sábado, 25 de julho, 2026
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A Missão - No caminho missionário o Senhor nos convida a levar conosco o cajado da fé e as sandálias da esperança, o pão de sua palavra que alimenta e sacia e a túnica que cobre o necessitado. Começou a enviá-los. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 6,7-13) Naquele tempo, 7Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10E Jesus disse ainda: "Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!" 12Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. 13Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor!
MENSAGEM - A Liturgia nos convoca à MISSÃO de anunciar Jesus Cristo, com a fé e com as obras. A MISSÃO é o tema central desse domingo. As Leituras bíblicas ilustram com alguns exemplos: Na Primeira Leitura, temos a Missão de AMÓS: (Am 7, 12-15). Após a morte de Salomão, o reino por ele deixado dividiu-se em dois: Israel ao norte e Judá ao Sul. No Reino do Norte, a prosperidade das classes favorecidas contrastava com a miséria das classes baixas. O Rei, para se firmar no poder, manipulou a própria religião: Proibiu as peregrinações a Jerusalém (no sul), criou o templo de Betel, pagava os sacerdotes e custeava os cultos solenes do templo, mas em troca de um apoio político… Nesse ambiente, Amós, um humilde Pastor do Sul, é enviado a profetizar no Norte, para denunciar as injustiças cometidas pelo rei e pelas classes dominantes. Sua palavra incomoda os "poderosos" e sofre forte rejeição e oposição. No texto, Amós entra em conflito com Amasias, o sacerdote oficial, que administra o santuário de Betel, aliado aos interesses do rei e é expulso: "Sai daqui, vá para Judá… Come lá o teu pão e profetiza por lá..." Amós responde que não é profeta de profissão. É de vocação: "Sou vaqueiro e cultivo figos silvestres. Mas o Senhor me tirou do rebanho e me ordenou: VAI PROFETIZAR o meu povo, Israel." Amós não se compromete com as amarras humanas do poder... A Segunda Leitura é um Hino que exalta o Plano de Deus: Deus nos escolheu antes da criação do mundo e nos predestinou a sermos seus filhos adotivos, em Cristo (Ef 1, 3-14). No Evangelho, temos a Missão dos Apóstolos: (Mc 6, 7-13) Jesus CHAMA os 12 e os ENVIA dois a dois a pregar. O texto é uma Catequese sobre a Missão dos discípulos no mundo: A Origem do chamado está em Deus: o critério da escolha é misterioso... "Os doze" representam a totalidade do Povo de Deus. "Dois a dois" lembra que a evangelização é feita em nome da Comunidade e deve estar em sintonia com a fé da COMUNIDADE. Dá algumas recomendações, válidas aos discípulos de todos os tempos: Deu-lhes o poder de libertar dos espíritos impuros, dos males: Tudo aquilo que se opõe à vida e à dignidade humana: a miséria, a injustiça, a fome... Exigências: dos Apóstolos: Sobriedade e despojamento dos bens e seguranças humanas... A eficácia da missão depende da ação de Deus. dos Destinatários: Hospitalidade e Acolhida... Aceitar a Palavra de Deus, acolher o Enviado de Deus e prover às suas necessidades… Quem não o acolhe... fecha para si o caminho da salvação. Conteúdo: com o Anúncio: CONVERTER-SE e CRER no evangelho... com Sinais de libertação e de cura. Alerta: Nem todos irão acolher a sua mensagem... Encontrarão resistências, desinteresse e recusas... Cristo ainda hoje nos chama e envia: "Vai profetizar… Vai evangelizar…" Não importa a nossa profissão, nosso estado de vida, nossa cultura: Vaqueiro como Amós ou Pescador como os apóstolos... Importa, sim, a acolhida generosa ao chamado do Senhor.
O que é EVANGELIZAR? Continuar a missão de Jesus, que exige: Converter-se... Crer no evangelho. Libertar os oprimidos. Estar desprendido dos bens terrenos. Confiante na Misericórdia. A Igreja nos convida a evangelizar: Após analisar a realidade brasileira, os Bispos do Brasil propõem como objetivo nas Diretrizes da Ação da Igreja no Brasil: "EVANGELIZAR no Brasil cada vez mais urbano, pelo anúncio da Palavra de Deus, formando discípulos e discípulas de Jesus Cristo, em comunidades eclesiais missionárias, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, cuidando da Casa Comum e
testemunhando o Reino de Deus rumo à plenitude". O que significa para nós, hoje: "Vai profetizar o meu povo, Vai evangelizar o meu povo"? Quem é esse povo para o qual somos enviados a evangelizar? De que devemos nos despojar para conseguir uma eficácia maior em nosso trabalho apostólico? Quais os demônios que devemos expulsar hoje? Só com a graça e a força do Senhor se pode proclamar e semear a semente do Reino. No caminho missionário o Senhor nos convida a levar conosco o cajado da fé e as sandálias da esperança, o pão de sua palavra que alimenta e sacia e a túnica que cobre o necessitado. Todo Batizado deve ser missionário em seu ambiente. (Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 14.07.2024)
Religioso
Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido...
