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Votos de Ano Novo

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31 de dezembro de 2025

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Assecom

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A graça e a paz esteja com todos
A cada novo ano, a Santa Igreja nos convida a recomeçar. Não se trata apenas de escrever um novo capítulo ou iniciar mais um ano no calendário, mas de viver uma verdadeira renovação da fé, dos propósitos com Deus e de permitir que o coração seja transformado por Sua graça.
O primeiro dia do ano civil, celebrado liturgicamente como a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, não é por acaso. Sob o olhar materno de Maria, iniciamos o ano envolvidos pela graça e pela paz que vêm do Senhor. Ao celebrarmos esta Solenidade, proclamamos Maria como Mãe de Deus e, por meio dessa devoção, a Igreja reafirma uma verdade fundamental da fé cristã: Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
Começar o ano sob os cuidados de Maria é escolher confiar plenamente que Deus conduza cada passo da nossa caminhada. É abandonar a ilusão do controle absoluto e entregar a Ele nossos planos, mesmo quando Sua vontade não corresponde às nossas expectativas humanas. Maria nos ensina a confiança silenciosa, a obediência e a fé que persevera, mesmo sem compreender plenamente os desígnios de Deus.
A paz celebrada no dia 1º de janeiro não se resume à ausência de conflitos ou a uma calmaria constante. Trata-se de uma paz mais profunda, sustentada pela certeza de que Deus caminha conosco todos os dias do ano, fortalecendo-nos nas dificuldades e renovando nossa esperança. Como nos recorda São Paulo:
“A graça e a paz vos sejam dadas da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo” (Rm 1,7).
A verdadeira paz só é possível quando estamos unidos a Deus e em conformidade com Sua vontade. Muitas vezes, isso exige sair de pensamentos fechados, rever ideais e aceitar processos que não são fáceis, mas que nos amadurecem na fé. Mesmo em meio aos desafios, é nessa união com Deus que encontramos descanso para o coração.
Além de buscarmos a paz interior, somos chamados a ser instrumentos da paz do Senhor no mundo. Em nossas atitudes diárias, na família, na comunidade e na sociedade, somos convidados a levar o amor onde há ódio, o perdão onde há ofensa e a fé onde há dúvidas, como nos inspira a Oração de São Francisco:
“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde houver discórdia, que eu leve a união
Onde houver dúvida, que eu leve a fé[...]”(Oração de São Francisco)

Que neste ano que se inicia possamos ser verdadeiros instrumentos da paz, com os corações cheios do Espírito Santo de Deus e firmes na Boa Vontade do Senhor, confiantes em sua Providência Divina. Que a Maria Mãe de Deus nos abençoe durante esse ano de Paz, Santo Ano Novo a todos.

Religioso

A alegria do Espírito que nos reúne

Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido...

A alegria do Espírito que nos reúne

17 de julho de 2026

A alegria do Espírito que nos reúne

 

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Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido famílias, comunidades e gerações inteiras em torno de uma das mais belas expressões da fé cristã. Muito mais do que uma tradição preservada pela cultura popular, a Festa do Divino nos convida a contemplar o mistério da presença de Deus que continua agindo na vida de seu povo. 

A devoção ao Divino Espírito Santo chegou ao Brasil pelas mãos dos colonizadores portugueses, especialmente dos açorianos, e encontrou em nosso povo um terreno fértil para florescer. Em muitas regiões, a bandeira do Divino percorre as casas, levando a oração, a esperança e a bênção de Deus às famílias. São gestos simples, mas profundamente carregados de significado, que recordam a missão da própria Igreja: visitar, acolher, evangelizar e fortalecer a comunhão entre os irmãos. Entretanto, a riqueza desta festa não está apenas em seus símbolos ou manifestações culturais. A Igreja nos ensina que o Espírito Santo não é apenas objeto de uma devoção piedosa, mas é o próprio Deus, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, "adorado e glorificado com o Pai e o Filho" (Catecismo da Igreja Católica, n. 685). Celebrar o Divino Espírito Santo é professar nossa fé naquele que anima a Igreja, santifica os corações e conduz a história da salvação. 

Foi o Espírito Santo quem fecundou o seio da Virgem Maria para a Encarnação do Verbo. Foi Ele quem conduziu Jesus durante toda a sua missão. Foi também o Espírito quem, no dia de Pentecostes, transformou homens antes marcados pelo medo em discípulos corajosos, capazes de anunciar o Evangelho até os confins da terra. Desde então, a Igreja vive da força do Espírito e continua sua missão sustentada por sua presença. O Catecismo recorda que "ninguém pode dizer: 'Jesus é o Senhor', a não ser sob a ação do Espírito Santo" (cf. 1Cor 12,3; CIC, n. 683). Isso significa que toda verdadeira experiência de fé nasce da ação silenciosa e constante do Espírito em nosso interior. É Ele quem desperta a conversão, inspira a oração, fortalece a esperança, consola nas tribulações e faz crescer em nós o amor de Deus. Também é o Espírito Santo quem distribui seus dons para a edificação da Igreja. Sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus não são privilégios de alguns, mas graças oferecidas para que cada batizado viva sua vocação com fidelidade e generosidade. Quando acolhemos esses dons, produzimos os frutos que São Paulo apresenta em sua carta aos Gálatas: amor, alegria, paz, paciência, bondade, mansidão, fidelidade e domínio de si. 

Talvez seja justamente este o maior convite da Festa do Divino: permitir que o Espírito Santo encontre espaço em nossa vida. Em meio às preocupações do cotidiano, às divisões que tantas vezes ferem nossas famílias e à pressa que marca nosso tempo, somos chamados a abrir novamente o coração para Aquele que faz novas todas as coisas. A festa, portanto, não termina quando se encerram as novenas, as procissões ou as celebrações. Ela continua quando cada cristão leva para dentro de sua casa o compromisso de viver segundo o Espírito. Continua quando uma família reencontra a paz, quando alguém oferece o perdão, quando um jovem descobre sua vocação, quando uma comunidade se une para servir aos mais necessitados. É assim que Pentecostes continua acontecendo em nossos dias. 

Ao celebrarmos a 131ª Festa do Divino Espírito Santo, peçamos que o Espírito do Senhor renove nossa Diocese, fortaleça nossas paróquias, ilumine nossos sacerdotes, religiosos e lideranças, sustente nossas famílias e desperte em todos nós um ardor missionário cada vez maior. Que nunca deixemos de ouvir a voz daquele que continua conduzindo a Igreja pelos caminhos da verdade, da unidade e da santidade. Que o Divino Espírito Santo faça de cada um de nós testemunhas vivas do Evangelho, para que, renovados por sua graça, possamos anunciar com alegria as maravilhas de Deus. 

Vinde, Espírito Santo! Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. 

Religioso

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

22 de maio de 2026

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

 

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“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.

Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.