quinta, 04 de junho, 2026
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Dois gerentes de uma fazenda pertencente a um grupo agropecuário foram presos em flagrante na terça-feira (19) em Brasilândia, a 366 quilômetros de Campo Grande, após a Polícia Civil resgatar seis trabalhadores mantidos em condições análogas à escravidão. Durante a operação, duas caminhonetes também foram apreendidas. Segundo a Polícia é uma empresa "multimilionária".
A investigação teve início a partir de denúncias sobre exploração de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Os policiais percorreram cerca de 35 km da área urbana até a propriedade, onde encontraram um cenário degradante: trabalhadores alojados em currais e depósitos insalubres, sem higiene, submetidos a jornadas superiores a nove horas diárias, de segunda a sábado, e sem salários compatíveis.
Alguns relataram que precisaram caminhar longas distâncias até a cidade em busca de atendimento médico, já que não havia suporte da fazenda. Outros confirmaram que produtos de higiene e alimentação eram vendidos por aliciadores e descontados diretamente nos pagamentos. Nem mesmo cobertores eram fornecidos para enfrentar o frio.
No momento da ação, a Polícia Civil constatou que cinco trabalhadores haviam sido retirados às pressas do local, numa tentativa de ocultar provas. Eles foram encontrados depois em uma praça pública no centro da cidade. Todas as vítimas, vindas de outros estados, estavam submetidas a condições desumanas, conforme laudo pericial, imagens e vídeos colhidos no local.
Os gerentes permanecem presos e devem passar por audiência de custódia. As vítimas foram acolhidas pelo Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), que providenciou abrigo e alimentação.
De acordo com o delegado Rafael Montovani, responsável pelo caso, as investigações continuam para identificar todos os envolvidos e possíveis novas vítimas. "Situação absurda. A Polícia Civil ressalta seu compromisso com a defesa da dignidade da pessoa humana e o combate à exploração criminosa", afirmou.
CGNEWS
Desumano
Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo será lançado no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, durante semana nacional de mobilização.
27 de janeiro de 2026
Mato Grosso do Sul registrou 12 casos de trabalho escravo em 2025, com resgate de 92 trabalhadores, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). O governo estadual lança nesta quarta-feira 28) o Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo, em evento no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, às 8h.
De acordo com o relatório, a pecuária concentrou a maior parte das ocorrências, com 59 registros. Outros setores também aparecem no levantamento, como lavouras, produção de carvão vegetal e lavouras temporárias, com 11 casos cada.
Desde 1995, o estado contabiliza 165 casos e 3.335 trabalhadores resgatados, conforme a CPT.
O lançamento do Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo ocorre às 8h desta quarta-feira, no Auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande. A atividade é aberta ao público, mediante inscrição prévia por link disponibilizado pelos organizadores.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) no âmbito da Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MS). A CPT-MS, que integra a comissão estadual, também participa do lançamento.
O lançamento do plano integra a programação da Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, realizada em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, celebrado em 28 de janeiro.
Desde o dia 18, a CPT-MS promove oficinas, palestras, rodas de conversa e ações educativas em comunidades rurais e urbanas, assentamentos, acampamentos e retomadas indígenas no estado. Entre as atividades abertas ao público está uma panfletagem de sensibilização na Praça Ary Coelho, no Centro de Campo Grande, a partir das 14h desta quarta-feira.
Conforme dados da Campanha de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo e do Centro de Documentação da CPT, mais de 3 mil pessoas foram resgatadas dessa condição no Brasil em 2025. Nos últimos quatro anos, o número ultrapassa 11,5 mil trabalhadores, com cerca de 75% dos casos registrados no campo.
O levantamento também aponta que, desde 2017, aproximadamente 200 pessoas foram resgatadas do trabalho escravo doméstico.
Roubo
Uma motocicleta Yamaha FZ25 Fazer, de cor azul, ano 2023, foi furtada ontem (19), em uma residência localizada no bairro Senhor Divino, no município de Coxim. Segundo...
20 de janeiro de 2026
Uma motocicleta Yamaha FZ25 Fazer, de cor azul, ano 2023, foi furtada ontem (19), em uma residência localizada no bairro Senhor Divino, no município de Coxim.
Segundo relato do proprietário, Edson Vinicius Alves, o furto ocorreu por volta da meia-noite. Ele informou que saiu de casa para levar o filho ao hospital e, ao retornar, percebeu que a motocicleta não estava mais no local onde havia sido deixada, na área frontal da residência.
O veículo possui a placa RWG7C43 e, conforme o proprietário, encontra-se financiado, o que aumenta ainda mais o prejuízo causado pelo crime.
Imagens de câmeras de segurança da região foram registradas e serão encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil de Coxim, com o objetivo de auxiliar nas investigações e na identificação do autor ou autores do furto.
A Polícia pede a colaboração da população. Qualquer informação que possa contribuir para a localização da motocicleta pode ser repassada à Polícia Militar pelo telefone 190 ou diretamente ao proprietário, pelo número (67) 9 9886-5909.
Compartilhe essa matéria e vamos ajudar o Edson recuperar sua moto.