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Orgulhos Coxinenses

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Dr. Manuel Gaspar Manso Perez: um legado de amor, dedicação e humanidade em Coxim

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31 de outubro de 2025

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Glenda Melo/ Diário do Estado

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Coxim aprendeu, ao longo dos anos, a admirar e respeitar o médico pediatra Dr. Manuel Gaspar Manso Perez ( IN MEMORIAM)  conhecido carinhosamente por todos como Dr. Gaspar. Mais do que um profissional da saúde, ele foi um verdadeiro símbolo de amor ao próximo, de dedicação à medicina e de compromisso com a vida.
Formado em Medicina pela Faculdade de Botucatu – UNESP, Dr. Gaspar escolheu Coxim para construir sua história. E foi aqui, no coração do Pantanal sul-mato-grossense, que ele deixou um legado que o tempo jamais apagará.
Por mais de duas décadas de atuação, ele serviu à população com entrega, competência e um raro senso de humanidade. Desde 1999, integrou o Programa Saúde da Família (PSF), onde se destacou não apenas pela excelência técnica, mas pela calma e humildade que o tornaram querido entre pacientes, colegas e amigos.
“Ele atendia com o coração”, dizem os que conviveram com ele. Dr. Gaspar tinha o dom de transformar o ambiente sua voz serena, o olhar tranquilo e o sorriso discreto traziam confiança e conforto. Para muitos, era mais do que um médico: era um amigo, um conselheiro e, muitas vezes, o primeiro abraço de uma nova vida que chegava ao mundo.
Em sua trajetória, ajudou a trazer ao mundo centenas de coxinenses, tornando-se parte da história de inúmeras famílias. Sua presença nas unidades de saúde, nas casas e nos corações de quem o conheceu foi sinônimo de cuidado, paciência e amor genuíno pela profissão que escolheu.
Ao lado da esposa, Maria Ângela Galvão Rosa, e dos três filhos, Dr. Gaspar construiu um lar pautado em afeto, simplicidade e valores sólidos. Amigo leal, esposo dedicado e pai amoroso, ele carregava a mesma doçura com que tratava seus pacientes. O amor pela família era sua força silenciosa, o alicerce que sustentava o homem e o médico que tanto marcou a cidade.
Infelizmente, sua trajetória foi interrompida pela covid-19, deixando uma profunda tristeza em toda a comunidade. A notícia de sua partida comoveu colegas, pacientes e amigos um luto coletivo tomou conta de Coxim, que perdeu não apenas um grande médico, mas um ser humano admirável.
Mas quem planta amor, nunca parte de verdade.
Mesmo ausente, Dr. Gaspar permanece presente nas lembranças, nas histórias contadas com carinho e em cada vida que ele ajudou a florescer. “Partiu o médico, mas ficaram suas sementes de amor, espalhadas em cada vida que ele tocou em Coxim.”
Sua dedicação e sua responsabilidade profissional são lembradas com respeito e gratidão. Era um médico que ouvia, que se importava, que entendia que cada pessoa carregava uma história e que a medicina, antes de ser ciência, é também empatia.
“Dr. Gaspar não curava apenas o corpo curava almas com sua calma, com seu sorriso e com o amor que colocava em cada gesto.” Essa frase, repetida por tantos que o conheceram, resume o tamanho da sua humanidade e a nobreza da sua vocação.
Coxim se despediu, mas não o esquece.
O nome de Dr. Manuel Gaspar Manso Perez permanece vivo nas lembranças, nas conversas, nos sorrisos e até nas saudades de quem teve o privilégio de ser cuidado por ele.
A cidade agradece pela vida que ele dedicou à saúde pública, pela serenidade com que enfrentava os desafios, pela humanidade que fazia dele um médico único.
Obrigado, Dr. Gaspar, por ter cuidado da nossa gente com o coração.
Seu legado continuará ecoando nos corredores das unidades de saúde, nas famílias que te admiram e em cada criança que veio ao mundo pelas suas mãos.
Porque há vidas que passam...
E há vidas, como a sua, que permanecem para sempre.
 

Cordel em memória do Dr. Gaspar/ O Doutor do Coração de Coxim

Na cidade de Coxim, lá no Norte do Mato Grosso,
Viveu um homem bondoso, de fala mansa e de rosto.
Um doutor de mãos divinas, de olhar sereno e sincero,
Chamado Manuel Gaspar, médico justo e inteiro.
De Botucatu veio o sonho, formado em Medicina,
Com saber e vocação, alma pura e cristalina.
Trouxe o diploma e o desejo de cuidar de cada irmão,
E fez de Coxim seu lar, sua missão e seu chão.
Trabalhou pelo PSF, com amor e paciência,
Mais de vinte anos de vida servindo com consciência.
Cada criança que nascia, um sorriso ele plantava,
E cada dor que curava, uma semente deixava.
Doutor Gaspar não falava alto, sua força era o olhar,
Quem chegava aflito e triste, logo começava a melhorar.
Era o remédio e o alento, o conforto e a solução,
Pois seu toque de médico vinha direto do coração.
Tinha esposa tão amada, Maria Ângela, fiel,
Três filhos, bênçãos da vida, presente doce do céu.
Um pai terno e cuidadoso, um amigo de verdade,
Que espalhava pela vida humildade e lealdade.
E quando a pandemia chegou, trazendo a dor e a aflição,
Levou consigo esse anjo, deixando um vazio no chão.
Mas o povo de Coxim, entre lágrimas e saudade,
Sabe que o Dr. Gaspar vive em cada maternidade.
Pois “partiu o médico”, diz o povo, “mas ficou seu amor”,
Nos corações agradecidos, na lembrança e no louvor.
“Curava corpo e também alma”, diz quem pôde o encontrar,
Com sua voz tão serena, jeito doce de cuidar.
Coxim hoje se ajoelha, em respeito e emoção,
Agradecendo ao doutor por tanta dedicação.
“Obrigada, Dr. Gaspar”, ecoa a cidade inteira,
Por sua vida tão bonita, tão justa e verdadeira.
E nas ruas, no hospital, e em cada mãe a sorrir,
Há quem jure que o doutor ainda passa por ali.
Soprando fé e esperança, feito brisa do luar,
Dizendo: “Cuide uns dos outros, é assim que quero ficar.”
Pois quem planta amor não morre, só muda de lugar.
E Coxim guardará pra sempre o nome do Dr. Gaspar.

(Glenda Melo)

Geral

Jeferson Arruda: o homem que fez do tatame um caminho para transformar vidas em Coxim

Há pessoas que passam pelo mundo deixando pegadas. Outras deixam monumentos. Mas existem aquelas raras que escolhem construir seres humanos. O professor Jeferson Arruda pertence a essa última categoria.

Jeferson Arruda: o homem que fez do tatame um caminho para transformar vidas em Coxim

25 de julho de 2026

Jeferson Arruda: o homem que fez do tatame um caminho para transformar vidas em Coxim

 

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Há homens cuja história pode ser contada pelas datas registradas em documentos. Outros podem ser lembrados pelos títulos conquistados, pelas medalhas erguidas ou pelos troféus acumulados ao longo da vida. Mas existe um tipo de homem cuja verdadeira biografia não cabe em papéis. Ela está escrita na memória de uma cidade inteira. A história de Jeferson Arruda da Silva não começa em um tatame, tão pouco começa em uma competição. Ela começa muito antes, no dia 28 de junho de 1974, em Campo Grande, quando nasceu aquele que, décadas depois, seria reconhecido como um dos maiores formadores de atletas e cidadãos da história de Coxim.  

Filho de Adjalmo Arruda da Silva e Nadir Teodoro da Silva, cresceu cercado pelos valores simples que moldam grandes homens: respeito, trabalho, honestidade e perseverança. Ao lado dos irmãos Genifer Arruda, Tutankamon e Carol, aprendeu desde cedo que o caráter vale muito mais do que qualquer vitória. Talvez ninguém pudesse imaginar que aquele menino levaria consigo uma missão silenciosa: dedicar a própria existência para transformar a vida de milhares de outras pessoas.  

O chamado das artes marciais exige vocação, e  se transforma em propósito de vida. Foi nas artes marciais que Jeferson encontrou esse propósito. Há 33 anos, iniciou uma caminhada que ultrapassaria qualquer expectativa. O que começou como paixão pelo Judô, pelo Jiu-Jítsu e pela Defesa Pessoal Militar e Civil rapidamente se transformou em um compromisso permanente com a formação humana. Enquanto muitos enxergam as artes marciais como esporte ou defesa, Jeferson sempre enxergou algo maior. Para ele, um tatame nunca foi apenas um lugar de luta. Foi uma sala de aula. Um templo de disciplina. Um refúgio para crianças. Uma segunda casa para adolescentes. Um caminho capaz de mudar destinos.  

Quando ensinar tornou-se missão em 1995, decidiu que havia chegado o momento de transmitir tudo aquilo que aprendera. Nascia ali muito mais que um professor. Nascia um mestre. Desde então, praticamente todos os dias de sua vida foram dedicados ao mesmo objetivo: ensinar. Ensinar golpes. Ensinar equilíbrio. Ensinar coragem. Ensinar respeito. Ensinar que perder também faz parte da vitória.

Ao longo das décadas, milhares de crianças passaram pelo tatame. Algumas chegaram tímidas. Outras carregavam dificuldades familiares. Havia quem enfrentasse problemas financeiros. Quem buscasse disciplina. Quem apenas procurasse um lugar para pertencer. Jeferson recebeu todas da mesma maneira. Com firmeza. Com paciência. Com dedicação. Porque compreendia algo que poucos professores conseguem enxergar: Antes de formar campeões, era preciso formar seres humanos.  

Coxim encontrou um mestre. Foi em Coxim que essa missão ganhou proporções extraordinárias. A cidade não recebeu apenas um professor de artes marciais. Recebeu alguém disposto a investir sua própria vida nas pessoas. Segundo estimativas de antigos alunos, somente em Coxim, entre academia e projetos sociais, aproximadamente cinco mil pessoas passaram por seus ensinamentos. Quando se somam os alunos formados em Sonora, Pedro Gomes, Alcinópolis, Figueirão e Rio Verde de Mato Grosso, esse número praticamente dobra. É impossível calcular quantas histórias foram modificadas. Porque nem toda transformação termina em medalha. Algumas terminam em um diploma. Outras em um emprego. Outras em um pai de família. 

Outras em um jovem que escolheu estudar em vez de seguir caminhos errados. Essas vitórias nunca aparecem nos jornais. Mas talvez sejam as maiores. O esporte que levou Coxim ao Brasil e ao mundo pouco a pouco, os resultados começaram a aparecer. Vieram campeonatos estaduais. Vieram competições nacionais. Vieram convocações. Vieram títulos. Vieram medalhas. Vieram sonhos realizados. Seus alunos passaram a representar Coxim em eventos de enorme importância. As conquistas atravessaram fronteiras.  

Houve atletas campeões na Argentina. Vieram quatro participações em Campeonatos Mundiais organizados pela CBJJE, em São Paulo. Vieram os Campeonatos Brasileiros realizados em: - Mariana (MG) 2018 - Uberaba (MG) 2019 - Ribeirão das Neves (MG) 2022 e 2024 - Recife (PE) 2023- Vitória (ES) 2025. Cada medalha conquistada carregava muito mais que talento. Carregava incontáveis horas de treino. Sacrifícios. Viagens. Superação. E, principalmente, a dedicação de um mestre que acreditava em seus alunos antes mesmo que eles acreditassem em si próprios.  

A maior felicidade nunca foi a própria vitória quando perguntam a Jeferson quais foram seus momentos mais felizes, ele não fala de conquistas pessoais. Não cita troféus próprios. Não fala de reconhecimento. Ele lembra dos alunos. Lembra dos campeões. Lembra das medalhas conquistadas por eles. Porque um verdadeiro mestre mede sua grandeza pelas vitórias dos seus discípulos. Cada criança que sobe ao pódio é uma conquista compartilhada.  

Cada faixa conquistada representa anos de dedicação invisível. Cada abraço após uma competição resume uma história inteira. As dores que ninguém via, mas nem toda história é feita apenas de vitórias. Existem cicatrizes que permanecem silenciosas. Entre as maiores tristezas de sua caminhada está uma realidade conhecida por quem trabalha com esporte no interior do Brasil.  

Diversas vezes classificou atletas para grandes competições. Jovens que haviam treinado durante meses. Que conquistaram a vaga. Que mereciam representar Coxim. Mas não puderam viajar. Faltou apoio. Faltaram recursos. Faltaram oportunidades. É uma dor difícil de explicar. Porque nenhum professor gosta de ver um sonho interrompido por motivos financeiros. Ainda assim, nunca desistiu. No dia seguinte, voltava ao tatame. Recomeçava. Treinava novamente. Incentivava outro aluno. E seguia acreditando. 

Muito além das medalhas talvez o maior legado de Jeferson Arruda jamais possa ser contado pelos números. Nem pelas medalhas. Nem pelos campeonatos. Seu verdadeiro patrimônio são as pessoas. São milhares de ex-alunos espalhados por Coxim e por diversas cidades. Homens e mulheres que hoje trabalham, estudam, criam seus filhos e levam consigo valores aprendidos durante os treinos. Eles talvez não se recordem de cada golpe ensinado.  

Mas jamais esquecerão das palavras. Da disciplina. Do respeito. Da humildade. Da coragem. Porque quem aprende uma arte marcial com um verdadeiro mestre aprende muito mais do que lutar. Aprende a viver. Um legado que pertence à cidade. Poucos profissionais conseguem dedicar mais de três décadas à mesma missão. Menos ainda conseguem manter viva a mesma paixão depois de tantos anos. Jeferson conseguiu. Seu nome tornou-se parte da história esportiva de Coxim.  

Sua trajetória se confunde com a evolução das artes marciais no município. Cada faixa preta formada. Cada campeão revelado. Cada criança salva do caminho da violência. Cada jovem incentivado a acreditar em si mesmo. Tudo isso faz parte de uma construção silenciosa iniciada há muitos anos e que continua sendo escrita diariamente.  

A gratidão de uma cidade. As cidades costumam homenagear seus grandes homens com placas, medalhas ou títulos. Mas existem homenagens maiores. São aquelas que aparecem quando um ex-aluno reencontra seu professor anos depois. Quando um pai matricula o filho porque um dia também foi seu aluno. Quando um campeão aponta para o mestre antes de subir ao pódio.  

Quando uma família agradece porque encontrou no esporte um caminho de esperança. Essa talvez seja a maior recompensa de Jeferson Arruda. Ser lembrado não apenas como professor. Nem apenas como treinador. Mas como alguém que acreditou em milhares de crianças antes que o mundo acreditasse nelas. Hoje, sua história pertence muito mais a Coxim do que a ele próprio.  

Porque homens passam. Medalhas envelhecem. Faixas se desgastam. Troféus acumulam poeira. Mas o bem plantado no coração das pessoas permanece vivo por gerações. E enquanto existir um único aluno carregando consigo os valores aprendidos em seu tatame, o legado de Jeferson Arruda da Silva continuará sendo escrito. Não apenas na história do esporte. Mas, principalmente, na história de uma cidade que encontrou em um mestre muito mais do que um professor. Encontrou um verdadeiro construtor de vidas.  

E talvez seja exatamente essa a definição mais bonita para sua trajetória: Há campeões que vencem lutas. Há mestres que vencem o tempo. Jeferson Arruda venceu ambos, porque transformou sua própria vida em uma vitória compartilhada por milhares de outras pessoas.

Glenda Melo/Diário do Estado MS 

Geral

Detran-MS prorroga vencimento de licenciamento até 29 de julho após ataque hacker

O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) confirmou, na tarde desta sexta-feira (17), a prorrogação do prazo para o licenciamento anual de...

Detran-MS prorroga vencimento de licenciamento até 29 de julho após ataque hacker

20 de julho de 2026

Detran-MS prorroga vencimento de licenciamento até 29 de julho após ataque hacker

 

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O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) confirmou, na tarde desta sexta-feira (17), a prorrogação do prazo para o licenciamento anual de veículos com placas de finais 1, 2 e 3 até 29 de julho e anunciou um pacote de medidas emergenciais para reduzir os impactos da indisponibilidade na integração de dados com a Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), provocada por tentativas de ataques cibernéticos.

Além da ampliação do prazo para o licenciamento, o órgão informou que uma portaria prevista para ser publicada na próxima terça-feira (21) estabelecerá regras temporárias para vistorias, registro de veículos, cobrança de diárias em pátios e regularização do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). As medidas serão formalizadas por meio da Portaria "N" nº 212/2026 e terão validade entre os dias 8 e 29 de julho.

Conforme noticiado mais cedo, o Detran de Mato Grosso do Sul sofreu, pelo menos, duas tentativas de invasão hacker entre o fim de junho e o início deste mês. O ataque comprometeu a comunicação entre os sistemas do órgão e da Sefaz após o acionamento de mecanismos de segurança, o que impediu a consulta detalhada aos débitos de IPVA dos veículos registrados no Estado.

Sem acesso a essas informações, diversos serviços passaram a ficar impedidos de ser concluídos, já que a legislação exige a verificação da regularidade tributária antes da emissão de documentos e da finalização de procedimentos administrativos.

O prazo para o licenciamento dos veículos com placas terminadas em 1, 2 e 3 venceria originalmente em 30 de junho. Após a primeira tentativa de invasão, ele foi prorrogado para 17 de julho. Agora, com a manutenção da instabilidade, os proprietários terão até 29 de julho para regularizar a situação.

Segundo o Detran, a escolha da data buscou evitar coincidência com o vencimento do licenciamento dos veículos de placas finais 4, 5 e 6 previsto para 31 de julho, reduzindo o risco de sobrecarga nos sistemas.

O órgão apontou que a nova portaria também disciplinará situações que passaram a gerar dúvidas desde o início da instabilidade. O texto trará regras específicas sobre a validade dos laudos de vistoria, os prazos para registro de veículos, a cobrança de diárias de veículos recolhidos em pátios e os procedimentos para proprietários com débitos de IPVA.

No caso do IPVA, o Detran orienta que a regularização seja feita diretamente junto à Sefaz enquanto persistirem as dificuldades de integração entre os sistemas. Mesmo assim, a conclusão de qualquer serviço pelo departamento continuará condicionada à confirmação de que não existem pendências tributárias após o processamento das informações pelos sistemas oficiais.

O órgão ressalta que as medidas têm caráter excepcional e temporário e não alteram as exigências previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Segundo o Detran, o objetivo é garantir a continuidade dos serviços públicos e evitar prejuízos aos usuários enquanto perdurar a instabilidade provocada pelos mecanismos de proteção contra ataques cibernéticos.

Apesar de antecipar os temas que serão regulamentados, o departamento ainda não detalhou quais serão as novas regras para laudos de vistoria, registros de veículos e diárias de pátio. Essas informações deverão constar na íntegra da Portaria "N" nº 212/2026, que será publicada no Diário Oficial do Estado na próxima terça-feira.