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Entre alertas e contrastes: 12 cidades de MS não registram feminicídios em 10 anos

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23 de janeiro de 2026

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Glenda Melo

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Mato Grosso do Sul inicia 2026 sob um cenário de fortes contrastes quando o assunto é violência contra a mulher. Ao mesmo tempo em que o Estado registra o primeiro feminicídio do ano e números elevados de violência doméstica logo nas primeiras semanas, um levantamento oficial revela que 12 municípios sul-mato-grossenses não contabilizaram nenhum caso de feminicídio ao longo da última década.

Os dados constam no Painel de Monitoramento da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) e abrangem o período de 2016 a 2026. De acordo com o levantamento, as cidades de Bodoquena, Brasilândia, Corguinho, Guia Lopes da Laguna, Jaraguari, Jateí, Paraíso das Águas, Paranhos, Rio Negro, Selvíria, Taquarussu e Vicentina não registraram nenhuma morte de mulher enquadrada como feminicídio nesse intervalo de dez anos.

O dado chama atenção em meio a um contexto estadual marcado por estatísticas preocupantes. Especialistas alertam, no entanto, que a ausência de feminicídios nesses municípios não significa, necessariamente, ausência de violência. Outros tipos de agressão, ameaças e abusos podem existir, ainda que não tenham resultado em mortes classificadas como feminicídio.

Enquanto algumas cidades aparecem sem registros desse tipo específico de crime, o começo de 2026 reforça o alerta sobre a violência doméstica em Mato Grosso do Sul. Apenas nos primeiros 22 dias do ano, foram contabilizados 1.276 casos em todo o Estado, segundo a Sejusp-MS.

Campo Grande lidera o ranking, com 421 ocorrências, seguida por Dourados (105), Três Lagoas (61), Corumbá (52), Naviraí (32) e Nova Andradina (32). Também aparecem na lista Aquidauana, com 27 registros, entre outros municípios.

Os números evidenciam que, mesmo antes do fim do primeiro mês do ano, centenas de mulheres já buscaram ajuda das forças de segurança, reflexo de relações marcadas por agressões físicas, psicológicas, ameaças e outras formas de violência.

O contraste fica ainda mais evidente quando se observa o retrospecto recente. O ano de 2025 entrou para a história como um dos mais violentos para as mulheres em Mato Grosso do Sul. Ao todo, 39 feminicídios foram registrados, representando um aumento de aproximadamente 11% em relação a 2024.

Segundo a Sejusp-MS, o perfil das vítimas se repete de forma cruel: mulheres, em sua maioria pardas, com idade entre 30 e 59 anos, assassinadas dentro de casa. Os autores, na maior parte dos casos, eram maridos, companheiros ou ex-companheiros pessoas do convívio íntimo, onde deveria existir proteção e não violência.

Os dados reforçam uma realidade dura: a violência de gênero atravessa todas as idades e contextos sociais. Meninas, jovens, adultas e idosas seguem vulneráveis em espaços que deveriam ser seguros, como o lar, o trabalho, a escola e até unidades de saúde. Os agressores variam entre parceiros afetivos e familiares próximos, como filhos, irmãos e outros parentes.

O levantamento revela que, apesar de exemplos pontuais de municípios sem registros de feminicídio, o enfrentamento à violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios de Mato Grosso do Sul. Autoridades e organizações da sociedade civil reforçam que prevenção, denúncia e políticas públicas eficazes seguem sendo fundamentais para transformar números em histórias que não terminem em tragédia.

 

Geral

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

Geral

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS