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Dom Otair Nicoletti

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 Quem é maior? O Filho do Homem vai ser entregue... Se alguém quiser ser o primeiro, que seja aquele que serve a todos! Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 9,30-37)

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20 de setembro de 2024

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 Quem é maior? O Filho do Homem vai ser entregue... Se alguém quiser ser o primeiro, que seja aquele que serve a todos! Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 9,30-37) Naquele tempo, 30Jesus e seus discípulos atravessavam a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, 31pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: "O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão. Mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará". 32Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar. 33Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: "O que discutíeis pelo caminho?" 34Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior. 35Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: "Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!" 36Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles, e abraçando-a disse: 37"Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a mim que acolherá. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas àquele que me enviou". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! MENSAGEM - Com freqüência, as pessoas se deixam levar pela "sabedoria do mundo" e lutam com todas as forças para conseguir prestígio e poder... Essa busca provoca muitos conflitos... O que nos diz a "Sabedoria de Deus"? A Primeira Leitura apresenta a atitude permanente do "ímpio" contra o "justo". Sua presença, suas repreensões e sua conduta são incômodas... Por isso, o condenarão com uma morte ignominiosa... (Sb 2,12.17-20) Acena para a "morte vergonhosa" do Messias. No século primeiro aC, os judeus praticantes de Alexandrina são hostilizados pelos pagãos e desprezados pelos judeus não praticantes. Isso provocou muitos conflitos entre eles. O autor sagrado reflete sobre o DESTINO dos "justos" e dos "ímpios". No Evangelho Jesus anuncia sua paixão e morte e dá a seus discípulos uma lição de humildade e serviço. Servir os "pequenos" é servir o Senhor. (Mc 9,30-37) Ao longo da "Caminhada para Jerusalém", Jesus vai catequizando os discípulos, ensinando-lhes que o projeto do Pai não passa por esquemas de poder e de domínio: Jesus faz o 2 º Anúncio da Paixão. Os Apóstolos não concordam e fecham-se num estranho silêncio: "Tinham medo de interrogá-lo..." Logo a seguir, surge uma animada discussão, um forte conflito, que revela a ambição de poder nos discípulos de Jesus. Chegando a Cafarnaum, Jesus questiona o assunto da conversa: "O que vocês estavam discutindo no caminho?" E eles: "Ficaram calados, porque no caminho tinham discutido quem seria o maior". Jesus aponta o CAMINHO para ser o maior. 
1) Em primeiro lugar, o espírito de SERVIÇO... "Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último e o servo de todos". A Comunidade cristã não o lugar apropriado para alcançar
um posto de honra ou um lugar de prestígio e poder. É o lugar onde cada um deve celebrar a própria grandeza, servindo os irmãos. Só é grande quem é capaz de servir e de oferecer a vida aos seus irmãos. O que isso significa em nossa comunidade?
2) Em seguida, aponta o Modelo da CRIANÇA: "Pegou uma criança, colocou-a no meio deles, e abraçando-a, disse: Quem acolher em meu nome uma dessas crianças, é a mim que acolherá..." Ser grande no Reino é ser pequeno e servir os pequenos. O discípulo é grande, não quando tem poder ou autoridade sobre os outros, mas quando abraça os pequenos, quando acolhe os carentes, os marginalizados, oprimidos, injustiçados e por eles se interessa. Quais são as crianças (ou "como crianças") que devemos abraçar?
Os conflitos continuam. E Cristo nos questiona: "Por que estais discutindo?"
Na Sociedade competitiva, em que vivemos, desde pequenos nos passam a idéia de que, se não tivermos beleza, inteligência, riqueza, simpatia, nunca conseguiremos sucesso na vida. O que admiramos numa criança? O poder, a riqueza, a sabedoria humana, ou a simplicidade, a transparência? 
Na família? Há divisões, conflitos, ciúmes, separações. Por quê? Quando um ganha, os dois perdem!  Não há vencedores.
Na Comunidade? Também há discussões, críticas, ambições, rivalidades? Por quê? Onde está a raiz de tudo? Desejo consciente ou inconsciente de ser o MAIOR? Busca de cargos, títulos, honrarias ou elogios? 
Tiago, na Segunda Leitura, denuncia a desunião na sua comunidade e aponta a raiz de tudo isso:  "Onde há inveja e rivalidade, aí estão as desordens e toda a espécie de obras más…" (Tg 3,16-4,3) Uma oração realizada nesse clima não pode ser escutada por Deus. Na comunidade cristã, quem são os primeiros? As palavras de Jesus são claras: "Quem quiser ser o primeiro, seja o último e o servo de todos". Na comunidade cristã, a única grandeza é a grandeza de quem, com humildade e simplicidade, faz da própria vida um serviço aos irmãos. Na comunidade cristã não há donos, nem grupos privilegiados, nem pessoas mais importantes do que as outras, nem distinções baseadas no dinheiro, na beleza, na cultura, na posição social... Na comunidade cristã há irmãos iguais, a quem a comunidade confia serviços diversos em vista do bem de todos. Aquilo que nos deve mover é a vontade de servir e de partilhar com os irmãos os dons que Deus nos concedeu.  Qual é o tipo de grandeza que estamos procurando? Aos olhos de Deus, ou apenas aos olhos dos homens? 
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 22.09.2024
 

Religioso

A alegria do Espírito que nos reúne

Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido...

A alegria do Espírito que nos reúne

17 de julho de 2026

A alegria do Espírito que nos reúne

 

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Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido famílias, comunidades e gerações inteiras em torno de uma das mais belas expressões da fé cristã. Muito mais do que uma tradição preservada pela cultura popular, a Festa do Divino nos convida a contemplar o mistério da presença de Deus que continua agindo na vida de seu povo. 

A devoção ao Divino Espírito Santo chegou ao Brasil pelas mãos dos colonizadores portugueses, especialmente dos açorianos, e encontrou em nosso povo um terreno fértil para florescer. Em muitas regiões, a bandeira do Divino percorre as casas, levando a oração, a esperança e a bênção de Deus às famílias. São gestos simples, mas profundamente carregados de significado, que recordam a missão da própria Igreja: visitar, acolher, evangelizar e fortalecer a comunhão entre os irmãos. Entretanto, a riqueza desta festa não está apenas em seus símbolos ou manifestações culturais. A Igreja nos ensina que o Espírito Santo não é apenas objeto de uma devoção piedosa, mas é o próprio Deus, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, "adorado e glorificado com o Pai e o Filho" (Catecismo da Igreja Católica, n. 685). Celebrar o Divino Espírito Santo é professar nossa fé naquele que anima a Igreja, santifica os corações e conduz a história da salvação. 

Foi o Espírito Santo quem fecundou o seio da Virgem Maria para a Encarnação do Verbo. Foi Ele quem conduziu Jesus durante toda a sua missão. Foi também o Espírito quem, no dia de Pentecostes, transformou homens antes marcados pelo medo em discípulos corajosos, capazes de anunciar o Evangelho até os confins da terra. Desde então, a Igreja vive da força do Espírito e continua sua missão sustentada por sua presença. O Catecismo recorda que "ninguém pode dizer: 'Jesus é o Senhor', a não ser sob a ação do Espírito Santo" (cf. 1Cor 12,3; CIC, n. 683). Isso significa que toda verdadeira experiência de fé nasce da ação silenciosa e constante do Espírito em nosso interior. É Ele quem desperta a conversão, inspira a oração, fortalece a esperança, consola nas tribulações e faz crescer em nós o amor de Deus. Também é o Espírito Santo quem distribui seus dons para a edificação da Igreja. Sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus não são privilégios de alguns, mas graças oferecidas para que cada batizado viva sua vocação com fidelidade e generosidade. Quando acolhemos esses dons, produzimos os frutos que São Paulo apresenta em sua carta aos Gálatas: amor, alegria, paz, paciência, bondade, mansidão, fidelidade e domínio de si. 

Talvez seja justamente este o maior convite da Festa do Divino: permitir que o Espírito Santo encontre espaço em nossa vida. Em meio às preocupações do cotidiano, às divisões que tantas vezes ferem nossas famílias e à pressa que marca nosso tempo, somos chamados a abrir novamente o coração para Aquele que faz novas todas as coisas. A festa, portanto, não termina quando se encerram as novenas, as procissões ou as celebrações. Ela continua quando cada cristão leva para dentro de sua casa o compromisso de viver segundo o Espírito. Continua quando uma família reencontra a paz, quando alguém oferece o perdão, quando um jovem descobre sua vocação, quando uma comunidade se une para servir aos mais necessitados. É assim que Pentecostes continua acontecendo em nossos dias. 

Ao celebrarmos a 131ª Festa do Divino Espírito Santo, peçamos que o Espírito do Senhor renove nossa Diocese, fortaleça nossas paróquias, ilumine nossos sacerdotes, religiosos e lideranças, sustente nossas famílias e desperte em todos nós um ardor missionário cada vez maior. Que nunca deixemos de ouvir a voz daquele que continua conduzindo a Igreja pelos caminhos da verdade, da unidade e da santidade. Que o Divino Espírito Santo faça de cada um de nós testemunhas vivas do Evangelho, para que, renovados por sua graça, possamos anunciar com alegria as maravilhas de Deus. 

Vinde, Espírito Santo! Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. 

Religioso

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

22 de maio de 2026

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

 

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“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.

Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.