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Entrevista

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Da paixão ao negócio: Como Geissy Cristina criou uma marca de sucesso em Coxim

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21 de março de 2025

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(Glenda Melo - Diário do Estado)

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Nossa entrevistada da semana é uma mulher que ousou empreender em uma área que tinha paixão, mas não tinha experiência, e essa tentativa deu tão certo que ela se tornou uma referência para outras mulheres, e no mês dedicado as mulheres trazemos sua história como inspiração para muitas outras mulheres.
 
Geissy Cristina dos Santos Gomes Silva, 30 anos, casada há 3 anos com Everson Silva, juntos são pais de 3 filhos, formada em Química pelo Instituto Federal de Mato Grosso do Sul em 2020, proprietária da Confeitaria Doces Sensações, com seu negócio colocou o nome de Coxim no rol de um dos empreendimentos mais bem sucedidos da região norte do estado, vamos conhecer um pouco da sua história de mulher empreendedora.

Diário do Estado: Geissy, quando as pessoas olham para seus doces fica uma clara impressão que você fez isso a vida toda, quando começou sua paixão pela confeitaria?
Geissy:
Glenda, tudo começou quando eu tinha 8 anos na cozinha da minha avó, minha avó sempre foi a minha maior inspiração na cozinha, minha referência em fazer com amor e fazer bem feito, dela puxei a parte de ser perfeccionista com meus produtos, entregar o melhor para as pessoas, assim como eu também quero consumir bons produtos quero oferecer produtos de qualidade para os meus clientes 

Diário do Estado: Sua avó também era confeiteira?
Geissy:
Não, minha vó era uma grande cozinheira sempre teve restaurante em Coxim na área de peixes, aproveitando a fartura local devido aos nossos rios, ela fazia doces, uma coisa ou outra, mas não era na área de confeitaria não, mas foi através da minha avó que infelizmente não está mais aqui que tudo começou, foi vendo seu amor, sua dedicação, seu capricho em cozinhar que eu comecei a ter um olhar diferente sobre cozinhar para as pessoas, passei a entender que cozinhar era um gesto de amor, delicadeza para com o outro, devo isso a minha avó, e cada doce produzido tem um pouquinho dela, cada receita testada, cada produto novo que entra no cardápio eu sinto o cuidado dela comigo, uma das minhas grandes tristezas e ela não estar aqui para ver minhas vitórias diárias.

Diário do Estado: Você já tinha essa percepção que iria por esse caminho dos doces?
Geissy:
Nas festas em família, nos aniversários e datas festivas sempre falavam: Os doces são da Geissy, então talvez sim, talvez isso já estivesse dentro de mim, mesmo que eu ainda não tivesse percebido

Diário do Estado: Você se lembra qual foi a primeira receita que você fez? E alguma deu errado?
Geissy:
A minha primeira receita foi o queridinho do brasileiro, o brigadeiro, e a primeira receita que deu errado que ninguém comeu foi um bolo de fubá que eu fiz, foi da forma direto para o lixo, absolutamente ninguém pode comer de tão duro que ficou, mas errar faz parte, hoje mesmo, faço  vários testes, erro, acerto, é normal errar, não podemos errar na hora de entregar para o cliente, mas erros podem acontecer, mas na minha cozinha sempre digo para minha equipe: Errar faz parte, mas se errarmos vamos refazer quantas vezes forem necessárias mas nosso erro não pode chegar até o cliente.

Diário do Estado: Quando você começou de fato com a confeitaria em Coxim e como foi empreender aqui?
Geissy:
É uma data muito difícil de esquecer, foi no meu aniversário em 2023, dia 10 de junho, estávamos no mês de festas juninas, uma época que eu amo, a minha data preferida no calendário, aproveitando essa data fiz um brigadeiro de milho, em formato de espiga de milho, me lembro que fiz 10 caixinhas com 4 unidades cada caixa, assim que anunciei vendi tudo, o vídeo que fiz desses docinhos teve mais de 1.000 visualizações, foi aí que eu e meu esposo pensamos: Opa, isso pode dar certo e desde então nunca mais paramos, empreender aqui foi um desafio Glenda principalmente para mim que gosto de uma confeitaria mais moderna, não tão amarrada ao tradicional, gosto de trazer coisas diferentes para os meus clientes e as pessoas ainda estão muito presas naquela confeitaria tradicional e eu não queria ser vista como : “A menina que vende doces”, queria ser reconhecida pela minha marca por trazer o diferencial, mas consegui me incluir no mercado da confeitaria de Coxim e da região antes que eu imaginasse.

Geissy e sua equipe de trabalho

Diário do Estado: Qual a maior dificuldade que você encontrou em Coxim para empreender?
Geissy:
Sem dúvida nenhuma a falta cursos presenciais na área, ainda continua sendo uma grande dificuldade, caso alguém queira empreender nessa área é preciso deixar Coxim, ou fazer cursos online que sabemos que não é a mesma coisa que um curso presencial, Coxim ainda é bem carente nesse sentido e temos ótimas confeiteiras aqui em Coxim, muita oferta de produtos, ótimas profissionais que merecem ter um olhar mais sensível por parte das empresas que dão as qualificações, trazendo cursos, capacitações para que essas pessoas que pensam também em empreender como eu fiz e também como outras colegas fazem se sentirem mais olhados e reconhecidos, isso ainda falta aqui em Coxim, mas fico na torcida para que essa realidade mude.

Diário do Estado: Para as pessoas que estão começando como você começou qual seria seu conselho?
Geissy:
Estudem, se capacitem, estudem sobre tudo, sobre a saúde financeira do seu negócio, sobre novas técnicas. Não podemos ficar amarrados ao passado. Não tenham vergonha de vender, principalmente não tenham vergonha de mostrar os seus produtos. Um doce de 20,00 reais faz a diferença no final do mês. Não podemos nos dar ao luxo de perder nenhuma venda, seja ela de 20,00 ou 2.000, cada venda que entra é importante. Cada cliente que nos procura precisa ser tratado com muito carinho, muito respeito, também somos consumidores e devemos tratar como gostaríamos de ser tratados, ter respeito pelos nossos clientes é o que nos faz ter o diferencial, somos procurados por 2 motivos: A qualidade dos nossos produtos e a forma que tratamos nossos clientes, quando perdemos essas duas essências nosso trabalho deixa de ser procurado.

Diário do Estado: Hoje para você, qual a melhor confeitaria do mundo?
Geissy:
A francesa, são os meus parâmetros de inovação e qualidade, a confeitaria francesa hoje para quem gosta de doces e pretende viver disso é um grande parâmetro de sabor e qualidade, além do que eles são os mestres no uso de leite, manteiga e creme de leite.

Geissy com seus filhos e marido

Diário do Estado: Geissy, Coxim por ser uma cidade interiorana tem algumas dificuldades em prestação de serviço e também para encontrar alguns produtos, você sente essa dificuldade?
Geissy:
Não só eu, várias confeiteiras daqui, entre outras áreas também, hoje nós temos esse recurso tão importante que se chama internet, 90% de tudo que uso compro pela internet exatamente pela dificuldade em encontrar certos produtos aqui e quando encontramos são caríssimos, então hoje quem me atende é a internet e quando preciso de algumas coisas mais rapidamente vou até a capital Campo Grande, mas Coxim realmente ainda tem essa dificuldade em atender a mão de obra local

Diário do Estado: Em números, entre docinhos e bolos quanto você vende mês? E qual a maior encomenda que você já recebeu?
Geissy:
Glenda, em torno de 6.000 doces (Seis mil) e 2.000 (Dois mil kilos de bolo), isso atendendo Coxim e toda região. A maior encomenda até agora foi para um casamento, 2.000 docinhos, 20 kilos de bolo e 50 bolos de pote, esse pedido foi um dos maiores e foram 8 dias produzindo até a entrega.

Diário do Estado: Você agora está prestes a realizar seu sonho de abrir sua confeitaria como estão os preparativos?
Geissy:
Muito ansiosa Glenda, muito ansiosa mesmo, as obras começaram, é um sonho que está saindo papel e tomando vida, acredito que em setembro faremos a inauguração desse espaço lindo, pensado com todo carinho para receber nossos clientes queridos que tanto nos prestigiam sempre e também será uma forma de agradecer por tanto carinho e confiança para comigo, é como um filho que estivesse nascendo, foi muito sonhado, muito esperado, e como sempre tudo que faço eu consagro ao senhor e entrego a ele para que seja feita sempre a sua vontade, tenho a certeza que será um lugar abençoado, próspero e que vai ser um ponto de encontro que criará muitas memórias afetivas em que ali entrar.

Diário do Estado: Hoje, olhando para sua trajetória, você imaginou que em tão pouco tempo sua vida teria sido tão transformada?
Geissy:
Jamais, Deus me honrou com muito mais daquilo que eu pedi, tudo que me proponho a fazer na minha vida antes consagro ao senhor e peco a ele que seja feita a vontade dele na minha vida, se for bom para mim e para minha família, que ele faça dar certo, se não for, que ele interceda por mim, e Deus foi infinitamente meu cuidador e até aqui me trouxe uma equipe maravilhosa que posso contar sempre, que são mais que funcionárias e funcionários, são pessoas que sei que posso contar em todos os momentos, são pessoas que posso me ausentar que sei que farão exatamente como eu gostaria que fosse feito, Deus me honrou com um marido que é meu parceiro, que compra meus sonhos e minhas loucuras, que cuida de mim, do nosso empreendimento com todo amor, zelo, paciência e cuidado, nossos filhos são bençãos em nossas vidas, e nossos clientes que são o meu motivo de levantar da cama todos os dias e dar o meu melhor, eles são o maior motivo da nossa prosperidade e preciso honrá-los todos os dias, como eu imaginaria chegar tão longe? Mas hoje eu tenho esse entendimento que se entregarmos tudo a DEUS ele fará infinitamente mais daquilo que desejamos e só precisamos devolver com trabalho, lealdade, honestidade e obediência, o resto ele faz.

Diário do Estado: Você esse ano ganhou um prêmio muito desejado em Coxim como a melhor confeitaria da cidade, como foi receber esse prêmio?
Geissy:
Inacreditável, eu nem sabia que estava concorrendo, soube que estava concorrendo e que havia sido eleita a melhor confeitaria da cidade no mesmo dia, não consigo explicar com palavras o que eu senti, imagina, tão pouco tempo na confeitaria e receber um reconhecimento desse, ser indicada entre as melhores já seria um grande feito para mim, eu realmente não esperava receber esse prêmio e nem me sentia ainda nesse patamar, mas preciso agradecer todos que responderam a pesquisa e colocaram a doces sensações entre as que estavam disputando, agradeço principalmente meus clientes que são os melhores que eu poderia ter, sem eles nada disso seria possível, tenho uma equipe maravilhosa, tenho minha família, meu marido e filhos que são minha base e meus clientes que cada dia que passa me motivam ainda mais, Deus tem sido maravilhoso em minha vida, realizando muito além de tudo que pedi.

Geissy montando mesa de doces em casamento

Diário do Estado: Vamos fazer agora o nosso bate-bola Geissy, preparada?
Geissy:
Vamos lá

Diário do Estado: Uma cor?
Geissy:
Azul

Diário do Estado: Uma música?
Geissy:
Um hino, João: 20

Diário do Estado: Um lugar?
Geissy:
Minha cozinha

Diário do Estado: Uma comida?
Geissy:
Brigadeiro

Diário do Estado: Um desejo?
Geissy:
Minha confeitaria

Diário do Estado: O que te irrita?
Geissy:
Pessoas aproveitadoras

Diário do Estado: Um dia feliz?
Geissy:
Comer

Diário do Estado: Um dia Triste?
Geissy:
A morte da minha avó

Diário do Estado: Uma realização?
Geissy:
Ter concluído o ensino superior

Diário do Estado: Um medo?
Geissy:
Não poder mais cozinhar

Diário do Estado: Maior alegria?
Geissy:
Nascimento da minha filha

Diário do Estado: Se você tivesse um super poder, qual você gostaria de ter?
Geissy:
Erradicar a fome no mundo

Diário do Estado: Uma dor?
Geissy:
Ter perdido minha avó e ela não ter visto minhas realizações hoje

Diário do Estado: Uma palavra bonita para você?
Geissy:

Diário do Estado: Uma palavra feia para você?
Geissy:
Egoísmo

Diário do Estado: Um cheiro?
Geissy:
Baunilha 

Diário do Estado: Sua filha para você é? 
Geissy:
Tudo

Diário do Estado: Seu marido para você é?
Geissy:
Minha base, meu esteio, onde me sinto segura e protegida, meu melhor amigo, meu parceiro

Diário do Estado: Sua equipe para você em uma palavra
Geissy:
Família

Diário do Estado: Agora gostaria que você deixasse suas considerações finais Geissy
Geissy:
Glenda, gostaria de agradecer muito a oportunidade que o jornal Diário do Estado através da dona Elô e Sr Rubens deram de poder contar um pouco da minha trajetória ate aqui na confeitaria, neste mês das mulheres espero que muitas outras mulheres sejam encorajadas a tomar as rédeas das suas vidas e empreender, não pensem que é fácil, não é, mais é preciso começar, não desistir na primeira dificuldade, nos erros das receitas e que quando os pedidos não chegam, não chegam em um dia, chegam no outro, se cada mulher que empreender oferecer um bom produto e bom atendimento ela conseguirá vencer, tudo para nós mulheres é mais difícil, nada cai no colo, somos esposas, mães, profissionais, cada uma com sua história, mas o que não podemos deixar acontecer é que alguém nos diga que não podemos ou que somos limitadas, podemos fazer tudo que quisermos e nunca é tarde para realizar nossos sonhos, foi-se o tempo que mulheres tinham que ficar em casa somente cuidando da casa, do marido e dos filhos, eu faço tudo isso, mas também ganho meu dinheiro e ajudo outras pessoas a ganharem seu dinheiro também, então a confeitaria hoje vai muito além de sonhos e expectativas, comecei com 10 caixinhas de docinhos, hoje gero empregos e tive minha vida transformada por que acreditei que seria possível, todas nós podemos,basta acreditar.

Geissy e sua avó , grande inspiração para ela
 

Entrevista

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem confeiteiro que está conquistando Coxim

Confeiteiro fala em entrevista exclusiva ao Jornal Diário do Estado sobre sua trajetória, a quebra de paradigmas de gênero e o sucesso em Coxim.

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

10 de outubro de 2025

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

 

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Com apenas 25 anos, Victor Manuel Gomes Ferreira já soma mais de cinco anos de experiência, estudo e dedicação à confeitaria. Natural de Coxim (MS), ele transformou uma paixão cultivada desde a infância em um negócio que está se firmando na cidade.
Em um mercado onde, historicamente, a confeitaria foi associada ao universo feminino, Victor se destacou justamente por quebrar paradigmas e mostrar que talento, sensibilidade e técnica não têm gênero. Enfrentou preconceitos, julgamentos e dúvidas, mas escolheu trilhar seu caminho com coragem, propósito e muito amor pelo que faz.
Mais do que um confeiteiro, Victor é um artista que transforma ingredientes em sentimentos. Seus bolos e doces carregam histórias, memórias e uma dedicação que está conquistando o paladar e o coração dos coxinenses.
Nesta entrevista, ele compartilha sua trajetória, desafios, conquistas e sonhos para o futuro numa conversa doce, inspiradora e cheia de inspiração 

Diário do Estado: Como e quando surgiu seu interesse pela confeitaria?
Victor Manuel:
Desde muito novo, eu sempre fui encantado pelo mundo da culinária. Era o tipo de criança que, ao invés de correr ou brincar, preferia ficar na cozinha observando os adultos prepararem os pratos. Com o tempo, esse interesse se voltou especialmente para os doces. Nas festas de família, eu me voluntariava para preparar os bolos e sobremesas dos aniversariantes e isso se tornou uma tradição. Ver a felicidade das pessoas ao provarem algo que eu fiz com minhas próprias mãos sempre me motivou. A confeitaria, pra mim, sempre foi mais que uma profissão; é uma forma de demonstrar carinho.

Diário do Estado: Qual foi o seu primeiro contato com a confeitaria profissionalmente?
Victor Manuel:
Meu primeiro contato profissional aconteceu quando tive a oportunidade de trabalhar em uma confeitaria. Antes disso, eu já fazia doces por conta própria, mas foi ali que conheci o ritmo intenso do dia a dia, os processos técnicos, a importância da organização e da padronização. E foi ali também que eu percebi que queria mais do que apenas cozinhar por prazer  eu queria me especializar, viver disso, transformar essa paixão em um negócio sério e bem estruturado.

Diário do Estado:  Você teve algum mentor ou inspiração no início da sua carreira?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração sempre foi meu propósito de vida: o desejo de vencer, de construir algo meu, de não depender dos outros. Não tive um mentor direto, alguém que me pegasse pela mão e me ensinasse tudo. Pelo contrário, muitas vezes enfrentei falta de apoio, dúvidas das pessoas ao meu redor e até preconceitos. Mas, por outro lado, isso me fortaleceu. Sempre tive muito medo de ficar desempregado, de não ter um caminho. Então decidi criar meu próprio caminho, e ele começou na cozinha.

Diário do Estado:  Como é ser confeiteiro em uma cidade como Coxim?
Victor Manuel:
Ser confeiteiro em Coxim é uma experiência única. Aqui, as relações são mais próximas, os clientes viram amigos, e o reconhecimento do nosso trabalho vem de forma muito sincera. No início foi desafiador conquistar espaço, mas com o tempo fui me firmando. Hoje, posso dizer com orgulho que tenho clientes fiéis, pessoas que confiam no meu trabalho, me acompanham há anos e indicam meus doces com muito carinho. É uma sensação maravilhosa ver o meu trabalho fazendo parte da história das famílias da minha cidade.

Diário do Estado:  Quais são as principais demandas do público local em relação à confeitaria?
Victor Manuel:
O público de Coxim é bastante receptivo e valorizador da confeitaria artesanal. Bolos personalizados, doces finos para festas e sobremesas tradicionais são os mais procurados. As pessoas valorizam muito o sabor caseiro, a apresentação caprichada e o atendimento humanizado. Sempre busco trazer novidades e adaptar as tendências ao gosto local, o que me ajuda a manter a clientela satisfeita e surpreendida.

Diário do Estado: Acredita que há espaço para inovações ou tendências da confeitaria moderna em Coxim?
Victor Manuel:
Acredito sim, e cada vez mais. Embora Coxim seja uma cidade do interior, o acesso à informação está muito mais fácil hoje em dia. As pessoas estão atentas ao que está em alta e querem experimentar coisas novas. Temos um público exigente e, ao mesmo tempo, aberto a inovações. Por isso, busco sempre me atualizar, fazer cursos, testar novas técnicas e trazer o melhor para os meus clientes. A confeitaria moderna tem muito a oferecer e aqui em Coxim, tem espaço para isso.

Diário do Estado: Já pensou em levar seu trabalho para outras cidades ou estados, ou Coxim sempre foi o seu foco?
Victor Manuel:
Sim, já pensei bastante nisso. Embora eu ame Coxim e tenha um carinho imenso pela cidade, tenho sonhos de expandir. Quero muito levar meu trabalho para outras cidades e até mesmo para outros estados. Sei que é um passo grande, mas acredito que com planejamento e dedicação é possível. Não quero limitar meus sonhos. Quero alcançar novos públicos, viver novas experiências e fazer a confeitaria crescer ainda mais.

Diário do Estado: Quais foram os maiores desafios que você enfrentou no começo da sua jornada como confeiteiro?
Victor Manuel:
O maior desafio foi, sem dúvida, acreditar em mim mesmo. Eu era muito inseguro, tinha medo de dar errado, de ser julgado, de não conseguir viver disso. Além disso, controlar a ansiedade, a autocrítica e o perfeccionismo foi um processo. No começo, eu queria que tudo fosse perfeito e me cobrava demais. Também tive dificuldades financeiras, falta de estrutura e até de reconhecimento. Mas a cada dificuldade superada, eu me sentia mais forte e mais preparado para seguir em frente.

Diário do Estado: Em sua opinião, qual é a parte mais difícil de manter um negócio de confeitaria em uma cidade do interior?
Victor Manuel:
Manter a qualidade dos produtos com preços acessíveis é um grande desafio. O custo dos ingredientes está cada vez mais alto, e nem sempre conseguimos repassar isso para o cliente. Além disso, temos menos acesso a insumos específicos ou equipamentos modernos, o que exige ainda mais criatividade para manter o padrão. Também há menos oportunidades de eventos grandes ou datas com alta demanda, então é preciso trabalhar com equilíbrio entre tradição e inovação para se manter ativo o ano todo.

Diário do Estado: Como você lida com sazonalidades e datas comemorativas, que costumam ser movimentadas no setor?
Victor Manuel:
Eu procuro sempre me antecipar. Faço planejamentos com antecedência, crio cardápios temáticos e me organizo para atender o maior número de pedidos possível sem perder a qualidade. Nessas datas, o volume de trabalho aumenta muito, então é essencial ter organização, preparo psicológico e, se possível, apoio de uma equipe. Também uso essas datas como uma forma de criar conexão com os clientes, trazendo novidades e reforçando a identidade da minha marca.

Diário do Estado: Você já enfrentou preconceito por ser homem trabalhando com confeitaria?
Victor Manuel:
Sim, já enfrentei. Ainda existe uma visão equivocada de que confeitaria é uma área "feminina", e isso acaba gerando olhares tortos ou comentários desnecessários. Mas, com o tempo e com o reconhecimento do meu trabalho, fui conquistando meu espaço e provando que talento e dedicação não têm gênero.

Diário do Estado: Como o público reage ao descobrir que o responsável pelos doces é um homem?
Victor Manuel:
No começo, muitos se surpreendem. Mas depois que provam os produtos e percebem o cuidado, o sabor e o carinho que coloco em cada detalhe, essa surpresa vira admiração. A qualidade sempre fala mais alto, e isso tem me ajudado a quebrar barreiras e estereótipos.

Acredita que ainda existe uma visão de que confeitaria é um “trabalho feminino”?
Victor Manuel:
Infelizmente, ainda existe em alguns contextos, mas vejo que essa mentalidade vem mudando com o tempo. A confeitaria é arte, é técnica, é amor e isso não tem gênero. Hoje temos muitos homens na área fazendo trabalhos incríveis, e isso ajuda a desconstruir esse pensamento ultrapassado.

Diário do Estado: Já sentiu que precisou “provar mais” por ser homem na área?
Victor Manuel:
Sim, em muitos momentos. Sentia que precisava me destacar mais, mostrar mais competência, mais dedicação, só para ser levado a sério. Mas acredito que todo desafio também é uma oportunidade. Isso me motivou a buscar excelência em tudo que faço.

Diário do Estado: O que te inspira no dia a dia para criar novas receitas?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração é minha família. Eles sempre acreditaram em mim, mesmo quando tudo parecia difícil. São meu ponto de apoio, minha base. Cada receita nova que crio tem um pouco deles seja uma lembrança de infância, um elogio que me emocionou ou até um momento em que precisei me superar.

Diário do Estado: Tem alguma receita ou doce que tenha um valor sentimental ou história especial para você?
Victor Manuel:
Sim, tem uma receita especial que sempre preparo com um carinho redobrado. Ela me lembra da minha infância e de momentos marcantes com pessoas que já se foram. Fazer esse doce me conecta com essas memórias, é como reviver aquelas emoções. E acredito que esse sentimento se transmite no sabor. Mas, no fundo, todas as receitas têm um pouco de mim e carregam muito amor.

Diário do Estado: Como você equilibra a vida pessoal com a rotina puxada da confeitaria?
Victor Manuel:
Não é fácil, mas organização é essencial. Tenho horários definidos, me planejo com antecedência e também aprendi a respeitar meus limites. Hoje entendo que cuidar de mim também é parte do sucesso do meu trabalho. Quando estou bem, consigo entregar o melhor aos meus clientes e estar presente para minha família.

Diário do Estado:  Como você enxerga o mercado da confeitaria nos próximos anos, especialmente em cidades pequenas como Coxim?
Victor Manuel:
Acredito que o mercado tem tudo para crescer, mesmo em cidades pequenas. As pessoas estão mais exigentes, querem qualidade, e valorizam o trabalho artesanal. Vejo um futuro muito promissor, com espaço para profissionais criativos, dedicados e que estejam sempre em evolução. Aqui em Coxim, quero continuar sendo parte desse crescimento, inovando sem perder minhas raízes.

Diário do Estado:  Já pensou em dar cursos ou ensinar outras pessoas, principalmente jovens ou homens interessados na área?
Victor Manuel:
Sim, esse é um grande sonho meu. Quero muito compartilhar tudo o que aprendi com outras pessoas. A confeitaria transformou minha vida e pode transformar a de muitos jovens também. Ensinar seria uma forma de retribuir tudo o que conquistei e mostrar que, com amor e esforço, qualquer um pode vencer nessa área.

Diário do Estado:  Que conselho você daria para um homem que quer começar na confeitaria, mas tem medo do julgamento?
Victor Manuel:
Meu conselho é simples: não tenha medo. O julgamento sempre vai existir, em qualquer área. Mas o que realmente importa é o que você sente. Se você ama a confeitaria, siga em frente. O mundo precisa de mais pessoas fazendo o que amam. E, com o tempo, você vai perceber que a paixão e a dedicação falam mais alto que qualquer preconceito.

Diário do Estado: Se pudesse escolher apenas um doce para representar Coxim, qual seria? E por quê?
Victor Manuel:
O bolo de chocolate, sem dúvidas! Ele é simples, gostoso, acolhedor e tem tudo a ver com o jeito do coxinense: gente que gosta de aproveitar a vida, se reunir com a família e celebrar as pequenas coisas. É aquele tipo de doce que todo mundo ama e que traz alegria com uma mordida só.

Diário do Estado:  Quais seus planos para o futuro na confeitaria?
Victor Manuel:
Quero continuar me aprofundando, estudando, aperfeiçoando minhas técnicas. Também quero expandir meu negócio, talvez abrir uma loja maior ou até uma filial em outra cidade. E, claro, seguir adoçando a vida dos meus clientes com muito amor, que é o ingrediente principal do meu trabalho.

Diário do Estado: Suas considerações finais:
Victor Manuel:
Sou extremamente grato ao jornal Diário do Estado pela oportunidade e poder contar um pouco da minha caminhada até aqui, sou grato por tudo que conquistei. Amo o que faço e coloco meu coração em cada doce que produzo. Minha missão é levar felicidade às pessoas por meio da confeitaria, e quero continuar crescendo, aprendendo e fazendo a diferença na vida de quem prova meus produtos, meus trabalhos estão disponíveis pelas redes sociais  @Vicktor_emanuell


 

Entrevista

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre desafios, conquistas e futuro da rede educacional

Secretária de Educação de Coxim fala em entrevista exclusiva ao Diário do Estado sobre os desafios da gestão, os avanços na rede municipal e as metas para fortalecer a qualidade do ensino.

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

5 de setembro de 2025

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

 

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À frente da Secretaria Municipal de Educação de Coxim, Marly Nogueira tem conduzido uma gestão marcada por desafios, conquistas e planos ousados para o futuro. Em entrevista exclusiva, a secretária destaca o compromisso com a qualidade do ensino, a valorização dos profissionais da educação, os avanços na infraestrutura escolar e as ações para reduzir desigualdades entre a zona urbana e rural. Com transparência e determinação, ela fala sobre o que já foi realizado, as dificuldades enfrentadas e as metas que projeta para transformar a educação no município.

Diário do Estado: Secretária, quais têm sido os principais desafios na gestão da educação municipal em Coxim e como a senhora tem buscado superá-los?
Marly:
Os principais desafios incluem garantir a qualidade do ensino, ampliar o acesso às vagas, manter a infraestrutura escolar e reduzir desigualdades entre zonas urbana e rural.
Para superá-los, temos adotado ações estratégicas, como:
• Investimentos em tecnologia e material didático próprio, especialmente para a base infantil;
• Ampliação e manutenção das escolas e da frota escolar;
• Apoio contínuo a professores e profissionais da educação, com capacitação e valorização;
• Diálogo constante com diretores, professores, pais e comunidade.
Nosso compromisso é enfrentar cada desafio com planejamento, responsabilidade e foco no bem-estar e na aprendizagem dos alunos.

Diário do Estado: Desde que assumiu a Secretaria de Educação, quais foram os maiores desafios e conquistas alcançados pela senhora e sua equipe?
Marly:
Enfrentamos desafios como manter todas as escolas em funcionamento pleno, equilibrar recursos limitados e iniciar projetos estruturantes.
Entre as conquistas, destaco:
• Criação da sala de recurso no bairro Piracema, ampliando a inclusão e o atendimento especializado;
• Manutenção das escolas com recursos próprios, garantindo ambientes adequados e seguros;
• Ampliação de salas de tecnologia, melhoria da frota escolar e adoção de material didático próprio para a base infantil.

Diário do Estado: A senhora acredita que a pandemia ainda deixa reflexos no aprendizado dos alunos? O que a Secretaria tem feito para recuperar possíveis defasagens?
Marly:
Sim. A pandemia deixou reflexos significativos, como defasagens no aprendizado. Para enfrentá-los, implantamos reforço pedagógico, acompanhamento individualizado e projetos voltados à inclusão de conteúdos essenciais, assegurando que todos os alunos retomem o ritmo escolar com segurança e consistência.

Diário do Estado: Como está sendo trabalhado o planejamento estratégico da educação em Coxim para os próximos anos?
Marly:
Nosso planejamento busca ampliar o acesso e melhorar a qualidade do ensino. Entre as ações previstas, estão:
• Abertura de novas salas para atender à crescente demanda;
• Adoção de material didático próprio (apostilado) para a base infantil;
• Melhoria da frota escolar, oferecendo transporte mais seguro;
• Construção de um novo Centro de Educação Infantil na Vila Bela, em parceria com o Governo Federal.

Diário do Estado: De que forma a Secretaria tem dialogado com diretores, professores e pais para alinhar as demandas e melhorar a qualidade da educação?
Marly:
Mantemos um diálogo democrático e próximo. Recebemos demandas presencialmente, por telefone ou em visitas às escolas. Esse contato direto permite identificar necessidades e alinhar ações de forma colaborativa, garantindo a melhoria contínua da rede.

Diário do Estado: Quais são as principais dificuldades enfrentadas pelas escolas da zona rural e quais ações têm sido adotadas?
Marly:
O maior desafio está nas estradas, especialmente no período de chuvas. Para superar, atuamos em parceria com a Secretaria de Obras, realizando manutenção preventiva e garantindo acesso seguro para alunos e profissionais.

Diário do Estado: Existe algum projeto específico voltado ao transporte escolar rural?
Marly:
Não há um programa exclusivo, mas o transporte escolar atende tanto a zona rural quanto a urbana com a mesma estrutura, garantindo segurança e pontualidade.

Diário do Estado: Como a senhora avalia a diferença de acesso e oportunidades entre alunos da zona rural e urbana?
Marly:
As diferenças são pequenas. A principal defasagem está no acesso à tecnologia. Para reduzir, planejamos implantar salas de tecnologia também nas escolas rurais. Além disso, todo material didático é entregue em versão física, assegurando igualdade no aprendizado.

Diário do Estado: Há iniciativas para valorizar a cultura local e o modo de vida da zona rural no currículo escolar?
Marly:
Ainda não temos iniciativas formais, mas reconhecemos sua importância. Estamos avaliando projetos para inserir a cultura regional e o modo de vida do campo nas práticas pedagógicas.

Diário do Estado: O que a gestão tem feito pela valorização dos professores e funcionários da educação?
Marly:
Destaco a redução da carga horária das ASHAs e merendeiras, proporcionando melhor qualidade de vida, e a valorização salarial, reconhecendo o esforço e dedicação de todos.

Diário do Estado: Existe um plano de capacitação continuada para professores e servidores?
Marly:
Sim. Mantemos formações contínuas para atualização pedagógica e aprimoramento profissional, garantindo ensino mais eficiente e inovador.

Diário do Estado: Como a senhora enxerga a importância da saúde mental dos profissionais da educação?
Marly:
É prioridade. Estamos estruturando projetos para promoção da saúde mental nas escolas, oferecendo suporte e ações preventivas que fortaleçam a motivação e o equilíbrio emocional.

Diário do Estado: Há políticas para reduzir a rotatividade de profissionais na rede municipal?
Marly:
Atualmente, utilizamos processos seletivos para suprir demandas. Aguardamos o concurso municipal, que trará mais estabilidade, valorização e continuidade ao trabalho.

Diário do Estado: Quais são os projetos mais importantes em andamento?
Marly:
Um deles é a criação de material didático próprio para a educação infantil, garantindo conteúdos adaptados ao desenvolvimento das crianças.

Diário do Estado: Existe algum programa para incentivo à leitura e à escrita?
Marly:
Sim. Cada escola desenvolve metodologias próprias de incentivo, promovendo aprendizagem personalizada e significativa.

Diário do Estado: Como Coxim tem avançado no uso de tecnologia na educação?
Marly:
Investimos na aquisição de equipamentos e buscamos emendas para ampliar salas de tecnologia, garantindo inclusão digital e preparando alunos para os desafios do século XXI.

Diário do Estado: Há iniciativas voltadas à inclusão de alunos com necessidades especiais?
Marly:
Sim. Contamos com equipe multidisciplinar que oferece suporte pedagógico, psicológico e acompanhamento especializado em toda a rede.

Diário do Estado: Quais foram as maiores conquistas até agora?
Marly:
Destaco a sala de recurso no bairro Piracema, a manutenção das escolas com recursos próprios e a melhoria dos ambientes escolares, assegurando qualidade e inclusão.

Diário do Estado: Houve avanços nos indicadores como o IDEB?
Marly:
Ainda não registramos avanços, pois a gestão está em fase inicial. No entanto, já estamos implantando ações estratégicas que refletirão positivamente nos próximos resultados.

Diário do Estado: Como a senhora avalia os investimentos na estrutura física das escolas?
Marly:
O impacto é extremamente positivo: ambientes mais adequados e seguros elevam a qualidade da aprendizagem e fortalecem o vínculo da comunidade com a escola.

Diário do Estado: Há escolas ou projetos que já se tornaram referência?
Marly:
Ainda é cedo para apontar referências consolidadas, mas projetos em andamento têm potencial para se tornar exemplos de boas práticas no futuro.

Diário do Estado: Quais são as principais metas para o próximo ano letivo?
Marly:
• Melhorar o IDEB com foco em estratégias pedagógicas;
• Ampliar a rede com novas salas e vagas;
• Implantar salas de tecnologia nas escolas do campo;
• Garantir entrega de uniformes e materiais no início do ano letivo.

Diário do Estado: Se pudesse destacar uma prioridade absoluta hoje, qual seria?
Marly:
A prioridade é elevar a qualidade do ensino e ampliar vagas, sobretudo na educação infantil.

Diário do Estado: Qual mensagem a senhora gostaria de deixar para professores, alunos e famílias?
Marly:
Deixo minha gratidão e carinho a todos. Seguimos juntos, com projetos para fortalecer a qualidade da educação, construindo um futuro cada vez mais promissor para nossa rede municipal.

Diário do Estado: Suas considerações finais por favor secretária
Marly:
Glenda, gostaria de agradecer pelo convite e pela oportunidade em poder falar sobre o nosso trabalho, agradeço ao Jornal Diário do Estado pelas portas sempre abertas, e para a população de Coxim estamos trabalhando em prol de uma sociedade mais justa para todos.