sábado, 25 de julho, 2026
(67) 99983-4015
Religioso
10 de outubro de 2025
(Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 12.10.2025)
Celebramos hoje em todo o Brasil a solenidade de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. A devoção a Nossa Senhora Aparecida, uma das principais expressões da piedade do povo brasileiro, teve início em 1717, com três humildes pescadores. Lançaram por muito tempo as redes no Rio Paraíba sem êxito. No entanto, após ter encontrado em dois lances de rede o corpo e a cabeça de uma imagem da Imaculada Conceição – a pesca foi abundante. Os pescadores viram naquela imagem, apanhada nas redes, um sinal de que não estavam sozinhos, nem desamparados. A pequena imagem de terracota e de cor negra foi levada para a casa de um deles e aí, então, passou a ser venerada com o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, porque foi achada (aparecida) nas águas do Rio Paraíba. Aos poucos, as pessoas foram se reunindo ao redor daquela imagem para rezar e agradecer e, cada dia que passava, mais aumentava o número de fiéis devotos, tornando, então, necessário dar inicio a construção, em 1846, de uma igreja maior, inaugurada em 1888 e que hoje é conhecida como a Basílica Velha. O número de romeiros continuava a aumentar, exigindo um templo ainda maior. Em 1955 iniciou-se, então, a construção do Santuário atual, que ainda em fase de acabamento.
Ela quis escolher essa terra para derramar as bênçãos de Deus sobre o Brasil e o povo devoto que vai lá para venerar a milagrosa imagem e para proclamar seus louvores e graças. A 1ª Leitura nos fala de Ester, uma jovem judia, que intercede junto ao Rei pela VIDA do seu Povo. (Est 5,1b-2;7,2b-3) A 2ª Leitura nos fala de uma "Mulher" que "apareceu" no céu. (Ap 12, 1.5.13ª.15-16ª) * Essa "Mulher" simboliza o Povo de Deus, a Comunidade. No texto, representa a Comunidade-Noiva de Deus. E Maria aparece aqui como símbolo da Igreja nascente. No Evangelho, Maria nos ensina que o melhor caminho é "fazer sempre o que Jesus mandar" (Jo 2,1-11) Jesus inicia a vida pública, participando num banquete de bodas em Caná da Galileia, com sua mãe e os discípulos. Durante a festa, Maria percebe que o vinho está acabando e a festa corre o perigo de ser interrompida para vexame dos noivos. Maria intercede e fala discretamente ao Filho: "Eles não têm mais vinho".
E dá aos serventes uma orientação: "Fazei o que Ele vos disser". Os serventes cumprem a orientação de Maria e, a pedido de Jesus, enchem as seis talhas de água. "E a tímida água viu o seu Senhor e corou..." A Mensagem da Aparecida: A Mãe de Deus se manifestou de maneira simples, sem fato espetacular, sem mensagem especial. Mas, há uma mensagem bem clara, que brota da própria imagem e do contexto histórico em que ela apareceu no rio Paraíba. 1. NOSSA SENHORA APARECIDA NOS OFERECE JESUS: a imagem pequenina é uma escultura da Imaculada Conceição. Ela está grávida, porque a missão de Maria é oferecer-nos Jesus, fruto bendito do seu ventre. 2. NOSSA SENHORA APARECIDA NOS UNE A JESUS: a cabeça vem separada do corpo. Como Maria é imagem da Igreja, tal separação representa simbolicamente o Povo de Deus, como corpo e o próprio Cristo, como Cabeça de uma nova humanidade. É preciso unir corpo e cabeça para que o povo se torne Corpo místico de Cristo. 3. NOSSA SENHORA APARECIDA NOS CHAMA A SER IGREJA: foi pescada e colocada dentro duma Barca, símbolo evangélico da Igreja de Jesus.
Ela nos convida a viver dentro da Igreja, como participantes fiéis e ativos. 4. NOSSA SENHORA APARECIDA NOS CONVIDA À ORAÇÃO: tem as mãos postas em oração, revelando seu papel de intercessora junto a Deus por nós e convidando-nos a nos unir a ela em oração. 5. NOSSA SENHORA APARECIDA BROTA DAS ÁGUAS: a água é elemento de vida e de purificação. Ela nos lembra a importância do nosso batismo como novo nascimento e da confissão, como purificação e perdão. 6. NOSSA SENHORA APARECIDA É SOLIDÁRIA COM OS POBRES: Deixa-se pescar por três pescadores pobres e trabalhadores. E as casas desses pobres tornam-se o primeiro templo de Nossa Senhora Aparecida. 7. NOSSA SENHORA APARECIDA É SOLIDÁRIA COM OS NEGROS: a cor negra da imagem traduz a solidariedade de Maria com a raça negra, tão injustamente escravizada. Sua cor denuncia o pecado do preconceito racial e anuncia a esperança de libertação. 8. NOSSA SENHORA APARECIDA É O SORRISO DE DEUS PARA NÓS: os lábios da imagem estão entreabertos num doce sorriso. É um sorriso de bondade maternal, que alimenta nossa confiança na misericórdia de Deus para conosco. Que Maria proteja com maternal proteção todas as CRIANÇAS, para que evitem todos os perigos desse mundo violento e possam descobrir os verdadeiros valores da vida.
Religioso
Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido...
17 de julho de 2026
Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido famílias, comunidades e gerações inteiras em torno de uma das mais belas expressões da fé cristã. Muito mais do que uma tradição preservada pela cultura popular, a Festa do Divino nos convida a contemplar o mistério da presença de Deus que continua agindo na vida de seu povo.
A devoção ao Divino Espírito Santo chegou ao Brasil pelas mãos dos colonizadores portugueses, especialmente dos açorianos, e encontrou em nosso povo um terreno fértil para florescer. Em muitas regiões, a bandeira do Divino percorre as casas, levando a oração, a esperança e a bênção de Deus às famílias. São gestos simples, mas profundamente carregados de significado, que recordam a missão da própria Igreja: visitar, acolher, evangelizar e fortalecer a comunhão entre os irmãos. Entretanto, a riqueza desta festa não está apenas em seus símbolos ou manifestações culturais. A Igreja nos ensina que o Espírito Santo não é apenas objeto de uma devoção piedosa, mas é o próprio Deus, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, "adorado e glorificado com o Pai e o Filho" (Catecismo da Igreja Católica, n. 685). Celebrar o Divino Espírito Santo é professar nossa fé naquele que anima a Igreja, santifica os corações e conduz a história da salvação.
Foi o Espírito Santo quem fecundou o seio da Virgem Maria para a Encarnação do Verbo. Foi Ele quem conduziu Jesus durante toda a sua missão. Foi também o Espírito quem, no dia de Pentecostes, transformou homens antes marcados pelo medo em discípulos corajosos, capazes de anunciar o Evangelho até os confins da terra. Desde então, a Igreja vive da força do Espírito e continua sua missão sustentada por sua presença. O Catecismo recorda que "ninguém pode dizer: 'Jesus é o Senhor', a não ser sob a ação do Espírito Santo" (cf. 1Cor 12,3; CIC, n. 683). Isso significa que toda verdadeira experiência de fé nasce da ação silenciosa e constante do Espírito em nosso interior. É Ele quem desperta a conversão, inspira a oração, fortalece a esperança, consola nas tribulações e faz crescer em nós o amor de Deus. Também é o Espírito Santo quem distribui seus dons para a edificação da Igreja. Sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus não são privilégios de alguns, mas graças oferecidas para que cada batizado viva sua vocação com fidelidade e generosidade. Quando acolhemos esses dons, produzimos os frutos que São Paulo apresenta em sua carta aos Gálatas: amor, alegria, paz, paciência, bondade, mansidão, fidelidade e domínio de si.
Talvez seja justamente este o maior convite da Festa do Divino: permitir que o Espírito Santo encontre espaço em nossa vida. Em meio às preocupações do cotidiano, às divisões que tantas vezes ferem nossas famílias e à pressa que marca nosso tempo, somos chamados a abrir novamente o coração para Aquele que faz novas todas as coisas. A festa, portanto, não termina quando se encerram as novenas, as procissões ou as celebrações. Ela continua quando cada cristão leva para dentro de sua casa o compromisso de viver segundo o Espírito. Continua quando uma família reencontra a paz, quando alguém oferece o perdão, quando um jovem descobre sua vocação, quando uma comunidade se une para servir aos mais necessitados. É assim que Pentecostes continua acontecendo em nossos dias.
Ao celebrarmos a 131ª Festa do Divino Espírito Santo, peçamos que o Espírito do Senhor renove nossa Diocese, fortaleça nossas paróquias, ilumine nossos sacerdotes, religiosos e lideranças, sustente nossas famílias e desperte em todos nós um ardor missionário cada vez maior. Que nunca deixemos de ouvir a voz daquele que continua conduzindo a Igreja pelos caminhos da verdade, da unidade e da santidade. Que o Divino Espírito Santo faça de cada um de nós testemunhas vivas do Evangelho, para que, renovados por sua graça, possamos anunciar com alegria as maravilhas de Deus.
Vinde, Espírito Santo! Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.
Religioso
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...
22 de maio de 2026
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.
Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.