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Dom Otair Nicoletti

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Eram como ovelhas sem pastor. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 6,30-34)

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19 de julho de 2024

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Eram como ovelhas sem pastor. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 6,30-34) Naquele tempo, 30os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31Ele lhes disse: "Vinde sozinhos para um lugar deserto, e descansai um pouco". Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. 32Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. 34Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor!
A Liturgia nos convida a celebrar a fé em Jesus, que tem COMPAIXÃO das ovelhas sem Pastor...
Na Primeira Leitura, Jeremias denuncia os pastores indignos, que usam o "rebanho" para satisfazer os seus próprios projetos pessoais e anuncia que o próprio Deus vai tomar conta do seu "rebanho", assegurando-lhe a vida em abundância, a paz, a tranquilidade e a salvação. (Jr 23,1-6) A Segunda Leitura nos afirma que Jesus derrubou todas as barreiras que separavam os homens e os reuniu num só povo, num só rebanho (Ef 2,13-18) 
O Evangelho revela quem é o Pastor prometido: Jesus de Nazaré. (Mc 6, 30-34) O texto nos apresenta DUAS CENAS em que Jesus atua com misericórdia e solicitude de um Pastor: Jesus acolhe os Discípulos e acolhe o Povo. 1) Jesus é PASTOR DE SEUS DISCÍPULOS: Na volta da missão, do seu "estágio pastoral", os Apóstolos reúnem-se com Jesus como ovelhas ao redor do Pastor e contam com alegria e entusiasmo as maravilhas realizadas... Cristo escuta-os com interesse e, depois, mostra-lhes a necessidade de uma parada para o descanso e para uma interiorização. Por isso, convida-os a um lugar deserto. Jesus é para os discípulos Mestre e Pastor. O texto é uma Catequese sobre o discipulado. Jesus forma seus discípulos: Envolve os discípulos na missão e leva-os a um lugar mais tranquilo para poder descansar e fazer uma revisão. Preocupa-se do seu alimento e do seu descanso, porque a obra da missão era tal que não havia tempo para comer. Indica que anunciar a Boa Nova de Jesus não é só uma questão de doutrina, mas antes de acolhida, de bondade, de ternura, de disponibilidade, de revelação do amor do Pai. O Agente de Pastoral também muitas vezes se sente cansado e precisa do aconchego e da ternura do Bom Pastor. Precisa de DESERTO, de silêncio e de oração, para avaliar as motivações de sua atividade. Caso contrário, torna-se um funcionário do sagrado, que não mostra ao mundo o rosto compassivo do Pai. Jesus desaprova o ativismo exagerado que destrói as forças do corpo e do espírito e leva, muitas vezes, a perder o sentido da Missão. 
Quais os Inimigos do nosso tempo de Deserto? (o trabalho... atividades sociais e religiosas... a política?...) Quais as consequências? Esquecemos o cultivo pessoal... a família (filhos, esposa, marido), os amigos (solidão)... a religião...
2) Jesus é PASTOR DO POVO SOFREDOR. O Povo cansado e oprimido busca em Jesus acolhida e proteção. E Jesus: "teve compaixão...": "pareciam ovelhas sem pastor..." Renunciou ao breve descanso programado: "E voltou a ensinar..." Jesus é o Pastor do seu povo, porque o alimenta com a sua palavra e o nutre com o evangelho da esperança. Alimenta-o com a palavra do conforto, do encorajamento, o pão do amor, da ternura, da atenção. Ele cuida de suas feridas, alivia suas dores, devolve-lhe a dignidade perdida ou roubada. Reacende nele a alegria e a esperança de viver. Esse traço da personalidade de Jesus é um desfio para a Igreja e os seus ministros, para que não sejam burocratas do sagrado, mas irradiadores da compaixão do Pai diante das multidões, que ainda hoje continuam como "ovelhas sem pastor". 
Quem são os Pastores hoje? Pastores são todas as pessoas que têm responsabilidades na família, na escola, na catequese, nas pastorais, na sociedade... Todos nós, discípulos missionários de Cristo, somos ungidos como pastores. Movidos por sentimentos de misericórdia e compaixão, somos chamados a reproduzir em nós os traços de Jesus, o bom Pastor… Jesus tem compaixão e acolhe as pessoas, revelando o amor e a misericórdia de Deus; O Bom Pastor conhece pelo nome, escuta... conduz para Cristo, para Deus. A Igreja, deve oferecer a tantas pessoas cansadas e oprimidas, que parecem ovelhas sem pastor, um espaço de repouso e de paz, através da experiência da oração profunda e da liturgia viva. Ao mesmo tempo, à imagem de Cristo, deve agir com misericórdia e compaixão diante da miséria humana. Quais as atividades exageradas que nos impedem momentos de deserto: 
Para nós... para a família... para os amigos... para a comunidade?
Quem são as ovelhas sem Pastor? A esposa, o marido, os filhos, os catequizandos, os alunos...
Que significa concretamente para nós hoje: "ter compaixão"?
Jeremias dizia aos homens do seu tempo: "Ai dos pastores que deixam o rebanho se perder..."
A palavra de Jeremias é válida para todos os tempos e também para nós, pois é a palavra do próprio Deus. Um dia preferimos ouvir: "Ai dos pastores que deixaram o rebanho morrer?" ou “felizes os pastores que salvaram o meu rebanho?”   Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 21.07.2024
 

Religioso

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

22 de maio de 2026

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

 

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“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.

Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.

Religioso

Feliz dia das Mães

Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que,...

Feliz dia das Mães

8 de maio de 2026

Feliz dia das Mães

 

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Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
 Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.

Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!