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Eles Sentem Como Nós a Dor Silenciosa dos Animais Maltratados

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30 de setembro de 2025

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Glenda Melo / Diário do Estado

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No coração de cidades movimentadas, em bairros esquecidos ou até mesmo no interior de lares aparentemente comuns, gritos silenciosos ecoam todos os dias. Não são vozes humanas. São gemidos, olhares assustados, corpos feridos e corações partidos vítimas de um tipo de crueldade que muitos insistem em ignorar: os maus-tratos aos animais.

Cachorros acorrentados sob o sol escaldante, sem água, sem comida, sem esperança. Gatos espancados por diversão. Cavalos explorados até a exaustão em carroças. Animais silvestres presos em gaiolas minúsculas, longe de seu habitat natural. E aqueles que deveriam ser protegidos, muitas vezes sofrem às mãos de quem deveria amá-los, agora imaginem todo esse sofrimento para os animais de Coxim com as temperaturas escaldantes da cidade, presos, acorrentados, sem água e alimentação. Visando proteger os pets e demais animais de Coxim uma lei criada em 2021 na cidade, de autoria dos vereadores Abílio Vanelli e William Meira ganha novos capítulos, a lei agora prevê a semana de conscientização que acontecerá sempre na primeira semana de outubro, combatendo os maus-tratos de animais, com isso, a expectativa é que casos de maus-tratos contra animais em Coxim diminuam e sejam extintos.

A ciência já provou o que o coração sempre soube: animais têm sentimentos. Eles choram a perda, demonstram alegria, sentem medo e, acima de tudo, confiam. Confiam nos humanos talvez seu maior erro, muitos deles são mortos e judiados por aqueles que mais amam, seus próprios donos.

Quando um cão abana o rabo ao ver seu tutor, ele demonstra mais do que felicidade. Demonstra lealdade. Quando um gato se enrosca em nossas pernas, ele oferece carinho genuíno. E quando um animal é maltratado, algo dentro dele se quebra assim como em qualquer ser humano.

Podemos citar algumas histórias tristes como exemplo, histórias que ficaram nacionalmente conhecidas:

Luna, uma cadelinha resgatada em estado de desnutrição extrema, pesava apenas 5 kg quando deveria pesar o dobro. Abandonada em um terreno baldio, com o olhar perdido, ela já não reagia ao toque humano. Hoje, após meses de tratamento, ainda treme ao ouvir vozes altas.

Zeca, um cavalo explorado por anos no trabalho forçado, colapsou em plena rua, de exaustão. Nunca mais conseguiu andar. Seu "dono" fugiu, como se ele fosse lixo descartável.

Esses são apenas dois entre milhões de casos que jamais chegam à mídia. Que jamais são denunciados. Que jamais têm justiça

A pior dor não é a física. É a do abandono. Do desprezo. Da invisibilidade. E enquanto houver quem feche os olhos, os maus-tratos continuarão. A cada segundo, um animal está sendo espancado, envenenado, negligenciado ou morto por pura maldade humana.

Você pode ser a voz de quem não pode falar. Denuncie. Não aceite crueldade como algo "normal". Eduque. Adote, não compre. Respeite. Um pequeno gesto pode salvar uma vida inteira.

Os animais não precisam de luxo. Precisam de dignidade. Precisam de compaixão. Precisam de você.

“A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo como seus animais são tratados.”
 Mahatma Gandhi

"Eles não pedem muito. Só querem existir sem dor."

 

Geral

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

Geral

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS