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Norte de MS tem 4.438 títulos cancelados; São Gabriel do Oeste e Coxim concentram maiores números

Na região norte, 11 municípios somam 4.438 títulos a serem regularizados; menor volume está em Figueirão e Alcinópolis. Em todo o Estado, 88.124 títulos foram cancelados (4,33%).

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16 de agosto de 2025

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idest

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A Justiça Eleitoral cancelou 88.124 títulos em Mato Grosso do Sul — 4,33% do eleitorado — após concluir, em 2 de junho, o procedimento nacional que resultou em 5.042.047 cancelamentos (3,17%). Na região norte do Estado, os 11 municípios somam 4.438 títulos a serem regularizados, com destaque para São Gabriel do Oeste (1.144) e Coxim (1.050).

Panorama no Estado e no País

O voto é obrigatório para cidadãos entre 18 e 70 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 anos, analfabetos e pessoas com deficiência quando o cumprimento das obrigações for impossível ou demasiadamente oneroso. O título pode ser cancelado quando o eleitor com voto obrigatório deixa de votar por três eleições consecutivas (cada turno conta como uma) sem justificar ou pagar as multas, conforme o art. 7º, § 3º, do Código Eleitoral. Em 2 de junho, foram cancelados 5.042.047 títulos no País (3,17%).

Norte do Estado: cidade a cidade

A soma dos municípios da região norte alcança 4.438 títulos cancelados. Confira os números informados para cada localidade:

  • São Gabriel do Oeste: 1.144
  • Coxim: 1.050
  • Sonora: 551
  • Rio Verde de Mato Grosso: 545
  • Camapuã: 369
  • Bandeirantes: 247
  • Pedro Gomes: 160
  • Paraíso das Águas: 131
  • Rio Negro: 127
  • Alcinópolis: 78
  • Figueirão: 36

Consequências do cancelamento

Enquanto não regularizar a situação, o eleitor pode enfrentar: suspensão de benefícios sociais; impedimento de votar e de obter documentos (como passaporte ou carteira de identidade, em alguns casos); proibição de assumir cargos públicos e de renovar matrícula em estabelecimentos de ensino; além de restrições para atos que exijam quitação com a Receita Federal ou com o serviço militar.

Como consultar e regularizar

A situação do título pode ser verificada:

  • na página do TSE (www.tse.jus.br), no Autoatendimento Eleitoral;
  • pelo aplicativo e-Título;
  • presencialmente no cartório eleitoral, CIJUS, central de atendimento ao eleitor ou posto de atendimento.

Com o título cancelado, a regularização pode ser solicitada pelos mesmos canais. Se o eleitor não tiver biometria cadastrada, deverá comparecer ao cartório em até 30 dias, contados do pedido, para coleta. Caso a biometria esteja válida, o processo pode ser concluído integralmente pela internet. Conforme a Resolução TSE nº 23.737/2024, será exigida nova coleta biométrica quando os dados tiverem mais de 10 anos e não tiverem sido utilizados para validar a identidade no mesmo período.

Olho nas eleições de 2026

Em 2026, haverá eleições para:

  • Estaduais: governador e vice, e 24 vagas de deputado estadual;
  • Federais: presidente e vice, 8 vagas de deputado federal e 2 vagas de senador (com 1º e 2º suplentes), pela renovação de dois terços do Senado.

A Justiça Eleitoral conclama os eleitores com situação “cancelado” a reativar o título para exercer plenamente os direitos civis, inclusive votar e evitar suspensão de benefícios. Regularize o quanto antes.

Saúde

Chikungunya já soma quase 10 mil casos em MS

  O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul mantém autoridades de saúde em estado de alerta. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (SES)...

Chikungunya já soma quase 10 mil casos em MS

25 de julho de 2026

Chikungunya já soma quase 10 mil casos em MS

 

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O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul mantém autoridades de saúde em estado de alerta. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que a doença já se aproxima da marca de 10 mil casos confirmados em 2026, além de dezenas de mortes registradas em diferentes municípios. Embora Coxim não esteja entre as cidades com maior número de ocorrências, o cenário reforça a necessidade de prevenção e atenção aos primeiros sintomas.

Além da chikungunya, a dengue continua circulando no Estado, com milhares de notificações registradas ao longo do ano. A combinação das duas arboviroses preocupa os serviços de saúde, já que ambas são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Conforme o boletim epidemiológico mais recente da SES, Mato Grosso do Sul contabiliza 12.803 casos prováveis de chikungunya em 2026. Desses, 9.686 já foram confirmados por exames laboratoriais ou critérios clínico-epidemiológicos.

A doença também já provocou 28 mortes no Estado, enquanto outro óbito ainda é investigado. As vítimas foram registradas em municípios como Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã e Nioaque.

Outro dado que chama a atenção é o registro de 114 gestantes diagnosticadas com chikungunya, grupo que exige acompanhamento médico devido aos riscos associados à infecção.

Embora apresente números inferiores aos da chikungunya, a dengue continua exigindo vigilância. O Estado já notificou 4.718 casos prováveis da doença, sendo 1.815 confirmações neste ano.

Nos últimos dias, diversos municípios apresentaram baixa incidência da doença, indicando um cenário de controle em parte do Estado, sem afastar o risco de novos focos.

Em Coxim, as equipes de saúde reforçam constantemente a importância da participação da população no combate ao mosquito transmissor. Mesmo quando o número de casos permanece controlado, o período de temperaturas elevadas alternado com chuvas favorece o surgimento de criadouros do Aedes aegypti.

A recomendação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, como pneus, garrafas, vasos de plantas, calhas e caixas d'água destampadas. A maior parte dos focos do mosquito continua sendo encontrada dentro dos quintais das residências.

Mato Grosso do Sul também mantém a campanha de vacinação contra a dengue para o público-alvo. O Estado já recebeu mais de 241 mil doses do imunizante e aplicou mais de 223 mil.

A vacina é destinada a crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos e é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Especialistas destacam que a imunização reduz significativamente o risco de formas graves da doença, mas não substitui as medidas de prevenção contra o mosquito.

A orientação dos profissionais de saúde é que qualquer pessoa com febre, dores intensas nas articulações, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele ou outros sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya procure imediatamente uma unidade de saúde.

O diagnóstico precoce permite o acompanhamento adequado e reduz o risco de complicações, principalmente em idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas. Enquanto isso, a prevenção continua sendo a principal arma para impedir o avanço das arboviroses em Coxim e em todo Mato Grosso do Sul.

Dados

Violência contra a mulher avança em Mato Grosso do Sul e lesões em ambiente doméstico crescem 20%

A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados ontem, quinta-feira (23), pelo 20º...

Violência contra a mulher avança em Mato Grosso do Sul e lesões em ambiente doméstico crescem 20%

24 de julho de 2026

Violência contra a mulher avança em Mato Grosso do Sul e lesões em ambiente doméstico crescem 20%

 

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A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados ontem, quinta-feira (23), pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, revelam que o Estado registrou aumento em importantes indicadores relacionados à violência de gênero, reforçando o alerta sobre a necessidade de ampliar as ações de prevenção, proteção e enfrentamento aos agressores. 

Entre os dados que mais preocupam está o crescimento de 19,4% nos casos de lesão corporal dolosa praticada no contexto de violência doméstica, indicando que um número maior de mulheres foi vítima de agressões dentro do ambiente familiar em comparação com o ano anterior. 

O levantamento também aponta que Mato Grosso do Sul apresentou alta de 4,9% na variação geral dos principais indicadores de violência contra a mulher, demonstrando que, apesar dos esforços das forças de segurança e da rede de proteção, os casos continuam exigindo atenção das autoridades. 

Outro dado que chama a atenção no anuário é o elevado número de ocorrências relacionadas ao descumprimento de medidas protetivas de urgência. Segundo o levantamento, foram registrados cerca de 96 mil casos, evidenciando que muitas mulheres continuam enfrentando riscos mesmo após recorrerem à Justiça em busca de proteção. 

As medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha têm como objetivo impedir a aproximação do agressor e garantir a segurança da vítima. No entanto, o elevado número de descumprimentos demonstra que, em muitos casos, os autores continuam desrespeitando as determinações judiciais. 

Embora os números revelem avanço em parte dos registros, o anuário também mostra que alguns crimes relacionados à violência contra a mulher apresentaram queda em relação ao levantamento anterior. O estudo, porém, destaca que o aumento das ocorrências de agressão física e da violência doméstica mantém o cenário em estado de alerta. 

Especialistas apontam que a ampliação dos registros também pode refletir uma maior procura das vítimas pelos canais oficiais de denúncia, resultado das campanhas de conscientização e do fortalecimento da rede de atendimento. Ainda assim, os índices reforçam que a violência de gênero permanece como um problema estrutural que exige atuação permanente do poder público e da sociedade. 

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é considerado um dos principais levantamentos nacionais sobre criminalidade e reúne dados enviados pelos órgãos oficiais de segurança dos estados brasileiros. 

Os números divulgados reforçam a importância da denúncia como ferramenta para interromper o ciclo da violência. Além do trabalho das polícias e do Poder Judiciário, especialistas defendem o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao acolhimento das vítimas, à prevenção e à responsabilização dos agressores. 

Em Mato Grosso do Sul, o crescimento dos registros evidencia que a violência contra a mulher continua sendo uma realidade que exige vigilância constante, ações integradas e o compromisso de toda a sociedade na proteção das vítimas e na construção de um ambiente mais seguro para as mulheres.