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Dom Otair Nicoletti

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Nosso Domingo, como vai? O Filho do homem é Senhor também do sábado. - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 2,23-28;3,6)

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31 de maio de 2024

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Nosso Domingo, como vai? O Filho do homem é Senhor também do sábado. - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 2,23-28;3,6) 23Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. 24Então os fariseus disseram a Jesus: "Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?" 25Jesus lhes disse: "Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? 26Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus compsábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado". 3,1Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3Jesus disse ao homem da mão seca: "Levanta-te e fica aqui no meio!" 4E perguntou-lhes: "É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?" Mas eles nada disseram. 5Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: "Estende a mão". Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! - MENSAGEM - A Liturgia desse domingo nos dá a oportunidade para refletir sobre o Dia do Senhor e o seu verdadeiro sentido. A Primeira Leitura lembra a ordem emanada por Deus para descansar no dia do Sábado. (Dt5,13-15) Para Israel, a observância do sábado era considerada como a mais sagrada de todos os preceitos do decálogo. O repouso sabático tinha três significados religiosos profundos: Repouso, sinal de Libertação: Israel devia interromper o trabalho no sábado para lembrar-se de que foi libertado dos trabalhos forçados do Egito. Repouso, participação no repouso de Deus, na criação. É um sinal de que nos sentimos filhos de Deus. Repouso para Deus. "Mas o sétimo dia é o sábado para o Senhor teu Deus". Não é prescrição legal, mas exigência de diálogo entre Deus e o seu povo. Mas com o passar do tempo, perdeu o sentido religioso e tornou-se apenas uma série pesada de prescrições e proibições. Tornou-se sinal de uma nova escravidão e um culto formalista e exterior. Jesus precisava corrigir essa mentalidade. No Evangelho, Jesus interpreta o verdadeiro sentido do Sábado. Isso aparece em dois episódios: Os discípulos colhem e comem espigas de trigo num sábado, porque tinham fome. Reação dos judeus. Jesus: a vida está acima da lei. Jesus cura o homem da mão seca num sábado na sinagoga. Reação. Jesus pergunta: "É permitido curar? é dia de libertação?" E, transgredindo a lei do Sábado, cura o doente, para mostrar que toda lei deve estar a serviço do homem e do bem comum e não o homem ser escravo das leis. E justifica: "O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado" Afirma assim o primado da misericórdia sobre as exigências da Lei e o primado da consciência sobre a regra, do homem sobre a Lei. O sábado e a própria lei estão subordinados ao bem do homem. Palavras significativas: “Levanta-te! Vem para o meio!” Jesus quer restituir-lhe algo mais que uma mão sadia: sua dignidade. Por que Domingo? Os primeiros cristãos vindos do judaísmo, no começo observavam o sábado, mas se reuniam para a "fração do pão" no primeiro dia da semana, o "Dia do Senhor" ("Dies dominica"). Mas aos poucos o sábado foi substituído pelo domingo, dia em que Jesus ressuscitou. O Domingo não deve ser visto apenas como uma prática obrigatória, mas como um memorial da libertação trazida pela ressurreição de Jesus Cristo. "Santificar” o dia do Senhor não significa ficar sem fazer nada, mas ocupar-se de coisas que nos identificam com Deus e utilizar as horas desse dia para o louvor do Senhor, tanto por palavras, como por gestos e atitudes. Não se reduz a ir à missa... Como viver o DOMINGO? O Verdadeiro domingo se celebra de três maneiras: 1. É o dia da Participação Consciente na Eucaristia: que constitui uma ocasião para os cristãos se recuperarem e enriquecerem as forças interiores e espirituais. Entrar de novo em si mesmo, tomar consciência da própria situação interior, confrontar-se com a Palavra de Deus, encontrar-se com a pessoa do Cristo no sacramento: tudo isso dá ao domingo e à semana toda, um sentido de força, tornando o homem senhor de si mesmo e devolvendo-lhe as rédeas que talvez lhe tenham fugido das mãos. A missa constitui, portanto, o ponto de chegada da semana que passou e de partida para a sucessiva. É um acontecimento divino e humano, que levanta o tom da vida. 2. É o Dia do encontro Familiar e Fraterno: A fraternidade em torno da mesa eucarística deve projetar-se também fora da igreja. A família encontra unidos todos os seus componentes que durante a semana não podem se encontrar pela diversidade de horários. A caridade cristã se estende também para fora da família nas obras de caridade para com os pobres e necessitados. 3. É o Dia do lazer e do descanso: Aquela alegria dos batizados que são ressuscitados com Cristo, destinados a uma eternidade de alegria numa festa eterna. Há uma significativa diferença entre o sábado hebraico e domingo cristão. O sábado concluía uma semana, era um fim. O Domingo, ao contrário, abre a semana, é um início. E o nosso Domingo, como vai? É de fato um dia "santificado", fonte de alegria, de liberdade, de comunhão com Deus e com os irmãos, ou uma mera observância externa, um costume? Sobra mais tempo: - para a família? Para a comunidade? Para a oração, para o culto a Deus? Para a caridade? É um dia de descanso? Para que? O nosso domingo é de fato o "Dia do Senhor"? ou apenas o dia do futebol, do namoro, da TV, dos negócios, do lazer, ou das festinhas para comer e beber? Pe Antônio Geraldo Dalla Costa - 02-06-2024

Religioso

A alegria do Espírito que nos reúne

Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido...

A alegria do Espírito que nos reúne

17 de julho de 2026

A alegria do Espírito que nos reúne

 

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Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido famílias, comunidades e gerações inteiras em torno de uma das mais belas expressões da fé cristã. Muito mais do que uma tradição preservada pela cultura popular, a Festa do Divino nos convida a contemplar o mistério da presença de Deus que continua agindo na vida de seu povo. 

A devoção ao Divino Espírito Santo chegou ao Brasil pelas mãos dos colonizadores portugueses, especialmente dos açorianos, e encontrou em nosso povo um terreno fértil para florescer. Em muitas regiões, a bandeira do Divino percorre as casas, levando a oração, a esperança e a bênção de Deus às famílias. São gestos simples, mas profundamente carregados de significado, que recordam a missão da própria Igreja: visitar, acolher, evangelizar e fortalecer a comunhão entre os irmãos. Entretanto, a riqueza desta festa não está apenas em seus símbolos ou manifestações culturais. A Igreja nos ensina que o Espírito Santo não é apenas objeto de uma devoção piedosa, mas é o próprio Deus, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, "adorado e glorificado com o Pai e o Filho" (Catecismo da Igreja Católica, n. 685). Celebrar o Divino Espírito Santo é professar nossa fé naquele que anima a Igreja, santifica os corações e conduz a história da salvação. 

Foi o Espírito Santo quem fecundou o seio da Virgem Maria para a Encarnação do Verbo. Foi Ele quem conduziu Jesus durante toda a sua missão. Foi também o Espírito quem, no dia de Pentecostes, transformou homens antes marcados pelo medo em discípulos corajosos, capazes de anunciar o Evangelho até os confins da terra. Desde então, a Igreja vive da força do Espírito e continua sua missão sustentada por sua presença. O Catecismo recorda que "ninguém pode dizer: 'Jesus é o Senhor', a não ser sob a ação do Espírito Santo" (cf. 1Cor 12,3; CIC, n. 683). Isso significa que toda verdadeira experiência de fé nasce da ação silenciosa e constante do Espírito em nosso interior. É Ele quem desperta a conversão, inspira a oração, fortalece a esperança, consola nas tribulações e faz crescer em nós o amor de Deus. Também é o Espírito Santo quem distribui seus dons para a edificação da Igreja. Sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus não são privilégios de alguns, mas graças oferecidas para que cada batizado viva sua vocação com fidelidade e generosidade. Quando acolhemos esses dons, produzimos os frutos que São Paulo apresenta em sua carta aos Gálatas: amor, alegria, paz, paciência, bondade, mansidão, fidelidade e domínio de si. 

Talvez seja justamente este o maior convite da Festa do Divino: permitir que o Espírito Santo encontre espaço em nossa vida. Em meio às preocupações do cotidiano, às divisões que tantas vezes ferem nossas famílias e à pressa que marca nosso tempo, somos chamados a abrir novamente o coração para Aquele que faz novas todas as coisas. A festa, portanto, não termina quando se encerram as novenas, as procissões ou as celebrações. Ela continua quando cada cristão leva para dentro de sua casa o compromisso de viver segundo o Espírito. Continua quando uma família reencontra a paz, quando alguém oferece o perdão, quando um jovem descobre sua vocação, quando uma comunidade se une para servir aos mais necessitados. É assim que Pentecostes continua acontecendo em nossos dias. 

Ao celebrarmos a 131ª Festa do Divino Espírito Santo, peçamos que o Espírito do Senhor renove nossa Diocese, fortaleça nossas paróquias, ilumine nossos sacerdotes, religiosos e lideranças, sustente nossas famílias e desperte em todos nós um ardor missionário cada vez maior. Que nunca deixemos de ouvir a voz daquele que continua conduzindo a Igreja pelos caminhos da verdade, da unidade e da santidade. Que o Divino Espírito Santo faça de cada um de nós testemunhas vivas do Evangelho, para que, renovados por sua graça, possamos anunciar com alegria as maravilhas de Deus. 

Vinde, Espírito Santo! Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. 

Religioso

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

22 de maio de 2026

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

 

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“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.

Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.