+643), construção de rodovias (+581), fabricação de celulose (+530), montagem de estruturas metálicas (+266), fabricação de pré-moldados de concreto (+234), fabricação de brinquedos e jogos recreativos (+194) e fabricação de pós-alimentícios (+189), conforme o economista-chefe da Fiems, Ezequiel Resende.
Municípios de destaque
Entre os municípios, os maiores saldos foram registrados em Inocência (+2.336), Campo Grande (+2.249), Nova Alvorada do Sul (+1.044), São Gabriel do Oeste (+883) e Ribas do Rio Pardo (+841), com os melhores resultados.
Inocência se destaca pela construção de indústria de celulose que está em andamento.
No entanto, outras cidades também apresentaram saldo positivo: Três Lagoas (+590), Aparecida do Taboado (+555), Dourados (+427), Naviraí (+351), Rio Verde de Mato Grosso (+276), Bataguassu (+259) e Mundo Novo (+242).
“Com esse resultado, o setor industrial encerrou o mês de agosto com um contingente total superior a 170,0 mil trabalhadores formais diretamente empregados, sendo 121,7 mil na Indústria de Transformação, 35,9 mil na Indústria da Construção, 8,5 mil nos Serviços Industriais e 4,7 mil na Indústria Extrativa Mineral”, detalhou Ezequiel.
Faturamento do setor
Enquanto MS tem contratado, diversos segmentos da indústria nacional tem apresentado retração no faturamento, conforme os Indicadores Industriais, divulgados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta terça-feira (7).
O índice estava positivo até o mês anterior, mas caiu a partir dos resultados de agosto. De janeiro a julho, o faturamento registrado em 2025 era 5,1% superior ao mesmo período do ano passado. Agora, contando os dados de agosto, o faturamento deste ano é 2,9% maior que o observado nos oito primeiros meses de 2024.
Fatores que contribuíram para queda
O patamar elevado dos juros, que impacta o crédito e o crescimento econômico como um todo, contribuiu para o resultado, segundo Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI.
Além disso, “a entrada de bens importados, especialmente de consumo, capturando boa parte do mercado consumidor da indústria nacional e prejudicando o setor”, também teve participação, assim como “a valorização do real frente ao dólar torna os produtos brasileiros mais caros lá fora, impactando as empresas exportadoras”, avaliou a especialista.
Contratações no Brasil
Enquanto as contratações de MS estão aquecidas, o emprego industrial registrou estabilidade pelo quarto mês consecutivo em nível nacional.
Até abril deste ano, o indicador acumulava 18 meses consecutivos sem queda. Depois de cair em abril, o índice não mudou significativamente em maio, junho, julho e agosto. Ainda assim, o emprego cresceu 2,2% nos oito primeiros meses de 2025.
Outras quedas
Ainda segundo o CNI, a massa salarial caiu 0,5% entre julho e agosto no país. No acumulado do ano, já recuou 2% em relação ao mesmo recorte de 2024.
Outro indicador ligado ao mercado de trabalho industrial, o rendimento médio dos trabalhadores também diminuiu: queda de 0,6%. Entre janeiro e agosto de 2025, o índice acumula retração de 4,1% frente ao mesmo período do ano passado.
Midiamax
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal