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Dom Otair Nicoletti

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A Missão

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12 de julho de 2024

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A Missão - No caminho missionário o Senhor nos convida a levar conosco o cajado da fé e as sandálias da esperança, o pão de sua palavra que alimenta e sacia e a túnica que cobre o necessitado. Começou a enviá-los. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 6,7-13) Naquele tempo, 7Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10E Jesus disse ainda: "Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!" 12Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. 13Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor!
MENSAGEM - A Liturgia nos convoca à MISSÃO de anunciar Jesus Cristo, com a fé e com as obras. A MISSÃO é o tema central desse domingo. As Leituras bíblicas ilustram com alguns exemplos: Na Primeira Leitura, temos a Missão de AMÓS: (Am 7, 12-15). Após a morte de Salomão, o reino por ele deixado dividiu-se em dois: Israel ao norte e Judá ao Sul. No Reino do Norte, a prosperidade das classes favorecidas contrastava com a miséria das classes baixas. O Rei, para se firmar no poder, manipulou a própria religião: Proibiu as peregrinações a Jerusalém (no sul), criou o templo de Betel, pagava os sacerdotes e custeava os cultos solenes do templo, mas em troca de um apoio político… Nesse ambiente, Amós, um humilde Pastor do Sul, é enviado a profetizar no Norte, para denunciar as injustiças cometidas pelo rei e pelas classes dominantes. Sua palavra incomoda os "poderosos" e sofre forte rejeição e oposição. No texto, Amós entra em conflito com Amasias, o sacerdote oficial, que administra o santuário de Betel, aliado aos interesses do rei e é expulso: "Sai daqui, vá para Judá… Come lá o teu pão e profetiza por lá..." Amós responde que não é profeta de profissão. É de vocação: "Sou vaqueiro e cultivo figos silvestres. Mas o Senhor me tirou do rebanho e me ordenou: VAI PROFETIZAR o meu povo, Israel." Amós não se compromete com as amarras humanas do poder... A Segunda Leitura é um Hino que exalta o Plano de Deus: Deus nos escolheu antes da criação do mundo e nos predestinou a sermos seus filhos adotivos, em Cristo (Ef 1, 3-14). No Evangelho, temos a Missão dos Apóstolos: (Mc 6, 7-13) Jesus CHAMA os 12 e os ENVIA dois a dois a pregar. O texto é uma Catequese sobre a Missão dos discípulos no mundo: A Origem do chamado está em Deus: o critério da escolha é misterioso... "Os doze" representam a totalidade do Povo de Deus. "Dois a dois" lembra que a evangelização é feita em nome da Comunidade e deve estar em sintonia com a fé da COMUNIDADE. Dá algumas recomendações, válidas aos discípulos de todos os tempos: Deu-lhes o poder de libertar dos espíritos impuros, dos males: Tudo aquilo que se opõe à vida e à dignidade humana: a miséria, a injustiça, a fome... Exigências: dos Apóstolos: Sobriedade e despojamento dos bens e seguranças humanas... A eficácia da missão depende da ação de Deus. dos Destinatários: Hospitalidade e Acolhida... Aceitar a Palavra de Deus, acolher o Enviado de Deus e prover às suas necessidades… Quem não o acolhe... fecha para si o caminho da salvação. Conteúdo: com o Anúncio: CONVERTER-SE e CRER no evangelho... com Sinais de libertação e de cura. Alerta: Nem todos irão acolher a sua mensagem... Encontrarão resistências, desinteresse e recusas... Cristo ainda hoje nos chama e envia: "Vai profetizar… Vai evangelizar…" Não importa a nossa profissão, nosso estado de vida, nossa cultura: Vaqueiro como Amós ou Pescador como os apóstolos... Importa, sim, a acolhida generosa ao chamado do Senhor. 
O que é EVANGELIZAR? Continuar a missão de Jesus, que exige: Converter-se... Crer no evangelho. Libertar os oprimidos. Estar desprendido dos bens terrenos. Confiante na Misericórdia. A Igreja nos convida a evangelizar: Após analisar a realidade brasileira, os Bispos do Brasil propõem como objetivo nas Diretrizes da Ação da Igreja no Brasil: "EVANGELIZAR no Brasil cada vez mais urbano, pelo anúncio da Palavra de Deus, formando discípulos e discípulas de Jesus Cristo, em comunidades eclesiais missionárias, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, cuidando da Casa Comum e 
   testemunhando o Reino de Deus rumo à plenitude". O que significa para nós, hoje: "Vai profetizar o meu povo, Vai evangelizar o meu povo"? Quem é esse povo para o qual somos enviados a evangelizar? De que devemos nos despojar para conseguir uma eficácia maior em nosso trabalho apostólico?  Quais os demônios que devemos expulsar hoje? Só com a graça e a força do Senhor se pode proclamar e semear a semente do Reino. No caminho missionário o Senhor nos convida a levar conosco o cajado da fé e as sandálias da esperança, o pão de sua palavra que alimenta e sacia e a túnica que cobre o necessitado. Todo Batizado deve ser missionário em seu ambiente.  (Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 14.07.2024)

Religioso

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

22 de maio de 2026

Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja

 

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“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.

Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.

Religioso

Feliz dia das Mães

Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que,...

Feliz dia das Mães

8 de maio de 2026

Feliz dia das Mães

 

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Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
 Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.

Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!