sábado, 25 de julho, 2026
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Religioso
16 de janeiro de 2026
Pascom, Paróquia Catedral São José
O Ano Litúrgico é o coração da vida da Igreja. Por meio dele, os fiéis são conduzidos a percorrer, ao longo dos dias e das estações, todo o mistério da salvação, revivendo os passos de Jesus Cristo, desde a Encarnação até a sua gloriosa Ressurreição e o envio do Espírito Santo. Em 2026, a Igreja nos convida novamente a trilhar esse caminho de fé, guiados pela Palavra, pela liturgia e pela ação do Espírito.
O ano civil inicia-se, de modo significativo, no dia 1º de janeiro, com a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, colocando o novo tempo sob a proteção materna daquela que gerou o Salvador. Ainda no início do ano, celebramos a Epifania do Senhor, manifestação de Cristo a todos os povos, e o Batismo do Senhor, que encerra o tempo do Natal e revela Jesus como Filho amado do Pai.
Após essas celebrações, a Igreja entra no Tempo Comum, período marcado pela escuta atenta da Palavra e pelo acompanhamento da vida pública de Jesus, até o início da Quaresma. Esse tempo é interrompido no dia 18 de fevereiro de 2026, com a Quarta-feira de Cinzas, quando tem início a Quaresma, tempo forte de conversão, penitência, oração e caridade. Durante quarenta dias, os cristãos são chamados a preparar o coração para a Páscoa, centro de toda a fé cristã.
A Quaresma culmina na Semana Santa, iniciada no Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, quando recordamos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e sua entrega total na cruz. O ponto mais alto desse período é o Tríduo Pascal, celebrado na Quinta-feira Santa, com a Missa da Ceia do Senhor; na Sexta-feira da Paixão, quando a Igreja contempla o mistério da cruz; e no Sábado Santo, que conduz à solene Vigília Pascal*, a “mãe de todas as vigílias”.
No dia 5 de abril de 2026, a Igreja celebra a Páscoa da Ressurreição do Senhor, fundamento da fé cristã. A partir daí, inicia-se o Tempo Pascal, marcado pela alegria, pela luz e pela vitória da vida sobre a morte. Durante cinquenta dias, a Igreja celebra a presença do Ressuscitado, culminando na Ascensão do Senhor e, posteriormente, em Pentecostes, quando o Espírito Santo é derramado sobre a Igreja, fortalecendo-a para a missão.
Após Pentecostes, o Tempo Comum é retomado, agora iluminado pelas grandes solenidades que aprofundam o mistério de Deus, como a *Santíssima Trindade, o Corpus Christi, o Sagrado Coração de Jesus, além das importantes solenidades de São João Batista, São Pedro e São Paulo, e da Assunção de Nossa Senhora, ao longo do ano.
O caminho litúrgico de 2026 segue com diversas festas e memórias que recordam o testemunho dos santos, homens e mulheres que viveram o Evangelho de forma radical. Destacam-se ainda as celebrações de Todos os Santos, no dia 1º de novembro, e a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, no dia 2 de novembro, momentos fortes de esperança cristã na vida eterna.
O Ano Litúrgico se encerra com a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, que proclama Cristo como centro da história e Senhor de todas as coisas. Logo em seguida, no final de novembro, a Igreja inicia um novo ciclo com o Advento, tempo de espera vigilante e esperança renovada, preparando o coração para o Natal do Senhor.
Religioso
Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido...
17 de julho de 2026
Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido famílias, comunidades e gerações inteiras em torno de uma das mais belas expressões da fé cristã. Muito mais do que uma tradição preservada pela cultura popular, a Festa do Divino nos convida a contemplar o mistério da presença de Deus que continua agindo na vida de seu povo.
A devoção ao Divino Espírito Santo chegou ao Brasil pelas mãos dos colonizadores portugueses, especialmente dos açorianos, e encontrou em nosso povo um terreno fértil para florescer. Em muitas regiões, a bandeira do Divino percorre as casas, levando a oração, a esperança e a bênção de Deus às famílias. São gestos simples, mas profundamente carregados de significado, que recordam a missão da própria Igreja: visitar, acolher, evangelizar e fortalecer a comunhão entre os irmãos. Entretanto, a riqueza desta festa não está apenas em seus símbolos ou manifestações culturais. A Igreja nos ensina que o Espírito Santo não é apenas objeto de uma devoção piedosa, mas é o próprio Deus, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, "adorado e glorificado com o Pai e o Filho" (Catecismo da Igreja Católica, n. 685). Celebrar o Divino Espírito Santo é professar nossa fé naquele que anima a Igreja, santifica os corações e conduz a história da salvação.
Foi o Espírito Santo quem fecundou o seio da Virgem Maria para a Encarnação do Verbo. Foi Ele quem conduziu Jesus durante toda a sua missão. Foi também o Espírito quem, no dia de Pentecostes, transformou homens antes marcados pelo medo em discípulos corajosos, capazes de anunciar o Evangelho até os confins da terra. Desde então, a Igreja vive da força do Espírito e continua sua missão sustentada por sua presença. O Catecismo recorda que "ninguém pode dizer: 'Jesus é o Senhor', a não ser sob a ação do Espírito Santo" (cf. 1Cor 12,3; CIC, n. 683). Isso significa que toda verdadeira experiência de fé nasce da ação silenciosa e constante do Espírito em nosso interior. É Ele quem desperta a conversão, inspira a oração, fortalece a esperança, consola nas tribulações e faz crescer em nós o amor de Deus. Também é o Espírito Santo quem distribui seus dons para a edificação da Igreja. Sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus não são privilégios de alguns, mas graças oferecidas para que cada batizado viva sua vocação com fidelidade e generosidade. Quando acolhemos esses dons, produzimos os frutos que São Paulo apresenta em sua carta aos Gálatas: amor, alegria, paz, paciência, bondade, mansidão, fidelidade e domínio de si.
Talvez seja justamente este o maior convite da Festa do Divino: permitir que o Espírito Santo encontre espaço em nossa vida. Em meio às preocupações do cotidiano, às divisões que tantas vezes ferem nossas famílias e à pressa que marca nosso tempo, somos chamados a abrir novamente o coração para Aquele que faz novas todas as coisas. A festa, portanto, não termina quando se encerram as novenas, as procissões ou as celebrações. Ela continua quando cada cristão leva para dentro de sua casa o compromisso de viver segundo o Espírito. Continua quando uma família reencontra a paz, quando alguém oferece o perdão, quando um jovem descobre sua vocação, quando uma comunidade se une para servir aos mais necessitados. É assim que Pentecostes continua acontecendo em nossos dias.
Ao celebrarmos a 131ª Festa do Divino Espírito Santo, peçamos que o Espírito do Senhor renove nossa Diocese, fortaleça nossas paróquias, ilumine nossos sacerdotes, religiosos e lideranças, sustente nossas famílias e desperte em todos nós um ardor missionário cada vez maior. Que nunca deixemos de ouvir a voz daquele que continua conduzindo a Igreja pelos caminhos da verdade, da unidade e da santidade. Que o Divino Espírito Santo faça de cada um de nós testemunhas vivas do Evangelho, para que, renovados por sua graça, possamos anunciar com alegria as maravilhas de Deus.
Vinde, Espírito Santo! Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.
Religioso
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...
22 de maio de 2026
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.
Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.