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Bispo
7 de março de 2025
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José
O tempo da Quaresma é um tempo de conversão e mudança de vida. Inicia-se na Quarta-feira de Cinzas, sendo este um tempo litúrgico em que nos preparamos para a Semana Maior de nossa fé, a Semana Santa, que tem seu ponto alto no Tríduo Pascal, permitindo-nos três dias de profunda vivência: a Quinta-feira Santa, Sexta-feira da Paixão, Sábado de Aleluia e a Páscoa do Nosso Senhor.
Para bem viver a Quaresma, é necessário traçar pilares e acreditar na real transformação, que podem ser exercitadas durante os quarenta dias, de maneira mais profunda, na oração, jejum e caridade ou esmola, tudo em espera da Ressurreição do Nosso Salvador.
Só se pode ter uma vivência melhor se existir um contato intenso, então é necessário que tenhamos maiores e melhores momentos de oração e intimidade com Deus. Jejum, se abster de algo que o fiel gosta muito, para que ao invés de depositar todo seu desejo/prazer sobre o alimento, deposite tudo ao Senhor, é necessário que o irmão(ã) tenha em mente que esse desejo não o vença durante esses quarenta dias e que ao acabar esse período não volte comendo/bebendo/jogando de maneira mais exagerada do que iniciou a Quaresma.
E por fim, a caridade/esmola, com o dinheiro que você gastava comprando, por exemplo, um refrigerante - que agora você absteve-se – converta e doe a um irmão que precisa, com toda certeza tudo isso fará a diferença na vida dele. É importante estender as mãos para os irmãos mais necessitados.
Toda penitência deve nos levar à conversão, que deve durar a vida toda. É necessário, ao início de tudo, que nos façamos a seguinte pergunta: No que eu preciso me converter? É importante que façamos um exame de consciência: será que eu preciso ter um momento de maior intimidade com Deus? Então, busquemos rezar mais e de maneira mais profunda. Será que tenho a soberba ou sou desumilde? Propunhamos realizar mais obras de caridade com os irmãos, meditemos sobre a vida e deixemo-nos entregar nas mãos do Senhor.
Mesmo vivendo este belo tempo litúrgico de conversão, o domingo segue sendo o Domingo, Dia do Senhor, portanto, não deve se fazer jejum ou penitência, lembrando que isso não deve ser visto como um alívio de dor, mas apenas uma vivência que o Dia Maior nos proporciona. Recorda-te, queremos a conversão, busque alegria em Cristo e não nos prazeres.
Na Quaresma, nós, o povo de Deus, vamos em busca do Senhor. Durante todo esse período, é necessário que mergulhemos sobre esse recolhimento e as dores que Cristo sofreu por nós. Por isso, ao chegar à igreja, veremos uma diferente “ornamentação”, prevalecendo a cor litúrgica roxa, que simboliza recolhimento e dor, e menos flores. Coloquemo-nos em oração e sejamos vigilantes para bem viver essa Santa Quaresma. Apenas no quarto domingo da Quaresma, mudamos a cor litúrgica para rosa, para simbolizar a alegria, lembrando para nós que Cristo ressuscitou, encorajando-nos para essa vinda do Salvador.
Para bem viver a Quaresma, nós somos convidados a fazer jejum ou a abstinência de carne na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira da Paixão. Esse exercício se comporta da seguinte forma: jejum, apenas uma refeição completa e, se necessário, mais duas simples em proporções menores que o habitual (para homens e mulheres entre 18 e 59 anos). A abstinência, faça a escolha de uma alimentação simples e pobre, abstendo-se de carne (para homens e mulheres a partir de 14 anos). Vale lembrar que estão dispensados do jejum: doentes, grávidas e trabalhadores com árduo trabalho braçal ou intelectual.
Santa e abençoada Quaresma a todos!


Religioso
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...
22 de maio de 2026
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.
Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.
Religioso
Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que,...
8 de maio de 2026
Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.
Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!