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Entrevista

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Compromisso Renovado: Flávio Brito Comenta Sua Reeleição e Prioridades para Rio Verde de MT/MS

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14 de março de 2025

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(Glenda Melo - Diário do Estado)

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Nosso entrevistado da semana é um Rioverdense nato, apaixonado por sua cidade, por seus amigos, ligado a família, homem de fé e que ao longo de sua história fortalece cada vez mais os vínculos com o lugar onde nasceu e com sua gente.
Flávio Brito, 49 anos, empresário e vereador pelo(PSDB) reeleito com 587 votos para o sexto mandato consecutivo, atual presidente da mesa diretora da Câmara Municipal de Rio Verde para o biênio 2025/2026,nascido e criado em Rio Verde, casado há 19 anos com Juliana Brito, pai de 2 filhos, formado em Administração pela UNIDERP, foi eleito para o primeiro mandato aos 25 anos, desde então não saiu mais da vida pública, filho de uma das figuras mais queridas de Rio Verde, Walfrido de Oliveira, o popular PIDO, sua mãe dona Neusa figura também muito querida na cidade e seu grande exemplo de família e fé.
Vamos conversar e conhecer um pouco mais sobre a caminhada política e planos de Flávio Brito para a Linda Rio Verde.

Vereador Flávio Brito durante sessão
 

Diário do Estado: Vereador, aos 25 anos o senhor foi eleito para o seu primeiro mandato, muito jovem o senhor entra para a política, foi uma vontade sua ou houve influência por parte de alguém?
Flávio Brito:
Glenda, meu pai foi vereador por Rio Verde por 3 mandatos, desde criança cresci nesse ambiente, mas o que sempre me motivou e me empurrou para esse mundo era a vontade de ajudar as pessoas, podem contribuir de alguma forma para melhoria de vida das pessoas de Rio Verde, transformar a realidade das pessoas, e fazer com que a cidade prosperasse.

Diário do Estado: Eleito para o primeiro mandato, como foi chegar pela primeira vez na câmara municipal como vereador?
Flávio Brito:
Um desafio, cheio de sonhos e expectativas, muita vontade de fazer as coisas, mas comecei a entender que o vereador tem limitações, não temos como resolver os problemas de todo mundo de uma vez, as coisas acontecem, mas acontecem não no tempo que as pessoas querem, mas temos ao longo dos anos conseguido melhorar a vida das pessoas da nossa querida Rio Verde.

Diário do Estado: O senhor deixou o MDB e migrou para o PSDB, por qual motivo?
Flávio Brito:
Fui muito feliz pelo tempo que estive no MDB, foi no MDB que iniciei minha caminhada política, mas o que me conquistou nos últimos anos foi a forma, estrutura, apoio e conquistas que o ex-governador Reinaldo Azambuja e agora o atual governador Eduardo Riedel oferecem aos municípios, as melhorias que Rio Verde recebeu nos últimos anos do PSDB foram incontestáveis, houve e ainda acontece uma mudança absurda na melhoria de recursos enviados para o município nos últimos anos e foi isso que me fez optar por essa mudança.

Diário do Estado: Na última eleição o senhor foi o vereador mais votado com 587 votos e agora preside a mesa diretora da câmara municipal para o primeiro biênio, o senhor recebeu 11 votos, uma votação unanime dos 11 vereadores da casa, isso traz mais tranquilidade ou assusta?
Flávio Brito:
Sem dúvida Glenda, ser o mais votado já traz uma responsabilidade muito grande no sentido dos olhos da população estarem mais voltados para o nosso mandato, agora você imagina também ser o presidente da casa de leis, assusta e traz mais responsabilidade, não por medo, mas com a consciência de um trabalho que será dobrado, mas como sempre pautei minha vida pública com seriedade e responsabilidade não temo as cobranças, elas fazem parte da vida pública, eu me cobro muito mais que as pessoas que me observam.

Diário do Estado: E como está atualmente a relação entre os colegas na casa de leis?
Flávio Brito:
Temos um grupo bastante unido e respeitoso no sentido que sabemos que estamos para servir a população e que somos funcionários do povo de Rio Verde, temos trabalhado em harmonia e união pois temos a plena consciência que nossa missão não por ego ou vaidade, nem deve ser, nossa missão mais importante se chama povo de Rio Verde, o erro hoje de muitas pessoas que entram na vida pública é exatamente achar que estar em uma câmara municipal o faz melhor que alguém e não faz, somos empregados do povo e temos que honrar os votos recebidos e retribuir com muito trabalho. 

Diário do Estado: Hoje para o senhor qual a maior necessidade de Rio Verde?
Flávio Brito:
Duas, primeiro fomentar o turismo de forma para que ele cresça, temos inúmeras riquezas naturais, Rio Verde foi abençoada com uma logística estratégica e com lugares maravilhosos para turismo, precisamos apoiar nossos empresários das áreas hoteleiras e restaurantes para que possam ter estrutura para receber os turistas para que esse turista indique a cidade para familiares e amigos e que retornem todos os anos, precisamos fazer uma e promover uma organização no processo turístico de Rio Verde, o aumento do turismo geram emprego, isso faz a economia do município crescer e contribui para o crescimento da cidade, turismo e emprego estão diretamente ligados , um puxa o outro e um depende do outro, mas é preciso oferecer serviços de qualidade para fidelizar o turista.

Diário do Estado: Ainda falando sobre geração de emprego e renda recentemente Rio verde gerou centenas de empregos através dos frigoríficos que estão funcionando, o senhor tem os números de quantos empregos esses 2 frigoríficos estão gerando?
Flávio Brito:
Passam de 600 vagas Glenda, um número bastante expressivo e importante para economia local, somos a principal cidade da região norte do estado na questão de abate de gado, nossa pecuária na região é muito forte, esses empregos gerados pelos frigoríficos fomenta uma economia mais forte e principalmente valoriza a nossa mão de obra, gerando emprego para nossa gente.

Diário do Estado: Parcerias com o Governo do estado vereador, como está a relação entre prefeitura, câmara e governo do estado?
Flávio Brito:
Não poderia ser melhor Glenda, um exemplo disso é o apoio que Rio Verde tem recebido do secretário Marcelo Miranda secretário de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania, através dele o governo do estado pretende nos próximos anos fomentar ainda mais essas áreas, temos uma amizade e parceria bastante importante que com certeza trará bastante benefícios para cidade, e não só nesse segmento, na infraestrutura, educação, saúde, o governo do estado tem sido muito presente em Rio Verde. 

Flávio Brito com sua esposa Juliana e filhos Fábio e Flávio

Diário do Estado: Falando em turismo e economia local já se escuta sobre um dos eventos mais importantes da região norte que acontece em Rio Verde, a Expoverde 2025, qual a importância desse evento para cidade?
Flávio Brito:
Imensa, importância imensa, esse ano a Expoverde acontecerá no mês de junho, são movimentados milhões de reais nos 7 dias de festa, as vendas de maquinários, leilões, praça de alimentação, shows, esse ano a meta é bater os números de 2024, tanto em negócios quanto no número de turistas que pretendemos receber, tudo já começou ser pensado para que possamos superar a meta, também a ideia é que serviços prestados durante o evento seja entregue por nossa gente valorizando cada vez mais o que temos na cidade.

Diário do Estado: Como é sua relação com prefeito Reus Fornari vereador?
Flávio Brito:
Melhor impossível, temos uma parceria já de longa data, o prefeito foi um grande parceiro na minha caminhada política, sempre podemos contar um com o outro e temos nossos caminhos bastante alinhados no sentido de priorizar sempre o povo de Rio Verde, o servir e o servir bem a população da cidade é uma grande preocupação do prefeito Reus, isso com certeza o fez ser reeleito de maneira tão expressiva, a população de Rio Verde tem um carinho imenso por ele, ele é um grande ser humano, um gestor comprometido e responsável com as causas da cidade, além de um amigo bastante querido, temos feito um bom trabalho juntos.

 

Diário do Estado:  Como o senhor vê Rio Verde nos próximos anos?
Flávio Brito:
Próspera, com progresso que já vem acontecendo há alguns anos acredito que isso seja questão de tempo, a cidade cresceu muito em termos de infraestrutura e melhorias, acredito que se focarmos nas áreas que já falamos aqui durante nossa conversa Rio Verde será muito em breve ainda mais próspera daquilo que já é.

Diário do Estado: Entre as melhorias nesse início de mandato na casa de leis, o senhor gostaria de citar alguma em especial?
Flávio Brito:
Sim, a câmara de Rio Verde vai passar nos próximos meses por uma reforma, o prédio é bastante antigo, gabinetes e demais setores estão sofrendo com goteiras, rachaduras, e outros problemas estruturais, decidimos então com os demais vereadores que essa reforma seria necessária e importante, ainda estamos dialogando e vendo as necessidades reais para que isso aconteça, mas deve acontecer ainda neste ano de 2025

Ver. Flávio Brito e Prefeito Réus Fornari

Diário do Estado: Seus objetivos para esse seu primeiro biênio na mesa diretora da câmara?
Flávio Brito:
Trabalho, muito trabalho, o ano só está começando, teremos muito trabalho pela frente, busca por recursos para cidade, tanto na esfera federal quanto estadual, inclusive na próxima semana iremos em uma caravana para Brasília em busca de recursos para cidade, bateremos de gabinete em gabinete em busca de recursos que possam trazer melhorias para nossa gente.

Diário do Estado: Vamos fazer agora o nosso bate-bola vereador, preparado?
Flávio Brito:
Bora

Diário do Estado: Uma cor?
Flávio Brito:
Verde

Diário do Estado: Uma música?
Flávio Brito:
Meu jeitinho- Amado Batista

Diário do Estado: Um lugar?
Flávio Brito:
A chácara Brejo Alegre

Diário do Estado: Uma comida?
Flávio Brito:
Churrasco

Diário do Estado: Um cheiro?
Flávio Brito:
O da minha esposa

Diário do Estado: Uma paixão?
Flávio Brito:
Motocicleta

Diário do Estado: Um dia feliz?
Flávio Brito:
O nascimento dos meus filhos 

Diário do Estado: Um dia inesquecível?
Flávio Brito:
Meu casamento

Diário do Estado: Uma realização?
Flávio Brito:
Ter minha família 

Diário do Estado: Um medo?
Flávio Brito:
Perder minha família 

Diário do Estado: Maior alegria?
Flávio Brito:
Quando estou com a minha equipe do jacaré du brejo levando alegria para as pessoas

Diário do Estado: Se você tivesse um super poder, qual você gostaria de ter?
Flávio Brito
: Acabar com a tristeza de alguém

Diário do Estado: Uma dor?
Flávio Brito:
Perder alguém

Diário do Estado: Uma palavra bonita para você?
Flávio Brito:
Fidelidade

Diário do Estado: Uma palavra feia para você?
Flávio Brito:
Tristeza

Diário do Estado: O que te irrita?
Flávio Brito:
Falsidade

Diário do Estado: O que te faz feliz?
Flávio Brito:
Sem dúvida quando estou com a minha família 

Diário do Estado: Suas referências são?
Flávio Brito:
Meus pais

Diário do Estado: Agora vereador gostaria que você deixasse suas considerações finais 
Flávio Brito:
Gostaria de agradecer a oportunidade que o Jornal Diário do Estado me proporcionou de falar um pouco da minha vida e contar minha história, foi um grande prazer estar aqui em Coxim, nessa terra tão querida, que tenho tantos amigos, coloco meu mandato sempre a disposição e em especial quero agradecer a população de Rio Verde que acredita e tem confiado em mim todos esses anos, meus amigos, minha família que sem eles eu não seria nada, que Deus abençoe a todos e muito obrigado pela oportunidade.

Equipe Jacaré do Brejo

 

Confira a entrevista na página: 

 

Entrevista

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem confeiteiro que está conquistando Coxim

Confeiteiro fala em entrevista exclusiva ao Jornal Diário do Estado sobre sua trajetória, a quebra de paradigmas de gênero e o sucesso em Coxim.

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

10 de outubro de 2025

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

 

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Com apenas 25 anos, Victor Manuel Gomes Ferreira já soma mais de cinco anos de experiência, estudo e dedicação à confeitaria. Natural de Coxim (MS), ele transformou uma paixão cultivada desde a infância em um negócio que está se firmando na cidade.
Em um mercado onde, historicamente, a confeitaria foi associada ao universo feminino, Victor se destacou justamente por quebrar paradigmas e mostrar que talento, sensibilidade e técnica não têm gênero. Enfrentou preconceitos, julgamentos e dúvidas, mas escolheu trilhar seu caminho com coragem, propósito e muito amor pelo que faz.
Mais do que um confeiteiro, Victor é um artista que transforma ingredientes em sentimentos. Seus bolos e doces carregam histórias, memórias e uma dedicação que está conquistando o paladar e o coração dos coxinenses.
Nesta entrevista, ele compartilha sua trajetória, desafios, conquistas e sonhos para o futuro numa conversa doce, inspiradora e cheia de inspiração 

Diário do Estado: Como e quando surgiu seu interesse pela confeitaria?
Victor Manuel:
Desde muito novo, eu sempre fui encantado pelo mundo da culinária. Era o tipo de criança que, ao invés de correr ou brincar, preferia ficar na cozinha observando os adultos prepararem os pratos. Com o tempo, esse interesse se voltou especialmente para os doces. Nas festas de família, eu me voluntariava para preparar os bolos e sobremesas dos aniversariantes e isso se tornou uma tradição. Ver a felicidade das pessoas ao provarem algo que eu fiz com minhas próprias mãos sempre me motivou. A confeitaria, pra mim, sempre foi mais que uma profissão; é uma forma de demonstrar carinho.

Diário do Estado: Qual foi o seu primeiro contato com a confeitaria profissionalmente?
Victor Manuel:
Meu primeiro contato profissional aconteceu quando tive a oportunidade de trabalhar em uma confeitaria. Antes disso, eu já fazia doces por conta própria, mas foi ali que conheci o ritmo intenso do dia a dia, os processos técnicos, a importância da organização e da padronização. E foi ali também que eu percebi que queria mais do que apenas cozinhar por prazer  eu queria me especializar, viver disso, transformar essa paixão em um negócio sério e bem estruturado.

Diário do Estado:  Você teve algum mentor ou inspiração no início da sua carreira?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração sempre foi meu propósito de vida: o desejo de vencer, de construir algo meu, de não depender dos outros. Não tive um mentor direto, alguém que me pegasse pela mão e me ensinasse tudo. Pelo contrário, muitas vezes enfrentei falta de apoio, dúvidas das pessoas ao meu redor e até preconceitos. Mas, por outro lado, isso me fortaleceu. Sempre tive muito medo de ficar desempregado, de não ter um caminho. Então decidi criar meu próprio caminho, e ele começou na cozinha.

Diário do Estado:  Como é ser confeiteiro em uma cidade como Coxim?
Victor Manuel:
Ser confeiteiro em Coxim é uma experiência única. Aqui, as relações são mais próximas, os clientes viram amigos, e o reconhecimento do nosso trabalho vem de forma muito sincera. No início foi desafiador conquistar espaço, mas com o tempo fui me firmando. Hoje, posso dizer com orgulho que tenho clientes fiéis, pessoas que confiam no meu trabalho, me acompanham há anos e indicam meus doces com muito carinho. É uma sensação maravilhosa ver o meu trabalho fazendo parte da história das famílias da minha cidade.

Diário do Estado:  Quais são as principais demandas do público local em relação à confeitaria?
Victor Manuel:
O público de Coxim é bastante receptivo e valorizador da confeitaria artesanal. Bolos personalizados, doces finos para festas e sobremesas tradicionais são os mais procurados. As pessoas valorizam muito o sabor caseiro, a apresentação caprichada e o atendimento humanizado. Sempre busco trazer novidades e adaptar as tendências ao gosto local, o que me ajuda a manter a clientela satisfeita e surpreendida.

Diário do Estado: Acredita que há espaço para inovações ou tendências da confeitaria moderna em Coxim?
Victor Manuel:
Acredito sim, e cada vez mais. Embora Coxim seja uma cidade do interior, o acesso à informação está muito mais fácil hoje em dia. As pessoas estão atentas ao que está em alta e querem experimentar coisas novas. Temos um público exigente e, ao mesmo tempo, aberto a inovações. Por isso, busco sempre me atualizar, fazer cursos, testar novas técnicas e trazer o melhor para os meus clientes. A confeitaria moderna tem muito a oferecer e aqui em Coxim, tem espaço para isso.

Diário do Estado: Já pensou em levar seu trabalho para outras cidades ou estados, ou Coxim sempre foi o seu foco?
Victor Manuel:
Sim, já pensei bastante nisso. Embora eu ame Coxim e tenha um carinho imenso pela cidade, tenho sonhos de expandir. Quero muito levar meu trabalho para outras cidades e até mesmo para outros estados. Sei que é um passo grande, mas acredito que com planejamento e dedicação é possível. Não quero limitar meus sonhos. Quero alcançar novos públicos, viver novas experiências e fazer a confeitaria crescer ainda mais.

Diário do Estado: Quais foram os maiores desafios que você enfrentou no começo da sua jornada como confeiteiro?
Victor Manuel:
O maior desafio foi, sem dúvida, acreditar em mim mesmo. Eu era muito inseguro, tinha medo de dar errado, de ser julgado, de não conseguir viver disso. Além disso, controlar a ansiedade, a autocrítica e o perfeccionismo foi um processo. No começo, eu queria que tudo fosse perfeito e me cobrava demais. Também tive dificuldades financeiras, falta de estrutura e até de reconhecimento. Mas a cada dificuldade superada, eu me sentia mais forte e mais preparado para seguir em frente.

Diário do Estado: Em sua opinião, qual é a parte mais difícil de manter um negócio de confeitaria em uma cidade do interior?
Victor Manuel:
Manter a qualidade dos produtos com preços acessíveis é um grande desafio. O custo dos ingredientes está cada vez mais alto, e nem sempre conseguimos repassar isso para o cliente. Além disso, temos menos acesso a insumos específicos ou equipamentos modernos, o que exige ainda mais criatividade para manter o padrão. Também há menos oportunidades de eventos grandes ou datas com alta demanda, então é preciso trabalhar com equilíbrio entre tradição e inovação para se manter ativo o ano todo.

Diário do Estado: Como você lida com sazonalidades e datas comemorativas, que costumam ser movimentadas no setor?
Victor Manuel:
Eu procuro sempre me antecipar. Faço planejamentos com antecedência, crio cardápios temáticos e me organizo para atender o maior número de pedidos possível sem perder a qualidade. Nessas datas, o volume de trabalho aumenta muito, então é essencial ter organização, preparo psicológico e, se possível, apoio de uma equipe. Também uso essas datas como uma forma de criar conexão com os clientes, trazendo novidades e reforçando a identidade da minha marca.

Diário do Estado: Você já enfrentou preconceito por ser homem trabalhando com confeitaria?
Victor Manuel:
Sim, já enfrentei. Ainda existe uma visão equivocada de que confeitaria é uma área "feminina", e isso acaba gerando olhares tortos ou comentários desnecessários. Mas, com o tempo e com o reconhecimento do meu trabalho, fui conquistando meu espaço e provando que talento e dedicação não têm gênero.

Diário do Estado: Como o público reage ao descobrir que o responsável pelos doces é um homem?
Victor Manuel:
No começo, muitos se surpreendem. Mas depois que provam os produtos e percebem o cuidado, o sabor e o carinho que coloco em cada detalhe, essa surpresa vira admiração. A qualidade sempre fala mais alto, e isso tem me ajudado a quebrar barreiras e estereótipos.

Acredita que ainda existe uma visão de que confeitaria é um “trabalho feminino”?
Victor Manuel:
Infelizmente, ainda existe em alguns contextos, mas vejo que essa mentalidade vem mudando com o tempo. A confeitaria é arte, é técnica, é amor e isso não tem gênero. Hoje temos muitos homens na área fazendo trabalhos incríveis, e isso ajuda a desconstruir esse pensamento ultrapassado.

Diário do Estado: Já sentiu que precisou “provar mais” por ser homem na área?
Victor Manuel:
Sim, em muitos momentos. Sentia que precisava me destacar mais, mostrar mais competência, mais dedicação, só para ser levado a sério. Mas acredito que todo desafio também é uma oportunidade. Isso me motivou a buscar excelência em tudo que faço.

Diário do Estado: O que te inspira no dia a dia para criar novas receitas?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração é minha família. Eles sempre acreditaram em mim, mesmo quando tudo parecia difícil. São meu ponto de apoio, minha base. Cada receita nova que crio tem um pouco deles seja uma lembrança de infância, um elogio que me emocionou ou até um momento em que precisei me superar.

Diário do Estado: Tem alguma receita ou doce que tenha um valor sentimental ou história especial para você?
Victor Manuel:
Sim, tem uma receita especial que sempre preparo com um carinho redobrado. Ela me lembra da minha infância e de momentos marcantes com pessoas que já se foram. Fazer esse doce me conecta com essas memórias, é como reviver aquelas emoções. E acredito que esse sentimento se transmite no sabor. Mas, no fundo, todas as receitas têm um pouco de mim e carregam muito amor.

Diário do Estado: Como você equilibra a vida pessoal com a rotina puxada da confeitaria?
Victor Manuel:
Não é fácil, mas organização é essencial. Tenho horários definidos, me planejo com antecedência e também aprendi a respeitar meus limites. Hoje entendo que cuidar de mim também é parte do sucesso do meu trabalho. Quando estou bem, consigo entregar o melhor aos meus clientes e estar presente para minha família.

Diário do Estado:  Como você enxerga o mercado da confeitaria nos próximos anos, especialmente em cidades pequenas como Coxim?
Victor Manuel:
Acredito que o mercado tem tudo para crescer, mesmo em cidades pequenas. As pessoas estão mais exigentes, querem qualidade, e valorizam o trabalho artesanal. Vejo um futuro muito promissor, com espaço para profissionais criativos, dedicados e que estejam sempre em evolução. Aqui em Coxim, quero continuar sendo parte desse crescimento, inovando sem perder minhas raízes.

Diário do Estado:  Já pensou em dar cursos ou ensinar outras pessoas, principalmente jovens ou homens interessados na área?
Victor Manuel:
Sim, esse é um grande sonho meu. Quero muito compartilhar tudo o que aprendi com outras pessoas. A confeitaria transformou minha vida e pode transformar a de muitos jovens também. Ensinar seria uma forma de retribuir tudo o que conquistei e mostrar que, com amor e esforço, qualquer um pode vencer nessa área.

Diário do Estado:  Que conselho você daria para um homem que quer começar na confeitaria, mas tem medo do julgamento?
Victor Manuel:
Meu conselho é simples: não tenha medo. O julgamento sempre vai existir, em qualquer área. Mas o que realmente importa é o que você sente. Se você ama a confeitaria, siga em frente. O mundo precisa de mais pessoas fazendo o que amam. E, com o tempo, você vai perceber que a paixão e a dedicação falam mais alto que qualquer preconceito.

Diário do Estado: Se pudesse escolher apenas um doce para representar Coxim, qual seria? E por quê?
Victor Manuel:
O bolo de chocolate, sem dúvidas! Ele é simples, gostoso, acolhedor e tem tudo a ver com o jeito do coxinense: gente que gosta de aproveitar a vida, se reunir com a família e celebrar as pequenas coisas. É aquele tipo de doce que todo mundo ama e que traz alegria com uma mordida só.

Diário do Estado:  Quais seus planos para o futuro na confeitaria?
Victor Manuel:
Quero continuar me aprofundando, estudando, aperfeiçoando minhas técnicas. Também quero expandir meu negócio, talvez abrir uma loja maior ou até uma filial em outra cidade. E, claro, seguir adoçando a vida dos meus clientes com muito amor, que é o ingrediente principal do meu trabalho.

Diário do Estado: Suas considerações finais:
Victor Manuel:
Sou extremamente grato ao jornal Diário do Estado pela oportunidade e poder contar um pouco da minha caminhada até aqui, sou grato por tudo que conquistei. Amo o que faço e coloco meu coração em cada doce que produzo. Minha missão é levar felicidade às pessoas por meio da confeitaria, e quero continuar crescendo, aprendendo e fazendo a diferença na vida de quem prova meus produtos, meus trabalhos estão disponíveis pelas redes sociais  @Vicktor_emanuell


 

Entrevista

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre desafios, conquistas e futuro da rede educacional

Secretária de Educação de Coxim fala em entrevista exclusiva ao Diário do Estado sobre os desafios da gestão, os avanços na rede municipal e as metas para fortalecer a qualidade do ensino.

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

5 de setembro de 2025

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

 

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À frente da Secretaria Municipal de Educação de Coxim, Marly Nogueira tem conduzido uma gestão marcada por desafios, conquistas e planos ousados para o futuro. Em entrevista exclusiva, a secretária destaca o compromisso com a qualidade do ensino, a valorização dos profissionais da educação, os avanços na infraestrutura escolar e as ações para reduzir desigualdades entre a zona urbana e rural. Com transparência e determinação, ela fala sobre o que já foi realizado, as dificuldades enfrentadas e as metas que projeta para transformar a educação no município.

Diário do Estado: Secretária, quais têm sido os principais desafios na gestão da educação municipal em Coxim e como a senhora tem buscado superá-los?
Marly:
Os principais desafios incluem garantir a qualidade do ensino, ampliar o acesso às vagas, manter a infraestrutura escolar e reduzir desigualdades entre zonas urbana e rural.
Para superá-los, temos adotado ações estratégicas, como:
• Investimentos em tecnologia e material didático próprio, especialmente para a base infantil;
• Ampliação e manutenção das escolas e da frota escolar;
• Apoio contínuo a professores e profissionais da educação, com capacitação e valorização;
• Diálogo constante com diretores, professores, pais e comunidade.
Nosso compromisso é enfrentar cada desafio com planejamento, responsabilidade e foco no bem-estar e na aprendizagem dos alunos.

Diário do Estado: Desde que assumiu a Secretaria de Educação, quais foram os maiores desafios e conquistas alcançados pela senhora e sua equipe?
Marly:
Enfrentamos desafios como manter todas as escolas em funcionamento pleno, equilibrar recursos limitados e iniciar projetos estruturantes.
Entre as conquistas, destaco:
• Criação da sala de recurso no bairro Piracema, ampliando a inclusão e o atendimento especializado;
• Manutenção das escolas com recursos próprios, garantindo ambientes adequados e seguros;
• Ampliação de salas de tecnologia, melhoria da frota escolar e adoção de material didático próprio para a base infantil.

Diário do Estado: A senhora acredita que a pandemia ainda deixa reflexos no aprendizado dos alunos? O que a Secretaria tem feito para recuperar possíveis defasagens?
Marly:
Sim. A pandemia deixou reflexos significativos, como defasagens no aprendizado. Para enfrentá-los, implantamos reforço pedagógico, acompanhamento individualizado e projetos voltados à inclusão de conteúdos essenciais, assegurando que todos os alunos retomem o ritmo escolar com segurança e consistência.

Diário do Estado: Como está sendo trabalhado o planejamento estratégico da educação em Coxim para os próximos anos?
Marly:
Nosso planejamento busca ampliar o acesso e melhorar a qualidade do ensino. Entre as ações previstas, estão:
• Abertura de novas salas para atender à crescente demanda;
• Adoção de material didático próprio (apostilado) para a base infantil;
• Melhoria da frota escolar, oferecendo transporte mais seguro;
• Construção de um novo Centro de Educação Infantil na Vila Bela, em parceria com o Governo Federal.

Diário do Estado: De que forma a Secretaria tem dialogado com diretores, professores e pais para alinhar as demandas e melhorar a qualidade da educação?
Marly:
Mantemos um diálogo democrático e próximo. Recebemos demandas presencialmente, por telefone ou em visitas às escolas. Esse contato direto permite identificar necessidades e alinhar ações de forma colaborativa, garantindo a melhoria contínua da rede.

Diário do Estado: Quais são as principais dificuldades enfrentadas pelas escolas da zona rural e quais ações têm sido adotadas?
Marly:
O maior desafio está nas estradas, especialmente no período de chuvas. Para superar, atuamos em parceria com a Secretaria de Obras, realizando manutenção preventiva e garantindo acesso seguro para alunos e profissionais.

Diário do Estado: Existe algum projeto específico voltado ao transporte escolar rural?
Marly:
Não há um programa exclusivo, mas o transporte escolar atende tanto a zona rural quanto a urbana com a mesma estrutura, garantindo segurança e pontualidade.

Diário do Estado: Como a senhora avalia a diferença de acesso e oportunidades entre alunos da zona rural e urbana?
Marly:
As diferenças são pequenas. A principal defasagem está no acesso à tecnologia. Para reduzir, planejamos implantar salas de tecnologia também nas escolas rurais. Além disso, todo material didático é entregue em versão física, assegurando igualdade no aprendizado.

Diário do Estado: Há iniciativas para valorizar a cultura local e o modo de vida da zona rural no currículo escolar?
Marly:
Ainda não temos iniciativas formais, mas reconhecemos sua importância. Estamos avaliando projetos para inserir a cultura regional e o modo de vida do campo nas práticas pedagógicas.

Diário do Estado: O que a gestão tem feito pela valorização dos professores e funcionários da educação?
Marly:
Destaco a redução da carga horária das ASHAs e merendeiras, proporcionando melhor qualidade de vida, e a valorização salarial, reconhecendo o esforço e dedicação de todos.

Diário do Estado: Existe um plano de capacitação continuada para professores e servidores?
Marly:
Sim. Mantemos formações contínuas para atualização pedagógica e aprimoramento profissional, garantindo ensino mais eficiente e inovador.

Diário do Estado: Como a senhora enxerga a importância da saúde mental dos profissionais da educação?
Marly:
É prioridade. Estamos estruturando projetos para promoção da saúde mental nas escolas, oferecendo suporte e ações preventivas que fortaleçam a motivação e o equilíbrio emocional.

Diário do Estado: Há políticas para reduzir a rotatividade de profissionais na rede municipal?
Marly:
Atualmente, utilizamos processos seletivos para suprir demandas. Aguardamos o concurso municipal, que trará mais estabilidade, valorização e continuidade ao trabalho.

Diário do Estado: Quais são os projetos mais importantes em andamento?
Marly:
Um deles é a criação de material didático próprio para a educação infantil, garantindo conteúdos adaptados ao desenvolvimento das crianças.

Diário do Estado: Existe algum programa para incentivo à leitura e à escrita?
Marly:
Sim. Cada escola desenvolve metodologias próprias de incentivo, promovendo aprendizagem personalizada e significativa.

Diário do Estado: Como Coxim tem avançado no uso de tecnologia na educação?
Marly:
Investimos na aquisição de equipamentos e buscamos emendas para ampliar salas de tecnologia, garantindo inclusão digital e preparando alunos para os desafios do século XXI.

Diário do Estado: Há iniciativas voltadas à inclusão de alunos com necessidades especiais?
Marly:
Sim. Contamos com equipe multidisciplinar que oferece suporte pedagógico, psicológico e acompanhamento especializado em toda a rede.

Diário do Estado: Quais foram as maiores conquistas até agora?
Marly:
Destaco a sala de recurso no bairro Piracema, a manutenção das escolas com recursos próprios e a melhoria dos ambientes escolares, assegurando qualidade e inclusão.

Diário do Estado: Houve avanços nos indicadores como o IDEB?
Marly:
Ainda não registramos avanços, pois a gestão está em fase inicial. No entanto, já estamos implantando ações estratégicas que refletirão positivamente nos próximos resultados.

Diário do Estado: Como a senhora avalia os investimentos na estrutura física das escolas?
Marly:
O impacto é extremamente positivo: ambientes mais adequados e seguros elevam a qualidade da aprendizagem e fortalecem o vínculo da comunidade com a escola.

Diário do Estado: Há escolas ou projetos que já se tornaram referência?
Marly:
Ainda é cedo para apontar referências consolidadas, mas projetos em andamento têm potencial para se tornar exemplos de boas práticas no futuro.

Diário do Estado: Quais são as principais metas para o próximo ano letivo?
Marly:
• Melhorar o IDEB com foco em estratégias pedagógicas;
• Ampliar a rede com novas salas e vagas;
• Implantar salas de tecnologia nas escolas do campo;
• Garantir entrega de uniformes e materiais no início do ano letivo.

Diário do Estado: Se pudesse destacar uma prioridade absoluta hoje, qual seria?
Marly:
A prioridade é elevar a qualidade do ensino e ampliar vagas, sobretudo na educação infantil.

Diário do Estado: Qual mensagem a senhora gostaria de deixar para professores, alunos e famílias?
Marly:
Deixo minha gratidão e carinho a todos. Seguimos juntos, com projetos para fortalecer a qualidade da educação, construindo um futuro cada vez mais promissor para nossa rede municipal.

Diário do Estado: Suas considerações finais por favor secretária
Marly:
Glenda, gostaria de agradecer pelo convite e pela oportunidade em poder falar sobre o nosso trabalho, agradeço ao Jornal Diário do Estado pelas portas sempre abertas, e para a população de Coxim estamos trabalhando em prol de uma sociedade mais justa para todos.