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Caçador de Costa Rica abate javali de 300 kg e 2,20 m, o maior já visto na região

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22 de agosto de 2025

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Mikaela Loni

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Um abate impressionante entrou para a história da região norte de Mato Grosso do Sul. Na noite da última quinta-feira (21), por volta das 19h15, o caçador Aparecido Gonçalves de Souza, de 43 anos, conhecido como Cidão da Loja Caça & Pesca Costa Rica, abateu um javali macho de 300 kg e 2,20 metros de comprimento, considerado o maior já registrado no município.

A caçada ocorreu a cerca de 40 km de Costa Rica, nas proximidades do Clube de Tiro CTC 306, na divisa com a Fazenda Bom Jesus, de propriedade de Marcelo Duarte. Cidão estava acompanhado do filho, Jorge Guilherme, e do colaborador Arthur. Ao jornal MS Todo Dia, ele relatou que a experiência foi “indescritível e emocionante”, conforme publicou o jornal MS Todo Dia.

Como foi a caçada

O grupo já havia avistado o javali cerca de 30 dias antes, mas só conseguiu realizar a aproximação na última semana. Utilizando um aparelho de visão termal para identificar o animal em meio à lavoura colhida, localizaram dois exemplares: uma fêmea e o gigante macho.

“Era algo que eu nunca tinha visto. Descemos da caminhonete, fizemos a aproximação e percebi o tamanho descomunal dele. Os primeiros disparos com a carabina Puma calibre 357 não acertaram, mas, na perseguição lateral, consegui alvejá-lo na cabeça. Ele tombou na hora. A emoção foi algo que não dá pra descrever”, contou o caçador.

O transporte do animal exigiu esforço coletivo, já que o javali pesava oficialmente 300 kg.

O perigo e a técnica

Segundo Cidão, caçar um animal dessa proporção exige preparo e sangue frio, pois representa risco real a caçadores e cães.
“Um javali desse tamanho não tem predador natural, nem mesmo a onça encara. Ele é como um tanque de guerra. Se resolver atacar, não há quem segure”, explicou.

A estratégia envolveu câmeras termais, lanternas e armamento adequado, sempre com cautela. “É preciso muita calma, responsabilidade e experiência para evitar riscos fatais”, reforçou.

Problema crescente na região

Além do feito inédito, o caçador destacou a preocupação com a superpopulação de javalis no Mato Grosso do Sul, especialmente em Costa Rica, Chapadão do Sul, Figueirão, Paraíso das Águas e Alcinópolis.

Atualmente, estima-se que haja de 1.000 a 1.200 caçadores legalizados na região, cadastrados no Exército e no Ibama. Mesmo assim, o controle ainda é insuficiente. “Uma fêmea pode parir duas vezes ao ano, com até 14 filhotes por vez. Em seis meses, já estão reproduzindo novamente. É uma multiplicação sem controle”, explicou.

Parceria com produtores rurais

Cidão afirmou que muitos produtores permitem a caça em suas propriedades como forma de controle. “É uma parceria: nós controlamos os animais e eles nos dão acesso às áreas. A maioria apoia porque sabe dos prejuízos que o javali causa às lavouras e ao meio ambiente”, disse.

Experiência e responsabilidade

Credenciado desde 2017 como controlador de fauna exótica invasora, o caçador reforçou a importância de respeitar regras, manter documentação em dia e agir com responsabilidade.

“O javali destrói lavouras, nascentes, ninhos e filhotes de outros animais. Controlar essa espécie é também preservar nossa fauna e flora”, destacou.

De acordo com Cidão, o javali, com idade estimada entre 7 e 8 anos, será aproveitado na produção de salame.

“Foi uma das maiores emoções da minha vida. Já abati animais de 150 a 200 kg, mas nada parecido com esse. Foi único”, finalizou.

O abate do javali gigante entra para os registros como um dos maiores já realizados em Mato Grosso do Sul, reacendendo o debate sobre o controle da espécie invasora na região.

Mikaela Loni

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.

Maioria da malha fica entre baixo e médio índice

Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.

A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.

Infraestrutura pública tem pior desempenho

No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.

Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.

Regiões Sul e Sudeste concentram os trechos mais seguros

A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.

Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.

“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

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Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

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A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.

Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.

Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal