terça, 14 de julho, 2026
(67) 99983-4015
Uma jovem de 18 anos, grávida, denunciou o próprio irmão por abuso sexual em Campo Grande após sofrer duas crises convulsivas enquanto recebia atendimento no Centro Regional de Saúde (CRS) do bairro Aero Rancho, no início da noite de segunda-feira (13).
De acordo com a polícia, durante o atendimento no CRS, a gestante afirmou que era coagida desde os 15 anos e apontou o irmão como autor dos abusos, que teriam ocorrido por cerca de três anos.
A Polícia Militar (PM) foi acionada no posto de saúde, ouviu a jovem e, em seguida, foi até o endereço indicado por ela.
No local, os policiais encontraram o rapaz e, segundo a polícia, ele confirmou que mantinha relações com a irmã. Diante do relato, ele foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
A gestante também afirmou que o avô tinha conhecimento do que ocorria na família. O idoso foi localizado e levado à delegacia.
Enquanto os familiares eram encaminhados à unidade policial, a jovem permaneceu sob atendimento médico. As crises convulsivas levaram à transferência dela do CRS do Aero Rancho para o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul.
Não havia informações atualizadas sobre o estado de saúde da gestante. O caso segue sob apuração da Polícia Civil.
Cassems
O presidente da Cassems, Ricardo Ayache, sofreu um importante revés jurídico após o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) se manifestar favoravelmente...
14 de julho de 2026
O presidente da Cassems, Ricardo Ayache, sofreu um importante revés jurídico após o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) se manifestar favoravelmente à suspensão do reajuste de 1.185% aplicado na contribuição dos cônjuges e conviventes dos beneficiários do plano de saúde dos servidores estaduais.
O parecer, apresentado pelo promotor de Justiça Gevair Ferreira Lima Júnior na ação movida pelo Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol-MS), representa um duro questionamento à forma como a Cassems conduziu a aprovação do aumento, que elevou a mensalidade de R$ 35 para R$ 450.
Na manifestação encaminhada à Justiça, o Ministério Público aponta que existem elementos capazes de colocar em xeque a legalidade da decisão administrativa adotada pela entidade. O principal argumento é que os estudos técnicos apresentados pela Cassems para justificar o reajuste teriam sido produzidos somente depois da reunião do Conselho de Administração que autorizou o aumento.
Na avaliação do MPMS, a sequência dos acontecimentos levanta dúvidas sobre a existência de embasamento técnico no momento em que a medida foi aprovada. Para o promotor, uma decisão com impacto financeiro tão expressivo sobre milhares de famílias deveria estar respaldada por análises previamente concluídas, garantindo transparência, segurança jurídica e respeito aos princípios da administração.
O parecer ressalta que os documentos técnicos anexados pela defesa da Cassems possuem datas posteriores à deliberação do Conselho de Administração. Enquanto o reajuste foi aprovado em 12 de maio de 2026, os laudos externos utilizados para fundamentar a decisão foram elaborados apenas em 1º e 16 de junho, circunstância que, segundo o Ministério Público, enfraquece a justificativa apresentada pela entidade.
Além da questão cronológica, o promotor demonstrou preocupação com os efeitos sociais da medida. O aumento de 1.185% é considerado de elevado impacto financeiro e pode resultar na exclusão de cônjuges e dependentes que não consigam arcar com o novo valor da contribuição, comprometendo o acesso dessas pessoas à assistência médica.
Diante desse cenário, o Ministério Público pediu que a Justiça conceda tutela de urgência para suspender imediatamente a cobrança do novo valor até que o mérito da ação seja analisado. Na prática, caso o pedido seja acolhido, a Cassems deverá manter a cobrança anterior enquanto o processo segue em tramitação.
A manifestação do MP fortalece a ação proposta pelo Sinpol-MS e representa um novo capítulo na disputa judicial envolvendo um dos reajustes mais polêmicos já anunciados pela Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul.
Agora, caberá ao Poder Judiciário decidir se acompanha o entendimento do Ministério Público e determina a suspensão do aumento ou se mantém a decisão administrativa da Cassems até o julgamento definitivo do processo. Enquanto isso, a posição do MPMS amplia a pressão sobre a gestão de Ricardo Ayache, cuja decisão passa a enfrentar um questionamento formal sobre a legalidade e a falta de estudos técnicos prévios para justificar um reajuste de impacto sem precedentes.
Cidades
Situação foi registrada na última sexta-feira (10), durante operação em trecho em obras; concessionária reforça que condutores não devem obstruir cruzamentos e acessos.
13 de julho de 2026
Moradores de São Gabriel do Oeste enfrentaram dificuldades para atravessar a BR-163 durante uma operação de pare e siga realizada na última sexta-feira (10). Segundo relato encaminhado ao Idest, caminhões e outros veículos pararam sobre o cruzamento que liga a região central ao Bairro Milani, impedindo a passagem de quem precisava cruzar a rodovia. Nesta segunda-feira (13), novas intervenções estão sendo realizadas na região, e a concessionária reforça as orientações aos motoristas para que não obstruam cruzamentos e acessos durante as operações.
Uma moradora enviou fotos ao Idest mostrando caminhões parados sobre o cruzamento, nas proximidades do Anjo, durante a operação de pare e siga.
Segundo ela, os veículos não deixavam espaço suficiente para a passagem de quem precisava atravessar a rodovia entre a região central e o Bairro Milani.
"Os carros estão parando no meio da passagem dos carros que vão do Centro para o Bairro Milani. Eu estava no meio da pista para poder meu marido passar para o outro lado. A carreta ficou bem na passagem e mal deu espaço para os carros passarem", relatou.
A moradora afirmou ainda que esse tipo de situação aumenta o risco de acidentes no trecho, principalmente para quem precisa realizar a travessia durante as intervenções na rodovia.

(Foto: Reprodução WhatsApp Idest)
Em nota ao Idest, a Motiva Pantanal informou que as operações de pare e siga em trechos com obras seguem rigorosamente os procedimentos previstos nos manuais de sinalização viária, com o objetivo de garantir a segurança dos usuários e das equipes que atuam na BR-163.
A concessionária orienta todos os motoristas a respeitarem integralmente a sinalização temporária e as orientações das equipes operacionais. Durante essas operações, é fundamental não avançar além do ponto de parada, não obstruir cruzamentos, acessos ou retornos e aguardar a liberação do tráfego.
A empresa ressalta ainda que desrespeitar a sinalização ou utilizar o veículo de forma a obstruir a circulação da via pode caracterizar infração gravíssima, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sujeitando o condutor às penalidades cabíveis, incluindo multa e demais medidas administrativas.
Procurada pelo Idest, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o condutor deve agir com bom senso e evitar obstruir cruzamentos durante as operações de pare e siga.
Segundo a corporação, caso situações como essa sejam constatadas, os usuários podem acionar a PRF pelo telefone 191, para que uma equipe seja deslocada ao local e verifique a ocorrência.
A PRF destacou ainda que obstruir cruzamentos configura infração de natureza média, conforme estabelece o artigo 182, inciso VII, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
A Motiva Pantanal informou que as intervenções desta segunda-feira (13) ocorrem entre os km 616 e 620 da BR-163, na região de São Gabriel do Oeste.
Os serviços são realizados das 7h45 às 11h e das 13h às 17h.
Durante esse período, a concessionária orienta que os motoristas que precisarem realizar a travessia da rodovia, sempre que possível, programem seus deslocamentos para os intervalos das obras, quando o fluxo estará normalizado.
Fora dos horários de intervenção, os usuários podem utilizar as vias marginais e as rotatórias liberadas para realizar a travessia de forma segura e organizada, conforme a sinalização implantada pelas equipes operacionais.
A Motiva Pantanal também orienta os motoristas a reduzirem a velocidade e respeitarem a sinalização provisória nas áreas em obras. Em caso de chuva, os serviços poderão ser temporariamente suspensos por questões de segurança.