quinta, 04 de junho, 2026
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Nossa entrevistada da semana é a nova Secretária de Saúde de Coxim, Fernanda Berigo, 37 anos, casada com Welmer da Silva Amorim, 38 anos, e mãe do pequeno Fernando Berigo Silva Amorim de 1 ano e 11 meses.
Graduada em Enfermagem em 2011 pela FAMA (Faculdade Mineirense) pós-graduada em Gestão hospitalar, Unidade de Terapia Intensiva e Urgência e Emergência. Possui uma vasta experiência e relevantes serviços prestados ao serviço do SAMU na categoria de Unidade de Suporte Avançado (USA) no estado de Go (2011 e 2012).
Trabalhou também na Fundação Hospitalar de Costa Rica onde foi Responsável Técnica da equipe de enfermagem e após nomeada para o cargo de Diretora Geral da Fundação Hospital de Costa Rica (2013 à 2020)
A secretária recebeu nossa reportagem para esclarecer alguns assuntos relacionados a saúde de Coxim e também nos colocar a par dos trabalhos entregues por sua equipe nesse 1 mês e 19 dias desde que assumiu a pasta. Desde já o jornal Diário do Estado agradece por nos receber para nos conceder essa entrevista.

Diário do Estado: Secretária, como chegou até a senhora o convite para assumir uma pasta tão importante como a pasta da saúde?
Fernanda Berigo: Glenda, eu já trabalhava há 4 anos no hospital regional de Coxim como Diretora de atenção a saúde, o convite veio por parte do prefeito Dr Edilson Magro e do vice-prefeito Flávio Dias, em um primeiro momento conversamos, e após outras conversas me senti honrada com o convite e aceitei esse que sem dúvida até agora foi o maior desafio da minha vida, e aqui estou eu, há exatos 1 mês e 19 dias na condução dessa pasta como você mesma disse tão importante.
Diário do Estado: A senhora pode nos falar como encontrou a pasta da saúde?
Fernanda Berigo: Bom, fizemos uma restruturação da pasta como um todo, na parte organizacional de RH, de funções de setores e serviços de uma forma que a gente conseguisse caminhar com tranquilidade, mas a realidade e que estamos caminhando e fazendo essa transição ao mesmo tempo, para que a gente conseguisse levar na ponta que é o paciente um serviço humanizado e técnico que se aperfeiçoa todos os dias.
Diário do Estado: Para senhora, quais as principais dificuldades hoje no município?
Fernanda Berigo: Sabemos que as pessoas que procuram as unidades de saúde estão aflitas por atendimento, não estão lá por estar, precisam estar lá, entendemos que nem sempre o serviço será ágil, nosso trabalho é interligado com muitas coisas que não dependem só de nós, as equipes das unidades de saúde do hospital, vetores, vigilância sanitária trabalham de forma incansável para oferecer o melhor para a população de Coxim, mas como disse, muitas coisas dependem de liberação de vagas, sistemas que algumas vezes deixam de funcionar, mas gostaria de dizer a população que estamos aqui todos os dias para oferecer o melhor e corrigir erros e solucionar problemas, nosso maior foco é resolver as demandas reprimidas, com a ajuda recente do Governo do Estado MS estamos conseguindo zerar as filas por ultrassom e ressonância, para se ter uma ideia os pacientes que precisam do especialista de ombro estão sendo atendidos, não temos esse profissional em Coxim, mas eles estão sendo encaminhados para tratamentos em outros locais.

Diário do Estado: Qual a dificuldade em trazer certos especialistas para Coxim, como especialista em ombro, neurologista entre outros?
Fernanda Berigo: Logística Glenda, apenas isso, muitos profissionais não querem vir para cidades pequenas, eles sabem que cidades pequenas não pagam o que os grandes centros e capitais pagam, vamos atrás dos especialistas mas sempre recebemos a mesma resposta, cidades do interior não conquista a grande maioria, e isso não depende do poder público, não podemos forcar ninguém morar em um lugar que não quer, isso também prejudica nosso trabalho, pois a partir disso acontecem os encaminhamentos para capital e outros locais.
Diário do Estado: Hoje secretaria, qual o número de médicos para atender as unidades de saúde de Coxim?
Fernanda Berigo: Temos 7 unidades, 9 equipes, temos 13 médicos em Coxim, e 1 que atende a zona rural, 1 vez por semana o médico acompanhado de dentista e enfermeiros vai para zona rural, ou seja, zona rural tem atendimento toda semana. A unidade do pequi é aquela que possui uma demanda maior, lá 3 médicos fazem atendimento da população, Santa Maria possui 2 médicos para atendimento, Tótó 2 médicos, Senhor Divino 2 médicos, Flávio Garcia 1 médico.
Na policlínica funcionam nossas especialidades que contam com o seguinte corpo clínico: Ortopedistas 4, Ginecologista 4, Clínico Geral 1, médico dos programas 1, infectologista 1, otorrino 1, pediatra 2 e também existem os atendimentos com as credenciadas para exames laboratoriais, vascular 1 e urologista 1, esse é o nosso quadro em Coxim, e esses profissionais são verdadeiros heróis pois ainda se dedicam com amor e respeito aos seus pacientes.
Diário do Estado: Secretária, na última quarta-feira (19) um vídeo de um médico repercutiu na cidade de Coxim sobre os atendimentos nas unidades de saúde e em uma em especifico, a senhora pode nos explicar e sobretudo a população de Coxim como é feita essa conta de quantos pacientes um médico precisa atender mês?
Fernanda Berigo: Ótima pergunta Glenda, existe um parecer da CREMEPE 17/2021 que diz que: Um médico de ESF deve ser responsável por no máximo 4.000 pessoas e quanto a esta área desta unidade citada no vídeo há 3.715 pessoas cadastradas e vinculadas a segunda portaria GM/MS 3493 de 10 de abril de 2024, a faixa de pessoas vinculadas e acompanhadas por equipe de saúde da família e equipe de atenção primaria a saúde deve ser de 2.500 a 3.750 pessoas.

Diário do Estado: Sobre as medicações secretária, existem medicações faltando nos postos de saúde de Coxim?
Fernanda Berigo: Não faltam medicações, pode acontecer de faltar algum remédio com miligrama especifica, mas medicações não estão em falta e o que o paciente não encontrar de miligrama nos postos pode encontrar nas farmácias que fazem parte da farmácia popular, que é o programa do governo que distribui medicamentos gratuitos.
Diário do Estado: Nosso centro de hemodiálise, quando entrará em funcionamento?
Fernanda Berigo: Se tudo correr bem, até o final de 2025 ele estará funcionando, essa é a nossa projeção, conseguimos através do Governo do Estado que tem sido um grande parceiro de Coxim 10 novas máquinas para hemodiálise, ideal para Coxim são 21 máquinas, mas esperamos ainda com a parceria dos vereadores de Coxim conseguir as maquinas que faltam, hoje 40% da obra de construção já foi concluída, temos o nefrologista que já atende no hospital regional que irá acompanhar os pacientes no novo centro, estamos otimistas que até final de 2025 essas famílias que precisam pegar a estrada para ir para capital possam fazer seus tratamentos no conforto da sua cidade, próximos dos seus parentes, isso faz toda diferença no tratamento.
Diário do Estado: Vamos falar um pouco agora sobre o “Núcleo de Educação Permanente do município de Coxim” como foi criado e qual sua função?
Fernanda Berigo: Esse projeto é dedicado para os nossos funcionários da atenção primária de saúde, um projeto lindo que foi criado pelo ex secretário de saúde Flávio Dias, hoje vice-prefeito de Coxim, ele é um projeto de acolhimento, capacitação e um olhar de empatia e gratidão para todos os funcionários da área de saúde de Coxim que cuidam da nossa gente, mas que também precisam ser cuidados e valorizados.

Diário do Estado: A senhora optou aqui na secretaria por uma equipe técnica e coesa no sentido de humanização no tratamento do paciente que vem buscar informação, marcar um exame ou simplesmente buscar uma informação, a senhora que humanizar o atendimento seja a grande missão da saúde no Brasil, no nosso estado e aqui em Coxim?
