sábado, 25 de julho, 2026
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Dom Otair Nicoletti
11 de outubro de 2024
Saber Escolher - Vende tudo o que tens e segue-me! - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 10,17-30) Naquele tempo, 17quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante dele, e perguntou: "Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?" 18Jesus disse: "Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. 19Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe!" 20Ele respondeu: Mestre, tudo isso
tenho observado desde a minha juventude". 21Jesus olhou para ele com amor, e disse: "Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!" 22Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico. 23Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: "Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!" 24Os discípulos se admiravam com estas palavras, mas ele disse de novo: "Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! 25É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!" 26Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: "Então, quem pode ser salvo?" 27Jesus olhou para eles e disse: "Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível". 28Pedro então começou a dizer-lhe: "Eis que nós deixamos tudo e te seguimos". 29Respondeu Jesus: "Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, 30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! MENSAGEM - Durante a nossa vida, temos que fazer escolhas. Há muitas coisas que nos atraem, mas não conseguimos conquistar todas. Escolher uma significa renunciar às outras. As leituras desde dia tratam fundamentalmente deste tema sobre a ESCOLHA. A Primeira Leitura fala da escolha feita por SALOMÃO: Ele preferiu a Sabedoria de Deus a qualquer outro bem. (Sb 7,7-11) Recém-coroado, o jovem Rei vai ao templo oferecer um sacrifício a Deus. Deus, satisfeito, lhe diz: "Pede-me o que queres... e eu te darei..." Salomão: "Sou um adolescente... dai-me um coração sábio, capaz de julgar o vosso povo e discernir entre o Bem e o Mal..." - O pedido agradou a Deus: "Já que não pediste nem vida longa, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos, mas sim inteligência para governar meu povo, vou te dar o que pedes e o que não pediste..." Salomão escolheu a SABEDORIA como Bem maior, preferível ao poder e às riquezas. A Segunda Leitura convida-nos a acolher a PALAVRA DE DEUS. (Hb 4,12-13) "Ela é viva, eficaz e mais penetrante de qualquer espada de dois gumes". Ela ajuda a discernir o bem e o mal e a fazer a ESCOLHA certa. No Evangelho, Jesus propõe uma escolha do JOVEM RICO: (Mc 10,17-30) Jesus está a caminho, ensinando aos discípulos as exigências do Reino e as condições para integrar a comunidade messiânica. Um jovem ajoelha-se diante de Jesus e pergunta: "Que devo fazer para conseguir a vida eterna?" Inicialmente, Jesus lhe propõe os Mandamentos. O Jovem responde que já observa tudo isso. Ele quer algo mais... Então Jesus o olha com amor, porque de fato praticava e "queria mais". "Convida-o" a integrar a comunidade do Reino, apontando o caminho: Desfazer-se dos bens terrenos; Partilhar com os irmãos mais pobres. Seguir Jesus no seu caminho de amor e entrega. A escolha era muito comprometedora: ou segui-lo, "renunciando" a todos os bens, ou ficar com tudo, mas deixando-o. Era o "algo mais" que lhe faltava para passar da vivência tradicional da religião, para uma vivência mais generosa. Mas o Jovem prefere a segurança da riqueza e recusa o "convite" de Jesus. Não tem coragem de dar um passo a mais e RETIRA-SE TRISTE. Jesus comenta: "Como é difícil a um rico entrar no Reino de Deus!" A reação do Jovem rico evidencia um fato: Quanto mais riquezas alguém possui, mais forte se faz a tentação de amarrar o próprio coração aos próprios tesouros, a ponto de se tornarem um obstáculo no caminho do Reino. O "caminho do Reino" deve ser um caminho a ser percorrido no amor, na solidariedade, no serviço, na partilha, na verdade, no dom da vida aos irmãos. E os apóstolos não perderam a oportunidade: "E nós que deixamos tudo?" Jesus garante: "Vocês terão recompensa em bens e... perseguições e a vida eterna." Quem é esse Jovem do Evangelho? - Posso ser eu. Pode ser você... São muitas pessoas que observam os Mandamentos e até "desejariam fazer mais". Mas quando Deus pede algo mais... elas se retiram tristes, porque estão apegadas a muitas coisas, que amarram o seu coração e impedem de dar esse passo a mais. Estão satisfeitas apenas com o "mínimo" necessário... E nós nos satisfazemos com o mínimo, ou procuramos oferecer "algo mais"? Cristo nos dirige ainda hoje o mesmo convite: "Vai e vende TUDO... dá aos pobres e depois me segue". Todos nós temos alguma coisa para vender. Quais são as "riquezas", de que devemos nos desfazer para esse algo mais e que tornam o nosso coração materializado e insensível às coisas de Deus. Será que Cristo nos olha "com amor" porque vê a nossa generosidade? Ou nós "nos afastamos tristes" por que não damos esse algo mais? Quantos pobres estão à espera de nossa oferta!... Pobres da palavra de Deus, de conforto, de entusiasmo, de orientação, educação... instrução religiosa... E nesse mês de outubro, dedicado às missões, a Igreja nos lembra que todos devemos nos sentirmos responsáveis pelas missões. Devemos distribuir as riquezas espirituais e materiais que possuímos, também aos que ainda vivem na miséria religiosa e social. Cristo ainda HOJE continua a convidar: "Vai e vende tudo o que tens... e dá aos pobres... e depois vem e segue-me..." Ele continua nos "olhando com amor"... Ele conta com cada um de nós!... Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 13.10.2024
Religioso
Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido...
