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Senai abre 2,4 mil vagas para cursos gratuitos de qualificação em Mato Grosso do Sul

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4 de julho de 2026

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Glenda Melo

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Quem busca uma oportunidade para se qualificar e aumentar as chances de conquistar uma vaga no mercado de trabalho já pode se inscrever em uma das 2.475 vagas disponibilizadas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em Mato Grosso do Sul. As oportunidades estão distribuídas em diversas modalidades de ensino e atendem candidatos de diferentes perfis.

As vagas contemplam cursos técnicos, de qualificação profissional, aperfeiçoamento e iniciação profissional, com aulas presenciais em unidades instaladas em 16 municípios sul-mato-grossenses, além de opções na modalidade online, ampliando o acesso para quem não pode frequentar as unidades físicas.

A iniciativa faz parte da estratégia do Senai para fortalecer a formação de mão de obra qualificada e atender à crescente demanda das indústrias instaladas no Estado. Com setores como celulose, alimentos, construção civil, metalmecânico e logística em expansão, a procura por profissionais capacitados tem aumentado nos últimos anos.

Além de proporcionar novos conhecimentos, os cursos representam uma oportunidade para quem deseja ingressar no mercado de trabalho, buscar uma recolocação profissional ou até mesmo ampliar as competências para crescer na carreira.

O Senai destaca que os cursos são desenvolvidos com foco nas necessidades da indústria, aproximando os alunos das exigências do mercado e preparando profissionais para atuar em diferentes segmentos da economia.

Os interessados devem consultar a disponibilidade de vagas na unidade mais próxima ou nos canais oficiais da instituição, onde também é possível obter informações sobre requisitos, carga horária, documentação necessária e período de inscrições.

 

Cidades

"Mato Grosso do Sul vive um novo ciclo de desenvolvimento protagonizado pela bioenergia"

Presidente da ALEMS participou do lançamento da pedra fundamental da nova usina da Atvos, e destacou o avanço da produção de etanol e a consolidação do MS como referência nacional em bioenergia

"Mato Grosso do Sul vive um novo ciclo de desenvolvimento protagonizado pela bioenergia"

4 de julho de 2026

"Mato Grosso do Sul vive um novo ciclo de desenvolvimento protagonizado pela bioenergia"

 

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Mato Grosso do Sul vive um dos mais importantes ciclos de desenvolvimento de sua história, impulsionado pela industrialização do agronegócio, pela expansão da bioenergia e pela capacidade de atrair investimentos sustentáveis. Esta é a avaliação do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), deputado estadual Gerson Claro, que vê o Estado consolidando um novo modelo de crescimento econômico baseado na geração de empregos, na inovação e na produção de energia limpa.

Esse cenário ganhou mais um capítulo na quarta-feira (1º), com a participação do parlamentar no lançamento da pedra fundamental da nova usina integrada de etanol de cana e milho da Atvos, em Nova Alvorada do Sul, empreendimento que amplia o protagonismo sul-mato-grossense na produção de biocombustíveis e reforça a confiança do setor privado no potencial econômico do Estado.

Para Gerson Claro, o avanço da bioenergia representa uma transformação estrutural da economia sul-mato-grossense, que deixou de ser reconhecida apenas pela força da produção agropecuária para se consolidar como um polo de industrialização e geração de energia renovável.

"O Mato Grosso do Sul deixou de ser apenas um grande produtor de matéria-prima para se transformar em um Estado que agrega valor à sua produção, industrializa, gera empregos e atrai investimentos de longo prazo. A bioenergia simboliza exatamente esse novo momento que estamos vivendo: crescimento econômico aliado à sustentabilidade, inovação e desenvolvimento regional. Cada novo investimento fortalece nossa economia e amplia as oportunidades para a população", afirmou o presidente da ALEMS.

O novo empreendimento da Atvos reforça esse cenário de expansão. Com investimento superior a R$ 1 bilhão, a unidade será a primeira usina integrada de cana-de-açúcar e milho da empresa em Mato Grosso do Sul, ampliando a capacidade de produção de biocombustíveis e fortalecendo uma cadeia produtiva que ganha importância estratégica para a economia estadual. A planta terá capacidade para processar cerca de 642 mil toneladas de milho por ano, produzindo aproximadamente 273 milhões de litros de etanol, além de coprodutos destinados à nutrição animal e à indústria. Durante a fase de implantação, a expectativa é de geração de aproximadamente dois mil empregos.

Atualmente, Mato Grosso do Sul ocupa a segunda posição entre os maiores produtores brasileiros de etanol de milho e vive uma acelerada expansão da bioenergia, impulsionada pela chegada de novas indústrias, pelo crescimento da produção agrícola e por um ambiente favorável aos investimentos. O setor sucroenergético já figura entre os principais motores da economia estadual, reunindo dezenas de unidades industriais e movimentando bilhões de reais em investimentos privados.

Na avaliação do deputado, esse ambiente de crescimento é resultado de um planejamento que alia segurança jurídica, responsabilidade ambiental e políticas públicas voltadas à competitividade.

"Temos um Estado preparado para receber investimentos porque construímos um ambiente de confiança. Hoje, quem investe em Mato Grosso do Sul encontra estabilidade, infraestrutura em expansão, capacidade produtiva e uma gestão comprometida com o desenvolvimento sustentável. Isso explica por que tantas empresas escolhem nosso Estado para ampliar seus negócios", destacou.

O parlamentar ressalta que a expansão da bioenergia produz reflexos que vão além dos indicadores econômicos, fortalecendo os municípios, promovendo a interiorização do desenvolvimento e criando novas oportunidades de trabalho e renda.

"Cada usina representa mais empregos, mais arrecadação para os municípios, fortalecimento do comércio, da prestação de serviços e da cadeia produtiva regional. Estamos falando de um desenvolvimento que chega às pessoas e melhora a qualidade de vida das famílias sul-mato-grossenses. Esse é o modelo de crescimento que queremos continuar incentivando."

Gerson ainda destaca que, a expectativa é que Mato Grosso do Sul consolide, nos próximos anos, sua posição entre os principais polos brasileiros de bioenergia, acompanhando uma tendência mundial de expansão das fontes renováveis de energia.

"O mundo busca soluções sustentáveis e o Mato Grosso do Sul reúne todas as condições para liderar esse processo no Brasil. Temos vocação agrícola, tecnologia, capacidade industrial e um ambiente institucional sólido. A bioenergia representa o futuro da economia verde, e nosso Estado está preparado para continuar crescendo, gerando oportunidades e sendo referência nacional em desenvolvimento sustentável."

Cidades

Piloto e pesquisadora alemã morrem em queda de avião em Campo Grande

A passageira que morreu na queda de um avião de pequeno porte na manhã desta sexta-feira (3), em Campo Grande, foi identificada como a pesquisadora alemã Lydia Theresia...

Piloto e pesquisadora alemã morrem em queda de avião em Campo Grande

3 de julho de 2026

Piloto e pesquisadora alemã morrem em queda de avião em Campo Grande

 

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A passageira que morreu na queda de um avião de pequeno porte na manhã desta sexta-feira (3), em Campo Grande, foi identificada como a pesquisadora alemã Lydia Theresia Mocklinghoff. Ela estava na aeronave ao lado do piloto Henrique Martin, que também morreu no acidente.

Lydia participava de um projeto científico voltado ao estudo da biodiversidade do Pantanal sul-mato-grossense. Conforme apurado pela reportagem, ela integrava uma equipe internacional de pesquisadores que desenvolvia o projeto "Monitoramento Audiovisual da Diversidade do Pantanal".

A pesquisa recebeu autorização, em 2021, para realizar a coleta de material biológico na região. O trabalho é coordenado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em cooperação com a Universidade de Bonn, na Alemanha.

Além de Lydia, o grupo era formado por outros dois pesquisadores alemães e cinco búlgaros, que atuavam no monitoramento da fauna e da biodiversidade do bioma.

Nas redes sociais, a pesquisadora mostrou que passou pelo Rio de Janeiro antes de vir para Mato Grosso do Sul. No vídeo, ela mostrou como é o pouso do avião internacional na cidade carioca.

Acidente ocorreu minutos após a decolagem

Lydia viajava no Embraer EMB-810, de matrícula PT-WYQ, utilizado em operações de táxi aéreo. A aeronave era pilotada por Henrique Martin, profissional experiente da aviação sul-mato-grossense.

O avião decolou por volta das 6h40 do Aeroporto Santa Maria e caiu poucos minutos depois em uma área de mata localizada a menos de um quilômetro da pista.

A principal hipótese investigada é que o piloto tentava retornar ao aeroporto ou realizar um procedimento de pouso de emergência quando ocorreu o acidente.

Aeronave estava regular

As circunstâncias da queda serão investigadas pelos órgãos responsáveis pela aviação.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Embraer EMB-810 possuía situação regular de aeronavegabilidade, autorização para operar como táxi aéreo e Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 4 de junho de 2027.

Henrique Martin

Henrique Martin deixa a mulher e uma filha. Nas redes sociais, ele usava a frase "o mundo da aviação" para definir os conteúdos que publicava sobre a rotina como piloto.

Ele compartilhava imagens de voos, viagens de motocicleta e momentos em família. Com frequência, fazia trajetos saindo de Campo Grande com destino ao Pantanal de Mato Grosso do Sul. O piloto concluiu o curso de formação em 2019 e, desde então, costumava publicar registros da profissão e da paixão pela aviação.

Lydia Möcklinghoff

Lydia Möcklinghoff era uma zoóloga, ecóloga tropical, jornalista, escritora e divulgadora científica alemã, conhecida internacionalmente por suas pesquisas com o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) no Pantanal brasileiro.

Ela era considerada uma das principais especialistas na espécie e foi uma das primeiras cientistas a acompanhar o comportamento de tamanduás-bandeira em estudos de longa duração na natureza.

Nascida em 1981, na Alemanha, estudou Biologia com foco em ecologia tropical e comportamento animal. Desde o fim dos anos 2000 realiza pesquisas de campo no Pantanal de Mato Grosso do Sul, onde passa vários meses por ano monitorando mamíferos silvestres.

Lydia tinha Mestrado em Zoologia pela Universidade de Würzburgo, Alemanha. Doutorado em Zoologia, em andamento, pela Universidade de Bonn, Alemanha, com tese intitulada "Conservação dos mamíferos no Pantanal". Ela era membro do Grupo de pesquisa em Ecologia Tropical do Museu de Pesquisa Zoológica Alexander Koenig, Bonn, Alemanha e do Computational Bioacoustics Research Unit - CO.BRA.

A pesquisadora acompanhava o comportamento, uso do habitat, conservação e ameaças ao tamanduá-bandeira, espécie classificada como vulnerável à extinção.

Além da pesquisa, Lydia atuava como autora de livros sobre vida selvagem e conservação, palestrante, jornalista científica e produtora de conteúdo sobre biodiversidade, participante de documentários e programas de TV sobre o Pantanal e a fauna brasileira.