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Entre fatos e versões: o peso da responsabilidade na era da informação rápida

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26 de março de 2026

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Glenda Melo

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A circulação acelerada de informações nas redes sociais tem transformado a forma como a população acompanha e interpreta acontecimentos do cotidiano. Em cidades como Coxim, onde os fatos ganham rápida repercussão, cresce também a necessidade de um olhar mais atento e responsável sobre aquilo que é divulgado.

Nos últimos dias, vídeos e publicações envolvendo possíveis denúncias levantaram questionamentos entre moradores de Coxim e trouxeram à tona um ponto essencial: nem toda informação que circula representa, de fato, uma conclusão ou comprovação de irregularidade.

É fundamental compreender que, no âmbito legal, o simples registro de uma denúncia não significa culpa. Muitas vezes, trata-se apenas de um ponto de partida um procedimento inicial que será analisado pelas autoridades competentes. Antes de qualquer conclusão, há etapas que envolvem verificação, coleta de provas e avaliação técnica.

No entanto, fora desse ambiente institucional, o tempo da apuração nem sempre acompanha o ritmo das redes sociais. Informações incompletas, interpretações precipitadas e até distorções podem ganhar força rapidamente, influenciando a opinião pública e, em alguns casos, causando danos difíceis de reparar.

A repercussão de conteúdos divulgados sem a certeza da informação gera debates antes mesmo de qualquer confirmação oficial ou posicionamento conclusivo por parte dos órgãos responsáveis, isso deixa de ser informação e passa a ser um desserviço para toda sociedade.

Situações como essa evidenciam um risco cada vez mais presente: o de transformar suposições em verdades e julgamentos em fatos consumados. Quando isso acontece, não apenas indivíduos são afetados, mas toda a sociedade sofre com a desinformação, que fragiliza o debate público e compromete a confiança nas instituições.

A liberdade de expressão e o direito de denunciar são pilares importantes da democracia. No entanto, esses direitos caminham lado a lado com a responsabilidade. Divulgar informações sem a devida verificação ou compartilhar conteúdo sem conhecer sua origem pode contribuir para a propagação de equívocos.

Mais do que nunca, torna-se essencial que a população adote uma postura crítica: buscar fontes confiáveis, compreender os processos legais e aguardar a apuração oficial antes de formar opiniões definitivas.

A informação, quando usada com responsabilidade, fortalece a sociedade. Mas, quando distorcida ou precipitada, pode causar danos profundos muitas vezes irreversíveis.

Em tempos de velocidade digital, a verdade ainda precisa de tempo. E respeitar esse tempo é um compromisso coletivo.

 

Geral

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

Geral

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS