sábado, 25 de julho, 2026
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Dom Otair Nicoletti
6 de fevereiro de 2026
Vatican News
O abstrato “campo das ideias”, a comunhão arquivada como “utopia de outros tempos”: visões distantes, às quais se contrapõe a “necessidade urgente” de uma fraternidade mais forte do que conflitos, diferenças e tensões. É esse o contraste que o Papa Leão XIV enfatiza na mensagem publicada nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, por ocasião do Dia Internacional da Fraternidade Humana e da apresentação do Prêmio Zayed a ela dedicado.
A necessidade urgente da fraternidade
O Papa recorda o sétimo aniversário da assinatura do Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da Convivência Comum pelo Papa Francisco e pelo Grande Imã Ahmed Al-Tayeb, uma circunstância que permite celebrar “o que há de mais precioso e universal da nossa humanidade”: a comunhão, vínculo “indissolúvel que une todos os seres humanos”.
"Hoje, a necessidade dessa fraternidade não é um ideal distante, mas uma necessidade urgente."
A fraternidade, primeira vítima dos conflitos
O Pontífice menciona os muitos — “demasiados” — irmãos e irmãs que, no mundo de hoje, sofrem os horrores da violência e da guerra, recordando o que escreveu o Papa Francisco na encíclica Fratelli tutti: a primeira vítima de todo conflito é “o próprio projeto de fraternidade, inscrito na vocação da família humana”.
"Em uma época em que o sonho de construir a paz juntos é frequentemente descartado como uma 'utopia de outros tempos', é preciso proclamar com convicção que a fraternidade humana é uma realidade vivida, mais forte do que todos os conflitos, diferenças e tensões. Um potencial que deve ser realizado por meio de um compromisso diário e concreto de respeito, partilha e compaixão."
Não permanecer no “mundo das ideias”
“As palavras não bastam”, afirmou o Pontífice em dezembro de 2025, dirigindo-se aos membros do Comitê do Prêmio Zayed. Um apelo que ele reafirma também nessa mensagem, lembrando que as convicções mais profundas exigem “uma cultivação constante por meio de um esforço tangível”. Leão XIV recorda, em primeiro lugar, a sua exortação apostólica Dilexi te, na qual escreve que “permanecer no mundo das ideias e das discussões, sem gestos pessoais, frequentes e sinceros, será a ruína dos nossos sonhos mais preciosos”. Em seguida, ele volta à Fratelli tutti: como irmãos e irmãs, todos somos chamados a ir além das periferias e a “convergir” em um “pleno sentido de pertença mútua”.
Os premiados, “semeadores de esperança”
O Prêmio Zayed, continua o Papa, presta homenagem àqueles que souberam traduzir esses valores em “autênticos testemunhos de bondade e caridade humana”. Dirigindo-se diretamente aos premiados — Ilham Aliyev, presidente da República do Azerbaijão; Nikol Pashinyan, primeiro-ministro da República da Armênia; Zarqa Yaftali e a organização palestina Taawon — Leão XIV os define como “semeadores de esperança” em um mundo que muitas vezes constrói muros em vez de pontes.
"Escolhendo o difícil caminho da solidariedade em vez do fácil caminho da indiferença, eles demonstraram que mesmo as divisões mais arraigadas podem ser sanadas por meio de ações concretas. Suas ações testemunham a convicção de que a luz da fraternidade pode prevalecer sobre as trevas da fratricídio."
O próximo não seja visto como estrangeiro ou ameaça
A mensagem termina com a gratidão de Leão XIV a Mohammed bin Zayed Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos, por seu apoio constante à iniciativa, bem como ao próprio Comitê Zayed por sua “visão e convicção moral”.
"Continuemos a trabalhar juntos para que a dinâmica do amor fraterno se torne o caminho comum de todos e para que o 'outro' não seja mais visto como um estrangeiro ou uma ameaça, mas reconhecido como um irmão ou uma irmã." Fonte: Vatican News
Religioso
Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido...
