domingo, 26 de julho, 2026
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Uma falha técnica na infraestrutura da Cloudflare, registrada na manhã desta terça-feira (18), provocou um dos maiores apagões digitais já vistos nos últimos anos. O problema derrubou serviços, paralisou plataformas e expôs de forma clara o quanto a internet mundial depende de poucos gigantes da tecnologia para funcionar. Coxim se transformou em um caos sem serviços básicos como uma simples compra no supermercado ou uso do pix.
A instabilidade gerou erros, lentidão extrema e interrupções totais em milhões de sites e aplicativos em todo o planeta. O impacto foi tão amplo que redes sociais, sistemas bancários, mídias digitais, televisões por assinatura, serviços de inteligência artificial e até órgãos governamentais simplesmente deixaram de funcionar.
Entre os afetados também esteve o Jornal Diário do Estado de Coxim, que ficou fora do ar durante toda a manhã, impossibilitando o acesso às notícias e serviços do portal.
A Cloudflare, uma das maiores empresas de segurança digital e distribuição de conteúdo (CDN) do mundo, confirmou que uma falha interna desencadeou a instabilidade global. A causa ainda está sob investigação, mas relatos preliminares apontam para um pico de tráfego anormal, capaz de sobrecarregar seus sistemas.
Com milhões de sites hospedados ou protegidos pelos serviços da empresa, o problema se espalhou instantaneamente como um dominó digital.
A lista de serviços afetados impressiona:
X (antigo Twitter)
ChatGPT
Amazon
Canva
Udemy
Serviços bancários e apps financeiros
Plataformas de streaming e TVs por assinatura
Sites de notícias e portais de mídia
A interconexão da internet fez com que o apagão fosse global e simultâneo, atingindo desde pequenos blogs até gigantes da tecnologia.
O episódio acende um sinal de alerta sobre a concentração de serviços em poucas empresas. Quando um provedor como a Cloudflare sofre uma falha, o impacto deixa claro que boa parte do ecossistema digital não possui alternativas de contingência.
Especialistas reforçam que esse modelo cria uma vulnerabilidade estrutural perigosa um único erro pode comprometer a comunicação, o comércio e até serviços essenciais.
A Cloudflare informou que suas equipes técnicas trabalharam ao longo do dia para restabelecer os serviços, e a maior parte das plataformas já apresentava sinais de normalização no início da tarde. No entanto, alguns sistemas continuaram registrando instabilidade residual.
O Diário do Estado de Coxim, assim como centenas de veículos de comunicação no país, retomou suas operações após horas de interrupção total.
O apagão digital desta terça-feira deve ser lembrado como um marco não apenas pela dimensão do problema, mas pela discussão urgente que ele reabre: até que ponto é seguro concentrar a espinha dorsal da internet nas mãos de poucos provedores?
Enquanto o mundo se recupera do susto, especialistas defendem que o episódio seja encarado como uma oportunidade para fortalecer a resiliência da infraestrutura global e repensar a dependência tecnológica em larga escala.
Geral
O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) confirmou, na tarde desta sexta-feira (17), a prorrogação do prazo para o licenciamento anual de...
20 de julho de 2026
O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) confirmou, na tarde desta sexta-feira (17), a prorrogação do prazo para o licenciamento anual de veículos com placas de finais 1, 2 e 3 até 29 de julho e anunciou um pacote de medidas emergenciais para reduzir os impactos da indisponibilidade na integração de dados com a Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), provocada por tentativas de ataques cibernéticos.
Além da ampliação do prazo para o licenciamento, o órgão informou que uma portaria prevista para ser publicada na próxima terça-feira (21) estabelecerá regras temporárias para vistorias, registro de veículos, cobrança de diárias em pátios e regularização do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). As medidas serão formalizadas por meio da Portaria "N" nº 212/2026 e terão validade entre os dias 8 e 29 de julho.
Conforme noticiado mais cedo, o Detran de Mato Grosso do Sul sofreu, pelo menos, duas tentativas de invasão hacker entre o fim de junho e o início deste mês. O ataque comprometeu a comunicação entre os sistemas do órgão e da Sefaz após o acionamento de mecanismos de segurança, o que impediu a consulta detalhada aos débitos de IPVA dos veículos registrados no Estado.
Sem acesso a essas informações, diversos serviços passaram a ficar impedidos de ser concluídos, já que a legislação exige a verificação da regularidade tributária antes da emissão de documentos e da finalização de procedimentos administrativos.
O prazo para o licenciamento dos veículos com placas terminadas em 1, 2 e 3 venceria originalmente em 30 de junho. Após a primeira tentativa de invasão, ele foi prorrogado para 17 de julho. Agora, com a manutenção da instabilidade, os proprietários terão até 29 de julho para regularizar a situação.
Segundo o Detran, a escolha da data buscou evitar coincidência com o vencimento do licenciamento dos veículos de placas finais 4, 5 e 6 previsto para 31 de julho, reduzindo o risco de sobrecarga nos sistemas.
O órgão apontou que a nova portaria também disciplinará situações que passaram a gerar dúvidas desde o início da instabilidade. O texto trará regras específicas sobre a validade dos laudos de vistoria, os prazos para registro de veículos, a cobrança de diárias de veículos recolhidos em pátios e os procedimentos para proprietários com débitos de IPVA.
No caso do IPVA, o Detran orienta que a regularização seja feita diretamente junto à Sefaz enquanto persistirem as dificuldades de integração entre os sistemas. Mesmo assim, a conclusão de qualquer serviço pelo departamento continuará condicionada à confirmação de que não existem pendências tributárias após o processamento das informações pelos sistemas oficiais.
O órgão ressalta que as medidas têm caráter excepcional e temporário e não alteram as exigências previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Segundo o Detran, o objetivo é garantir a continuidade dos serviços públicos e evitar prejuízos aos usuários enquanto perdurar a instabilidade provocada pelos mecanismos de proteção contra ataques cibernéticos.
Apesar de antecipar os temas que serão regulamentados, o departamento ainda não detalhou quais serão as novas regras para laudos de vistoria, registros de veículos e diárias de pátio. Essas informações deverão constar na íntegra da Portaria "N" nº 212/2026, que será publicada no Diário Oficial do Estado na próxima terça-feira.
AGRO
Boletim da Famasul aponta estabilidade nos abates, exportações em alta e valorização dos animais de reposição, apesar do recuo da arroba em junho.
17 de julho de 2026
A pecuária de Mato Grosso do Sul manteve um ritmo forte de produção no primeiro semestre de 2026. De acordo com a edição de julho do Boletim SIGABOV, elaborado pelo Departamento Técnico (DETEC) do Sistema Famasul, o Estado registrou o abate de 2,08 milhões de bovinos nos seis primeiros meses do ano. O volume ficou apenas 1% abaixo do recorde registrado no mesmo período de 2025 e 10% acima da média dos últimos cinco anos, reforçando o bom desempenho da cadeia produtiva.
Segundo o consultor técnico em pecuária do Senar/MS, Diego Guidolin, apesar de o volume de abates permanecer próximo ao recorde de 2025, a composição dos animais abatidos começou a apresentar mudanças. Em junho, houve maior participação de machos, principalmente entre 13 e 24 meses, enquanto a participação de fêmeas diminuiu em relação ao acumulado do ano.
Para o técnico, esse comportamento reflete uma oferta consistente de animais terminados em um cenário de demanda firme por carne bovina.
"Esse comportamento indica uma oferta consistente de animais terminados, em um cenário de demanda firme por carne bovina. As exportações continuam em ritmo elevado, com junho registrando o maior volume embarcado do ano para Mato Grosso do Sul, o que contribui para manter o bom desempenho da cadeia pecuária no Estado", analisa Guidolin.
O boletim também mostra que o mercado de reposição continua aquecido. Mesmo com acomodação nos preços em relação ao mês anterior, os animais permanecem mais valorizados na comparação com junho de 2025.
O preço do quilo do bezerro acumula alta de 16% em um ano, enquanto o da bezerra avançou 19%. Garrote, boi magro, novilha e vaca magra também registraram valorização no período.
Segundo a análise técnica, a melhora da relação de troca entre boi gordo e bezerro favoreceu a reposição dos rebanhos, sustentando a demanda pelos animais. Ao mesmo tempo, a menor oferta de bezerros no Estado mantém os preços em patamares historicamente elevados, com valorização superior à inflação nos últimos 12 meses.
A arroba do boi gordo registrou queda de 2% em junho na comparação com maio. Apesar disso, o preço médio permaneceu 10% superior ao registrado em junho do ano passado e segue entre os maiores valores nominais da série histórica de Mato Grosso do Sul.
De acordo com o boletim, fatores ligados ao mercado internacional, como a proximidade do preenchimento da cota tarifária chinesa, contribuíram para pressionar as cotações ao longo do mês.
Outro indicador acompanhado pelo SIGABOV é a escala de abate, que permaneceu relativamente curta durante junho, fator que influencia diretamente a formação dos preços pagos ao produtor.