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Dom Otair Nicoletti

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 Rejeitado na sua terra - Um profeta só não é estimado em sua pátria. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 6,1-6)

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5 de julho de 2024

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 Rejeitado na sua terra - Um profeta só não é estimado em sua pátria. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 6,1-6) Naquele tempo, 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga.
Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: "De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?" E ficaram escandalizados por causa dele. 4Jesus lhes dizia: "Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares". 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! 

MENSAGEM - Na realização dos seus planos, Deus sempre chama e envia pessoas para serem a sua VOZ no meio do Povo. A força de Deus se revela na fraqueza dos instrumentos humanos As leituras falam de três escolhidos por Deus: Um Profeta rejeitado pelo seu povo... Um "carpinteiro", filho de Maria, rejeitado na sua terra; Um Apóstolo que reconhece suas fraquezas... A Primeira Leitura fala da Missão de EZEQUIEL. (Ez 2, 2-5) Vemos os elementos da vocação profética: A Iniciativa é sempre de Deus; O chamado é um "filho de homem"; A Missão é ser a VOZ DE DEUS no meio do povo. (Esperança aos exilados) Na Segunda Leitura, PAULO fala da sua experiência: as dificuldades encontradas no seu apostolado. (2 Cor 12, 7-10) Paulo assegura aos cristãos de Corinto, que Deus atua e manifesta seu poder no mundo através de instrumentos fracos e limitados. Deus garante a Paulo e a todos os que têm algum tipo de "espinho": “Basta-te a minha graça; pois é na fraqueza que a força se realiza plenamente". No Evangelho, encontramos a experiência de CRISTO. (Mc 6, 1-6) Jesus volta a Nazaré e ensina na sinagoga.  
- O povo se admira da sabedoria, dos milagres… e, perplexo, se pergunta: "Quem é esse homem? Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria?" Este Jesus não podia ser o Messias esperado. Eles esperavam um guerreiro como Davi, um sábio como Salomão. Não um humilde carpinteiro. Eles o conheciam muito bem: o carpinteiro, filho de Maria, não poderia ser o enviado de Deus… Sua Palavra escandaliza, sua mensagem gera oposição e sua vida cria conflitos. Não conseguem reconhecer em Jesus o Messias esperado e o rejeitam. Até os parentes de Jesus não aderem à sua mensagem. Quantas desculpas para não aceitar "os Pastores", ou a sabedoria dos "leigos"? JESUS, decepcionado, concluiu: "Nenhum profeta é bem aceito no seu povo". Mas apesar da incompreensão, continuou fiel aos planos do Pai... Quem são os Profetas? Os "profetas não são pessoas extintas do passado, mas são uma realidade com que Deus continua a contar ainda hoje para intervir no mundo. Todo "batizado" tem a sua história de vocação profética... O Profeta não é o encarregado de fazer milagres e prever o futuro. Deus espera dele uma coisa: que transmita a sua palavra. Deus não tem boca e precisa de alguém para ser a sua "Voz". Para isso, deve escutar a mensagem de Deus e deixar que ela penetre até o íntimo do coração… E depois anunciá-la com entusiasmo e fidelidade. Como desempenhar a missão de Profeta? Ele deve estar em comunhão com Deus e atento à realidade humana. Intervém, em nome de Deus, para denunciar, para avisar, para corrigir. A denúncia profética implica, muitas vezes, a perseguição, o sofrimento, a marginalização e, em muitos casos, a própria morte... Normalmente, Deus não se manifesta na força, no poder, nas qualidades que os homens admiram tanto. Ele vem ao nosso encontro na fraqueza, na simplicidade, nas pessoas mais humildes e despretensiosas... As nossas limitações humanas não podem servir de desculpa para não realizar a missão que Deus nos confia. Se ele nos pede um serviço, também nos dará a força para superar os nossos limites e para cumprir o que nos pede. Jesus não fez milagres em Nazaré, porque não acreditaram nele... Só a fé dá condições para que os milagres aconteçam... Hoje, afirma-se que "Santo de casa não faz milagre". Por que será? A culpa é dele ou nossa? Conhecemos pessoas, ignoradas ou rejeitadas na própria Comunidade, que fazem grande sucesso lá fora?  Por que será? O que aconteceu em Nazaré pode acontecer também hoje na Igreja e com cada um de nós. É a falta de fé, incapaz de lançar uma luz superior sobre as pessoas e os acontecimentos. A Liturgia de hoje nos apresenta três exemplos bonitos: Ezequiel, Paulo e Jesus. Diante das dificuldades, nenhum desistiu. Lutaram e venceram. E nós, acolhemos o Senhor que nos vem? Escutamos com fé sua Palavra, quando ele se dirige a nós na Escritura, aquecendo nosso coração? Acolhemo-lo na obediência da fé, quando ele se nos dirige pela boca da sua Igreja católica, ensinando-nos o caminho da vida? Acolhemo-lo, quando nos fala pela boca de seus profetas? Somos capazes de escutar na voz dos ministros de Cristo a própria voz do Senhor? Somos sábios o bastante para ouvir na voz da Igreja a voz de Cristo? Façamos nossa profissão de fé, não apenas em Deus, mas também nas pessoas com quem convivemos… E veremos, que os santos de casa também farão milagres… Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 07.07.2024

Devemos ter fé não apenas em Deus, mas também nas pessoas com quem convivemos… E veremos, que os santos de casa também farão milagres… 
 

Religioso

A alegria do Espírito que nos reúne

Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido...

A alegria do Espírito que nos reúne

17 de julho de 2026

A alegria do Espírito que nos reúne

 

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Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido famílias, comunidades e gerações inteiras em torno de uma das mais belas expressões da fé cristã. Muito mais do que uma tradição preservada pela cultura popular, a Festa do Divino nos convida a contemplar o mistério da presença de Deus que continua agindo na vida de seu povo. 

A devoção ao Divino Espírito Santo chegou ao Brasil pelas mãos dos colonizadores portugueses, especialmente dos açorianos, e encontrou em nosso povo um terreno fértil para florescer. Em muitas regiões, a bandeira do Divino percorre as casas, levando a oração, a esperança e a bênção de Deus às famílias. São gestos simples, mas profundamente carregados de significado, que recordam a missão da própria Igreja: visitar, acolher, evangelizar e fortalecer a comunhão entre os irmãos. Entretanto, a riqueza desta festa não está apenas em seus símbolos ou manifestações culturais. A Igreja nos ensina que o Espírito Santo não é apenas objeto de uma devoção piedosa, mas é o próprio Deus, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, "adorado e glorificado com o Pai e o Filho" (Catecismo da Igreja Católica, n. 685). Celebrar o Divino Espírito Santo é professar nossa fé naquele que anima a Igreja, santifica os corações e conduz a história da salvação. 

Foi o Espírito Santo quem fecundou o seio da Virgem Maria para a Encarnação do Verbo. Foi Ele quem conduziu Jesus durante toda a sua missão. Foi também o Espírito quem, no dia de Pentecostes, transformou homens antes marcados pelo medo em discípulos corajosos, capazes de anunciar o Evangelho até os confins da terra. Desde então, a Igreja vive da força do Espírito e continua sua missão sustentada por sua presença. O Catecismo recorda que "ninguém pode dizer: 'Jesus é o Senhor', a não ser sob a ação do Espírito Santo" (cf. 1Cor 12,3; CIC, n. 683). Isso significa que toda verdadeira experiência de fé nasce da ação silenciosa e constante do Espírito em nosso interior. É Ele quem desperta a conversão, inspira a oração, fortalece a esperança, consola nas tribulações e faz crescer em nós o amor de Deus. Também é o Espírito Santo quem distribui seus dons para a edificação da Igreja. Sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus não são privilégios de alguns, mas graças oferecidas para que cada batizado viva sua vocação com fidelidade e generosidade. Quando acolhemos esses dons, produzimos os frutos que São Paulo apresenta em sua carta aos Gálatas: amor, alegria, paz, paciência, bondade, mansidão, fidelidade e domínio de si. 

Talvez seja justamente este o maior convite da Festa do Divino: permitir que o Espírito Santo encontre espaço em nossa vida. Em meio às preocupações do cotidiano, às divisões que tantas vezes ferem nossas famílias e à pressa que marca nosso tempo, somos chamados a abrir novamente o coração para Aquele que faz novas todas as coisas. A festa, portanto, não termina quando se encerram as novenas, as procissões ou as celebrações. Ela continua quando cada cristão leva para dentro de sua casa o compromisso de viver segundo o Espírito. Continua quando uma família reencontra a paz, quando alguém oferece o perdão, quando um jovem descobre sua vocação, quando uma comunidade se une para servir aos mais necessitados. É assim que Pentecostes continua acontecendo em nossos dias. 

Ao celebrarmos a 131ª Festa do Divino Espírito Santo, peçamos que o Espírito do Senhor renove nossa Diocese, fortaleça nossas paróquias, ilumine nossos sacerdotes, religiosos e lideranças, sustente nossas famílias e desperte em todos nós um ardor missionário cada vez maior. Que nunca deixemos de ouvir a voz daquele que continua conduzindo a Igreja pelos caminhos da verdade, da unidade e da santidade. Que o Divino Espírito Santo faça de cada um de nós testemunhas vivas do Evangelho, para que, renovados por sua graça, possamos anunciar com alegria as maravilhas de Deus. 

Vinde, Espírito Santo! Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. 

Religioso

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

22 de maio de 2026

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

 

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“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.

Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.