Fernanda Berigo: Glenda, eu acredito que tudo pode ser resolvido com diálogo, educação, respeito e principalmente com empatia, pois quando nos colocamos no lugar do automaticamente pensamos: “gostaria de ser tratado assim” tudo acontece de maneira mais tranquila, problemas são resolvidos e dificuldades vencidas por isso eu acredito que se conseguirmos humanizar o atendimento e fazer o paciente se sentir cuidado colheremos bons frutos agora e nas próximas gerações.
Diário do Estado: O tempo de espera por uma consulta ou um exame, as filas, agendamentos de consultas, tudo isso a senhora acha que humanizando a rede pode melhorar?
Fernanda Berigo: Tenho certeza que sim, como eu te disse no inicio da nossa conversa eu cheguei há menos de 2 meses, tudo esta se estruturando, estamos tomando pé das coisas, organizando, não existe avanço sem organização, não posso ser leviana, irresponsável em tratar assuntos que falam de vidas humanas sem uma organização da casa, sem saber o que ficou que precisa ser resolvido e as coisas novas que chegam todos os dias para serem resolvidas, gestão é organizar e trabalhar, é isso que estamos fazendo.
“Estamos só no começo muita coisa vai ser feita e o povo de Coxim vai perceber as mudanças positivas em Coxim. ”
Diário do Estado: Todos alinhados? Vigilância sanitária, Controle de Vetores, todos alinhados para os desafios dessa nova gestão?
Fernanda Berigo: Sinto muita vontade de todos da área da saúde de Coxim em fazermos mudanças significativas em prol da população, a equipe esta ciente das responsabilidades que nos chegam diariamente, mas estamos prontos e dispostos, seja no mutirão da dengue, seja nas campanhas de vacinação, seja no combate a Zica, chicungunha, campanha da raiva, todas as ações serão organizadas com responsabilidade pautando sempre pela qualidade e dever para com a população de Coxim, o que pedimos é um pouco de paciência e compreensão, sabemos que não é fácil mas estamos trabalhando todos os dias para melhorar e seguir no caminho de melhoria e avanços para saúde de Coxim.
Diário do Estado: Gostaria que a senhora fizesse suas considerações finais secretaria por favor
Fernanda Berigo: Glenda, primeiro gostaria de agradecer pela oportunidade que o Jornal Diário do Estado nos proporcionou em esclarecer algumas informações técnicas que muitas vezes a população não tem conhecimento, como eu disse tenho certeza absoluta que estamos no caminho certo, claro não agradaremos todos, terão pessoas insatisfeitas, terão pessoas satisfeitas e isso faz parte do processo que vivemos, mas o que peco é a confiança da população de Coxim no nosso trabalho, também não poderia deixar de agradecer toda a equipe da secretaria de saúde de Coxim, todos sem exceção tem se esforçado para fazer o melhor pela cidade e pela nossa gente, sem essa equipe nada seria possível, as equipes das unidades de saúde todos os funcionários, todos os funcionários também do hospital Regional, em suma; todos os funcionários da saúde de Coxim que sempre estão prontos para atender quem precisa e que escolheram como missão cuidar de vidas. Agradecer a Josenir Farias de Souza a nossa responsável e nossa Coordenadora da atenção primária das unidades de saúde, a Lucimara Gomes Mourão, Secretária Adjunta aqui comigo na missão todos os dias, todos eles são os que fazem o serviço continuar, melhorar e se aprimorar, muito obrigada pela oportunidade, estamos sempre a disposição.

Entrevista
Confeiteiro fala em entrevista exclusiva ao Jornal Diário do Estado sobre sua trajetória, a quebra de paradigmas de gênero e o sucesso em Coxim.
10 de outubro de 2025
Com apenas 25 anos, Victor Manuel Gomes Ferreira já soma mais de cinco anos de experiência, estudo e dedicação à confeitaria. Natural de Coxim (MS), ele transformou uma paixão cultivada desde a infância em um negócio que está se firmando na cidade.
Em um mercado onde, historicamente, a confeitaria foi associada ao universo feminino, Victor se destacou justamente por quebrar paradigmas e mostrar que talento, sensibilidade e técnica não têm gênero. Enfrentou preconceitos, julgamentos e dúvidas, mas escolheu trilhar seu caminho com coragem, propósito e muito amor pelo que faz.
Mais do que um confeiteiro, Victor é um artista que transforma ingredientes em sentimentos. Seus bolos e doces carregam histórias, memórias e uma dedicação que está conquistando o paladar e o coração dos coxinenses.
Nesta entrevista, ele compartilha sua trajetória, desafios, conquistas e sonhos para o futuro numa conversa doce, inspiradora e cheia de inspiração
Diário do Estado: Como e quando surgiu seu interesse pela confeitaria?
Victor Manuel: Desde muito novo, eu sempre fui encantado pelo mundo da culinária. Era o tipo de criança que, ao invés de correr ou brincar, preferia ficar na cozinha observando os adultos prepararem os pratos. Com o tempo, esse interesse se voltou especialmente para os doces. Nas festas de família, eu me voluntariava para preparar os bolos e sobremesas dos aniversariantes e isso se tornou uma tradição. Ver a felicidade das pessoas ao provarem algo que eu fiz com minhas próprias mãos sempre me motivou. A confeitaria, pra mim, sempre foi mais que uma profissão; é uma forma de demonstrar carinho.
Diário do Estado: Qual foi o seu primeiro contato com a confeitaria profissionalmente?
Victor Manuel: Meu primeiro contato profissional aconteceu quando tive a oportunidade de trabalhar em uma confeitaria. Antes disso, eu já fazia doces por conta própria, mas foi ali que conheci o ritmo intenso do dia a dia, os processos técnicos, a importância da organização e da padronização. E foi ali também que eu percebi que queria mais do que apenas cozinhar por prazer eu queria me especializar, viver disso, transformar essa paixão em um negócio sério e bem estruturado.
Diário do Estado: Você teve algum mentor ou inspiração no início da sua carreira?
Victor Manuel: Minha maior inspiração sempre foi meu propósito de vida: o desejo de vencer, de construir algo meu, de não depender dos outros. Não tive um mentor direto, alguém que me pegasse pela mão e me ensinasse tudo. Pelo contrário, muitas vezes enfrentei falta de apoio, dúvidas das pessoas ao meu redor e até preconceitos. Mas, por outro lado, isso me fortaleceu. Sempre tive muito medo de ficar desempregado, de não ter um caminho. Então decidi criar meu próprio caminho, e ele começou na cozinha.
Diário do Estado: Como é ser confeiteiro em uma cidade como Coxim?
Victor Manuel: Ser confeiteiro em Coxim é uma experiência única. Aqui, as relações são mais próximas, os clientes viram amigos, e o reconhecimento do nosso trabalho vem de forma muito sincera. No início foi desafiador conquistar espaço, mas com o tempo fui me firmando. Hoje, posso dizer com orgulho que tenho clientes fiéis, pessoas que confiam no meu trabalho, me acompanham há anos e indicam meus doces com muito carinho. É uma sensação maravilhosa ver o meu trabalho fazendo parte da história das famílias da minha cidade.
Diário do Estado: Quais são as principais demandas do público local em relação à confeitaria?
Victor Manuel: O público de Coxim é bastante receptivo e valorizador da confeitaria artesanal. Bolos personalizados, doces finos para festas e sobremesas tradicionais são os mais procurados. As pessoas valorizam muito o sabor caseiro, a apresentação caprichada e o atendimento humanizado. Sempre busco trazer novidades e adaptar as tendências ao gosto local, o que me ajuda a manter a clientela satisfeita e surpreendida.
Diário do Estado: Acredita que há espaço para inovações ou tendências da confeitaria moderna em Coxim?
Victor Manuel: Acredito sim, e cada vez mais. Embora Coxim seja uma cidade do interior, o acesso à informação está muito mais fácil hoje em dia. As pessoas estão atentas ao que está em alta e querem experimentar coisas novas. Temos um público exigente e, ao mesmo tempo, aberto a inovações. Por isso, busco sempre me atualizar, fazer cursos, testar novas técnicas e trazer o melhor para os meus clientes. A confeitaria moderna tem muito a oferecer e aqui em Coxim, tem espaço para isso.
Diário do Estado: Já pensou em levar seu trabalho para outras cidades ou estados, ou Coxim sempre foi o seu foco?
