sábado, 25 de julho, 2026
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Futebol internacional
Nada é por acaso na carreira de Neymar. Principalmente as entrevistas, que são recados. A situação é mais que delicada no Al-Hilal. Não deve renovar contrato. Pode rescindir. E quer mudar a imagem nos EUA. O desejo é ir para Inter Miami.
9 de janeiro de 2025
Marcio Roberto Fanti
Beckham e Neymar jantaram nos Estados Unidos, em março de 2024. Desejo do inglês é juntar o brasileiro a Messi e Suárez / Reprodução/Instagram Beckham
Neymar fez questão de dar entrevista para a CNN norte-americana.
Conversas individuais dele são raras.
O motivo principal desta foi a quase certa não renovação com o Al-Hilal.
Seu salário astronômico, R$ 1,7 bilhão, em dois anos se mostrou ‘um erro’, para a imprensa árabe.
Primeiro, pelos 11 meses que passou para se recuperar do rompimento dos ligamentos no joelho esquerdo.
Depois, pelas convocações constantes, tendo de atravessar o mundo para jogar na Seleção Brasileira.
E pela impaciência na recuperação, sem a certeza que ele voltará a mostrar seu grande talento de anos atrás.
Neymar já estava longe do seu auge na última temporada no PSG.
Outro fator são as 29 lesões que teve na carreira.
Hoje ele segue como o terceiro jogador mais bem pago do mundo.
Atrás apenas de Cristiano Ronaldo e Messi.
O brasileiro só conseguiu fazer sete partidas oficiais pelo Al-Hilal.
Um gol e duas assistências.
Jogos completos?
Só quatro, em quase 20 meses no clube.
Tudo isso somado à ansiedade do sheik Abdulrahman Bin Saeed.
Ele controla o PIF (Fundo de Investimento Árabe), que busca estrelas para divulgar a Arábia Saudita, sede da Copa de 2034.
A vontade de Bin Saeed é ter o atacante egípcio Salah, ídolo maior do Liverpool, a partir do segundo semestre.
Há a chance de rescisão de Neymar, caso não seja inscrito na Liga Saudita, por sua distensão na coxa direita.
Se isso acontecer, não há o desejo dele e, muito menos do seu pai, de retorno imediato ao Brasil, ao Santos.
Ele tem o convite pessoal de David Beckham, o eterno ídolo da Inglaterra, para jogar no Inter Miami.
Beckham é o dono da equipe.
Os dois jantaram na noite de 29 de março de 2024.
A equipe já tinha Messi e estava apalavrada com Suárez, que estava no Grêmio.
De acordo com a imprensa norte-americana, o inglês afirmou que não poderia tirá-lo do Al-Hilal.
Mas se não renovasse o contrato, que termina em julho deste ano, o Inter Miami queria sua contratação.
“Não sei, tenho minhas dúvidas. Não sei se volto a jogar no Brasil. Tenho muita vontade de jogar nos Estados Unidos, isso tenho vontade. Pelo menos uma temporada. No Brasil, não sei. Às vezes quero, às vezes, não.
“Primeiro, porque o campeonato lá (nos Estados Unidos) é curto, você tem uns três ou quatro meses de férias (risos). Dá para jogar um monte de ano ainda.”
Neymar já pensava nos EUA em 2022.
Na verdade, são dois meses de férias.
Os anos se passaram e atuar ao lado de Messi e Suárez, como fizeram com brilhantismo no Barcelona, se tornou uma grande tentação.
Os três seguem muito amigos, trocando mensagens, telefonemas, se encontrando nas férias.
O melhor jogador brasileiro desde 2011 sabe que precisa melhorar sua imagem.
No mundo, principalmente nos Estados Unidos, que está muito mais conservador.
E não cultua os ‘bad boys’.
Pelo contrário.
Isso se juntou à vontade do jogador em não mais ser tratado como ‘Menino Ney’, apelido que nasceu na mídia de Santos, se espalhou pelo Brasil.
E ganhou o planeta.
Mas clube algum quer contratar um ‘menino’ à beira dos 33 anos.
A pergunta sobre o que mudou do início da carreira até agora foi perfeita.
Ideal para Neymar.
“Mudou muita coisa, totalmente diferente.
“Eu era um menino, hoje eu sou um homem.
“Hoje eu tenho minha família, tenho os meus filhos… E o estilo de jogo praticamente o mesmo, né?.
“Eu sigo com as minhas características dentro de campo, mas com a cabeça, a experiência, muito maior. Então, acho que ao longo desses anos eu venho aprendendo muita coisa, passei por muitas dificuldades, mas eu venho
conseguindo superar todas.”
Frases poderosas, importantes.
E que repercutiram no mundo.
Ele tem mais de 300 milhões de seguidores nas redes sociais.
Há inúmeras menções de fãs ardorosos que se orgulharam dele assumir ser um ‘homem’.
E ‘com família’.
Fora de campo, o comportamento que Messi e Suárez adotam há anos e anos.
Que combina com o que a mídia americana e que a cúpula do Inter Miami, desejam.
Além disso, o brasileiro foi direto à CNN, para falar sobre a chance de reviver o trio, que tanto sucesso fez no Barcelona.
“Jogar novamente com Messi e Suárez seria incrível.
“Eles são meus amigos. Ainda falamos um com o outro.
“Seria interessante reviver esse trio.
“Estou feliz no Al Hilal, estou feliz na Arábia Saudita, mas quem sabe...
“O futebol é cheio de surpresas.”
Neymar e seu estafe conseguiram atingir em cheio o objetivo.
A repercussão de suas declarações foi a melhor possível.
Reivindicar respeito à ‘maturidade’ de um pai de família é importante.
Ainda mais para o brasileiro, que viveu fase intensa de farras e festas.
Resta esperar o seu futuro como atleta.
Vai depender da postura de Jorge Jesus.
Se ele recomendar ou não sua inscrição no Campeonato da Arábia Saudita.
Ou dar o seu aval para a rescisão.
Na entrevista à CNN, o jogador deu passo importante para o seu futuro.
Seja no Al-Hilal, no Inter Miami.
Ou até no Santos.
Nenhum clube quer ter um menino, à beira dos 33 anos.
Com quatro filhos para criar...
Copa 2026
A derrota por 2 a 1 para a Noruega não representou apenas a eliminação do Brasil de mais uma Copa do Mundo. Ela simboliza o fracasso de um ciclo marcado por...
6 de julho de 2026
A derrota por 2 a 1 para a Noruega não representou apenas a eliminação do Brasil de mais uma Copa do Mundo. Ela simboliza o fracasso de um ciclo marcado por improvisos, decisões equivocadas e pela ausência de um projeto sólido para o futebol brasileiro.
O Brasil não foi eliminado apenas pela Noruega. Foi eliminado por anos de instabilidade, falta de planejamento e pela insistência em acreditar que a camisa, sozinha, ainda seria suficiente para decidir partidas.
Do outro lado estava uma seleção que talvez não tivesse o mesmo peso histórico, mas compensou qualquer diferença com organização, disciplina, humildade e respeito pelo adversário. Os jogadores noruegueses entraram em campo conscientes de suas limitações, executaram o plano de jogo com eficiência e deixaram o gramado classificados por mérito.
Enquanto isso, parte da Seleção Brasileira voltou a demonstrar uma postura que incomoda cada vez mais o torcedor. Em diversos momentos do ciclo, alguns atletas passaram a impressão de confiar mais no talento individual do que no trabalho coletivo, como se a tradição do Brasil ainda fosse suficiente para intimidar qualquer adversário. No futebol moderno, essa arrogância cobra um preço alto.
É verdade que o Brasil criou oportunidades e poderia até ter vencido a Noruega. No futebol, resultados inesperados acontecem. Mas nenhuma seleção conquista uma Copa do Mundo apostando apenas no acaso. Uma classificação sofrida pode acontecer. Duas também. Porém, não se atravessa uma competição inteira dependendo da sorte.
A eliminação é consequência de problemas antigos e conhecidos. Durante o ciclo, a Seleção passou por quatro treinadores diferentes, um técnico interino, mudanças constantes no comando e até um treinador dividindo atenções entre clube e seleção. Nunca houve continuidade suficiente para construir uma identidade de jogo.
Durante muitos anos, a enorme qualidade individual dos jogadores brasileiros foi capaz de esconder falhas estruturais do futebol nacional. Hoje, esse cenário mudou. O futebol mundial evoluiu. As seleções investiram em planejamento, ciência, análise de desempenho e continuidade de trabalho. O Brasil, por outro lado, permaneceu preso à expectativa de que o talento resolveria tudo.
Por isso, apontar um único jogador ou um treinador como responsável pelo fracasso seria simplificar um problema muito maior. A eliminação exige uma reflexão profunda sobre a forma como o futebol brasileiro vem sendo administrado, desde as categorias de base até a principal seleção do país.
A Noruega não venceu apenas pelos dois gols marcados. Venceu porque apresentou exatamente aquilo que faltou ao Brasil: organização, compromisso coletivo, humildade e um projeto consistente.
No futebol, existe uma regra que nunca falha: não se colhe aquilo que não se planta. O vexame brasileiro nesta Copa do Mundo é o resultado de um ciclo inteiro sem planejamento, sem estabilidade e sem evolução.
Se as mesmas práticas forem mantidas, os próximos torneios poderão trazer exatamente o mesmo desfecho. O problema nunca foi apenas a derrota para a Noruega. O verdadeiro adversário continua sendo a falta de direção do futebol brasileiro e a arrogância de alguns jogadores, quem sabe um dia voltaremos a ver aquele futebol bonito que tanto encantou nossa geração e carregávamos o orgulho do futebol mais respeitado do mundo, quem sabe ...
Copa 2026
Chegou a hora da verdade para a Seleção Brasileira. Hoje (5), às 17h (horário de Brasília), o Brasil enfrenta a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo de...
5 de julho de 2026
Chegou a hora da verdade para a Seleção Brasileira. Hoje (5), às 17h (horário de Brasília), o Brasil enfrenta a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, em confronto que será disputado no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos.
Depois de superar a fase anterior e manter vivo o sonho do hexacampeonato, a equipe brasileira entra em campo sabendo que não há espaço para erros. Em jogos eliminatórios, qualquer detalhe pode definir o destino das seleções, aumentando ainda mais a expectativa de torcedores espalhados pelo mundo.
Do outro lado estará uma Noruega que chega embalada por uma campanha consistente e promete dificultar a vida da Seleção. Com um futebol organizado e jogadores de qualidade, os europeus representam um adversário que exige concentração máxima durante os 90 minutos ou mais, caso a decisão siga para a prorrogação e, se necessário, para os pênaltis.
O vencedor do confronto garantirá presença nas quartas de final e seguirá na disputa pelo título mundial, enquanto o derrotado dará adeus à competição. A expectativa é de um estádio lotado e de um duelo marcado por intensidade, equilíbrio e muita emoção.
A torcida brasileira deposita suas esperanças na tradição da camisa amarelinha e na capacidade da equipe de crescer em momentos decisivos. Mais do que uma vaga na próxima fase, o confronto representa um passo importante na caminhada rumo ao tão sonhado sexto título mundial, hoje é teste para o coração dos brasileiros, jogo que promete muita emoção e garra dos 2 times para continuar no sonho da copa 2026.