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Curioso
Por seu conteúdo de fibras e outras propriedades, o café ativa certas bactérias intestinais necessárias para que o corpo realize funções básicas
26 de setembro de 2025
(Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.)
Durante anos, o café não teve uma boa reputação. Muitas vezes, a vilã da história era a cafeína, não o café em si. Embora as evidências tenham conseguido desmentir isso, ainda existem muitos mitos sobre a cafeína e seus efeitos. Mas algo que a ciência também vem mostrando é o efeito benéfico do café sobre o organismo.
Um dos estudos mais recentes associa o café à microbiota intestinal. Segundo a pesquisa, a bebida favorece o crescimento de bactérias em nosso corpo. E isso cumpre uma função vital.
A comunidade microbiana do café
Como dissemos, diferentes estudos sobre o café permitiram descobrir seus efeitos benéficos no tratamento de doenças cardiovasculares, do diabetes e para ajudar os rins. Paralelamente, já se havia observado uma relação entre o consumo de café e o aumento de certas bactérias intestinais, mas os estudos eram em pequena escala. Agora, na Nature Microbiology, foi publicado um estudo que investigou a sequência genômica dos microrganismos intestinais de mais de 22.000 pessoas no Reino Unido e nos Estados Unidos.
Os pesquisadores descobriram que os consumidores de café tinham uma microbiota diferente, com bactérias intestinais como a Lawsonibacter asaccharolyticus oito vezes mais abundantes do que na daqueles que não ingerem esse alimento.
Não se limita a essa bactéria, já que também foram observados aumentos de Firmicutes, Actinobacteria, Prevotella, Faecalibacterium e Bifidobacterium, todas associadas a efeitos metabólicos benéficos, como uma maior produção de ácidos graxos de cadeia curta. Isso significa que, graças aos polifenóis e à fibra solúvel que contém, o café produz efeitos prebióticos que influenciam diretamente o crescimento de bactérias benéficas.
As bactérias do microbioma intestinal desempenham funções como facilitar a digestão, fortalecer o sistema imunológico, regular a inflamação e proteger contra patógenos e doenças. Efeitos muito diretos disso incluem a produção de vitaminas e enzimas que não são obtidas pelos alimentos, facilitar a digestão de compostos como fibra e amido e regular o sistema imunológico para diferenciar organismos nocivos de benignos.
Quatro xícaras
Tim Spector é um dos especialistas que supervisionaram o artigo e, segundo ele, a quantidade ideal de café seria entre duas e quatro xícaras por dia. Tudo depende do organismo de cada pessoa e da tolerância, mas algo interessante é que não apenas obtemos esses benefícios para a microbiota, como também uma boa quantidade de fibra.
Nosso organismo obtém 1,5 grama de fibra por cada xícara de café filtrado (existem muitas formas de prepará-lo, mas filtrado ou infusionado é uma das que permite extrair mais nutrientes). Isso é uma quantidade similar à que se obteria ao comer uma tangerina.
A questão da tolerância que cada pessoa tem ao café é importante, porque existe um “limite” na quantidade de cafeína que podemos consumir por dia para nos manter dentro de um segmento saudável, mas isso depende muito de cada indivíduo.
O bom é que esses efeitos positivos na microbiota foram observados tanto no café “normal” quanto no descafeinado. Se se acrescenta leite, a quantidade de polifenóis pode ser levemente reduzida, mas o balanço ainda é positivo. O que não se deve adicionar é açúcar, pois aí estaríamos causando mais mal do que bem.
Mas, se o café for descafeinado, é preciso ficar atento ao processo utilizado. Nem todos os cafés descafeinados são iguais, porque existem várias formas de remover a cafeína, e nem todas são igualmente saudáveis. Tanto é que alguns métodos estão sob observação de organizações como a FDA dos Estados Unidos.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal