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Entrevista

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Dr. Fernando Fontoura: Mais que um Médico, um Coxinense de Alma e Coração

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7 de março de 2025

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(Glenda Melo/Diário do Estado)

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Nosso entrevistado da semana é um Coxinense apaixonado por suas origens, um fã incondicional de sua Coxim que sonhou com o dia que retornaria para sua terra natal após anos fora, filho de um dos médicos mais queridos pela população de Coxim o também Dr Pedrinho Fontoura o médico Fernado Fontoura aceitou nosso convite para falar sobre a inauguração de sua clínica na cidade e sobre a saúde em Coxim, conheça um pouco mais desse grande profissional que tem feito a diferença na saúde da terra do pé de Cedro .
Fernando Henrique Rocha Fontoura, 38 anos, casado com Jean Franko Leal Moraes, formado em Medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro em 2014 aos 27 anos de idade, formação clínica pela Beneficência Portuguesa de São Paulo, pós graduação em cardiologia pelo hospital 
Israelita Albert Einstein e especialização em Medicina de Família pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Diário do Estado: Fernando, você passou muito tempo fora de Coxim estudando e se especializando na sua área, como foi retornar para Coxim após tantos anos?
Fernando Fontoura:
Glenda, saí de Coxim , muito cedo, muito jovem, se você me perguntar se a medicina estava nos meus planos, não, não estava, mas talvez por influência do meu pai, não no sentido dele me influenciar, mas de crescer naquele ambiente em que a medicina sempre esteve presente nos meus dias , com meu pai e seus amigos também médicos  frequentando nossa casa, talvez de alguma forma isso tenha me influenciado, médicos como os falecidos Dr Flávio, Dr Gaspar, Dr João Figueiredo e também do primeiro médico de Coxim, meu primo Dr Álvaro Fontoura, essas foram minhas referências.

Diário do Estado: Quando você retornou para Coxim, sentiu o peso por ser filho de um dos médicos mais queridos de Coxim? Existiu essa comparação?
Fernando Fontoura:
Claro que existiu, e faz parte, talvez nem pelo sentido negativo, mas pela expectativa em que eu seja tão bom quanto meu pai ou até melhor, mas isso nunca veio para mim como um peso e sim como uma responsabilidade de entregar sempre o melhor.

Fernando e seus pais Deuzilda e Dr. Pedrinho

Diário do Estado: E qual motivo de retornar para Coxim?
Fernando Fontoura:
Meus pais, o motivo foi eles, foi por eles, os papeis se invertem e hoje sinto a necessidade em estar perto para poder cuidar deles, e nada mais justo que isso né Glenda, cuidar daqueles que sempre cuidaram da gente, esse processo faz parte da vida, um dia eles cuidam, depois cuidamos, a vida é sobre isso, sobre devolver aquilo que recebemos, e hoje estou muito feliz e realizado em estar junto da minha família de novo.

Diário do Estado: Para muitas pessoas que retornam para sua terra natal isso é um retrocesso, para você foi?
Fernando Fontoura:
Mas de maneira nenhuma, foi a maior alegria da minha vida, eu sou um apaixonado por Coxim, eu amo esse lugar, costumo dizer que aqui é meu chão, não poderia escolher outro lugar para envelhecer e terminar meus dias, aqui é meu lugar preferido no mundo, eu amo essa cidade, o povo acolhedor daqui os cheiros, a natureza, a tranquilidade que temos aqui, a simpatia da nossa gente, simpatia que só quem é coxinense entende, Coxim sempre será minha melhor escolha.

Diário do Estado: Fernando, recentemente você inaugurou sua clínica, isso foi um sonho que você tinha de quando retornasse para Coxim?
Fernando Fontoura:
Sim, quando chegamos em uma certa idade pensamos em fincar raízes, estabilidade, segurança, fazer aquilo que amamos, e principalmente no meu caso poder cuidar dos que me procuram e confiam no meu trabalho com qualidade, respeito, dignidade, oferecer um bom trabalho, um bom atendimento não é um favor Glenda, a nossa constituição nos diz que cada um de nós tem direito a saúde, educação, cultura, e cabe a cada um de nós entregar serviços de qualidade para nossa gente, não é favor, é obrigação.

Diário do Estado: A sua clínica conta com quantos profissionais e quais especialidades?
Fernando Fontoura:
Ginecologista- Dr Pedrinho Fontoura, Dra Marina Introvini- Tricologia e transplante Capilar, Dra Juliana Fontoura Psicóloga, e eu a frente dos atendimentos de cardiologia e medicina da família.

Diário do Estado: Quais os planos de saúde sua clínica está atendendo?
Fernando Fontoura:
Cassems, todas as Pax: Taquari, Coxim e São Marcos, Postal Saúde, Fusex e Cassi

Diário do Estado: O senhor tem trabalhado muito com a telemedicina, como tem sido essa experiência? A população de Coxim tem aceitado bem ou existe resistência?
Fernando Fontoura:
A resposta dos pacientes de Coxim tem sido incrível, claro que muitos ainda ficam receosos, mas grande parte aceita muito bem, fazemos atendimentos inclusive nos locais mais distantes como pantanal, zona rural, para pessoas que tenham dificuldade de acesso ou até mesmo aqueles que precisam de um atendimento de urgência, a qualidade oferecida é a mesma do atendimento presencial, tanto nas unidades de saúde que atendo como na minha clínica a resposta tem sido muito boa e agradeço a confiança dos meus pacientes.

Diário do Estado: Quando o senhor retornou para Coxim foi naquele BUM da COVID no mundo todo, em Coxim não foi diferente e a cidade como muitas outras que não estavam preparadas para aquilo que estava acontecendo beirou a calamidade como foi para o senhor viver esse momento?
Fernando Fontoura:
Eu digo sempre que esse momento foi a medicina que não aprendemos nos livros e na faculdade, era o caos, trabalhei na tenda da covid em Coxim e posso te dizer que nunca havia visto nada parecido, em Campo Grande no hospital da CASSEMS também prestei atendimentos durante a covid, e se na capital, em um hospital com toda estrutura vi tantas pessoas pelos corredores esperando atendimentos, tantas mortes diariamente, imagina quando isso chega em Coxim, uma cidade pequena, com poucos recursos e sem as estruturas dos grandes centros, confesso para você que foi um dos períodos mais difíceis da minha carreira de médico, vi médicos queridos perderem a vida, como nosso amigo e querido Dr Gaspar, todos os dias eu ia na UTI  do hospital da CASSEMS para vê-lo mas infelizmente a covid o levou, como tantos outros profissionais da saúde.

Diário do Estado: Nesse período, você teve algum medo?
Fernando Fontoura:
Sim, tive. Meu maior medo era perder meu pai, eu nem sentia medo por mim, mas por ele sim, ele não parou de trabalhar nenhum dia durante a covid, atendeu todos os dias, colocou sua vida em risco por outras pessoas, isso realmente mexeu comigo, o medo de perder meu pai era latente em mim, era um medo diário, de todos os medos que tive, esse foi o pior.  Eu também trabalhei todos os dias durante a pandemia, peguei por duas vezes a COVID, de forma leve, mas no final conseguimos passar por esse triste momento e estamos aqui seguindo cuidando das pessoas.

Diário do Estado: Hoje para você, qual a maior necessidade de Coxim em especialidades?
Fernando Fontoura:
Glenda, Coxim já melhorou muito no sentido de médicos especialistas, antes os moradores daqui precisavam deixar Coxim para ir para Campo Grande buscar alguns especialistas, hoje essa situação já melhorou muito, embora muito ainda precise ser feito, uma grande deficiência em especialidade aqui em Coxim é de neurologia, Coxim precisa com urgência de um neurologista, essa demanda é bastante alta aqui na cidade.

Diário do Estado: Como o senhor vê a saúde de Coxim atualmente?
Fernando Fontoura:
Acredito que esta acontecendo um movimento e sinto uma boa vontade do poder público em melhorar a oferta de serviços e atendimentos nas unidades de saúde da cidade e também de locais como CAPS e REABILITAR, Em uma reunião recente com o Prefeito Edilson Magro senti por parte dele  vontade em fazer as melhorias necessárias para que o povo de Coxim não passe por situações difíceis ao buscarem atendimento, mas também precisamos trabalhar para que todo paciente receba um atendimento de qualidade desde a recepção ao chegar na unidade de saúde e centros de referência.

Diário do Estado: Para o senhor humanizar a saúde significa o que? 
Fernando Fontoura:
Receber bem os pacientes nas unidades de saúde, atender com educação, carinho, sobretudo respeito, ninguém procura um hospital ou uma unidade de saúde sem necessidade, quando a pessoa chega nesses locais ela já chega fragilizada precisando de ajuda e apoio, ela precisa se sentir acolhida ao chegar nesses locais, nós gostamos de ser bem tratados e acolhidos, então humanizar o atendimento não é mais que nosso dever.

Diário do Estado: Vamos fazer agora o nosso bate-bola Fernando, preparado?
Fernando Fontoura:
Vamos lá

Diário do Estado: Uma cor?
Fernando Fontoura:
Azul

Diário do Estado: Uma música?
Fernando Fontoura:
Fala Coxim

Diário do Estado: Um lugar?
Fernando Fontoura:
Coxim

Diário do Estado: Uma comida?
Fernando Fontoura:
Arroz carreteiro

Diário do Estado: Um desejo?
Fernando Fontoura:
Evoluir sempre

Diário do Estado: Uma revolta?
Fernando Fontoura:
Injustiça

Diário do Estado: Um dia feliz?
Fernando Fontoura:
Quando me sinto amado

Diário do Estado: Um dia Triste?
Fernando Fontoura:
Quando não me sinto compreendido

Diário do Estado: Uma realização?
Fernando Fontoura:
O hoje

Diário do Estado: Um medo?
Fernando Fontoura:
De viver no automático, sem valorizar as coisas bonitas do dia a dia

Diário do Estado: Maior alegria?
Fernando Fontoura:
Fazer alguém feliz

Diário do Estado: Se você tivesse um super poder, qual você gostaria de ter?
Fernando Fontoura:
Que as pessoas tivessem acesso as mesmas condições de outras

Diário do Estado: Uma dor?
Fernando Fontoura:
Ter feito outras escolhas que eu não faria hoje

Diário do Estado: Uma palavra bonita para você?
Fernando Fontoura:
Resiliência 

Diário do Estado: Uma palavra feia para você?
Fernando Fontoura:
Preconceito

Diário do Estado: Um cheiro?
Fernando Fontoura:
Terra molhada

Diário do Estado: Agora gostaria que você deixasse suas considerações finais Fernando
Fernando Fontoura:
Glenda, gostaria de agradecer profundamente pelo convite, falar sobre Coxim, sobre saúde é sempre muito importante, esse espaço que a Dona elô e o senhor Rubens abrem para que a população possa nos conhecer um pouco mais é de extrema importância, agradeço por me escolherem para falar um pouco da minha vida, pelo carinho que esse casal tem por mim, poder falar dos meus passos na medicina e do meu amor por essa cidade tão linda que é a nossa Coxim, deixo também o endereço da clínica para quem se interessar e também lembrando que também faço os atendimentos nas unidade de saúde de Coxim, muito obrigado pela oportunidade e grande abraço.

 

Dr. Fernando e sua avó Geny Nunes da Rocha, sua maior incentivadora e inspiração

Entrevista

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem confeiteiro que está conquistando Coxim

Confeiteiro fala em entrevista exclusiva ao Jornal Diário do Estado sobre sua trajetória, a quebra de paradigmas de gênero e o sucesso em Coxim.

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

10 de outubro de 2025

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

 

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Com apenas 25 anos, Victor Manuel Gomes Ferreira já soma mais de cinco anos de experiência, estudo e dedicação à confeitaria. Natural de Coxim (MS), ele transformou uma paixão cultivada desde a infância em um negócio que está se firmando na cidade.
Em um mercado onde, historicamente, a confeitaria foi associada ao universo feminino, Victor se destacou justamente por quebrar paradigmas e mostrar que talento, sensibilidade e técnica não têm gênero. Enfrentou preconceitos, julgamentos e dúvidas, mas escolheu trilhar seu caminho com coragem, propósito e muito amor pelo que faz.
Mais do que um confeiteiro, Victor é um artista que transforma ingredientes em sentimentos. Seus bolos e doces carregam histórias, memórias e uma dedicação que está conquistando o paladar e o coração dos coxinenses.
Nesta entrevista, ele compartilha sua trajetória, desafios, conquistas e sonhos para o futuro numa conversa doce, inspiradora e cheia de inspiração 

Diário do Estado: Como e quando surgiu seu interesse pela confeitaria?
Victor Manuel:
Desde muito novo, eu sempre fui encantado pelo mundo da culinária. Era o tipo de criança que, ao invés de correr ou brincar, preferia ficar na cozinha observando os adultos prepararem os pratos. Com o tempo, esse interesse se voltou especialmente para os doces. Nas festas de família, eu me voluntariava para preparar os bolos e sobremesas dos aniversariantes e isso se tornou uma tradição. Ver a felicidade das pessoas ao provarem algo que eu fiz com minhas próprias mãos sempre me motivou. A confeitaria, pra mim, sempre foi mais que uma profissão; é uma forma de demonstrar carinho.

Diário do Estado: Qual foi o seu primeiro contato com a confeitaria profissionalmente?
Victor Manuel:
Meu primeiro contato profissional aconteceu quando tive a oportunidade de trabalhar em uma confeitaria. Antes disso, eu já fazia doces por conta própria, mas foi ali que conheci o ritmo intenso do dia a dia, os processos técnicos, a importância da organização e da padronização. E foi ali também que eu percebi que queria mais do que apenas cozinhar por prazer  eu queria me especializar, viver disso, transformar essa paixão em um negócio sério e bem estruturado.

Diário do Estado:  Você teve algum mentor ou inspiração no início da sua carreira?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração sempre foi meu propósito de vida: o desejo de vencer, de construir algo meu, de não depender dos outros. Não tive um mentor direto, alguém que me pegasse pela mão e me ensinasse tudo. Pelo contrário, muitas vezes enfrentei falta de apoio, dúvidas das pessoas ao meu redor e até preconceitos. Mas, por outro lado, isso me fortaleceu. Sempre tive muito medo de ficar desempregado, de não ter um caminho. Então decidi criar meu próprio caminho, e ele começou na cozinha.

Diário do Estado:  Como é ser confeiteiro em uma cidade como Coxim?
Victor Manuel:
Ser confeiteiro em Coxim é uma experiência única. Aqui, as relações são mais próximas, os clientes viram amigos, e o reconhecimento do nosso trabalho vem de forma muito sincera. No início foi desafiador conquistar espaço, mas com o tempo fui me firmando. Hoje, posso dizer com orgulho que tenho clientes fiéis, pessoas que confiam no meu trabalho, me acompanham há anos e indicam meus doces com muito carinho. É uma sensação maravilhosa ver o meu trabalho fazendo parte da história das famílias da minha cidade.

Diário do Estado:  Quais são as principais demandas do público local em relação à confeitaria?
Victor Manuel:
O público de Coxim é bastante receptivo e valorizador da confeitaria artesanal. Bolos personalizados, doces finos para festas e sobremesas tradicionais são os mais procurados. As pessoas valorizam muito o sabor caseiro, a apresentação caprichada e o atendimento humanizado. Sempre busco trazer novidades e adaptar as tendências ao gosto local, o que me ajuda a manter a clientela satisfeita e surpreendida.

Diário do Estado: Acredita que há espaço para inovações ou tendências da confeitaria moderna em Coxim?
Victor Manuel:
Acredito sim, e cada vez mais. Embora Coxim seja uma cidade do interior, o acesso à informação está muito mais fácil hoje em dia. As pessoas estão atentas ao que está em alta e querem experimentar coisas novas. Temos um público exigente e, ao mesmo tempo, aberto a inovações. Por isso, busco sempre me atualizar, fazer cursos, testar novas técnicas e trazer o melhor para os meus clientes. A confeitaria moderna tem muito a oferecer e aqui em Coxim, tem espaço para isso.

Diário do Estado: Já pensou em levar seu trabalho para outras cidades ou estados, ou Coxim sempre foi o seu foco?
Victor Manuel:
Sim, já pensei bastante nisso. Embora eu ame Coxim e tenha um carinho imenso pela cidade, tenho sonhos de expandir. Quero muito levar meu trabalho para outras cidades e até mesmo para outros estados. Sei que é um passo grande, mas acredito que com planejamento e dedicação é possível. Não quero limitar meus sonhos. Quero alcançar novos públicos, viver novas experiências e fazer a confeitaria crescer ainda mais.

