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Páscoa: a esperança que nasce da Ressurreição

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3 de abril de 2026

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diretor-geral do Colégio Anchieta de Porto Alegre/RS

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Pe. Vicente Zorzo, diretor-geral do Colégio Anchieta de Porto Alegre/RS, escreve sobre a Semana Santa que "nos convida a refletirmos sobre a entrega de Cristo que se faz doação na Eucaristia, a vivenciarmos a sua dor e sofrimento que redime a humanidade". "A cruz não é a palavra final", é fonte de renovação: "em um tempo no qual tantos experimentam a dor, a solidão e o medo, a mensagem pascal ressoa com urgência. A esperança cristã mostra que o amar de Deus é maior do que o sofrimento".

Pe. Vicente Palotti Zorzo, SJ

A Páscoa é o que sustenta e dá sentido à nossa esperança: a Ressurreição de Jesus Cristo. Sua vida, morte e renascimento demonstram que o amor de Deus é maior do que tudo. A Semana Santa nos convida a refletirmos sobre a entrega de Cristo que se faz doação na Eucaristia, a vivenciarmos a sua dor e sofrimento que redime a humanidade.

A liturgia da Semana Santa conduz-nos, mistagogicamente, ao coração desse mistério. No Domingo de Ramos, contemplamos o Messias humilde que entra em Jerusalém. Na Quinta-feira Santa, celebramos a instituição da Eucaristia, na qual o Senhor se faz pão repartido e permanece conosco como presença real e permanente.

Na Sexta-feira da Paixão, unimo-nos ao sofrimento do Crucificado, reconhecendo que Ele assumiu sobre si as dores e as feridas da humanidade. No silêncio do Sábado Santo, a Igreja vigia, sustentada pela esperança que desponta na Vigília Pascal.

A cruz não é a palavra final. Na manhã da Ressurreição, a pedra removida do sepulcro proclama que Deus age onde tudo parecia encerrado. Cristo ressuscitado é a confirmação de que o Pai não abandona seus filhos e de que a vida vence a morte. Por sua vida, morte e ressurreição, Jesus revela o rosto de um Deus próximo, que caminha conosco, partilha nossas angústias e nos chama à comunhão com Ele.

A Páscoa é fonte de renovação contínua. A Eucaristia, memorial vivo da entrega de Cristo, alimenta-nos e envia-nos em missão. A Ressurreição impele-nos a ser testemunhas da esperança em um mundo marcado por conflitos, desigualdades e incertezas. Somos chamados a viver como Jesus viveu: fazendo o bem (At 10,38), sustentados pela certeza de que a luz vence as trevas.

Em um tempo no qual tantos experimentam a dor, a solidão e o medo, a mensagem pascal ressoa com urgência. O Cristo ressuscitado revela a fidelidade do Pai. A esperança cristã mostra que o amar de Deus é maior do que o sofrimento.

Essa esperança é necessária para as novas gerações. Educar é também anunciar, com palavras e atitudes, que a vida tem sentido e que o bem é possível. A Páscoa inspira-nos a formar cidadãos capazes de compaixão, serviço e compromisso com a justiça, à luz do Evangelho.

Que a celebração da Ressurreição renove a alegria da fé. Que possamos acolher, em nossas comunidades, a graça de recomeçar. E que o Cristo vivo nos torne sinais de sua presença no mundo, testemunhas da misericórdia do Pai e construtores da paz.

 

Religioso

A alegria do Espírito que nos reúne

Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido...

A alegria do Espírito que nos reúne

17 de julho de 2026

A alegria do Espírito que nos reúne

 

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Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido famílias, comunidades e gerações inteiras em torno de uma das mais belas expressões da fé cristã. Muito mais do que uma tradição preservada pela cultura popular, a Festa do Divino nos convida a contemplar o mistério da presença de Deus que continua agindo na vida de seu povo. 

A devoção ao Divino Espírito Santo chegou ao Brasil pelas mãos dos colonizadores portugueses, especialmente dos açorianos, e encontrou em nosso povo um terreno fértil para florescer. Em muitas regiões, a bandeira do Divino percorre as casas, levando a oração, a esperança e a bênção de Deus às famílias. São gestos simples, mas profundamente carregados de significado, que recordam a missão da própria Igreja: visitar, acolher, evangelizar e fortalecer a comunhão entre os irmãos. Entretanto, a riqueza desta festa não está apenas em seus símbolos ou manifestações culturais. A Igreja nos ensina que o Espírito Santo não é apenas objeto de uma devoção piedosa, mas é o próprio Deus, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, "adorado e glorificado com o Pai e o Filho" (Catecismo da Igreja Católica, n. 685). Celebrar o Divino Espírito Santo é professar nossa fé naquele que anima a Igreja, santifica os corações e conduz a história da salvação. 

Foi o Espírito Santo quem fecundou o seio da Virgem Maria para a Encarnação do Verbo. Foi Ele quem conduziu Jesus durante toda a sua missão. Foi também o Espírito quem, no dia de Pentecostes, transformou homens antes marcados pelo medo em discípulos corajosos, capazes de anunciar o Evangelho até os confins da terra. Desde então, a Igreja vive da força do Espírito e continua sua missão sustentada por sua presença. O Catecismo recorda que "ninguém pode dizer: 'Jesus é o Senhor', a não ser sob a ação do Espírito Santo" (cf. 1Cor 12,3; CIC, n. 683). Isso significa que toda verdadeira experiência de fé nasce da ação silenciosa e constante do Espírito em nosso interior. É Ele quem desperta a conversão, inspira a oração, fortalece a esperança, consola nas tribulações e faz crescer em nós o amor de Deus. Também é o Espírito Santo quem distribui seus dons para a edificação da Igreja. Sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus não são privilégios de alguns, mas graças oferecidas para que cada batizado viva sua vocação com fidelidade e generosidade. Quando acolhemos esses dons, produzimos os frutos que São Paulo apresenta em sua carta aos Gálatas: amor, alegria, paz, paciência, bondade, mansidão, fidelidade e domínio de si. 

Talvez seja justamente este o maior convite da Festa do Divino: permitir que o Espírito Santo encontre espaço em nossa vida. Em meio às preocupações do cotidiano, às divisões que tantas vezes ferem nossas famílias e à pressa que marca nosso tempo, somos chamados a abrir novamente o coração para Aquele que faz novas todas as coisas. A festa, portanto, não termina quando se encerram as novenas, as procissões ou as celebrações. Ela continua quando cada cristão leva para dentro de sua casa o compromisso de viver segundo o Espírito. Continua quando uma família reencontra a paz, quando alguém oferece o perdão, quando um jovem descobre sua vocação, quando uma comunidade se une para servir aos mais necessitados. É assim que Pentecostes continua acontecendo em nossos dias. 

Ao celebrarmos a 131ª Festa do Divino Espírito Santo, peçamos que o Espírito do Senhor renove nossa Diocese, fortaleça nossas paróquias, ilumine nossos sacerdotes, religiosos e lideranças, sustente nossas famílias e desperte em todos nós um ardor missionário cada vez maior. Que nunca deixemos de ouvir a voz daquele que continua conduzindo a Igreja pelos caminhos da verdade, da unidade e da santidade. Que o Divino Espírito Santo faça de cada um de nós testemunhas vivas do Evangelho, para que, renovados por sua graça, possamos anunciar com alegria as maravilhas de Deus. 

Vinde, Espírito Santo! Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. 

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Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

22 de maio de 2026

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

 

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“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.

Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.