Victor Manuel: Sim, já pensei bastante nisso. Embora eu ame Coxim e tenha um carinho imenso pela cidade, tenho sonhos de expandir. Quero muito levar meu trabalho para outras cidades e até mesmo para outros estados. Sei que é um passo grande, mas acredito que com planejamento e dedicação é possível. Não quero limitar meus sonhos. Quero alcançar novos públicos, viver novas experiências e fazer a confeitaria crescer ainda mais.
Diário do Estado: Quais foram os maiores desafios que você enfrentou no começo da sua jornada como confeiteiro?
Victor Manuel: O maior desafio foi, sem dúvida, acreditar em mim mesmo. Eu era muito inseguro, tinha medo de dar errado, de ser julgado, de não conseguir viver disso. Além disso, controlar a ansiedade, a autocrítica e o perfeccionismo foi um processo. No começo, eu queria que tudo fosse perfeito e me cobrava demais. Também tive dificuldades financeiras, falta de estrutura e até de reconhecimento. Mas a cada dificuldade superada, eu me sentia mais forte e mais preparado para seguir em frente.
Diário do Estado: Em sua opinião, qual é a parte mais difícil de manter um negócio de confeitaria em uma cidade do interior?
Victor Manuel: Manter a qualidade dos produtos com preços acessíveis é um grande desafio. O custo dos ingredientes está cada vez mais alto, e nem sempre conseguimos repassar isso para o cliente. Além disso, temos menos acesso a insumos específicos ou equipamentos modernos, o que exige ainda mais criatividade para manter o padrão. Também há menos oportunidades de eventos grandes ou datas com alta demanda, então é preciso trabalhar com equilíbrio entre tradição e inovação para se manter ativo o ano todo.
Diário do Estado: Como você lida com sazonalidades e datas comemorativas, que costumam ser movimentadas no setor?
Victor Manuel: Eu procuro sempre me antecipar. Faço planejamentos com antecedência, crio cardápios temáticos e me organizo para atender o maior número de pedidos possível sem perder a qualidade. Nessas datas, o volume de trabalho aumenta muito, então é essencial ter organização, preparo psicológico e, se possível, apoio de uma equipe. Também uso essas datas como uma forma de criar conexão com os clientes, trazendo novidades e reforçando a identidade da minha marca.
Diário do Estado: Você já enfrentou preconceito por ser homem trabalhando com confeitaria?
Victor Manuel: Sim, já enfrentei. Ainda existe uma visão equivocada de que confeitaria é uma área "feminina", e isso acaba gerando olhares tortos ou comentários desnecessários. Mas, com o tempo e com o reconhecimento do meu trabalho, fui conquistando meu espaço e provando que talento e dedicação não têm gênero.
Diário do Estado: Como o público reage ao descobrir que o responsável pelos doces é um homem?
Victor Manuel: No começo, muitos se surpreendem. Mas depois que provam os produtos e percebem o cuidado, o sabor e o carinho que coloco em cada detalhe, essa surpresa vira admiração. A qualidade sempre fala mais alto, e isso tem me ajudado a quebrar barreiras e estereótipos.
Acredita que ainda existe uma visão de que confeitaria é um “trabalho feminino”?
Victor Manuel: Infelizmente, ainda existe em alguns contextos, mas vejo que essa mentalidade vem mudando com o tempo. A confeitaria é arte, é técnica, é amor e isso não tem gênero. Hoje temos muitos homens na área fazendo trabalhos incríveis, e isso ajuda a desconstruir esse pensamento ultrapassado.
Diário do Estado: Já sentiu que precisou “provar mais” por ser homem na área?
Victor Manuel: Sim, em muitos momentos. Sentia que precisava me destacar mais, mostrar mais competência, mais dedicação, só para ser levado a sério. Mas acredito que todo desafio também é uma oportunidade. Isso me motivou a buscar excelência em tudo que faço.
Diário do Estado: O que te inspira no dia a dia para criar novas receitas?
Victor Manuel: Minha maior inspiração é minha família. Eles sempre acreditaram em mim, mesmo quando tudo parecia difícil. São meu ponto de apoio, minha base. Cada receita nova que crio tem um pouco deles seja uma lembrança de infância, um elogio que me emocionou ou até um momento em que precisei me superar.
Diário do Estado: Tem alguma receita ou doce que tenha um valor sentimental ou história especial para você?
