quinta, 04 de junho, 2026
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"Eu quero ver" - Senhor, que eu veja! Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc10,46-52) Naquele tempo, 46Jesus saiu de Jericó, junto com seus discípulos e uma grande multidão. O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho. 47Quando ouviu dizer que Jesus, o Nazareno, estava passando, começou a gritar: "Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!" 48Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava mais ainda: "Filho de Davi, tem piedade de mim!" 49Então Jesus parou e disse: "Chamai-o". Eles o chamaram e disseram:
"Coragem, levanta-te, Jesus te chama!" 50O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus. 51Então Jesus lhe perguntou: "O que queres que eu te faça?" O cego respondeu: "Mestre, que eu veja!" 52Jesus disse: "Vai, a tua fé te curou". No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor!
MENSAGEM - Nos momentos de trevas em nossa vida, a Palavra de Deus é sempre uma Luz, que ilumina a nossa caminhada na fé. Na Primeira Leitura, Jeremias anuncia um sinal de luz para o povo sofrido, que vivia nas trevas do exílio: "Coxos e cegos, mulheres grávidas e que deram à luz" retornam à pátria, guiados por Deus, que cuida deles com cuidados de pai. (Jr 31,7-9) É um apelo à esperança e confiança em Deus. A Segunda Leitura destaca que Jesus é o Sumo Sacerdote, mediador entre Deus e a Humanidade. (Hb 5,1-6) No Evangelho, Jesus dá a um cego a luz da visão e da fé. (Mc 10,46-52) O núcleo central do evangelho de Marcos, que refletimos nesse ano, é uma caminhada de Jesus para Jerusalém, onde será morto e ressuscitará. No texto de hoje, temos o último Milagre e última Catequese de Jesus, encerrando sua caminhada para Jerusalém. Os APÓSTOLOS estavam "cegos" e necessitavam de "Luz": aceitavam Jesus como Messias, mas não aceitavam a cruz. Perto de Jericó, um cego, sentado "à beira da estrada", informou-se de que Jesus estava passando e gritou por socorro: "Filho de Davi, tem piedade de mim". ("Filho de Davi": título messiânico) CRISTO parou e chamou-o. O cego jogou longe o manto e as moedas, e "saltou" ao encontro de Jesus. Cristo tomou a iniciativa: "O que você está querendo?" "Mestre, eu quero ver de novo", respondeu o cego. E Jesus afirmou: "Vai, a tua fé te salvou". E o cego, duplamente "iluminado" por Cristo, tornou-se um seguidor de Jesus no caminho a Jerusalém. Esse episódio, mais do que uma crônica, é uma CATEQUESE BATISMAL: JESUS se manifesta, passa pelo caminho do cego... O CEGO não vê, mas percebe a presença do Senhor e acolhe o convite... Uns: ajudam: "coragem, ele te chama... Outros estorvam: "mandam calar..." Trava-se o diálogo... O cego recebe a visão da fé e segue Jesus pelo caminho até o Calvário. Quem era o cego Bartimeu? Um cego, à beira do caminho, marginalizado como tantos ainda hoje... O encontro aconteceu "ao longo do CAMINHO". ("Caminho": cristianismo) O cego não estava no caminho, estava à margem da religião e da vida. No final, também Bartimeu seguiu Jesus "no caminho". A Cura de Bartimeu é mais do que a história de um cego... É o caminho da FÉ, dos que querem VER e SEGUIR Jesus. O que faz o cego? Está atento à passagem de Cristo... Toma consciência de sua situação e decide sair dela. Supera o medo, a vergonha, começa a gritar, pede ajuda: Não desanima diante das contrariedades, continua procurando a Luz, mesmo quando o povo manda que se cale… E quando Jesus o chama: dá um pulo, joga o manto para longe e corre ao encontro daquele que podia restituir a vista. Saiu da margem do caminho e se pôs no caminho com o Mestre. Joga fora o Manto, em que recolhia as esmolas... Para o pobre mendigo, o manto era a sua riqueza, a sua casa, o seu abrigo. Quais são os obstáculos que impedem tanta gente, que quer enxergar, de se aproximar mais de Cristo e de sua Igreja? Talvez as nossas discórdias internas, a falta de unidade dos cristãos, talvez uma falta de acolhimento, também uma linguagem complicada, talvez um chamado mais carinhoso? Dá um "Salto" ao encontro de Jesus: É um gesto significativo "pular" para um cego que "não vê"... Mas Bartimeu entendeu que Cristo podia curá-lo. Por isso, jogou o manto, deu um "Pulo" e se aproximou de Jesus. Que tipos de pessoas o cego encontra? Uns atrapalham: tentam abafar o seu grito... mandam que se cale... Outros ajudam, animam: "Coragem, ele TE CHAMA..." Jesus ESCUTA o grito sofrido e confiante do cego, PÁRA e LIBERTA: Da margem, Jesus o coloca no centro do caminho. Dá a luz da VISÃO e a luz da FÉ. E Nós o que podemos fazer?
1) Descobrir as nossas cegueiras: Cegos são todos os que "não vêem" no seu coração as coisas importantes, não reconhecem a presença e o amor de Deus e vivem na escuridão. Quais são as nossas cegueiras, que devemos apresentar a Cristo, para que ele nos cure e nos dê a verdadeira Luz?
2) Perseverar na Oração como Bartimeu. Somos pacientes e perseverantes na oração?
3) Seguir Jesus no Caminho: Na Igreja primitiva, "o Caminho" significava o cristianismo. Os "seguidores do Caminho" eram os cristãos. O cego curado seguiu Jesus pelo caminho, tornou-se um "Discípulo". Para ser "Discípulo" precisa querer VER e decidir CAMINHAR. Não basta a euforia do primeiro encontro. Façamos nossa, a oração do cego: "Mestre, eu quero ver!…"
(Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 27.10.2024)
Religioso
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...
22 de maio de 2026
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.
Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.
Religioso
Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que,...
8 de maio de 2026
Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.
Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!