quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
MS-040, que vai de Campo Grande à região de divisa com SP, não conta com acostamento; lei torna obrigatório para novos projetos. / CGNews
Lei aprovada pelos deputados foi sancionada hoje (26) pelo governador Eduardo Riedel (PSDB), prevendo que todas as obras de rodovias estaduais deverão conter a criação de acostamento nas laterais para dar mais segurança viária. A previsão legal demonstra que o assunto ainda é preocupação, ao mesmo tempo em que há discussões sobre duplicação de estradas e criação de faixas adicionais, como nos projetos de concessões para exploração pelo setor privado.
Apesar da urgência do tema, a lei prevê um prazo de 180 dias para começar a valer a obrigação para os projetos e obras de pavimentação. Em Mato Grosso do Sul, não é incomum ver estradas sem trechos de acostamento, incluindo BRs, como a 262, no lado oeste, rumo ao Pantanal, o que demanda cuidado adicional dos condutores. A lei não se estende a rodovias federais.
A MS-040, é um exemplo. Ela liga Campo Grande à região de Santa Rita do Pardo, rodovia estadual entregue há uma década e incluída no edital da Rota da Celulose, que tem ainda a MS-338 e MS-395 e as BRs-262 e 267, não tem acostamento, que poderia ajudar a evitar acidentes em caso de condutores precisarem de desvio urgente, diante de ultrapassagens irregulares ou mesmo bichos na pista. As outras duas estradas estaduais que devem ser repassadas ao setor privado ligam a BR-262 à 267, uma perto de Nova Andradina e a outra já na região de divisa com São Paulo.
O autor do projeto que virou lei, Pedro Caravina (PSDB) apontou a importância para a segurança viária quando apresentou o projeto. “A implantação de acostamentos nas rodovias estaduais, sem dúvida, diminuirá consideravelmente os riscos de acidentes, isso porque, como se sabe, a área de acostamento é muitas vezes utilizada pelos motoristas como escape para se evitar acidentes frontais”, apontou, além de citar o uso para paradas seguras e até para serviços nas rodovias.
Pelo texto sancionado, os acostamentos seguirão as regras estabelecidas no Manual de Implantação Básica do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Alguns trechos foram colocados como exceção à regra do acostamento. São eles: áreas urbanas, que seguirão regras locais, assim como as rodovias que interligam cidades com volume médio diário inferior a 50 veículos por dia; os trechos cujas condições de topografia ou solo imponham restrições, ou o desafio de pavimentar acostamento tenha impacto expressivo no valor, ou ainda os trechos que exijam faixa adicional, refúgio, áreas de descanso, belvedere, acessos locais, taper de acesso, faixas de aceleração e desaceleração.
A lei não impõe que os acostamentos sejam pavimentados, prevendo que sejam “com ou sem revestimento asfáltico, de acordo com o padrão de construção adotado para a rodovia".
Na página da Assembleia Legislativa é possível conferir muitos pedidos de deputados para a inclusão ou manutenção em acostamentos de estadas estaduais, como a MS-276, em Batayporã, ou a MS-382, em Guia Lopes da Laguna.
Caravina apontou, ainda, no texto que apresentou o projeto, que a obrigação do acostamento “trata-se, sem dúvida, de verdadeira política de Estado voltado à padronização de um modelo seguro, com menor risco de acidentes e, consequentemente, de menor custo operacional.
MS-040, que vai de Campo Grande à região de divisa com SP, não conta com acostamento; lei torna obrigatório para novos projetos.
Agro
O Estado encerrou 2025 com US$ 10,7 bilhões em exportações, crescimento de 7,51% em relação ao ano anterior, com celulose, soja e carne bovina entre os principais produtos.
7 de janeiro de 2026
Mato Grosso do Sul registrou em 2025 o maior valor de exportações de sua história, atingindo US$ 10,7 bilhões em vendas externas, segundo a Carta de Conjuntura do Comércio Exterior, elaborada pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com dados do ComexStat do Governo Federal.
A celulose foi o principal destaque, representando 28,98% do total exportado pelo Estado em 2025, seguida pela soja, com cerca de 22%, e pela carne bovina, com aproximadamente 17%. O resultado supera o recorde anterior registrado em 2023, quando as exportações somaram US$ 10,6 bilhões, e representa um crescimento de 7,51% em relação a 2024.
Segundo o secretário Jaime Verruck, titular da Semadesc, o desempenho ocorreu mesmo em um cenário internacional considerado adverso, com restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos, segundo principal mercado para a carne bovina do Estado, e impactos em setores como citricultura, ferroligas, café e laranja. Em resposta, o Estado realocou produtos para outros mercados, mantendo o fluxo de produção e ajustando a pauta exportadora, como no caso da celulose, que deixou de ser direcionada ao mercado norte-americano.
A China permaneceu como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, absorvendo 48,57% do total. Os Estados Unidos aparecem em seguida. Entre os municípios, Três Lagoas liderou as exportações estaduais com 19,68% do total, impulsionada pela indústria de celulose, seguida por Ribas do Rio Pardo, com cerca de 11%.
O escoamento das exportações foi realizado principalmente pelo Porto de Santos (38%), utilizando transporte ferroviário da Malha Norte. Paranaguá concentrou 33% das exportações, sobretudo de soja via transporte rodoviário, enquanto São Francisco do Sul respondeu por 12%, voltado às proteínas animais. Corumbá participou com 5% do total exportado.

Melhorias no Rio Paraguai garantiram logística de exportação do minério sul-mato-grossense. (Foto: Bruno Rezende)
No setor mineral, a manutenção das condições do rio permitiu ampliar a produção e exportação de minério de ferro, que superou 8 milhões de toneladas em 2025.
As importações do Estado somaram US$ 2,8 bilhões em 2025, representando uma redução de 3,4% em relação ao ano anterior. O gás natural foi o principal item importado, seguido por máquinas para a indústria de papel e celulose, e cobre, refletindo a atividade da indústria de fios de cobre no Estado.
atualização
Mato Grosso do Sul alcançou, no fim de agosto, uma marca simbólica e significativa: mais de 500 mil Carteiras de Identidade Nacional (CIN) já foram emitidas no estado. O...
8 de setembro de 2025
Mato Grosso do Sul alcançou, no fim de agosto, uma marca simbólica e significativa: mais de 500 mil Carteiras de Identidade Nacional (CIN) já foram emitidas no estado. O número representa cerca de 17% da população sul-mato-grossense, conforme estimativas mais recentes do IBGE, que apontam um total de 2,9 milhões de habitantes em 2025.
A nova versão do documento, que unifica o número de identificação em todo o país por meio do CPF, tem se popularizado rapidamente em MS, com um avanço expressivo nos últimos dois anos. Somente em 2024, foram emitidas quase 289 mil novas identidades um salto de mais de 70% em relação a 2023. E o ritmo continua acelerado: até julho de 2025, já foram registradas mais de 183 mil emissões, o que equivale a um crescimento de quase 40% comparado ao mesmo período do ano passado.
Esse desempenho coloca o estado entre os mais ágeis na atualização do novo modelo de identidade, mesmo com o prazo nacional para a substituição total estendido até 2032.
Para dar conta da demanda crescente, a rede de atendimento à população também foi expandida. Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com 91 postos de identificação em funcionamento, cobrindo os 79 municípios do estado e garantindo capilaridade no serviço.
A Carteira de Identidade Nacional traz benefícios como maior segurança contra fraudes, integração com bases de dados federais e facilidade na identificação do cidadão em diferentes instituições públicas e privadas. Além disso, o novo modelo atende padrões internacionais de segurança e facilita, por exemplo, o embarque em voos domésticos e a solicitação de serviços públicos digitais.
A expectativa do governo estadual é que o número de emissões continue crescendo de forma consistente nos próximos meses, acompanhando o aumento da procura da população pela regularização dos documentos.