quinta, 04 de junho, 2026
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O apelo visual de bolos e doces cada vez mais elaborados tem levado confeiteiros e consumidores a recorrerem a produtos com brilho intenso como glitters e pós cintilantes para enfeitar sobremesas. No entanto, muitos desses itens não são feitos para consumo e podem colocar a saúde em risco.
Substâncias com partículas plásticas, conhecidas como microplásticos, são frequentemente encontradas em glitters e pigmentos “decorativos” vendidos em lojas de artigos para confeitaria. Quando ingeridos, esses fragmentos podem causar irritações no trato digestivo e, com o tempo, acumular-se no organismo, provocando reações inflamatórias e outros efeitos nocivos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltou a chamar a atenção de confeiteiros e consumidores para os riscos do uso de glitters e pós decorativos que não são próprios para o consumo humano em bolos, doces e sobremesas.
Segundo o órgão, muitos desses produtos comercializados como “para confeitaria” ou “não tóxicos” não possuem registro como alimento e, em diversos casos, são compostos por partículas plásticas, chamadas microplásticos. Quando ingeridas, essas substâncias podem causar irritações, inflamações e até efeitos acumulativos no organismo.
A Anvisa destaca que apenas produtos registrados como ingredientes alimentícios podem ser utilizados na decoração de comidas. Itens com aparência semelhante aos glitters comestíveis mas sem autorização sanitária devem ser evitados.
A recomendação da agência é simples: antes de usar, leia o rótulo com atenção. O consumidor deve verificar se há o número de registro da Anvisa e se o produto é classificado como próprio para consumo. Caso não haja essa informação, o ideal é não utilizar.
Além disso, confeiteiros e estabelecimentos devem redobrar a atenção ao comprar materiais decorativos, exigindo dos fornecedores a comprovação de que se trata de glitter comestível, e não de material plástico ou sintético.
A Anvisa reforça que o apelo visual não pode se sobrepor à segurança alimentar. Produtos brilhantes e coloridos podem embelezar doces e bolos, mas, se não forem destinados ao consumo, representam um risco real à saúde.
“Bonito no prato não pode significar perigoso para o corpo”, alerta a agência, destacando que o cuidado com ingredientes é essencial para garantir uma confeitaria segura e responsável.
Apesar de alguns produtos trazerem na embalagem indicações como “não tóxico” ou “uso profissional”, isso não significa que sejam próprios para o consumo humano. Essa confusão tem feito com que ingredientes inadequados sejam utilizados em sobremesas que parecem seguras, mas que escondem um potencial perigo invisível.
Antes de usar qualquer item com brilho em preparações culinárias, o consumidor deve verificar se há registro como produto alimentício e informações claras sobre sua composição. Produtos aprovados para uso em alimentos devem conter essa indicação no rótulo.
Em caso de dúvida, o ideal é optar por corantes e brilhos comestíveis certificados, fabricados especificamente para confeitaria, evitando o uso de glitters artesanais, plásticos moídos ou pigmentos de origem desconhecida.
Especialistas em segurança alimentar reforçam que o visual atrativo de um doce não deve comprometer a saúde de quem o consome. O cuidado com a procedência dos ingredientes é essencial para evitar contaminações e garantir que a arte da confeitaria continue sendo sinônimo de prazer e não de perigo.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS