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Dom Otair Nicoletti

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Solenidade de Pedro e Paulo

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28 de junho de 2024

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No domingo, celebramos dois baluartes da Igreja primitiva que segundo a tradição foram martirizados no mesmo dia, em Roma. Pedro, crucificado; Paulo, decapitado. Na pessoa de Pedro, destaca-se o Pastor das Comunidades, aquele que é referência da fé para os irmãos. Na pessoa de Paulo, aparece mais o líder Missionário, que forma comunidades e faz expandir a fé em todas as nações. Pedro recorda mais a instituição. Paulo, o carisma. 
Diferentes: Origem (humilde pescador e nobre, romano) vocação (desde o começo. Cafarnaum, Tabor. No caminho de Damasco). caráter (pacífico, ardoroso) estudo (analfabeto, escola de Gamaliel) Unidos no amor e na fé a Cristo e à Igreja. Representam duas dimensões da vocação apostólica diferentes e complementares. As Leituras nos falam dos dois grandes Apóstolos: Na Primeira Leitura, vemos PEDRO, preso pelo poder de Herodes "para agradar os judeus", e libertado pela ação de Deus. (At 12,1-11) O texto mostra uma Comunidade cristã unida e solidária, na Oração. E Deus escuta a oração da Comunidade. Mostra a presença efetiva de Deus na caminhada da Igreja e o cuidado de Deus para os que lhe dão testemunho. O nosso Deus não nos abandona. Na Segunda Leitura vemos PAULO: aguardando o julgamento final. Velho e cansado escreve a Timóteo. É um Testamento espiritual: "Estou pronto, chegou a minha hora, combati o bom combate, terminei a corrida, conservei a fé! E agora aguardo o prêmio dos justos. O Senhor esteve comigo, a ele GLÓRIA..." (2Tm 4, 6-8.17-18) A própria Morte ele a vê como a Libertação definitiva. Serenidade e confiança diante da morte, consciente do dever cumprido. Modelo de Missionário ardoroso e entusiasta. No Evangelho, Pedro faz sua Profissão de Fé e recebe o Primado. (Mt 16, 13-19) O texto tem duas Partes: A primeira de caráter cristológico: Identidade de Cristo: "Quem sou eu?" No dizer dos homens: é apenas um HOMEM bom e justo. Na opinião dos discípulos: "Tu é o Cristo, o FILHO de Deus Vivo". O Messias esperado por Israel para libertar e salvar o povo. Na segunda de caráter eclesiológico: centra-se na IGREJA que Jesus convoca à volta de Pedro: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja". O que é a IGREJA? É a Comunidade dos discípulos que reconhecem Jesus como "o MESSIAS, o Filho de Deus". Dessa adesão, nasce a Igreja, a Comunidade dos discípulos de Jesus, convocada e organizada à volta de Pedro. A Pedro e à Comunidade dos discípulos é confiado o "poder das chaves", isto é, a autoridade para interpretar as palavras de Jesus, às novas necessidades e situações e para acolher ou não novos membros na Comunidade dos discípulos do Reino. Pedro torna-se assim uma figura de referência para os primeiros cristãos e desempenha um papel de primeiro plano na animação da igreja nascente. Jesus não fundou muitas Igrejas. A verdadeira: fundada por Cristo e confiada a Pedro e sucessores. A IGREJA continua a Obra salvadora de Cristo. Na Igreja, Pedro recebe poderes para desempenhar a sua missão: Por isso, "nem o poder do inferno terá vez contra ela..." E essa promessa de Cristo não é apenas à pessoa de Pedro. Mas também aos seus legítimos sucessores, que são os PAPAS... Por isso, nesse dia celebramos também o DIA DO PAPA, que ainda hoje continua sendo sinal de unidade e de comunhão na fé. O Papa é o chefe visível da Igreja na terra. Sua missão é espinhosa, sobretudo hoje, com mudanças rápidas e violentas, com contestações dentro e fora da Igreja. Como é difícil saber discernir, no meio de tantas turbulências! Ele merece o nosso amor, mas que não seja um amor só de palavras, mas um amor concreto. Rezando por ele, escutando a sua voz, e praticando seus ensinamentos. A Igreja é um corpo vivo, que se constrói com pedras vivas. Todos nós colaboramos na construção da Igreja, mas sob a guia e supervisão dos que são os sucessores de Pedro (o Papa) e dos demais Apóstolos (os bispos). Relembrando a figura do Papa, continuemos a nossa oração, pedindo a Deus que lhe dê: MUITA LUZ. para apontar sempre o melhor caminho para a Igreja, e MUITA FORÇA, para enfrentar com otimismo e alegria as contestações do mundo moderno... Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 30.06.2024

Religioso

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

22 de maio de 2026

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

 

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“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.

Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.

Religioso

Feliz dia das Mães

Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que,...

Feliz dia das Mães

8 de maio de 2026

Feliz dia das Mães

 

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Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
 Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.

Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!