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Campo-grandense 'recebe' R$ 5 milhões na conta e fica sem acesso ao banco após golpe

Boletim de ocorrência foi registrado para preservação de direito, pois ela teve todas as suas contas bloqueadas devido à investigação

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7 de novembro de 2025

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Midiamax

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Imagina acordar e conferir o extrato bancário e lá está, de repente, um depósito de R$ 5,5 milhões na sua conta, sem qualquer explicação. Foi o que aconteceu com uma jovem de 21 anos, moradora do Parque do Lageado, região sul de Campo Grande.

A jovem diz que descobriu o valor, depositado pela Prefeitura de Monte Sião (MG), após o valor aparecer como ‘bloqueado’ em uma de suas contas. Ao buscar informações, descobriu que o valor havia sido depositado em uma conta empresarial que havia aberto em outro banco, mas que havia perdido acesso.

Desde então, sua vida virou de cabeça para baixo, pois todas as contas bancárias que ela possuía foram bloqueadas judicialmente. “Quando o valor bloqueado aparece no extrato, não consigo movimentar nada”, contou.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Depac Centro, a jovem relatou que no dia 30 de setembro de 2025, o valor de R$ 5.527.945,45 entrou em sua conta, de forma bloqueada, mas ela só percebeu a movimentação dias depois, ao tentar sacar seu salário.

“Eu só vi quando fui receber meu pagamento. Estava lá, cinco milhões e meio, e o remetente era a Prefeitura de Monte Sião. Achei que fosse erro do banco e deixei quieto”, contou.

Dias depois, ao tentar usar o aplicativo de outro banco, a jovem percebeu que todas as suas contas estavam bloqueadas. “Quando eu olho o extrato, o valor de R$ 5 milhões aparece e depois some. Quando ele está lá, tudo trava, não consigo fazer Pix, receber nada. Quando some, consigo movimentar. É um tormento”, disse.

O boletim de ocorrência também informa que o bloqueio é judicial e cita que a origem do valor seria o Município de Monte Sião (MG), alvo de um ataque cibernético que desviou mais de R$ 5 milhões de contas municipais.

Golpe em série e quadrilha investigada

O caso relatado coincide com uma investigação em andamento da Polícia Federal em Minas Gerais, que apura um ataque hacker sofrido por pelo menos nove prefeituras mineiras, resultando em um desvio total de R$ 12,5 milhões.

No caso de Monte Sião, o prefeito Juninho Zucato (União Brasil) afirmou que os criminosos conseguiram acessar 14 contas bancárias da prefeitura, realizando 54 transferências bancárias e até pagamento de boletos.

“Nunca tive acesso à conta do Bradesco”

Ela conta ainda que, pouco antes de o valor aparecer, recebeu uma ligação de uma pessoa que se apresentou como representante de um banco privado, oferecendo a abertura de uma conta empresarial para MEI e uma linha de crédito. Ela seguiu as instruções, mas depois disso, a pessoa deixou de responder e a bloqueou.

“Descobri depois que o dinheiro teria sido creditado nesta conta. Só que eu nunca usei essa conta. Um dia até recebi mensagem de troca de senha, mas nem me atentei. Agora acho que alguém alterou e usou meus dados”, disse a jovem.

Sem acesso às suas contas, ela diz viver um drama. “Eu recebo meu salário e não consigo sacar nada”, desabafou.

A Defensoria Pública teria orientado a jovem a registrar o boletim de ocorrência, o que foi feito no dia 10 de outubro. Ela afirma que ainda tenta resolver a situação com o banco e provar que não tem relação com o desvio ocorrido em Minas Gerais.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal em Minas Gerais, que apura o desvio milionário nas contas públicas e o possível uso de contas de terceiros em diferentes estados para ocultar os recursos.

Midiamax

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS