quinta, 04 de junho, 2026
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Bispo
7 de fevereiro de 2025
Assessoria
É de conhecimento geral que, vivemos em um mundo que não valoriza o silêncio. O mundo atual através da globalização está cada dia mais barulhento, um mundo imerso aos ruídos, músicas altas, conversas sem propósitos, vivemos sem pausas, não pensamos para falar, não temos tempo para refletir e até mesmo para contemplar e encontrar aquilo que habita no mais íntimo de nós.
O silêncio é uma forma de oração essencial no nosso dia a dia. Devemos seguir o exemplo de Jesus, que, após seu nascimento e apresentação no templo, viveu trinta anos em “silêncio”. E ao iniciar sua missão, retirou-se para o deserto, onde passou quarenta dias em recolhimento. Precisamos ouvir a voz de Deus em oração, escutar o Pai antes de falar. Primeiro, devemos pedir a graça do silêncio, uma virtude difícil de alcançar, mas, que devemos buscar no mais íntimo do nosso coração.
O silêncio, tão crucial em nossas vidas, está sendo negligenciado. Sempre foi desafiador contemplá-lo, mas, nos dias de hoje, essa dificuldade parece ainda maior. Ele é como uma necessidade básica do ser humano, comparável ao sono. Após uma boa noite de descanso, acordamos revigorados para um novo dia. Da mesma forma, o silêncio nos renova, permitindo que nos reconectemos com Deus e conosco mesmos.
Precisamos aprender a fechar os olhos, os ouvidos e a boca, silenciando-nos para que Deus possa falar. Muitas vezes, ao orar, deixamos que mágoas e distrações tomem conta de nós, perdendo o foco da oração. É necessário nos “esvaziar” de nós mesmos e abrir espaço para ouvir a voz de Deus, compreendendo o que Ele espera de nós.
Quantas vezes nossas orações diárias se tornam automáticas? Rezamos, mas nos perdemos em pensamentos, a ponto de nem lembrarmos do que pedimos. Precisamos nos aproximar de Deus, nos encher do Espírito Santo e seguir o exemplo de Maria, que guardava tudo em seu coração e falava no momento certo, ou de São José, que viveu a plenitude do silêncio através de suas ações.
Quanto mais próximos de Deus, menos dependemos de palavras. Ele nos conhece e ao nos aproximarmos D’Ele, passamos a conhecê-Lo melhor. Como dizia São Francisco de Assis: “Pregue o Evangelho em todo tempo. Se necessário, use palavras.” Devemos pedir a graça de redescobrir o silêncio, para não nos esquecermos de ouvir o Senhor.
Frei Luís Felipe C. Marques nos lembra: “Entre os atos rituais que pertencem a toda a assembleia, o silêncio ocupa um lugar de absoluta importância. Toda boa liturgia começa no silêncio e termina no silêncio.” No entanto, em nossas celebrações, muitas vezes nos deparamos com uma assembleia inquieta e ruidosa, reflexo de um mundo barulhento que carregamos para dentro da Igreja.
“O medo do vazio é uma das grandes angústias do nosso tempo.” Temos medo do silêncio porque ele nos confronta com quem realmente somos. Mas não devemos temê-lo, pois é no silêncio que ouvimos os sussurros de Deus. Que possamos buscar essa graça e, assim, encontrar a paz que só Ele pode oferecer.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José
Religioso
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...
22 de maio de 2026
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.
Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.
Religioso
Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que,...
8 de maio de 2026
Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.
Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!