quinta, 04 de junho, 2026
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Dom Otair Nicoletti
18 de outubro de 2024
AUTORIDADE, Privilégio ou Serviço? O Filho do Homem veio para dar a sua vida como resgate para muitos. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 10,35-45) Naquele tempo, 35Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e lhe disseram: "Mestre, queremos que faças por nós o que vamos pedir". 36Ele perguntou: "O que quereis que eu vos faça?" 37Eles responderam: "Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória!" 38Jesus então lhes disse: "Vós não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? Podeis ser batizados com o batismo com que vou ser batizado?" 39Eles responderam: "Podemos". E ele lhes disse: "Vós bebereis o cálice que eu devo beber, e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado. 40Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado". 41Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João. 42Jesus os chamou e disse: "Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. 43Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande, seja vosso servo; 44e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos. 45Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor!
MENSAGEM - Durante a sua vida, Cristo lutou muito contra um falso conceito de grandeza existente nos homens do seu povo e do seu tempo. As Leituras bíblicas de hoje nos mostram a verdadeira grandeza, segundo o espírito trazido por Jesus. A Primeira Leitura prepara-nos para compreender melhor o evangelho. É o Quarto cântico do Servo Sofredor. Isaías apresenta o Messias: uma pessoa desprezada pelos homens através do qual Deus realiza a Salvação da humanidade. O Messias não será um Rei com poder, mas um humilde servo sofredor. (Is 53,10-11) Na Segunda Leitura, o autor da Carta aos Hebreus fala-nos de um Deus que ama o homem com um amor sem limites e que, por isso, está disposto a assumir a fragilidade dos homens, a descer ao seu nível, a partilhar a sua condição. Ele não se esconde atrás do seu poder e da sua omnipotência, mas aceita descer ao encontro dos homens para lhes oferecer o seu amor. (He 4,14-16) No Evangelho, em sua caminhada para Jerusalém, Jesus educa os seus apóstolos para a Missão e completa a sua catequese sobre as exigências do Reino e as condições para integrar a comunidade messiânica. Convida-os a não se deixarem impregnar pelos falsos conceitos de grandeza da época, mas a fazerem da sua vida um dom de amor e de serviço. Faz o 3º Anúncio da Paixão. (Mc 10,35-45) Dois discípulos íntimos de Jesus lhe fazem uma pergunta estranha: "Mestre, faça que nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda, na tua glória". A resposta de Jesus foi taxativa: “Não sabeis o que pedis.” E ironicamente acrescentou: “Podeis beber o cálice que tenho de beber e ser batizado com o batismo que tenho de ser batizado?” Era mais um anúncio da Paixão… E ser discípulo é ter a mesma sorte… E eles, sem entender o que diziam, respondem: “Podemos”. Os demais Apóstolos reagem indignados, pois todos eles tinham as mesmas pretensões. A procura dos primeiros lugares pelos dois irmãos e a indignação dos outros dez apóstolos revelam a visão que tinham do Reino Messiânico… Jesus pensa na sua morte já próxima, e os apóstolos alimentavam sonhos pessoais de grandeza, de ambição e de poder. Jesus convida os discípulos a não se deixarem levar por sonhos de ambição, de grandeza, de poder e domínio, mas a fazerem de sua vida um dom de amor e de "serviço". Mesmo depois da ressurreição continuaram com a mesma mentalidade: “É agora que vais estabelecer a realeza em Israel?” Jesus aproveita a ocasião para ensinar o sentido da autoridade como serviço, não como privilégio, ou discriminação. A procura de privilégios sempre gera conflitos na sociedade… E o poder não assumido como serviço acaba dividindo e discriminando. E Jesus apresenta seu exemplo: "O Filho do homem não veio para ser servido, mas para SERVIR e dar a sua vida em resgate de muitos. Ao longo da História, todos os povos sacralizavam o poder e divinizavam os reis... E na comunidade cristã? Quem são os primeiros? As palavras de Jesus não deixam qualquer dúvida: "quem quiser ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos". Mas com muita frequência imitamos os discípulos... Achamos que temos o direito a algum tipo de vantagem e aspiramos a ambições, honras, elogios, homenagens... Na comunidade cristã, a única grandeza é a grandeza de quem, com humildade e simplicidade, faz da própria vida um serviço aos irmãos. Na comunidade cristã não há donos, nem grupos privilegiados, nem pessoas mais importantes do que as outras, nem distinções baseadas no dinheiro, na beleza, na cultura, na posição social… Na comunidade cristã há irmãos iguais, a quem a comunidade confia serviços diversos em vista do bem de todos. Aquilo que nos deve mover é a vontade de servir, de partilhar com os irmãos os dons que Deus nos concedeu. Só pensamos na glória, não imaginando o sacrifício que acompanharia o Cristo. Ficamos entusiasmados com a ideia de ser colaboradores na obra da redenção. E esquecemos de que colaboração exige participação nos sofrimentos e dores… Todos queremos ocupar os primeiros lugares no Reino de Cristo… E Jesus nos lembra: "Entre vocês não seja assim…" E nos aponta o caminho pela humildade, no serviço ao próximo… Como exerço a minha autoridade, em casa, no emprego, na comunidade? Como privilégio ou como serviço? Pe Antônio Geraldo Dalla Costa- 20.10.2024
Religioso
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...
22 de maio de 2026
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.
Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.
Religioso
Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que,...
8 de maio de 2026
Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.
Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!