17 de julho de 2026
Nestes dias, nossa querida cidade de Coxim vive a alegria da 131ª Festa do Divino Espírito Santo. Ao longo de mais de um século, esta celebração tem reunido famílias, comunidades e gerações inteiras em torno de uma das mais belas expressões da fé cristã. Muito mais do que uma tradição preservada pela cultura popular, a Festa do Divino nos convida a contemplar o mistério da presença de Deus que continua agindo na vida de seu povo.
A devoção ao Divino Espírito Santo chegou ao Brasil pelas mãos dos colonizadores portugueses, especialmente dos açorianos, e encontrou em nosso povo um terreno fértil para florescer. Em muitas regiões, a bandeira do Divino percorre as casas, levando a oração, a esperança e a bênção de Deus às famílias. São gestos simples, mas profundamente carregados de significado, que recordam a missão da própria Igreja: visitar, acolher, evangelizar e fortalecer a comunhão entre os irmãos. Entretanto, a riqueza desta festa não está apenas em seus símbolos ou manifestações culturais. A Igreja nos ensina que o Espírito Santo não é apenas objeto de uma devoção piedosa, mas é o próprio Deus, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, "adorado e glorificado com o Pai e o Filho" (Catecismo da Igreja Católica, n. 685). Celebrar o Divino Espírito Santo é professar nossa fé naquele que anima a Igreja, santifica os corações e conduz a história da salvação.
Foi o Espírito Santo quem fecundou o seio da Virgem Maria para a Encarnação do Verbo. Foi Ele quem conduziu Jesus durante toda a sua missão. Foi também o Espírito quem, no dia de Pentecostes, transformou homens antes marcados pelo medo em discípulos corajosos, capazes de anunciar o Evangelho até os confins da terra. Desde então, a Igreja vive da força do Espírito e continua sua missão sustentada por sua presença. O Catecismo recorda que "ninguém pode dizer: 'Jesus é o Senhor', a não ser sob a ação do Espírito Santo" (cf. 1Cor 12,3; CIC, n. 683). Isso significa que toda verdadeira experiência de fé nasce da ação silenciosa e constante do Espírito em nosso interior. É Ele quem desperta a conversão, inspira a oração, fortalece a esperança, consola nas tribulações e faz crescer em nós o amor de Deus. Também é o Espírito Santo quem distribui seus dons para a edificação da Igreja. Sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus não são privilégios de alguns, mas graças oferecidas para que cada batizado viva sua vocação com fidelidade e generosidade. Quando acolhemos esses dons, produzimos os frutos que São Paulo apresenta em sua carta aos Gálatas: amor, alegria, paz, paciência, bondade, mansidão, fidelidade e domínio de si.
Talvez seja justamente este o maior convite da Festa do Divino: permitir que o Espírito Santo encontre espaço em nossa vida. Em meio às preocupações do cotidiano, às divisões que tantas vezes ferem nossas famílias e à pressa que marca nosso tempo, somos chamados a abrir novamente o coração para Aquele que faz novas todas as coisas. A festa, portanto, não termina quando se encerram as novenas, as procissões ou as celebrações. Ela continua quando cada cristão leva para dentro de sua casa o compromisso de viver segundo o Espírito. Continua quando uma família reencontra a paz, quando alguém oferece o perdão, quando um jovem descobre sua vocação, quando uma comunidade se une para servir aos mais necessitados. É assim que Pentecostes continua acontecendo em nossos dias.
Ao celebrarmos a 131ª Festa do Divino Espírito Santo, peçamos que o Espírito do Senhor renove nossa Diocese, fortaleça nossas paróquias, ilumine nossos sacerdotes, religiosos e lideranças, sustente nossas famílias e desperte em todos nós um ardor missionário cada vez maior. Que nunca deixemos de ouvir a voz daquele que continua conduzindo a Igreja pelos caminhos da verdade, da unidade e da santidade. Que o Divino Espírito Santo faça de cada um de nós testemunhas vivas do Evangelho, para que, renovados por sua graça, possamos anunciar com alegria as maravilhas de Deus.
Vinde, Espírito Santo! Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.
Religioso
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como...
22 de maio de 2026
“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.
Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.