Victor Manuel: Sim, tem uma receita especial que sempre preparo com um carinho redobrado. Ela me lembra da minha infância e de momentos marcantes com pessoas que já se foram. Fazer esse doce me conecta com essas memórias, é como reviver aquelas emoções. E acredito que esse sentimento se transmite no sabor. Mas, no fundo, todas as receitas têm um pouco de mim e carregam muito amor.
Diário do Estado: Como você equilibra a vida pessoal com a rotina puxada da confeitaria?
Victor Manuel: Não é fácil, mas organização é essencial. Tenho horários definidos, me planejo com antecedência e também aprendi a respeitar meus limites. Hoje entendo que cuidar de mim também é parte do sucesso do meu trabalho. Quando estou bem, consigo entregar o melhor aos meus clientes e estar presente para minha família.
Diário do Estado: Como você enxerga o mercado da confeitaria nos próximos anos, especialmente em cidades pequenas como Coxim?
Victor Manuel: Acredito que o mercado tem tudo para crescer, mesmo em cidades pequenas. As pessoas estão mais exigentes, querem qualidade, e valorizam o trabalho artesanal. Vejo um futuro muito promissor, com espaço para profissionais criativos, dedicados e que estejam sempre em evolução. Aqui em Coxim, quero continuar sendo parte desse crescimento, inovando sem perder minhas raízes.
Diário do Estado: Já pensou em dar cursos ou ensinar outras pessoas, principalmente jovens ou homens interessados na área?
Victor Manuel: Sim, esse é um grande sonho meu. Quero muito compartilhar tudo o que aprendi com outras pessoas. A confeitaria transformou minha vida e pode transformar a de muitos jovens também. Ensinar seria uma forma de retribuir tudo o que conquistei e mostrar que, com amor e esforço, qualquer um pode vencer nessa área.
Diário do Estado: Que conselho você daria para um homem que quer começar na confeitaria, mas tem medo do julgamento?
Victor Manuel: Meu conselho é simples: não tenha medo. O julgamento sempre vai existir, em qualquer área. Mas o que realmente importa é o que você sente. Se você ama a confeitaria, siga em frente. O mundo precisa de mais pessoas fazendo o que amam. E, com o tempo, você vai perceber que a paixão e a dedicação falam mais alto que qualquer preconceito.
Diário do Estado: Se pudesse escolher apenas um doce para representar Coxim, qual seria? E por quê?
Victor Manuel: O bolo de chocolate, sem dúvidas! Ele é simples, gostoso, acolhedor e tem tudo a ver com o jeito do coxinense: gente que gosta de aproveitar a vida, se reunir com a família e celebrar as pequenas coisas. É aquele tipo de doce que todo mundo ama e que traz alegria com uma mordida só.
Diário do Estado: Quais seus planos para o futuro na confeitaria?
Victor Manuel: Quero continuar me aprofundando, estudando, aperfeiçoando minhas técnicas. Também quero expandir meu negócio, talvez abrir uma loja maior ou até uma filial em outra cidade. E, claro, seguir adoçando a vida dos meus clientes com muito amor, que é o ingrediente principal do meu trabalho.
Diário do Estado: Suas considerações finais:
Victor Manuel: Sou extremamente grato ao jornal Diário do Estado pela oportunidade e poder contar um pouco da minha caminhada até aqui, sou grato por tudo que conquistei. Amo o que faço e coloco meu coração em cada doce que produzo. Minha missão é levar felicidade às pessoas por meio da confeitaria, e quero continuar crescendo, aprendendo e fazendo a diferença na vida de quem prova meus produtos, meus trabalhos estão disponíveis pelas redes sociais @Vicktor_emanuell



Entrevista
Secretária de Educação de Coxim fala em entrevista exclusiva ao Diário do Estado sobre os desafios da gestão, os avanços na rede municipal e as metas para fortalecer a qualidade do ensino.
5 de setembro de 2025
À frente da Secretaria Municipal de Educação de Coxim, Marly Nogueira tem conduzido uma gestão marcada por desafios, conquistas e planos ousados para o futuro. Em entrevista exclusiva, a secretária destaca o compromisso com a qualidade do ensino, a valorização dos profissionais da educação, os avanços na infraestrutura escolar e as ações para reduzir desigualdades entre a zona urbana e rural. Com transparência e determinação, ela fala sobre o que já foi realizado, as dificuldades enfrentadas e as metas que projeta para transformar a educação no município.
Diário do Estado: Secretária, quais têm sido os principais desafios na gestão da educação municipal em Coxim e como a senhora tem buscado superá-los?
Marly: Os principais desafios incluem garantir a qualidade do ensino, ampliar o acesso às vagas, manter a infraestrutura escolar e reduzir desigualdades entre zonas urbana e rural.
Para superá-los, temos adotado ações estratégicas, como:
• Investimentos em tecnologia e material didático próprio, especialmente para a base infantil;
• Ampliação e manutenção das escolas e da frota escolar;
• Apoio contínuo a professores e profissionais da educação, com capacitação e valorização;
• Diálogo constante com diretores, professores, pais e comunidade.
Nosso compromisso é enfrentar cada desafio com planejamento, responsabilidade e foco no bem-estar e na aprendizagem dos alunos.
Diário do Estado: Desde que assumiu a Secretaria de Educação, quais foram os maiores desafios e conquistas alcançados pela senhora e sua equipe?
Marly: Enfrentamos desafios como manter todas as escolas em funcionamento pleno, equilibrar recursos limitados e iniciar projetos estruturantes.
Entre as conquistas, destaco:
• Criação da sala de recurso no bairro Piracema, ampliando a inclusão e o atendimento especializado;
• Manutenção das escolas com recursos próprios, garantindo ambientes adequados e seguros;
• Ampliação de salas de tecnologia, melhoria da frota escolar e adoção de material didático próprio para a base infantil.
Diário do Estado: A senhora acredita que a pandemia ainda deixa reflexos no aprendizado dos alunos? O que a Secretaria tem feito para recuperar possíveis defasagens?
Marly: Sim. A pandemia deixou reflexos significativos, como defasagens no aprendizado. Para enfrentá-los, implantamos reforço pedagógico, acompanhamento individualizado e projetos voltados à inclusão de conteúdos essenciais, assegurando que todos os alunos retomem o ritmo escolar com segurança e consistência.
Diário do Estado: Como está sendo trabalhado o planejamento estratégico da educação em Coxim para os próximos anos?
Marly: Nosso planejamento busca ampliar o acesso e melhorar a qualidade do ensino. Entre as ações previstas, estão:
• Abertura de novas salas para atender à crescente demanda;
• Adoção de material didático próprio (apostilado) para a base infantil;
• Melhoria da frota escolar, oferecendo transporte mais seguro;
• Construção de um novo Centro de Educação Infantil na Vila Bela, em parceria com o Governo Federal.
Diário do Estado: De que forma a Secretaria tem dialogado com diretores, professores e pais para alinhar as demandas e melhorar a qualidade da educação?
Marly: Mantemos um diálogo democrático e próximo. Recebemos demandas presencialmente, por telefone ou em visitas às escolas. Esse contato direto permite identificar necessidades e alinhar ações de forma colaborativa, garantindo a melhoria contínua da rede.

Diário do Estado: Quais são as principais dificuldades enfrentadas pelas escolas da zona rural e quais ações têm sido adotadas?
Marly: O maior desafio está nas estradas, especialmente no período de chuvas. Para superar, atuamos em parceria com a Secretaria de Obras, realizando manutenção preventiva e garantindo acesso seguro para alunos e profissionais.
Diário do Estado: Existe algum projeto específico voltado ao transporte escolar rural?
Marly: Não há um programa exclusivo, mas o transporte escolar atende tanto a zona rural quanto a urbana com a mesma estrutura, garantindo segurança e pontualidade.
Diário do Estado: Como a senhora avalia a diferença de acesso e oportunidades entre alunos da zona rural e urbana?
Marly: As diferenças são pequenas. A principal defasagem está no acesso à tecnologia. Para reduzir, planejamos implantar salas de tecnologia também nas escolas rurais. Além disso, todo material didático é entregue em versão física, assegurando igualdade no aprendizado.
Diário do Estado: Há iniciativas para valorizar a cultura local e o modo de vida da zona rural no currículo escolar?
Marly: Ainda não temos iniciativas formais, mas reconhecemos sua importância. Estamos avaliando projetos para inserir a cultura regional e o modo de vida do campo nas práticas pedagógicas.
Diário do Estado: O que a gestão tem feito pela valorização dos professores e funcionários da educação?
Marly: Destaco a redução da carga horária das ASHAs e merendeiras, proporcionando melhor qualidade de vida, e a valorização salarial, reconhecendo o esforço e dedicação de todos.
Diário do Estado: Existe um plano de capacitação continuada para professores e servidores?
Marly: Sim. Mantemos formações contínuas para atualização pedagógica e aprimoramento profissional, garantindo ensino mais eficiente e inovador.
Diário do Estado: Como a senhora enxerga a importância da saúde mental dos profissionais da educação?
Marly: É prioridade. Estamos estruturando projetos para promoção da saúde mental nas escolas, oferecendo suporte e ações preventivas que fortaleçam a motivação e o equilíbrio emocional.
Diário do Estado: Há políticas para reduzir a rotatividade de profissionais na rede municipal?
Marly: Atualmente, utilizamos processos seletivos para suprir demandas. Aguardamos o concurso municipal, que trará mais estabilidade, valorização e continuidade ao trabalho.
Diário do Estado: Quais são os projetos mais importantes em andamento?
Marly: Um deles é a criação de material didático próprio para a educação infantil, garantindo conteúdos adaptados ao desenvolvimento das crianças.

Diário do Estado: Existe algum programa para incentivo à leitura e à escrita?
Marly: Sim. Cada escola desenvolve metodologias próprias de incentivo, promovendo aprendizagem personalizada e significativa.
Diário do Estado: Como Coxim tem avançado no uso de tecnologia na educação?
Marly: Investimos na aquisição de equipamentos e buscamos emendas para ampliar salas de tecnologia, garantindo inclusão digital e preparando alunos para os desafios do século XXI.
Diário do Estado: Há iniciativas voltadas à inclusão de alunos com necessidades especiais?
Marly: Sim. Contamos com equipe multidisciplinar que oferece suporte pedagógico, psicológico e acompanhamento especializado em toda a rede.
Diário do Estado: Quais foram as maiores conquistas até agora?
Marly: Destaco a sala de recurso no bairro Piracema, a manutenção das escolas com recursos próprios e a melhoria dos ambientes escolares, assegurando qualidade e inclusão.
Diário do Estado: Houve avanços nos indicadores como o IDEB?
Marly: Ainda não registramos avanços, pois a gestão está em fase inicial. No entanto, já estamos implantando ações estratégicas que refletirão positivamente nos próximos resultados.
Diário do Estado: Como a senhora avalia os investimentos na estrutura física das escolas?
Marly: O impacto é extremamente positivo: ambientes mais adequados e seguros elevam a qualidade da aprendizagem e fortalecem o vínculo da comunidade com a escola.
Diário do Estado: Há escolas ou projetos que já se tornaram referência?
Marly: Ainda é cedo para apontar referências consolidadas, mas projetos em andamento têm potencial para se tornar exemplos de boas práticas no futuro.
Diário do Estado: Quais são as principais metas para o próximo ano letivo?
Marly: • Melhorar o IDEB com foco em estratégias pedagógicas;
• Ampliar a rede com novas salas e vagas;
• Implantar salas de tecnologia nas escolas do campo;
• Garantir entrega de uniformes e materiais no início do ano letivo.
Diário do Estado: Se pudesse destacar uma prioridade absoluta hoje, qual seria?
Marly: A prioridade é elevar a qualidade do ensino e ampliar vagas, sobretudo na educação infantil.
Diário do Estado: Qual mensagem a senhora gostaria de deixar para professores, alunos e famílias?
Marly: Deixo minha gratidão e carinho a todos. Seguimos juntos, com projetos para fortalecer a qualidade da educação, construindo um futuro cada vez mais promissor para nossa rede municipal.
Diário do Estado: Suas considerações finais por favor secretária
Marly: Glenda, gostaria de agradecer pelo convite e pela oportunidade em poder falar sobre o nosso trabalho, agradeço ao Jornal Diário do Estado pelas portas sempre abertas, e para a população de Coxim estamos trabalhando em prol de uma sociedade mais justa para todos.