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Dom Otair Nicoletti

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"Levanta e come" - Eu sou o pão que desceu do céu. - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 6,41-51)

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9 de agosto de 2024

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"Levanta e come" - Eu sou o pão que desceu do céu. - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 6,41-51) Naquele tempo, 41os judeus começaram a murmurar a respeito de Jesus, porque havia dito: "Eu sou o pão que desceu do céu". 42Eles comentavam: "Não é este Jesus, o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como então pode dizer que desceu do céu?" 43Jesus respondeu: "Não murmureis entre vós. 44Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos Profetas: 'Todos serão discípulos de Deus.' Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído, vem a mim. 46Não que alguém já tenha visto o Pai.
Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna. 48Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. 51Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor.
MENSAGEM - A Liturgia de hoje nos fala da preocupação de Deus em oferecer aos homens o "pão" da vida plena e definitiva. Na Primeira Leitura Elias recebe no deserto um "pão do céu" para refazer as forças e continuar a sua missão. (1 Rs 19,4-8) Ele acusara o Rei e a Rainha de serem a ruína de Israel, desafiara e matara os profetas de Baal, que davam sustentação à religião pagã da rainha Jesabel (± ano 450). Ameaçado de morte, foge para o DESERTO, onde o povo encontrara a fonte de sua fé (êxodo). Perseguido, cansado, faminto, abatido e desanimado, adormece debaixo de uma árvore, desejando a morte...Deus não o abandona, manda um anjo, que lhe diz: "Levanta e come"… Elias, fortalecido por aquele alimento vindo do céu, continua o seu caminho (40 dias e 40 noites) até o monte de Deus (Horeb). Deus não abandona o profeta em sua missão, nem elimina os inimigos, apenas lhe dá a força para continuar a caminhada... Esse pão vindo do céu prefigura o "Pão", oferecido por Jesus. O seguidor de Cristo, que caminha pelo deserto da vida, pode sentir o cansaço, desânimo e a tentação de deixar tudo. Mas, como Elias, deve despertar do sono, comer do "Pão do Céu" e, fortalecido, retomar o caminho até chegar ao monte santo. Na Segunda Leitura, meditamos sobre o que significa aceitar o Pão do céu: praticar a caridade com os irmãos... (Ef 4, 30-5,2) O Salmista convida a provar e ver como é bom o Senhor. (Sl 34) No Evangelho prossegue o discurso de Jesus em Cafarnaum, onde Jesus se apresentara como o "Pão" descido do céu para dar vida ao mundo. (Jo 6,41-51) Provoca uma forte REAÇÃO: "Os judeus murmuram" (como no deserto). Daí nasce uma tremenda resistência e recusa… JESUS não desiste e reafirma: "Eu sou o pão descido do céu… Quem come desse pão viverá eternamente" E exige FÉ: "Quem crê, tem a vida eterna. Quem dele comer, não morrerá..." 
“Comer a carne de Jesus" - É assimilar na sua totalidade a pessoa e a Missão de Jesus e, como ele, ter gestos de doação e de solidariedade em favor dos irmãos. É acolher Jesus na sua realidade divina e humana, dom de Deus para a salvação da humanidade. O que essas leituras bíblicas nos dizem no dia dos Pais? COMO SER PAI, HOJE, num mundo que se transforma e enfrenta todo tipo de dificuldades? Quantos pais se sentem cansados e desanimados, como Elias? 
PAIS, não desanimem como Elias diante de situações difíceis e complicadas, nem murmurem como os judeus diante do incompreensível… SER PAI é uma Missão sublime… É participar do maravilhoso mistério da criação, é iluminar o mundo com uma nova e insubstituível centelha de vida. É prosseguir na história e testemunhar a esperança de um mundo sempre mais humano, fraterno e de paz… Mas onde buscar força, quando parece tudo perdido? O Evangelho de Hoje nos dá uma resposta… Essa energia nos é dada no pão vivo descido do céu, que é CRISTO, presente no meio de nós na EUCARISTIA e na sua PALAVRA. As palavras PAI e PÃO estão ligadas na oração que Jesus nos ensinou... 
SER PAI: É alimentar a vida dos filhos não apenas como o Pão material, mas também o espiritual… também com a palavra amiga… É saber gastar tempo com os filhos: Muitos pais puseram filhos ao mundo e não cresceram com os filhos; depois talvez se queixam que não conseguem entender os filhos… É saber respeitar a liberdade dos filhos: sendo uma presença certa na hora exata, respeitando a vocação de cada um... É saber confiar: As pessoas só confiam em que confiam nelas… Pior que o erro, é perder essa confiança dos filhos... FILHOS, O QUE É TER PAI? É saber descobrir a presença de Cristo naquele que é responsável pelo progresso e felicidade da família… É saber respeitar e nas horas difíceis confiar… Há dois momentos que nos ensinam o que é ter um pai: Quando não podemos mais tê-lo ao nosso lado… Quando um dia vocês forem pais responsáveis e perceberem como é difícil ser um verdadeiro pai… A SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA, neste ano, acontece entre 11 a 17 de agosto, e tem como tema “Família e Amizade” e lema “Amizade, uma forma de vida com sabor do Evangelho”. A Igreja pretende fazer redescobrir os valores da família... Uma família nova que acredita no futuro... que vive de esperanças... não apenas das lembranças do passado... Uma família, que a exemplo da sagrada família de Nazaré, seja a família que Deus quer... Uma Família, onde os filhos encontram a paz e a segurança tão desejada e tão necessária... Feliz a família, que se alimenta do pão da vida! Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 11.08.2024

Religioso

A alegria do Espírito que nos reúne

Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido...

A alegria do Espírito que nos reúne

17 de julho de 2026

A alegria do Espírito que nos reúne

 

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Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido famílias, comunidades e gerações inteiras em torno de uma das mais belas expressões da fé cristã. Muito mais do que uma tradição preservada pela cultura popular, a Festa do Divino nos convida a contemplar o mistério da presença de Deus que continua agindo na vida de seu povo. 

A devoção ao Divino Espírito Santo chegou ao Brasil pelas mãos dos colonizadores portugueses, especialmente dos açorianos, e encontrou em nosso povo um terreno fértil para florescer. Em muitas regiões, a bandeira do Divino percorre as casas, levando a oração, a esperança e a bênção de Deus às famílias. São gestos simples, mas profundamente carregados de significado, que recordam a missão da própria Igreja: visitar, acolher, evangelizar e fortalecer a comunhão entre os irmãos. Entretanto, a riqueza desta festa não está apenas em seus símbolos ou manifestações culturais. A Igreja nos ensina que o Espírito Santo não é apenas objeto de uma devoção piedosa, mas é o próprio Deus, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, "adorado e glorificado com o Pai e o Filho" (Catecismo da Igreja Católica, n. 685). Celebrar o Divino Espírito Santo é professar nossa fé naquele que anima a Igreja, santifica os corações e conduz a história da salvação. 

Foi o Espírito Santo quem fecundou o seio da Virgem Maria para a Encarnação do Verbo. Foi Ele quem conduziu Jesus durante toda a sua missão. Foi também o Espírito quem, no dia de Pentecostes, transformou homens antes marcados pelo medo em discípulos corajosos, capazes de anunciar o Evangelho até os confins da terra. Desde então, a Igreja vive da força do Espírito e continua sua missão sustentada por sua presença. O Catecismo recorda que "ninguém pode dizer: 'Jesus é o Senhor', a não ser sob a ação do Espírito Santo" (cf. 1Cor 12,3; CIC, n. 683). Isso significa que toda verdadeira experiência de fé nasce da ação silenciosa e constante do Espírito em nosso interior. É Ele quem desperta a conversão, inspira a oração, fortalece a esperança, consola nas tribulações e faz crescer em nós o amor de Deus. Também é o Espírito Santo quem distribui seus dons para a edificação da Igreja. Sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus não são privilégios de alguns, mas graças oferecidas para que cada batizado viva sua vocação com fidelidade e generosidade. Quando acolhemos esses dons, produzimos os frutos que São Paulo apresenta em sua carta aos Gálatas: amor, alegria, paz, paciência, bondade, mansidão, fidelidade e domínio de si. 

Talvez seja justamente este o maior convite da Festa do Divino: permitir que o Espírito Santo encontre espaço em nossa vida. Em meio às preocupações do cotidiano, às divisões que tantas vezes ferem nossas famílias e à pressa que marca nosso tempo, somos chamados a abrir novamente o coração para Aquele que faz novas todas as coisas. A festa, portanto, não termina quando se encerram as novenas, as procissões ou as celebrações. Ela continua quando cada cristão leva para dentro de sua casa o compromisso de viver segundo o Espírito. Continua quando uma família reencontra a paz, quando alguém oferece o perdão, quando um jovem descobre sua vocação, quando uma comunidade se une para servir aos mais necessitados. É assim que Pentecostes continua acontecendo em nossos dias. 

Ao celebrarmos a 131ª Festa do Divino Espírito Santo, peçamos que o Espírito do Senhor renove nossa Diocese, fortaleça nossas paróquias, ilumine nossos sacerdotes, religiosos e lideranças, sustente nossas famílias e desperte em todos nós um ardor missionário cada vez maior. Que nunca deixemos de ouvir a voz daquele que continua conduzindo a Igreja pelos caminhos da verdade, da unidade e da santidade. Que o Divino Espírito Santo faça de cada um de nós testemunhas vivas do Evangelho, para que, renovados por sua graça, possamos anunciar com alegria as maravilhas de Deus. 

Vinde, Espírito Santo! Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. 

Religioso

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

22 de maio de 2026

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

 

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“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.

Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.