Diário do Estado: Quais foram os maiores desafios que você enfrentou no começo da sua jornada como confeiteiro?
Victor Manuel:
O maior desafio foi, sem dúvida, acreditar em mim mesmo. Eu era muito inseguro, tinha medo de dar errado, de ser julgado, de não conseguir viver disso. Além disso, controlar a ansiedade, a autocrítica e o perfeccionismo foi um processo. No começo, eu queria que tudo fosse perfeito e me cobrava demais. Também tive dificuldades financeiras, falta de estrutura e até de reconhecimento. Mas a cada dificuldade superada, eu me sentia mais forte e mais preparado para seguir em frente.

Diário do Estado: Em sua opinião, qual é a parte mais difícil de manter um negócio de confeitaria em uma cidade do interior?
Victor Manuel:
Manter a qualidade dos produtos com preços acessíveis é um grande desafio. O custo dos ingredientes está cada vez mais alto, e nem sempre conseguimos repassar isso para o cliente. Além disso, temos menos acesso a insumos específicos ou equipamentos modernos, o que exige ainda mais criatividade para manter o padrão. Também há menos oportunidades de eventos grandes ou datas com alta demanda, então é preciso trabalhar com equilíbrio entre tradição e inovação para se manter ativo o ano todo.

Diário do Estado: Como você lida com sazonalidades e datas comemorativas, que costumam ser movimentadas no setor?
Victor Manuel:
Eu procuro sempre me antecipar. Faço planejamentos com antecedência, crio cardápios temáticos e me organizo para atender o maior número de pedidos possível sem perder a qualidade. Nessas datas, o volume de trabalho aumenta muito, então é essencial ter organização, preparo psicológico e, se possível, apoio de uma equipe. Também uso essas datas como uma forma de criar conexão com os clientes, trazendo novidades e reforçando a identidade da minha marca.

Diário do Estado: Você já enfrentou preconceito por ser homem trabalhando com confeitaria?
Victor Manuel:
Sim, já enfrentei. Ainda existe uma visão equivocada de que confeitaria é uma área "feminina", e isso acaba gerando olhares tortos ou comentários desnecessários. Mas, com o tempo e com o reconhecimento do meu trabalho, fui conquistando meu espaço e provando que talento e dedicação não têm gênero.

Diário do Estado: Como o público reage ao descobrir que o responsável pelos doces é um homem?
Victor Manuel:
No começo, muitos se surpreendem. Mas depois que provam os produtos e percebem o cuidado, o sabor e o carinho que coloco em cada detalhe, essa surpresa vira admiração. A qualidade sempre fala mais alto, e isso tem me ajudado a quebrar barreiras e estereótipos.

Acredita que ainda existe uma visão de que confeitaria é um “trabalho feminino”?
Victor Manuel:
Infelizmente, ainda existe em alguns contextos, mas vejo que essa mentalidade vem mudando com o tempo. A confeitaria é arte, é técnica, é amor e isso não tem gênero. Hoje temos muitos homens na área fazendo trabalhos incríveis, e isso ajuda a desconstruir esse pensamento ultrapassado.

Diário do Estado: Já sentiu que precisou “provar mais” por ser homem na área?
Victor Manuel:
Sim, em muitos momentos. Sentia que precisava me destacar mais, mostrar mais competência, mais dedicação, só para ser levado a sério. Mas acredito que todo desafio também é uma oportunidade. Isso me motivou a buscar excelência em tudo que faço.

Diário do Estado: O que te inspira no dia a dia para criar novas receitas?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração é minha família. Eles sempre acreditaram em mim, mesmo quando tudo parecia difícil. São meu ponto de apoio, minha base. Cada receita nova que crio tem um pouco deles seja uma lembrança de infância, um elogio que me emocionou ou até um momento em que precisei me superar.

Diário do Estado: Tem alguma receita ou doce que tenha um valor sentimental ou história especial para você?
Victor Manuel:
Sim, tem uma receita especial que sempre preparo com um carinho redobrado. Ela me lembra da minha infância e de momentos marcantes com pessoas que já se foram. Fazer esse doce me conecta com essas memórias, é como reviver aquelas emoções. E acredito que esse sentimento se transmite no sabor. Mas, no fundo, todas as receitas têm um pouco de mim e carregam muito amor.

Diário do Estado: Como você equilibra a vida pessoal com a rotina puxada da confeitaria?
Victor Manuel:
Não é fácil, mas organização é essencial. Tenho horários definidos, me planejo com antecedência e também aprendi a respeitar meus limites. Hoje entendo que cuidar de mim também é parte do sucesso do meu trabalho. Quando estou bem, consigo entregar o melhor aos meus clientes e estar presente para minha família.

Diário do Estado:  Como você enxerga o mercado da confeitaria nos próximos anos, especialmente em cidades pequenas como Coxim?
Victor Manuel:
Acredito que o mercado tem tudo para crescer, mesmo em cidades pequenas. As pessoas estão mais exigentes, querem qualidade, e valorizam o trabalho artesanal. Vejo um futuro muito promissor, com espaço para profissionais criativos, dedicados e que estejam sempre em evolução. Aqui em Coxim, quero continuar sendo parte desse crescimento, inovando sem perder minhas raízes.

Diário do Estado:  Já pensou em dar cursos ou ensinar outras pessoas, principalmente jovens ou homens interessados na área?
Victor Manuel:
Sim, esse é um grande sonho meu. Quero muito compartilhar tudo o que aprendi com outras pessoas. A confeitaria transformou minha vida e pode transformar a de muitos jovens também. Ensinar seria uma forma de retribuir tudo o que conquistei e mostrar que, com amor e esforço, qualquer um pode vencer nessa área.

Diário do Estado:  Que conselho você daria para um homem que quer começar na confeitaria, mas tem medo do julgamento?
Victor Manuel:
Meu conselho é simples: não tenha medo. O julgamento sempre vai existir, em qualquer área. Mas o que realmente importa é o que você sente. Se você ama a confeitaria, siga em frente. O mundo precisa de mais pessoas fazendo o que amam. E, com o tempo, você vai perceber que a paixão e a dedicação falam mais alto que qualquer preconceito.

Diário do Estado: Se pudesse escolher apenas um doce para representar Coxim, qual seria? E por quê?
Victor Manuel:
O bolo de chocolate, sem dúvidas! Ele é simples, gostoso, acolhedor e tem tudo a ver com o jeito do coxinense: gente que gosta de aproveitar a vida, se reunir com a família e celebrar as pequenas coisas. É aquele tipo de doce que todo mundo ama e que traz alegria com uma mordida só.

Diário do Estado:  Quais seus planos para o futuro na confeitaria?
Victor Manuel:
Quero continuar me aprofundando, estudando, aperfeiçoando minhas técnicas. Também quero expandir meu negócio, talvez abrir uma loja maior ou até uma filial em outra cidade. E, claro, seguir adoçando a vida dos meus clientes com muito amor, que é o ingrediente principal do meu trabalho.

Diário do Estado: Suas considerações finais:
Victor Manuel:
Sou extremamente grato ao jornal Diário do Estado pela oportunidade e poder contar um pouco da minha caminhada até aqui, sou grato por tudo que conquistei. Amo o que faço e coloco meu coração em cada doce que produzo. Minha missão é levar felicidade às pessoas por meio da confeitaria, e quero continuar crescendo, aprendendo e fazendo a diferença na vida de quem prova meus produtos, meus trabalhos estão disponíveis pelas redes sociais  @Vicktor_emanuell


 

Entrevista

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre desafios, conquistas e futuro da rede educacional

Secretária de Educação de Coxim fala em entrevista exclusiva ao Diário do Estado sobre os desafios da gestão, os avanços na rede municipal e as metas para fortalecer a qualidade do ensino.

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

5 de setembro de 2025

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

 

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À frente da Secretaria Municipal de Educação de Coxim, Marly Nogueira tem conduzido uma gestão marcada por desafios, conquistas e planos ousados para o futuro. Em entrevista exclusiva, a secretária destaca o compromisso com a qualidade do ensino, a valorização dos profissionais da educação, os avanços na infraestrutura escolar e as ações para reduzir desigualdades entre a zona urbana e rural. Com transparência e determinação, ela fala sobre o que já foi realizado, as dificuldades enfrentadas e as metas que projeta para transformar a educação no município.

Diário do Estado: Secretária, quais têm sido os principais desafios na gestão da educação municipal em Coxim e como a senhora tem buscado superá-los?
Marly:
Os principais desafios incluem garantir a qualidade do ensino, ampliar o acesso às vagas, manter a infraestrutura escolar e reduzir desigualdades entre zonas urbana e rural.
Para superá-los, temos adotado ações estratégicas, como:
• Investimentos em tecnologia e material didático próprio, especialmente para a base infantil;
• Ampliação e manutenção das escolas e da frota escolar;
• Apoio contínuo a professores e profissionais da educação, com capacitação e valorização;
• Diálogo constante com diretores, professores, pais e comunidade.
Nosso compromisso é enfrentar cada desafio com planejamento, responsabilidade e foco no bem-estar e na aprendizagem dos alunos.

Diário do Estado: Desde que assumiu a Secretaria de Educação, quais foram os maiores desafios e conquistas alcançados pela senhora e sua equipe?
Marly:
Enfrentamos desafios como manter todas as escolas em funcionamento pleno, equilibrar recursos limitados e iniciar projetos estruturantes.
Entre as conquistas, destaco:
• Criação da sala de recurso no bairro Piracema, ampliando a inclusão e o atendimento especializado;
• Manutenção das escolas com recursos próprios, garantindo ambientes adequados e seguros;
• Ampliação de salas de tecnologia, melhoria da frota escolar e adoção de material didático próprio para a base infantil.

Diário do Estado: A senhora acredita que a pandemia ainda deixa reflexos no aprendizado dos alunos? O que a Secretaria tem feito para recuperar possíveis defasagens?
Marly:
Sim. A pandemia deixou reflexos significativos, como defasagens no aprendizado. Para enfrentá-los, implantamos reforço pedagógico, acompanhamento individualizado e projetos voltados à inclusão de conteúdos essenciais, assegurando que todos os alunos retomem o ritmo escolar com segurança e consistência.

Diário do Estado: Como está sendo trabalhado o planejamento estratégico da educação em Coxim para os próximos anos?
Marly:
Nosso planejamento busca ampliar o acesso e melhorar a qualidade do ensino. Entre as ações previstas, estão:
• Abertura de novas salas para atender à crescente demanda;
• Adoção de material didático próprio (apostilado) para a base infantil;
• Melhoria da frota escolar, oferecendo transporte mais seguro;
• Construção de um novo Centro de Educação Infantil na Vila Bela, em parceria com o Governo Federal.

Diário do Estado: De que forma a Secretaria tem dialogado com diretores, professores e pais para alinhar as demandas e melhorar a qualidade da educação?
Marly:
Mantemos um diálogo democrático e próximo. Recebemos demandas presencialmente, por telefone ou em visitas às escolas. Esse contato direto permite identificar necessidades e alinhar ações de forma colaborativa, garantindo a melhoria contínua da rede.

Diário do Estado: Quais são as principais dificuldades enfrentadas pelas escolas da zona rural e quais ações têm sido adotadas?
Marly:
O maior desafio está nas estradas, especialmente no período de chuvas. Para superar, atuamos em parceria com a Secretaria de Obras, realizando manutenção preventiva e garantindo acesso seguro para alunos e profissionais.

Diário do Estado: Existe algum projeto específico voltado ao transporte escolar rural?
Marly:
Não há um programa exclusivo, mas o transporte escolar atende tanto a zona rural quanto a urbana com a mesma estrutura, garantindo segurança e pontualidade.

Diário do Estado: Como a senhora avalia a diferença de acesso e oportunidades entre alunos da zona rural e urbana?
Marly:
As diferenças são pequenas. A principal defasagem está no acesso à tecnologia. Para reduzir, planejamos implantar salas de tecnologia também nas escolas rurais. Além disso, todo material didático é entregue em versão física, assegurando igualdade no aprendizado.

Diário do Estado: Há iniciativas para valorizar a cultura local e o modo de vida da zona rural no currículo escolar?
Marly:
Ainda não temos iniciativas formais, mas reconhecemos sua importância. Estamos avaliando projetos para inserir a cultura regional e o modo de vida do campo nas práticas pedagógicas.

Diário do Estado: O que a gestão tem feito pela valorização dos professores e funcionários da educação?
Marly:
Destaco a redução da carga horária das ASHAs e merendeiras, proporcionando melhor qualidade de vida, e a valorização salarial, reconhecendo o esforço e dedicação de todos.

Diário do Estado: Existe um plano de capacitação continuada para professores e servidores?
Marly:
Sim. Mantemos formações contínuas para atualização pedagógica e aprimoramento profissional, garantindo ensino mais eficiente e inovador.

Diário do Estado: Como a senhora enxerga a importância da saúde mental dos profissionais da educação?
Marly:
É prioridade. Estamos estruturando projetos para promoção da saúde mental nas escolas, oferecendo suporte e ações preventivas que fortaleçam a motivação e o equilíbrio emocional.

Diário do Estado: Há políticas para reduzir a rotatividade de profissionais na rede municipal?
Marly:
Atualmente, utilizamos processos seletivos para suprir demandas. Aguardamos o concurso municipal, que trará mais estabilidade, valorização e continuidade ao trabalho.

Diário do Estado: Quais são os projetos mais importantes em andamento?
Marly:
Um deles é a criação de material didático próprio para a educação infantil, garantindo conteúdos adaptados ao desenvolvimento das crianças.

Diário do Estado: Existe algum programa para incentivo à leitura e à escrita?
Marly:
Sim. Cada escola desenvolve metodologias próprias de incentivo, promovendo aprendizagem personalizada e significativa.

Diário do Estado: Como Coxim tem avançado no uso de tecnologia na educação?
Marly:
Investimos na aquisição de equipamentos e buscamos emendas para ampliar salas de tecnologia, garantindo inclusão digital e preparando alunos para os desafios do século XXI.

Diário do Estado: Há iniciativas voltadas à inclusão de alunos com necessidades especiais?
Marly:
Sim. Contamos com equipe multidisciplinar que oferece suporte pedagógico, psicológico e acompanhamento especializado em toda a rede.

Diário do Estado: Quais foram as maiores conquistas até agora?
Marly:
Destaco a sala de recurso no bairro Piracema, a manutenção das escolas com recursos próprios e a melhoria dos ambientes escolares, assegurando qualidade e inclusão.

Diário do Estado: Houve avanços nos indicadores como o IDEB?
Marly:
Ainda não registramos avanços, pois a gestão está em fase inicial. No entanto, já estamos implantando ações estratégicas que refletirão positivamente nos próximos resultados.

Diário do Estado: Como a senhora avalia os investimentos na estrutura física das escolas?
Marly:
O impacto é extremamente positivo: ambientes mais adequados e seguros elevam a qualidade da aprendizagem e fortalecem o vínculo da comunidade com a escola.

Diário do Estado: Há escolas ou projetos que já se tornaram referência?
Marly:
Ainda é cedo para apontar referências consolidadas, mas projetos em andamento têm potencial para se tornar exemplos de boas práticas no futuro.

Diário do Estado: Quais são as principais metas para o próximo ano letivo?
Marly:
• Melhorar o IDEB com foco em estratégias pedagógicas;
• Ampliar a rede com novas salas e vagas;
• Implantar salas de tecnologia nas escolas do campo;
• Garantir entrega de uniformes e materiais no início do ano letivo.

Diário do Estado: Se pudesse destacar uma prioridade absoluta hoje, qual seria?
Marly:
A prioridade é elevar a qualidade do ensino e ampliar vagas, sobretudo na educação infantil.

Diário do Estado: Qual mensagem a senhora gostaria de deixar para professores, alunos e famílias?
Marly:
Deixo minha gratidão e carinho a todos. Seguimos juntos, com projetos para fortalecer a qualidade da educação, construindo um futuro cada vez mais promissor para nossa rede municipal.

Diário do Estado: Suas considerações finais por favor secretária
Marly:
Glenda, gostaria de agradecer pelo convite e pela oportunidade em poder falar sobre o nosso trabalho, agradeço ao Jornal Diário do Estado pelas portas sempre abertas, e para a população de Coxim estamos trabalhando em prol de uma sociedade mais justa para todos.