quinta, 04 de junho, 2026
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Coxim aprendeu, ao longo dos anos, a admirar e respeitar o médico pediatra Dr. Manuel Gaspar Manso Perez ( IN MEMORIAM) conhecido carinhosamente por todos como Dr. Gaspar. Mais do que um profissional da saúde, ele foi um verdadeiro símbolo de amor ao próximo, de dedicação à medicina e de compromisso com a vida.
Formado em Medicina pela Faculdade de Botucatu – UNESP, Dr. Gaspar escolheu Coxim para construir sua história. E foi aqui, no coração do Pantanal sul-mato-grossense, que ele deixou um legado que o tempo jamais apagará.
Por mais de duas décadas de atuação, ele serviu à população com entrega, competência e um raro senso de humanidade. Desde 1999, integrou o Programa Saúde da Família (PSF), onde se destacou não apenas pela excelência técnica, mas pela calma e humildade que o tornaram querido entre pacientes, colegas e amigos.
“Ele atendia com o coração”, dizem os que conviveram com ele. Dr. Gaspar tinha o dom de transformar o ambiente sua voz serena, o olhar tranquilo e o sorriso discreto traziam confiança e conforto. Para muitos, era mais do que um médico: era um amigo, um conselheiro e, muitas vezes, o primeiro abraço de uma nova vida que chegava ao mundo.
Em sua trajetória, ajudou a trazer ao mundo centenas de coxinenses, tornando-se parte da história de inúmeras famílias. Sua presença nas unidades de saúde, nas casas e nos corações de quem o conheceu foi sinônimo de cuidado, paciência e amor genuíno pela profissão que escolheu.
Ao lado da esposa, Maria Ângela Galvão Rosa, e dos três filhos, Dr. Gaspar construiu um lar pautado em afeto, simplicidade e valores sólidos. Amigo leal, esposo dedicado e pai amoroso, ele carregava a mesma doçura com que tratava seus pacientes. O amor pela família era sua força silenciosa, o alicerce que sustentava o homem e o médico que tanto marcou a cidade.
Infelizmente, sua trajetória foi interrompida pela covid-19, deixando uma profunda tristeza em toda a comunidade. A notícia de sua partida comoveu colegas, pacientes e amigos um luto coletivo tomou conta de Coxim, que perdeu não apenas um grande médico, mas um ser humano admirável.
Mas quem planta amor, nunca parte de verdade.
Mesmo ausente, Dr. Gaspar permanece presente nas lembranças, nas histórias contadas com carinho e em cada vida que ele ajudou a florescer. “Partiu o médico, mas ficaram suas sementes de amor, espalhadas em cada vida que ele tocou em Coxim.”
Sua dedicação e sua responsabilidade profissional são lembradas com respeito e gratidão. Era um médico que ouvia, que se importava, que entendia que cada pessoa carregava uma história e que a medicina, antes de ser ciência, é também empatia.
“Dr. Gaspar não curava apenas o corpo curava almas com sua calma, com seu sorriso e com o amor que colocava em cada gesto.” Essa frase, repetida por tantos que o conheceram, resume o tamanho da sua humanidade e a nobreza da sua vocação.
Coxim se despediu, mas não o esquece.
O nome de Dr. Manuel Gaspar Manso Perez permanece vivo nas lembranças, nas conversas, nos sorrisos e até nas saudades de quem teve o privilégio de ser cuidado por ele.
A cidade agradece pela vida que ele dedicou à saúde pública, pela serenidade com que enfrentava os desafios, pela humanidade que fazia dele um médico único.
Obrigado, Dr. Gaspar, por ter cuidado da nossa gente com o coração.
Seu legado continuará ecoando nos corredores das unidades de saúde, nas famílias que te admiram e em cada criança que veio ao mundo pelas suas mãos.
Porque há vidas que passam...
E há vidas, como a sua, que permanecem para sempre.
Cordel em memória do Dr. Gaspar/ O Doutor do Coração de Coxim
Na cidade de Coxim, lá no Norte do Mato Grosso,
Viveu um homem bondoso, de fala mansa e de rosto.
Um doutor de mãos divinas, de olhar sereno e sincero,
Chamado Manuel Gaspar, médico justo e inteiro.
De Botucatu veio o sonho, formado em Medicina,
Com saber e vocação, alma pura e cristalina.
Trouxe o diploma e o desejo de cuidar de cada irmão,
E fez de Coxim seu lar, sua missão e seu chão.
Trabalhou pelo PSF, com amor e paciência,
Mais de vinte anos de vida servindo com consciência.
Cada criança que nascia, um sorriso ele plantava,
E cada dor que curava, uma semente deixava.
Doutor Gaspar não falava alto, sua força era o olhar,
Quem chegava aflito e triste, logo começava a melhorar.
Era o remédio e o alento, o conforto e a solução,
Pois seu toque de médico vinha direto do coração.
Tinha esposa tão amada, Maria Ângela, fiel,
Três filhos, bênçãos da vida, presente doce do céu.
Um pai terno e cuidadoso, um amigo de verdade,
Que espalhava pela vida humildade e lealdade.
E quando a pandemia chegou, trazendo a dor e a aflição,
Levou consigo esse anjo, deixando um vazio no chão.
Mas o povo de Coxim, entre lágrimas e saudade,
Sabe que o Dr. Gaspar vive em cada maternidade.
Pois “partiu o médico”, diz o povo, “mas ficou seu amor”,
Nos corações agradecidos, na lembrança e no louvor.
“Curava corpo e também alma”, diz quem pôde o encontrar,
Com sua voz tão serena, jeito doce de cuidar.
Coxim hoje se ajoelha, em respeito e emoção,
Agradecendo ao doutor por tanta dedicação.
“Obrigada, Dr. Gaspar”, ecoa a cidade inteira,
Por sua vida tão bonita, tão justa e verdadeira.
E nas ruas, no hospital, e em cada mãe a sorrir,
Há quem jure que o doutor ainda passa por ali.
Soprando fé e esperança, feito brisa do luar,
Dizendo: “Cuide uns dos outros, é assim que quero ficar.”
Pois quem planta amor não morre, só muda de lugar.
E Coxim guardará pra sempre o nome do Dr. Gaspar.
(Glenda Melo)
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS