quinta, 04 de junho, 2026
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Uma dupla de socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) teve um encontro inesperado na tarde de terça-feira (21), em Campo Grande (MS). Uma cobra surgiu no capô da ambulância enquanto os profissionais retornavam de uma ocorrência no distrito de Anhanduí, a 60 km da capital.
Nas imagens registradas, é possível ver o animal sobre o capô, com a cabeça voltada para o para-brisa, “observando” os ocupantes do veículo em movimento.
De acordo com o biólogo Henrique Abrahão Charles, trata-se de uma cobra-cipó (Philodryas mattogrossensis), espécie comum em áreas de vegetação.
Ao g1, o enfermeiro Marnon Augusto de Jesus relatou que ele e o condutor-socorrista, David Campos Real, haviam atendido um acidente de motocicleta na zona rural da região. Após encaminharem a vítima para a Santa Casa de Campo Grande, a dupla seguia de volta à base pela BR-163 quando percebeu a presença da cobra, posicionada bem à frente do para-brisa.
"A gente estava olhando pra estrada e, de repente, ela apareceu com a cabeça. Aí fomos indo, né? Ela entrou de novo no motor e continuou a viagem. Depois a gente parou, e o colega tirou ela com um galho e levou de volta pra mata", contou o enfermeiro.
Segundo Marnon, a cobra provavelmente entrou no compartimento do motor durante a parada para atendimento da ocorrência. "Quando nós paramos na mata, ela entrou no capô e ficou por lá, no quentinho do motor. Acho que no retorno, com o barulho da cidade, ela saiu", explicou.
O profissional afirmou que foi a primeira vez que presenciou algo do tipo. O maior receio era que a cobra conseguisse acessar o interior do veículo.
"Foi um susto. A gente ficou com medo porque ela sumiu dentro do capô. Eu só disse: 'vamos parar, senão ela vai entrar na nossa perna'. Coisas inusitadas que acontecem nas ocorrências", relatou.
Apesar do susto, David conseguiu remover a cobra com um galho e soltou o animal na mata, sem ferimentos.
Orientações da PMA
A Polícia Militar Ambiental (PMA) orienta que, ao se deparar com cobras ou outros animais silvestres ou peçonhentos, é fundamental manter distância e evitar qualquer tentativa de captura.
A aproximação pode estressar o animal, aumentando o risco de um ataque. A recomendação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo número 193 e manter o local seguro até a chegada da equipe especializada.
g1 MS
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS