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É no silêncio que ouvimos a voz de Deus

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7 de fevereiro de 2025

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Assessoria

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É de conhecimento geral que, vivemos em um mundo que não valoriza o silêncio. O mundo atual através da globalização está cada dia mais barulhento, um mundo imerso aos ruídos, músicas altas, conversas sem propósitos, vivemos sem pausas, não pensamos para falar, não temos tempo para refletir e até mesmo para contemplar e encontrar aquilo que habita no mais íntimo de nós.
   O silêncio é uma forma de oração essencial no nosso dia a dia. Devemos seguir o exemplo de Jesus, que, após seu nascimento e apresentação no templo, viveu trinta anos em “silêncio”. E ao iniciar sua missão, retirou-se para o deserto, onde passou quarenta dias em recolhimento. Precisamos ouvir a voz de Deus em oração, escutar o Pai antes de falar. Primeiro, devemos pedir a graça do silêncio, uma virtude difícil de alcançar, mas, que devemos buscar no mais íntimo do nosso coração. 
   O silêncio, tão crucial em nossas vidas, está sendo negligenciado. Sempre foi desafiador contemplá-lo, mas, nos dias de hoje, essa dificuldade parece ainda maior. Ele é como uma necessidade básica do ser humano, comparável ao sono. Após uma boa noite de descanso, acordamos revigorados para um novo dia. Da mesma forma, o silêncio nos renova, permitindo que nos reconectemos com Deus e conosco mesmos.
   Precisamos aprender a fechar os olhos, os ouvidos e a boca, silenciando-nos para que Deus possa falar. Muitas vezes, ao orar, deixamos que mágoas e distrações tomem conta de nós, perdendo o foco da oração. É necessário nos “esvaziar” de nós mesmos e abrir espaço para ouvir a voz de Deus, compreendendo o que Ele espera de nós.
   Quantas vezes nossas orações diárias se tornam automáticas? Rezamos, mas nos perdemos em pensamentos, a ponto de nem lembrarmos do que pedimos. Precisamos nos aproximar de Deus, nos encher do Espírito Santo e seguir o exemplo de Maria, que guardava tudo em seu coração e falava no momento certo, ou de São José, que viveu a plenitude do silêncio através de suas ações.
   Quanto mais próximos de Deus, menos dependemos de palavras. Ele nos conhece e ao nos aproximarmos D’Ele, passamos a conhecê-Lo melhor. Como dizia São Francisco de Assis: “Pregue o Evangelho em todo tempo. Se necessário, use palavras.” Devemos pedir a graça de redescobrir o silêncio, para não nos esquecermos de ouvir o Senhor.
   Frei Luís Felipe C. Marques nos lembra: “Entre os atos rituais que pertencem a toda a assembleia, o silêncio ocupa um lugar de absoluta importância. Toda boa liturgia começa no silêncio e termina no silêncio.” No entanto, em nossas celebrações, muitas vezes nos deparamos com uma assembleia inquieta e ruidosa, reflexo de um mundo barulhento que carregamos para dentro da Igreja. 
   “O medo do vazio é uma das grandes angústias do nosso tempo.” Temos medo do silêncio porque ele nos confronta com quem realmente somos. Mas não devemos temê-lo, pois é no silêncio que ouvimos os sussurros de Deus. Que possamos buscar essa graça e, assim, encontrar a paz que só Ele pode oferecer.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José
 

Religioso

A alegria do Espírito que nos reúne

Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido...

A alegria do Espírito que nos reúne

17 de julho de 2026

A alegria do Espírito que nos reúne

 

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Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido famílias, comunidades e gerações inteiras em torno de uma das mais belas expressões da fé cristã. Muito mais do que uma tradição preservada pela cultura popular, a Festa do Divino nos convida a contemplar o mistério da presença de Deus que continua agindo na vida de seu povo. 

A devoção ao Divino Espírito Santo chegou ao Brasil pelas mãos dos colonizadores portugueses, especialmente dos açorianos, e encontrou em nosso povo um terreno fértil para florescer. Em muitas regiões, a bandeira do Divino percorre as casas, levando a oração, a esperança e a bênção de Deus às famílias. São gestos simples, mas profundamente carregados de significado, que recordam a missão da própria Igreja: visitar, acolher, evangelizar e fortalecer a comunhão entre os irmãos. Entretanto, a riqueza desta festa não está apenas em seus símbolos ou manifestações culturais. A Igreja nos ensina que o Espírito Santo não é apenas objeto de uma devoção piedosa, mas é o próprio Deus, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, "adorado e glorificado com o Pai e o Filho" (Catecismo da Igreja Católica, n. 685). Celebrar o Divino Espírito Santo é professar nossa fé naquele que anima a Igreja, santifica os corações e conduz a história da salvação. 

Foi o Espírito Santo quem fecundou o seio da Virgem Maria para a Encarnação do Verbo. Foi Ele quem conduziu Jesus durante toda a sua missão. Foi também o Espírito quem, no dia de Pentecostes, transformou homens antes marcados pelo medo em discípulos corajosos, capazes de anunciar o Evangelho até os confins da terra. Desde então, a Igreja vive da força do Espírito e continua sua missão sustentada por sua presença. O Catecismo recorda que "ninguém pode dizer: 'Jesus é o Senhor', a não ser sob a ação do Espírito Santo" (cf. 1Cor 12,3; CIC, n. 683). Isso significa que toda verdadeira experiência de fé nasce da ação silenciosa e constante do Espírito em nosso interior. É Ele quem desperta a conversão, inspira a oração, fortalece a esperança, consola nas tribulações e faz crescer em nós o amor de Deus. Também é o Espírito Santo quem distribui seus dons para a edificação da Igreja. Sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus não são privilégios de alguns, mas graças oferecidas para que cada batizado viva sua vocação com fidelidade e generosidade. Quando acolhemos esses dons, produzimos os frutos que São Paulo apresenta em sua carta aos Gálatas: amor, alegria, paz, paciência, bondade, mansidão, fidelidade e domínio de si. 

Talvez seja justamente este o maior convite da Festa do Divino: permitir que o Espírito Santo encontre espaço em nossa vida. Em meio às preocupações do cotidiano, às divisões que tantas vezes ferem nossas famílias e à pressa que marca nosso tempo, somos chamados a abrir novamente o coração para Aquele que faz novas todas as coisas. A festa, portanto, não termina quando se encerram as novenas, as procissões ou as celebrações. Ela continua quando cada cristão leva para dentro de sua casa o compromisso de viver segundo o Espírito. Continua quando uma família reencontra a paz, quando alguém oferece o perdão, quando um jovem descobre sua vocação, quando uma comunidade se une para servir aos mais necessitados. É assim que Pentecostes continua acontecendo em nossos dias. 

Ao celebrarmos a 131ª Festa do Divino Espírito Santo, peçamos que o Espírito do Senhor renove nossa Diocese, fortaleça nossas paróquias, ilumine nossos sacerdotes, religiosos e lideranças, sustente nossas famílias e desperte em todos nós um ardor missionário cada vez maior. Que nunca deixemos de ouvir a voz daquele que continua conduzindo a Igreja pelos caminhos da verdade, da unidade e da santidade. Que o Divino Espírito Santo faça de cada um de nós testemunhas vivas do Evangelho, para que, renovados por sua graça, possamos anunciar com alegria as maravilhas de Deus. 

Vinde, Espírito Santo! Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. 

Religioso

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

22 de maio de 2026

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

 

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“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.

Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.