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Futebol
Ranking com avaliações de comentaristas e setoristas mostra os times que se reforçaram melhor na temporada. Cuiabá, Atlético-GO, Vasco e Palmeiras ficam entre os piores; confira a lista
27 de dezembro de 2024
Por Roberto Maleson Rio de Janeiro
Campeão da Libertadores e do Brasileirão, o Botafogo teve um 2024 inesquecível em sua história centenária. A maior temporada alvinegra de todos os tempos veio após um investimento alto da equipe brasileira que mais gastou no ano. Foram quase 400 milhões de reais para contratar 21 novos atletas para o grupo. As cifras milionárias aportadas por John Textor tiveram retorno em campo com os títulos ao fim da temporada.
Nomes como o goleiro John Victor, o zagueiro Alexander Barboza, o meia Thiago Almada e os atacantes Igor Jesus, Luiz Henrique e Savarino foram unanimidades. Eles chegaram em 2024 e assumiram a titularidade no time de Artur Jorge. Graças a isso, o Botafogo terminou a temporada como time que melhor contratou neste ano, segundo a pesquisa feita pelo ge.
A média geral das notas do Botafogo foi de 3,94 pontos entre os reforços para esta temporada. O suficiente para superar o Flamengo, que teve uma média de 3,88 pontos e ficou em segundo lugar. O Bahia fechou o pódio na terceira posição, com 3,79 pontos.
Para avaliar os reforços, o ge reuniu três profissionais, entre comentaristas, setoristas e repórteres que acompanharam os jogos e dia a dia do clube durante o ano. Cada um atribuiu notas a cada jogador. A avaliação final do time veio a partir da média de pontos das notas. No total, foram avaliados 320 reforços trazidos pelos 20 clubes da Série A para esta temporada. Confira abaixo como foram atribuídas as notas:
No Botafogo, apenas quatro atletas não foram contabilizados porque deixaram o time no meio da temporada (casos de Emerson Urso, Damián Suárez e Mohamed El Arouch) ou não estrearam (caso do goleiro Raul). Sem contar estes quatro jogadores, o Botafogo conseguiu uma média alta de pontos por contratação. Luiz Henrique foi a única unanimidade entre os votantes como craque da posição e conseguiu nota 6 entre os três avaliadores.
No Flamengo, a grande unanimidade foi o zagueiro Léo Ortiz, que atingiu nota máxima entre os avaliadores. O defensor custou R$ 37,5 milhões e mostrou em campo que o investimento valeu a pena. Além dele, nomes como De La Cruz, Alex Sandro, Michael e Plata ajudaram o Flamengo a conquistar a Copa do Brasil e elevaram a média de pontos da avaliação rubro-negra.
O Bahia terminou o Campeonato Brasileiro em 8º lugar e garantiu uma vaga para disputar a Libertadores de 2025. O Tricolor de Aço voltará ao torneio continental após 35 anos. O experiente meia Everton Ribeiro foi titular absoluto do time de Rogério Ceni e atingiu uma pontuação média de 5,67 pontos, que ajudou a colocar o Bahia na terceira posição desta lista. Outros nomes como Jean Lucas, Caio Alexandre, Santiago Arias e Luciano Rodríguez também aumentaram a média do clube nordestino. Veja o ranking completo abaixo:
InfoesporteNas Laranjeiras, o cenário também foi de poucos acertos no mercado. O meia uruguaio Terans custou mais de 14 milhões de reais aos cofres tricolores, mas pouco entrou em campo. A melhor contratação, disparada, foi a do zagueiro Thiago Silva. O capitão assumiu a responsabilidade e ajudou o Tricolor a se livrar do rebaixamento. Kevin Serna e Bernal também foram reforços bem avaliados neste ano. Nas Laranjeiras, o cenário também foi de poucos acertos no mercado. O meia uruguaio Terans custou mais de 14 milhões de reais aos cofres tricolores, mas pouco entrou em campo. A melhor contratação, disparada, foi a do zagueiro Thiago Silva. O capitão assumiu a responsabilidade e ajudou o Tricolor a se livrar do rebaixamento. Kevin Serna e Bernal também foram reforços bem avaliados neste ano.
Copa 2026
A derrota por 2 a 1 para a Noruega não representou apenas a eliminação do Brasil de mais uma Copa do Mundo. Ela simboliza o fracasso de um ciclo marcado por...
6 de julho de 2026
A derrota por 2 a 1 para a Noruega não representou apenas a eliminação do Brasil de mais uma Copa do Mundo. Ela simboliza o fracasso de um ciclo marcado por improvisos, decisões equivocadas e pela ausência de um projeto sólido para o futebol brasileiro.
