quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Agosto chega com um tom que vai muito além da estética. O lilás que tinge prédios públicos, redes sociais e camisetas neste mês não é enfeite. É símbolo de uma luta dolorosa, contínua e urgente: o combate à violência contra a mulher. No Brasil, onde uma mulher é vítima de feminicídio a cada 6 horas, a campanha Agosto Lilás não pode ser apenas lembrada precisa ser vivida, discutida e levada adiante com ações concretas. Campanha nacional reforça a urgência do enfrentamento à violência doméstica e convida toda a sociedade a sair da neutralidade
Instituída por lei federal e abraçada por estados e municípios, a campanha é dedicada à conscientização, prevenção e enfrentamento da violência doméstica, em todas as suas formas: física, psicológica, sexual, moral e patrimonial. Ela também marca o aniversário da Lei Maria da Penha, criada em 7 de agosto de 2006, e reconhecida mundialmente como uma das legislações mais avançadas de proteção às mulheres.
A violência contra a mulher não começa no tapa. Começa no controle, na ameaça, no isolamento. Começa na palavra cortante, no celular vasculhado, no medo de se expressar. E muitas vezes, quando ela é notada pelos outros, já deixou marcas invisíveis e profundas.
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 60% das mulheres que sofrem violência não denunciam, e um dos principais motivos é o medo do agressor, da polícia, da sociedade e até da própria família. Por isso, o Agosto Lilás vai além das vítimas: ele convoca vizinhos, colegas de trabalho, amigos e instituições a não se calarem diante de sinais de abuso.
Se por um lado a lei protege, por outro ela precisa ser aplicada com efetividade. Delegacias especializadas, medidas protetivas rápidas, redes de acolhimento psicológico, capacitação de profissionais e acesso à informação são ferramentas indispensáveis para garantir segurança e justiça às vítimas. Em cidades pequenas ou do interior, como é o caso de muitos municípios sul mato-grossenses, o desafio é ainda maior: o medo da exposição, a cultura machista enraizada e a ausência de serviços especializados dificultam a denúncia. Por isso, o poder público precisa assumir sua parte, com campanhas permanentes, investimento em políticas de proteção e formação cidadã desde as escolas.
Agosto Lilás não é sobre “a mulher do outro”. É sobre todas nós. É sobre você que conhece alguém em silêncio. Sobre aquele vizinho que escuta gritos mas não liga. Sobre quem compartilha frases como “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”. Não é só um mês de cor: é um mês de escolha. Ou você se posiciona, ou compactua. Se você sofre ou conhece alguém em situação de violência, disque 180 o canal é gratuito, anônimo e funciona 24 horas por dia. A denúncia pode salvar uma vida.
Desumano
Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo será lançado no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, durante semana nacional de mobilização.
27 de janeiro de 2026
Mato Grosso do Sul registrou 12 casos de trabalho escravo em 2025, com resgate de 92 trabalhadores, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). O governo estadual lança nesta quarta-feira 28) o Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo, em evento no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, às 8h.
De acordo com o relatório, a pecuária concentrou a maior parte das ocorrências, com 59 registros. Outros setores também aparecem no levantamento, como lavouras, produção de carvão vegetal e lavouras temporárias, com 11 casos cada.
Desde 1995, o estado contabiliza 165 casos e 3.335 trabalhadores resgatados, conforme a CPT.
O lançamento do Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo ocorre às 8h desta quarta-feira, no Auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande. A atividade é aberta ao público, mediante inscrição prévia por link disponibilizado pelos organizadores.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) no âmbito da Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MS). A CPT-MS, que integra a comissão estadual, também participa do lançamento.
O lançamento do plano integra a programação da Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, realizada em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, celebrado em 28 de janeiro.
Desde o dia 18, a CPT-MS promove oficinas, palestras, rodas de conversa e ações educativas em comunidades rurais e urbanas, assentamentos, acampamentos e retomadas indígenas no estado. Entre as atividades abertas ao público está uma panfletagem de sensibilização na Praça Ary Coelho, no Centro de Campo Grande, a partir das 14h desta quarta-feira.
Conforme dados da Campanha de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo e do Centro de Documentação da CPT, mais de 3 mil pessoas foram resgatadas dessa condição no Brasil em 2025. Nos últimos quatro anos, o número ultrapassa 11,5 mil trabalhadores, com cerca de 75% dos casos registrados no campo.
O levantamento também aponta que, desde 2017, aproximadamente 200 pessoas foram resgatadas do trabalho escravo doméstico.
Roubo
Uma motocicleta Yamaha FZ25 Fazer, de cor azul, ano 2023, foi furtada ontem (19), em uma residência localizada no bairro Senhor Divino, no município de Coxim. Segundo...
20 de janeiro de 2026
Uma motocicleta Yamaha FZ25 Fazer, de cor azul, ano 2023, foi furtada ontem (19), em uma residência localizada no bairro Senhor Divino, no município de Coxim.
Segundo relato do proprietário, Edson Vinicius Alves, o furto ocorreu por volta da meia-noite. Ele informou que saiu de casa para levar o filho ao hospital e, ao retornar, percebeu que a motocicleta não estava mais no local onde havia sido deixada, na área frontal da residência.
O veículo possui a placa RWG7C43 e, conforme o proprietário, encontra-se financiado, o que aumenta ainda mais o prejuízo causado pelo crime.
Imagens de câmeras de segurança da região foram registradas e serão encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil de Coxim, com o objetivo de auxiliar nas investigações e na identificação do autor ou autores do furto.
A Polícia pede a colaboração da população. Qualquer informação que possa contribuir para a localização da motocicleta pode ser repassada à Polícia Militar pelo telefone 190 ou diretamente ao proprietário, pelo número (67) 9 9886-5909.
Compartilhe essa matéria e vamos ajudar o Edson recuperar sua moto.