17 de julho de 2026
Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido famílias, comunidades e gerações inteiras em torno de uma das mais belas expressões da fé cristã. Muito mais do que uma tradição preservada pela cultura popular, a Festa do Divino nos convida a contemplar o mistério da presença de Deus que continua agindo na vida de seu povo.
A devoção ao Divino Espírito Santo chegou ao Brasil pelas mãos dos colonizadores portugueses, especialmente dos açorianos, e encontrou em nosso povo um terreno fértil para florescer. Em muitas regiões, a bandeira do Divino percorre as casas, levando a oração, a esperança e a bênção de Deus às famílias. São gestos simples, mas profundamente carregados de significado, que recordam a missão da própria Igreja: visitar, acolher, evangelizar e fortalecer a comunhão entre os irmãos. Entretanto, a riqueza desta festa não está apenas em seus símbolos ou manifestações culturais. A Igreja nos ensina que o Espírito Santo não é apenas objeto de uma devoção piedosa, mas é o próprio Deus, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, "adorado e glorificado com o Pai e o Filho" (Catecismo da Igreja Católica, n. 685). Celebrar o Divino Espírito Santo é professar nossa fé naquele que anima a Igreja, santifica os corações e conduz a história da salvação.
Foi o Espírito Santo quem fecundou o seio da Virgem Maria para a Encarnação do Verbo. Foi Ele quem conduziu Jesus durante toda a sua missão. Foi também o Espírito quem, no dia de Pentecostes, transformou homens antes marcados pelo medo em discípulos corajosos, capazes de anunciar o Evangelho até os confins da terra. Desde então, a Igreja vive da força do Espírito e continua sua missão sustentada por sua presença. O Catecismo recorda que "ninguém pode dizer: 'Jesus é o Senhor', a não ser sob a ação do Espírito Santo" (cf. 1Cor 12,3; CIC, n. 683). Isso significa que toda verdadeira experiência de fé nasce da ação silenciosa e constante do Espírito em nosso interior. É Ele quem desperta a conversão, inspira a oração, fortalece a esperança, consola nas tribulações e faz crescer em nós o amor de Deus. Também é o Espírito Santo quem distribui seus dons para a edificação da Igreja. Sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus não são privilégios de alguns, mas graças oferecidas para que cada batizado viva sua vocação com fidelidade e generosidade. Quando acolhemos esses dons, produzimos os frutos que São Paulo apresenta em sua carta aos Gálatas: amor, alegria, paz, paciência, bondade, mansidão, fidelidade e domínio de si.
Talvez seja justamente este o maior convite da Festa do Divino: permitir que o Espírito Santo encontre espaço em nossa vida. Em meio às preocupações do cotidiano, às divisões que tantas vezes ferem nossas famílias e à pressa que marca nosso tempo, somos chamados a abrir novamente o coração para Aquele que faz novas todas as coisas. A festa, portanto, não termina quando se encerram as novenas, as procissões ou as celebrações. Ela continua quando cada cristão leva para dentro de sua casa o compromisso de viver segundo o Espírito. Continua quando uma família reencontra a paz, quando alguém oferece o perdão, quando um jovem descobre sua vocação, quando uma comunidade se une para servir aos mais necessitados. É assim que Pentecostes continua acontecendo em nossos dias.
Ao celebrarmos a 131ª Festa do Divino Espírito Santo, peçamos que o Espírito do Senhor renove nossa Diocese, fortaleça nossas paróquias, ilumine nossos sacerdotes, religiosos e lideranças, sustente nossas famílias e desperte em todos nós um ardor missionário cada vez maior. Que nunca deixemos de ouvir a voz daquele que continua conduzindo a Igreja pelos caminhos da verdade, da unidade e da santidade. Que o Divino Espírito Santo faça de cada um de nós testemunhas vivas do Evangelho, para que, renovados por sua graça, possamos anunciar com alegria as maravilhas de Deus.
Vinde, Espírito Santo! Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.
Religioso
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...
22 de maio de 2026
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.
Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.