O Brasil não foi eliminado apenas pela Noruega. Foi eliminado por anos de instabilidade, falta de planejamento e pela insistência em acreditar que a camisa, sozinha, ainda seria suficiente para decidir partidas.
Do outro lado estava uma seleção que talvez não tivesse o mesmo peso histórico, mas compensou qualquer diferença com organização, disciplina, humildade e respeito pelo adversário. Os jogadores noruegueses entraram em campo conscientes de suas limitações, executaram o plano de jogo com eficiência e deixaram o gramado classificados por mérito.
Enquanto isso, parte da Seleção Brasileira voltou a demonstrar uma postura que incomoda cada vez mais o torcedor. Em diversos momentos do ciclo, alguns atletas passaram a impressão de confiar mais no talento individual do que no trabalho coletivo, como se a tradição do Brasil ainda fosse suficiente para intimidar qualquer adversário. No futebol moderno, essa arrogância cobra um preço alto.
É verdade que o Brasil criou oportunidades e poderia até ter vencido a Noruega. No futebol, resultados inesperados acontecem. Mas nenhuma seleção conquista uma Copa do Mundo apostando apenas no acaso. Uma classificação sofrida pode acontecer. Duas também. Porém, não se atravessa uma competição inteira dependendo da sorte.
A eliminação é consequência de problemas antigos e conhecidos. Durante o ciclo, a Seleção passou por quatro treinadores diferentes, um técnico interino, mudanças constantes no comando e até um treinador dividindo atenções entre clube e seleção. Nunca houve continuidade suficiente para construir uma identidade de jogo.
Durante muitos anos, a enorme qualidade individual dos jogadores brasileiros foi capaz de esconder falhas estruturais do futebol nacional. Hoje, esse cenário mudou. O futebol mundial evoluiu. As seleções investiram em planejamento, ciência, análise de desempenho e continuidade de trabalho. O Brasil, por outro lado, permaneceu preso à expectativa de que o talento resolveria tudo.
Por isso, apontar um único jogador ou um treinador como responsável pelo fracasso seria simplificar um problema muito maior. A eliminação exige uma reflexão profunda sobre a forma como o futebol brasileiro vem sendo administrado, desde as categorias de base até a principal seleção do país.
A Noruega não venceu apenas pelos dois gols marcados. Venceu porque apresentou exatamente aquilo que faltou ao Brasil: organização, compromisso coletivo, humildade e um projeto consistente.
No futebol, existe uma regra que nunca falha: não se colhe aquilo que não se planta. O vexame brasileiro nesta Copa do Mundo é o resultado de um ciclo inteiro sem planejamento, sem estabilidade e sem evolução.
Se as mesmas práticas forem mantidas, os próximos torneios poderão trazer exatamente o mesmo desfecho. O problema nunca foi apenas a derrota para a Noruega. O verdadeiro adversário continua sendo a falta de direção do futebol brasileiro e a arrogância de alguns jogadores, quem sabe um dia voltaremos a ver aquele futebol bonito que tanto encantou nossa geração e carregávamos o orgulho do futebol mais respeitado do mundo, quem sabe ...
Copa 2026
Chegou a hora da verdade para a Seleção Brasileira. Hoje (5), às 17h (horário de Brasília), o Brasil enfrenta a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo de...
5 de julho de 2026
Chegou a hora da verdade para a Seleção Brasileira. Hoje (5), às 17h (horário de Brasília), o Brasil enfrenta a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, em confronto que será disputado no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos.
Depois de superar a fase anterior e manter vivo o sonho do hexacampeonato, a equipe brasileira entra em campo sabendo que não há espaço para erros. Em jogos eliminatórios, qualquer detalhe pode definir o destino das seleções, aumentando ainda mais a expectativa de torcedores espalhados pelo mundo.
Do outro lado estará uma Noruega que chega embalada por uma campanha consistente e promete dificultar a vida da Seleção. Com um futebol organizado e jogadores de qualidade, os europeus representam um adversário que exige concentração máxima durante os 90 minutos ou mais, caso a decisão siga para a prorrogação e, se necessário, para os pênaltis.
O vencedor do confronto garantirá presença nas quartas de final e seguirá na disputa pelo título mundial, enquanto o derrotado dará adeus à competição. A expectativa é de um estádio lotado e de um duelo marcado por intensidade, equilíbrio e muita emoção.
A torcida brasileira deposita suas esperanças na tradição da camisa amarelinha e na capacidade da equipe de crescer em momentos decisivos. Mais do que uma vaga na próxima fase, o confronto representa um passo importante na caminhada rumo ao tão sonhado sexto título mundial, hoje é teste para o coração dos brasileiros, jogo que promete muita emoção e garra dos 2 times para continuar no sonho da copa 2026.