sábado, 25 de julho, 2026
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Dom Otair Nicoletti
23 de agosto de 2024
"Senhor, a quem iremos?" Tu tens palavras de vida eterna. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 6,60-69) Naquele tempo, 60muitos dos discípulos de Jesus
que o escutaram, disseram: "Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?" 61Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: "Isto vos escandaliza? 62E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? 63O Espírito é que dá vida,
a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. 64Mas entre vós há alguns que não creem". Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. 65E acrescentou: "É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido pelo Pai". 66A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. 67Então, Jesus disse aos doze: "Vós também vos quereis ir embora?" 68Simão Pedro respondeu:
"A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69Nós cremos firmemente e reconhecemos
que tu és o Santo de Deus". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor!
MENSAGEM Ao longo da estrada de nossa vida, nos deparamos com muitas encruzilhadas, em que devemos fazer uma ESCOLHA: Devemos tomar uma estrada e deixar a outra…
Como é importante, nesses momentos, o testemunho seguro de alguém que sabe o que quer! As leituras nos dão dois testemunhos muito significativos: Josué e Pedro. A Primeira Leitura narra a ESCOLHA de Israel: Javé ou os ídolos. (Js 24,1-2.15-18) Após a longa peregrinação através do deserto e a posse da Terra Prometida, Josué convoca o Povo e o põe diante de uma ESCOLHA fundamental: "ESCOLHEI a quem quereis servir: os deuses do lugar, ou o Deus que nos libertou do Egito e fez uma Aliança conosco? Eu, porém, e a minha família vamos servir ao Senhor". Diante do testemunho forte de Josué, o povo não se deixou levar pela tentação de uma religião mais fácil dos cananeus, pelo contrário renovou sua fidelidade ao Deus de seus pais. Na Segunda Leitura, Paulo fala do amor conjugal, como sinal do amor de Cristo à sua Igreja. Os esposos devem escolher: Amor ou egoísmo. (Ef 5,21-32) Como Cristo e a Igreja formam um só corpo, assim marido e esposa, comprometidos numa comunidade de amor, formam um só corpo. O casal cristão deve ser sinal e reflexo da união de Cristo com a sua Igreja. O Evangelho narra a ESCOLHA de Pedro e dos Apóstolos. (Jo 6,60-69) – O texto é a conclusão do discurso do "Pão da vida", que provoca uma profunda crise entre os discípulos… Diante de Jesus e de suas palavras, são levados a fazer uma ESCOLHA: Seguir ou abandonar Jesus... Cristo havia feito o milagre da multiplicação dos pães… O Povo entusiasmado quer proclamá-lo rei… Cristo pede um gesto de fé: crer ou não nele... aceitar ou não a sua proposta... Buscar apenas o pão material ou acolher o Dom do Pão da vida... Como alimentara o povo com o pão material… assim também daria um outro pão que seria o próprio corpo (a Eucaristia). E o povo se escandaliza… não aceita… até os discípulos murmuram: "Essas palavras são duras demais, é difícil de engolir..." Muitos se retiram e o abandonam… Jesus não muda a linguagem, exige fé. A fé pode ser aceita ou recusada, mas não "negociada"... Sem a fé, não entenderiam aquelas palavras e aqueles sinais… Por isso, questiona os doze: "Vocês também querem ir embora?" Diante desse desafio, aparece o belo testemunho de Pedro: "A quem iremos, Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna." A atitude forte de Pedro dissipa as dúvidas dos demais apóstolos, e todos permanecem fiéis junto ao seu Mestre. A nossa escolha. Nós fizemos a nossa escolha, no dia do nosso Batismo quando proclamamos que queríamos crer em Cristo... E todos os dias somos convidados por Jesus a construir a nossa existência sobre os valores do amor, do serviço, da partilha com os irmãos, da simplicidade, da coerência com os valores do Evangelho... Mas todos os dias somos tentados a construir a nossa vida nos valores do poder, do êxito, da ambição, dos bens materiais, da moda... Há momentos em que devemos fazer também a nossa ESCOLHA... CRISTÃO é quem escolhe Cristo e o segue... Para isso, deve ser educado no pensamento de Cristo, ver a história como ele, julgar a vida como ele, escolher e amar como ele, esperar como ele ensina, viver nele a comunhão com o Pai e o Espírito Santo. HOJE vemos muitos católicos deixando a religião e ficamos preocupados... A falha é de quem? Da Igreja que batiza? Dos pais que não vivem a vida cristã? Da comunidade que não evangeliza ou não testemunha sua fé? Você teria a mesma convicção firme de Josué...: "Nem que todos te abandonem, eu e minha família, não..." Ou a mesma firmeza de Pedro? "A quem iremos, Senhor, só tu tens palavras de vida eterna"! Que tipo de cristão você pretende ser? Que tipo de religião pretende seguir? Uma religião REVELADA por Deus, que você acolhe generosamente..., ou uma religião CRIADA pelos homens, por que atende melhor a seus interesses pessoais? Você é consciente e fiel à escolha feita no Batismo? No Evangelho de hoje, Jesus não parece estar tão preocupado com o número de discípulos que continuarão a segui-lo. Prefere perder os discípulos a renunciar à Missão que recebeu do Pai. O Reino de Deus não é um concurso de popularidade... Muitos pensam que, "suavizando" as exigências do Evangelho, seriam mais facilmente aceitas pelos homens do nosso tempo... O que deve nos preocupar não é tanto o número de pessoas que vão à igreja; mas o grau de autenticidade com que vivemos e testemunhamos no mundo a proposta de Jesus. E nós... a quem iremos? Se ainda estivermos indecisos em nossa escolha, recordemos as palavras de Pedro: "Senhor, a quem iremos, só tu tens palavras de vida eterna…"
AMÉM - Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 25.08.2024
Religioso
Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido...
17 de julho de 2026
Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido famílias, comunidades e gerações inteiras em torno de uma das mais belas expressões da fé cristã. Muito mais do que uma tradição preservada pela cultura popular, a Festa do Divino nos convida a contemplar o mistério da presença de Deus que continua agindo na vida de seu povo.
A devoção ao Divino Espírito Santo chegou ao Brasil pelas mãos dos colonizadores portugueses, especialmente dos açorianos, e encontrou em nosso povo um terreno fértil para florescer. Em muitas regiões, a bandeira do Divino percorre as casas, levando a oração, a esperança e a bênção de Deus às famílias. São gestos simples, mas profundamente carregados de significado, que recordam a missão da própria Igreja: visitar, acolher, evangelizar e fortalecer a comunhão entre os irmãos. Entretanto, a riqueza desta festa não está apenas em seus símbolos ou manifestações culturais. A Igreja nos ensina que o Espírito Santo não é apenas objeto de uma devoção piedosa, mas é o próprio Deus, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, "adorado e glorificado com o Pai e o Filho" (Catecismo da Igreja Católica, n. 685). Celebrar o Divino Espírito Santo é professar nossa fé naquele que anima a Igreja, santifica os corações e conduz a história da salvação.
Foi o Espírito Santo quem fecundou o seio da Virgem Maria para a Encarnação do Verbo. Foi Ele quem conduziu Jesus durante toda a sua missão. Foi também o Espírito quem, no dia de Pentecostes, transformou homens antes marcados pelo medo em discípulos corajosos, capazes de anunciar o Evangelho até os confins da terra. Desde então, a Igreja vive da força do Espírito e continua sua missão sustentada por sua presença. O Catecismo recorda que "ninguém pode dizer: 'Jesus é o Senhor', a não ser sob a ação do Espírito Santo" (cf. 1Cor 12,3; CIC, n. 683). Isso significa que toda verdadeira experiência de fé nasce da ação silenciosa e constante do Espírito em nosso interior. É Ele quem desperta a conversão, inspira a oração, fortalece a esperança, consola nas tribulações e faz crescer em nós o amor de Deus. Também é o Espírito Santo quem distribui seus dons para a edificação da Igreja. Sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus não são privilégios de alguns, mas graças oferecidas para que cada batizado viva sua vocação com fidelidade e generosidade. Quando acolhemos esses dons, produzimos os frutos que São Paulo apresenta em sua carta aos Gálatas: amor, alegria, paz, paciência, bondade, mansidão, fidelidade e domínio de si.
Talvez seja justamente este o maior convite da Festa do Divino: permitir que o Espírito Santo encontre espaço em nossa vida. Em meio às preocupações do cotidiano, às divisões que tantas vezes ferem nossas famílias e à pressa que marca nosso tempo, somos chamados a abrir novamente o coração para Aquele que faz novas todas as coisas. A festa, portanto, não termina quando se encerram as novenas, as procissões ou as celebrações. Ela continua quando cada cristão leva para dentro de sua casa o compromisso de viver segundo o Espírito. Continua quando uma família reencontra a paz, quando alguém oferece o perdão, quando um jovem descobre sua vocação, quando uma comunidade se une para servir aos mais necessitados. É assim que Pentecostes continua acontecendo em nossos dias.
Ao celebrarmos a 131ª Festa do Divino Espírito Santo, peçamos que o Espírito do Senhor renove nossa Diocese, fortaleça nossas paróquias, ilumine nossos sacerdotes, religiosos e lideranças, sustente nossas famílias e desperte em todos nós um ardor missionário cada vez maior. Que nunca deixemos de ouvir a voz daquele que continua conduzindo a Igreja pelos caminhos da verdade, da unidade e da santidade. Que o Divino Espírito Santo faça de cada um de nós testemunhas vivas do Evangelho, para que, renovados por sua graça, possamos anunciar com alegria as maravilhas de Deus.
Vinde, Espírito Santo! Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.
Religioso
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...
22 de maio de 2026
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.
Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.