17 de julho de 2026
Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido famílias, comunidades e gerações inteiras em torno de uma das mais belas expressões da fé cristã. Muito mais do que uma tradição preservada pela cultura popular, a Festa do Divino nos convida a contemplar o mistério da presença de Deus que continua agindo na vida de seu povo.
A devoção ao Divino Espírito Santo chegou ao Brasil pelas mãos dos colonizadores portugueses, especialmente dos açorianos, e encontrou em nosso povo um terreno fértil para florescer. Em muitas regiões, a bandeira do Divino percorre as casas, levando a oração, a esperança e a bênção de Deus às famílias. São gestos simples, mas profundamente carregados de significado, que recordam a missão da própria Igreja: visitar, acolher, evangelizar e fortalecer a comunhão entre os irmãos. Entretanto, a riqueza desta festa não está apenas em seus símbolos ou manifestações culturais. A Igreja nos ensina que o Espírito Santo não é apenas objeto de uma devoção piedosa, mas é o próprio Deus, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, "adorado e glorificado com o Pai e o Filho" (Catecismo da Igreja Católica, n. 685). Celebrar o Divino Espírito Santo é professar nossa fé naquele que anima a Igreja, santifica os corações e conduz a história da salvação.
Foi o Espírito Santo quem fecundou o seio da Virgem Maria para a Encarnação do Verbo. Foi Ele quem conduziu Jesus durante toda a sua missão. Foi também o Espírito quem, no dia de Pentecostes, transformou homens antes marcados pelo medo em discípulos corajosos, capazes de anunciar o Evangelho até os confins da terra. Desde então, a Igreja vive da força do Espírito e continua sua missão sustentada por sua presença. O Catecismo recorda que "ninguém pode dizer: 'Jesus é o Senhor', a não ser sob a ação do Espírito Santo" (cf. 1Cor 12,3; CIC, n. 683). Isso significa que toda verdadeira experiência de fé nasce da ação silenciosa e constante do Espírito em nosso interior. É Ele quem desperta a conversão, inspira a oração, fortalece a esperança, consola nas tribulações e faz crescer em nós o amor de Deus. Também é o Espírito Santo quem distribui seus dons para a edificação da Igreja. Sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus não são privilégios de alguns, mas graças oferecidas para que cada batizado viva sua vocação com fidelidade e generosidade. Quando acolhemos esses dons, produzimos os frutos que São Paulo apresenta em sua carta aos Gálatas: amor, alegria, paz, paciência, bondade, mansidão, fidelidade e domínio de si.
Talvez seja justamente este o maior convite da Festa do Divino: permitir que o Espírito Santo encontre espaço em nossa vida. Em meio às preocupações do cotidiano, às divisões que tantas vezes ferem nossas famílias e à pressa que marca nosso tempo, somos chamados a abrir novamente o coração para Aquele que faz novas todas as coisas. A festa, portanto, não termina quando se encerram as novenas, as procissões ou as celebrações. Ela continua quando cada cristão leva para dentro de sua casa o compromisso de viver segundo o Espírito. Continua quando uma família reencontra a paz, quando alguém oferece o perdão, quando um jovem descobre sua vocação, quando uma comunidade se une para servir aos mais necessitados. É assim que Pentecostes continua acontecendo em nossos dias.
Ao celebrarmos a 131ª Festa do Divino Espírito Santo, peçamos que o Espírito do Senhor renove nossa Diocese, fortaleça nossas paróquias, ilumine nossos sacerdotes, religiosos e lideranças, sustente nossas famílias e desperte em todos nós um ardor missionário cada vez maior. Que nunca deixemos de ouvir a voz daquele que continua conduzindo a Igreja pelos caminhos da verdade, da unidade e da santidade. Que o Divino Espírito Santo faça de cada um de nós testemunhas vivas do Evangelho, para que, renovados por sua graça, possamos anunciar com alegria as maravilhas de Deus.
Vinde, Espírito Santo! Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.
Religioso
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...
22 de maio de 2026
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.
Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.