quinta, 04 de junho, 2026
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Religioso
3 de abril de 2026
diretor-geral do Colégio Anchieta de Porto Alegre/RS
Pe. Vicente Zorzo, diretor-geral do Colégio Anchieta de Porto Alegre/RS, escreve sobre a Semana Santa que "nos convida a refletirmos sobre a entrega de Cristo que se faz doação na Eucaristia, a vivenciarmos a sua dor e sofrimento que redime a humanidade". "A cruz não é a palavra final", é fonte de renovação: "em um tempo no qual tantos experimentam a dor, a solidão e o medo, a mensagem pascal ressoa com urgência. A esperança cristã mostra que o amar de Deus é maior do que o sofrimento".
Pe. Vicente Palotti Zorzo, SJ
A Páscoa é o que sustenta e dá sentido à nossa esperança: a Ressurreição de Jesus Cristo. Sua vida, morte e renascimento demonstram que o amor de Deus é maior do que tudo. A Semana Santa nos convida a refletirmos sobre a entrega de Cristo que se faz doação na Eucaristia, a vivenciarmos a sua dor e sofrimento que redime a humanidade.
A liturgia da Semana Santa conduz-nos, mistagogicamente, ao coração desse mistério. No Domingo de Ramos, contemplamos o Messias humilde que entra em Jerusalém. Na Quinta-feira Santa, celebramos a instituição da Eucaristia, na qual o Senhor se faz pão repartido e permanece conosco como presença real e permanente.
Na Sexta-feira da Paixão, unimo-nos ao sofrimento do Crucificado, reconhecendo que Ele assumiu sobre si as dores e as feridas da humanidade. No silêncio do Sábado Santo, a Igreja vigia, sustentada pela esperança que desponta na Vigília Pascal.
A cruz não é a palavra final. Na manhã da Ressurreição, a pedra removida do sepulcro proclama que Deus age onde tudo parecia encerrado. Cristo ressuscitado é a confirmação de que o Pai não abandona seus filhos e de que a vida vence a morte. Por sua vida, morte e ressurreição, Jesus revela o rosto de um Deus próximo, que caminha conosco, partilha nossas angústias e nos chama à comunhão com Ele.
A Páscoa é fonte de renovação contínua. A Eucaristia, memorial vivo da entrega de Cristo, alimenta-nos e envia-nos em missão. A Ressurreição impele-nos a ser testemunhas da esperança em um mundo marcado por conflitos, desigualdades e incertezas. Somos chamados a viver como Jesus viveu: fazendo o bem (At 10,38), sustentados pela certeza de que a luz vence as trevas.
Em um tempo no qual tantos experimentam a dor, a solidão e o medo, a mensagem pascal ressoa com urgência. O Cristo ressuscitado revela a fidelidade do Pai. A esperança cristã mostra que o amar de Deus é maior do que o sofrimento.
Essa esperança é necessária para as novas gerações. Educar é também anunciar, com palavras e atitudes, que a vida tem sentido e que o bem é possível. A Páscoa inspira-nos a formar cidadãos capazes de compaixão, serviço e compromisso com a justiça, à luz do Evangelho.
Que a celebração da Ressurreição renove a alegria da fé. Que possamos acolher, em nossas comunidades, a graça de recomeçar. E que o Cristo vivo nos torne sinais de sua presença no mundo, testemunhas da misericórdia do Pai e construtores da paz.
Religioso
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...
22 de maio de 2026
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.
Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.
Religioso
Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que,...
8 de maio de 2026
Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.
Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!