quinta, 04 de junho, 2026
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Com a onda de calor atingindo diversas regiões do Brasil, um alerta se acende: aumenta significativamente o risco de acidentes com escorpiões e abelhas. As altas temperaturas, aliadas à baixa umidade do ar, criam o ambiente ideal para que esses animais saiam de seus abrigos em busca de alimento, água ou novas colônias. E, nesse movimento, acabam invadindo residências, quintais e espaços urbanos, MS já registrou inúmeros ataques de escorpião e abelhas em 2025 levando adultos e crianças ao óbito.
O calor que incomoda os humanos, impulsiona a atividade de espécies como o Tityus serrulatus (escorpião-amarelo) e diversas espécies de abelhas africanas e híbridas, que se tornam mais agressivas nesse período.
Os escorpiões são animais de hábitos noturnos e se escondem em locais escuros, úmidos e de difícil acesso como entulhos, ralos, caixas de esgoto e entornos de construções. Com o aumento do calor e da seca, eles saem à procura de água e alimentos, principalmente baratas, que também proliferam em clima quente.
Além disso, o calor acelera o metabolismo dos escorpiões, tornando-os mais ativos e facilitando sua reprodução. Um único escorpião fêmea pode gerar dezenas de filhotes por partenogênese (sem precisar do macho), o que intensifica infestações rapidamente.
A picada do escorpião-amarelo pode ser grave, principalmente em crianças, idosos e pessoas com comorbidades. É fundamental procurar atendimento médico imediato.
Já as abelhas, especialmente as abelhas africanizadas, tornam-se mais defensivas e agitadas quando o calor é excessivo. Com o aumento da temperatura, seus ninhos superaquece e elas passam a se comportar de forma mais territorialista, reagindo com ataques em grupo a qualquer ameaça percebida.
O barulho de máquinas, cortes de árvore, presença de animais ou até vibrações próximas aos ninhos pode ser o suficiente para desencadear um ataque coletivo.
Risco: Picadas múltiplas podem causar reações alérgicas graves ou até choque anafilático. Ao avistar um enxame, não tente afastá-lo por conta própria.
O que o calor tem a ver com isso?
Altas temperaturas aumentam a atividade metabólica dos animais;
Escassez de água faz com que escorpiões e abelhas se aproximem de ambientes humanos;
Urbanização e descarte irregular de lixo favorecem a proliferação desses animais nas cidades;
Vegetação seca ou em flor atrai abelhas em busca de néctar;
Obras e reformas desestabilizam o habitat natural dos escorpiões.
Como se proteger?
Contra escorpiões:
Vede frestas e ralos com telas;
Elimine entulhos, madeiras e acúmulo de lixo;
Mantenha camas afastadas da parede;
Use botas em locais de mato alto ou construção;
Inspecione roupas e calçados antes de usá-los.
Contra abelhas:
Evite se aproximar de enxames ou colmeias;
Não realize podas ou limpezas próximas a ninhos sem orientação;
Em caso de enxame em área urbana, acione o Corpo de Bombeiros;
Não use perfumes ou roupas com cores muito vibrantes em áreas de mata/floração.
Entomologistas e profissionais da saúde pública reforçam que o problema é cíclico, mas agravado por extremos climáticos cada vez mais comuns. Com verões mais longos e secos, a tendência é que esses acidentes se tornem mais frequentes, exigindo atenção redobrada da população e ações preventivas do poder público.
Fique atento e proteja sua família. O calor pode até parecer inofensivo, mas pode trazer com ele perigos silenciosos e com ferrões afiados.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS