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O caminho litúrgico de 2026

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16 de janeiro de 2026

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Pascom, Paróquia Catedral São José

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O Ano Litúrgico é o coração da vida da Igreja. Por meio dele, os fiéis são conduzidos a percorrer, ao longo dos dias e das estações, todo o mistério da salvação, revivendo os passos de Jesus Cristo, desde a Encarnação até a sua gloriosa Ressurreição e o envio do Espírito Santo. Em 2026, a Igreja nos convida novamente a trilhar esse caminho de fé, guiados pela Palavra, pela liturgia e pela ação do Espírito.

O ano civil inicia-se, de modo significativo, no dia 1º de janeiro, com a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, colocando o novo tempo sob a proteção materna daquela que gerou o Salvador. Ainda no início do ano, celebramos a Epifania do Senhor, manifestação de Cristo a todos os povos, e o Batismo do Senhor, que encerra o tempo do Natal e revela Jesus como Filho amado do Pai.

Após essas celebrações, a Igreja entra no Tempo Comum, período marcado pela escuta atenta da Palavra e pelo acompanhamento da vida pública de Jesus, até o início da Quaresma. Esse tempo é interrompido no dia 18 de fevereiro de 2026, com a Quarta-feira de Cinzas, quando tem início a Quaresma, tempo forte de conversão, penitência, oração e caridade. Durante quarenta dias, os cristãos são chamados a preparar o coração para a Páscoa, centro de toda a fé cristã.

A Quaresma culmina na Semana Santa, iniciada no Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, quando recordamos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e sua entrega total na cruz. O ponto mais alto desse período é o Tríduo Pascal, celebrado na Quinta-feira Santa, com a Missa da Ceia do Senhor; na Sexta-feira da Paixão, quando a Igreja contempla o mistério da cruz; e no Sábado Santo, que conduz à solene Vigília Pascal*, a “mãe de todas as vigílias”.

No dia 5 de abril de 2026, a Igreja celebra a Páscoa da Ressurreição do Senhor, fundamento da fé cristã. A partir daí, inicia-se o Tempo Pascal, marcado pela alegria, pela luz e pela vitória da vida sobre a morte. Durante cinquenta dias, a Igreja celebra a presença do Ressuscitado, culminando na Ascensão do Senhor e, posteriormente, em Pentecostes, quando o Espírito Santo é derramado sobre a Igreja, fortalecendo-a para a missão.

Após Pentecostes, o Tempo Comum é retomado, agora iluminado pelas grandes solenidades que aprofundam o mistério de Deus, como a *Santíssima Trindade, o Corpus Christi, o Sagrado Coração de Jesus, além das importantes solenidades de São João Batista, São Pedro e São Paulo, e da Assunção de Nossa Senhora, ao longo do ano.

O caminho litúrgico de 2026 segue com diversas festas e memórias que recordam o testemunho dos santos, homens e mulheres que viveram o Evangelho de forma radical. Destacam-se ainda as celebrações de Todos os Santos, no dia 1º de novembro, e a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, no dia 2 de novembro, momentos fortes de esperança cristã na vida eterna.

O Ano Litúrgico se encerra com a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, que proclama Cristo como centro da história e Senhor de todas as coisas. Logo em seguida, no final de novembro, a Igreja inicia um novo ciclo com o Advento, tempo de espera vigilante e esperança renovada, preparando o coração para o Natal do Senhor.

 

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Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

22 de maio de 2026

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

 

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“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.

Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.

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Feliz dia das Mães

Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que,...

Feliz dia das Mães

8 de maio de 2026

Feliz dia das Mães

 

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Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
 Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.

Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!