quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
O processo para conquistar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pode passar por uma das maiores mudanças das últimas décadas. O Governo Federal anunciou que a obrigatoriedade do uso de autoescolas para emissão do documento deve chegar ao fim ainda este ano, conforme afirmou o ministro dos Transportes, Renan Filho, durante o programa “Bom Dia, Ministro”
A proposta será implementada por meio de uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e tem como principal objetivo reduzir os custos e facilitar o acesso dos brasileiros à habilitação. Atualmente, o valor médio para tirar a CNH pode ultrapassar R$ 4 mil, dependendo do estado.
Segundo o ministro Renan Filho, a ideia é permitir que os candidatos optem entre fazer o processo de aprendizagem nas autoescolas ou de forma independente, com instrutores particulares credenciados ou por meio de cursos livres.
“Queremos garantir que o cidadão tenha a liberdade de escolher como se preparar para o exame de direção, sem que isso represente um custo tão alto. A medida é voltada especialmente para quem não consegue pagar pelos valores praticados hoje”, afirmou o ministro.
O governo acredita que a flexibilização não diminuirá a qualidade da formação dos condutores, já que as provas teóricas e práticas continuarão obrigatórias e sob responsabilidade dos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans).
Dados recentes mostram que o preço da CNH no Brasil é um dos fatores que mais dificultam o acesso dos jovens ao mercado de trabalho e à mobilidade.
Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, o valor médio chega a R$ 4.477,95, o segundo mais alto do país, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul, onde o custo pode atingir R$ 4.951,35.
A expectativa é que, com o fim da obrigatoriedade das autoescolas, os valores caiam significativamente, já que o candidato poderá optar por modalidades mais acessíveis de ensino e prática.
A proposta, no entanto, gera preocupação entre proprietários de autoescolas, que temem queda na procura pelos serviços e questionam a segurança do novo formato. Entidades do setor defendem que as aulas presenciais e supervisionadas são fundamentais para garantir a boa formação de motoristas e evitar acidentes.
O texto final da resolução ainda será publicado pelo Contran, que deverá definir as regras de funcionamento, credenciamento de instrutores independentes e fiscalização do processo.
Enquanto isso, motoristas e candidatos em todo o país aguardam com expectativa. Para muitos, a medida pode representar a primeira chance real de conquistar o direito de dirigir sem comprometer o orçamento familiar.
Se confirmada, a mudança promete inaugurar uma nova fase na política de trânsito brasileira, conciliando economia, liberdade de escolha e segurança. O governo federal aposta que o modelo mais flexível ampliará o número de condutores habilitados e estimulará a formalização de novos profissionais no transporte e na logística.
“É uma questão de justiça social. Dirigir é um direito que deve estar ao alcance de todos, não apenas de quem pode pagar caro por isso”, concluiu o ministro Renan Filho.
Essa medida vai impactar diretamente milhões de brasileiros que desejam obter sua CNH e não conseguem pelos altos valores cobrados pelas autoescolas.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS