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Entre o "sim" e o "não": especialistas alertam para a importância dos limites nas relações

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22 de maio de 2026

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Glenda Melo

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Em um mundo cada vez mais acelerado, aprender a dizer “sim” e “não” de maneira equilibrada se tornou uma necessidade para manter relações saudáveis e preservar a saúde emocional. Mais do que respostas simples, essas duas palavras carregam decisões que impactam diretamente amizades, relações familiares, casamentos, convivência entre irmãos e até o ambiente profissional.

Muitas pessoas acabam aceitando situações que não gostariam apenas para evitar conflitos, medo de decepcionar alguém ou receio de parecerem egoístas. Porém, segundo especialistas, a ausência de limites pode gerar sobrecarga emocional, ansiedade, desgaste psicológico e frustrações silenciosas.

Para entender melhor a importância dos limites e da comunicação dentro das relações humanas, nossa reportagem conversou com o psicólogo coxinense Renan Maia, que explicou como o equilíbrio entre o “sim” e o “não” influencia diretamente a saúde emocional das pessoas.

Segundo Renan Maia, o limite saudável é essencial em qualquer tipo de convivência humana.

“Os limites estão presentes em todas as relações: entre amigos, pais e filhos, irmãos, casais e colegas de trabalho. Quando a pessoa não consegue dizer ‘não’, ela muitas vezes começa a viver tentando atender apenas as expectativas dos outros e deixa de olhar para si mesma. Isso gera sofrimento emocional e desgaste interno”, explica o psicólogo.

De acordo com o especialista, um dos maiores erros nas relações é acreditar que impor limites significa afastar pessoas. Na prática, acontece justamente o contrário.

“O limite saudável organiza relações. Ele mostra até onde cada pessoa consegue ir sem comprometer a própria saúde emocional. Quando existe diálogo, clareza e respeito, os relacionamentos se tornam mais leves e equilibrados”, afirma.

Outro ponto destacado pelo psicólogo é a importância de explicar os motivos das decisões. Para ele, saber comunicar o porquê de um “sim” ou de um “não” evita conflitos e fortalece vínculos.

“Um ‘não’ dito com empatia e sinceridade pode ser muito mais saudável do que um ‘sim’ dado apenas por culpa, pressão ou medo de decepcionar alguém. Explicar as decisões demonstra maturidade emocional e respeito pelo outro”, ressalta Renan Maia.

Dentro das famílias, os limites também possuem papel fundamental na educação emocional. Crianças e adolescentes aprendem sobre responsabilidade, convivência e respeito justamente através de orientações coerentes e conversas sinceras.

Nos relacionamentos amorosos, a ausência de limites pode abrir espaço para dependência emocional, insegurança e desgaste constante. Entre amigos, muitas vezes o excesso de permissividade cria relações desequilibradas, onde apenas um lado cede o tempo inteiro.

No ambiente profissional, a dificuldade em dizer “não” também tem preocupado especialistas. Jornadas excessivas, acúmulo de funções e pressão constante são algumas consequências enfrentadas por pessoas que não conseguem estabelecer limites claros.

Para o psicólogo, equilíbrio é a chave para relações mais saudáveis.

“Nem todo ‘sim’ é positivo e nem todo ‘não’ é negativo. Existem momentos em que dizer ‘não’ é um ato de autocuidado, proteção emocional e respeito consigo mesmo”, finaliza.

Em tempos onde muitas relações se tornaram superficiais e aceleradas, aprender a dialogar, explicar sentimentos e estabelecer limites pode ser uma das ferramentas mais importantes para construir conexões verdadeiras e emocionalmente saudáveis.

 

Geral

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

Geral

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS