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Cidades
Programa Recomeços oferece abrigo sigiloso, auxílio financeiro de até um salário mínimo e apoio para mobiliar nova residência a mulheres acolhidas em situação de risco no Mato Grosso do Sul.
25 de junho de 2025
do Idest
O Governo de Mato Grosso do Sul (MS), por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), instituiu o Programa Recomeços com o objetivo de garantir proteção e suporte financeiro a mulheres vítimas de violência doméstica. O programa é direcionado, em especial, às mulheres acolhidas na Casa Abrigo para Mulheres em Situação de Risco de Morte, oferecendo abrigo seguro, sigiloso e humanizado, seja para as mulheres sozinhas ou acompanhadas de filhos menores de 14 anos.
As beneficiárias do programa recebem um auxílio mensal correspondente a um salário mínimo por até seis meses, com possibilidade de prorrogação por mais seis meses mediante avaliação técnica, totalizando até 12 parcelas. Além desse valor, pode ser concedido um adicional de até quatro salários mínimos para auxiliar na mobília de um novo lar. Em situações de feminicídio, dependentes menores de 18 anos em condição de vulnerabilidade econômica também podem ser contemplados, desde que não tenham participação no crime.
Os critérios para acessar o programa incluem estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico), permanecer acolhida na Casa Abrigo por pelo menos 15 dias, possuir medida protetiva expedida nos últimos 30 dias e contar com parecer técnico que comprove a situação de risco. A prioridade é concedida a mulheres acolhidas, famílias com maior número de crianças e aquelas em situação de vulnerabilidade econômica.
A Casa Abrigo, sob gestão da Sead, é referência em acolhimento humanizado e sigiloso, com oferta de atendimento psicossocial, rodas de conversa sobre o ciclo da violência, autoestima, Lei Maria da Penha e medidas protetivas. O local também disponibiliza atividades esportivas, recreativas e educativas para mães e filhos, além de acompanhamento pedagógico e atendimento médico domiciliar.

Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo
O acesso à Casa Abrigo ocorre por meio de encaminhamentos da Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande, e dos Centros de Atendimento à Mulher (Ceamca) nos demais municípios do estado. Esses serviços funcionam em articulação com órgãos de segurança pública, judiciário, saúde e educação. Paralelamente ao acolhimento, as equipes elaboram, junto às mulheres atendidas, projetos de vida, incluindo cursos profissionalizantes em áreas como manicure, design de sobrancelhas, culinária e artesanato, visando promover autonomia e geração de renda.
O programa Recomeços busca não apenas oferecer auxílio financeiro, mas também contribuir para a reconstrução da dignidade e a reintegração social das mulheres em situação de vulnerabilidade. Segundo a secretária da Sead, Patrícia Cozzolino, a violência doméstica pode se manifestar de forma sutil antes de evoluir para agressões físicas, reforçando a necessidade de ações integradas de prevenção e acolhimento. O programa é parte das estratégias do governo estadual para apoiar vítimas e dependentes em situação de risco.
Saúde
O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul mantém autoridades de saúde em estado de alerta. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (SES)...
25 de julho de 2026
O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul mantém autoridades de saúde em estado de alerta. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que a doença já se aproxima da marca de 10 mil casos confirmados em 2026, além de dezenas de mortes registradas em diferentes municípios. Embora Coxim não esteja entre as cidades com maior número de ocorrências, o cenário reforça a necessidade de prevenção e atenção aos primeiros sintomas.
Além da chikungunya, a dengue continua circulando no Estado, com milhares de notificações registradas ao longo do ano. A combinação das duas arboviroses preocupa os serviços de saúde, já que ambas são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
Conforme o boletim epidemiológico mais recente da SES, Mato Grosso do Sul contabiliza 12.803 casos prováveis de chikungunya em 2026. Desses, 9.686 já foram confirmados por exames laboratoriais ou critérios clínico-epidemiológicos.
A doença também já provocou 28 mortes no Estado, enquanto outro óbito ainda é investigado. As vítimas foram registradas em municípios como Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã e Nioaque.
Outro dado que chama a atenção é o registro de 114 gestantes diagnosticadas com chikungunya, grupo que exige acompanhamento médico devido aos riscos associados à infecção.
Embora apresente números inferiores aos da chikungunya, a dengue continua exigindo vigilância. O Estado já notificou 4.718 casos prováveis da doença, sendo 1.815 confirmações neste ano.
Nos últimos dias, diversos municípios apresentaram baixa incidência da doença, indicando um cenário de controle em parte do Estado, sem afastar o risco de novos focos.
Em Coxim, as equipes de saúde reforçam constantemente a importância da participação da população no combate ao mosquito transmissor. Mesmo quando o número de casos permanece controlado, o período de temperaturas elevadas alternado com chuvas favorece o surgimento de criadouros do Aedes aegypti.
A recomendação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, como pneus, garrafas, vasos de plantas, calhas e caixas d'água destampadas. A maior parte dos focos do mosquito continua sendo encontrada dentro dos quintais das residências.
Mato Grosso do Sul também mantém a campanha de vacinação contra a dengue para o público-alvo. O Estado já recebeu mais de 241 mil doses do imunizante e aplicou mais de 223 mil.
A vacina é destinada a crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos e é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Especialistas destacam que a imunização reduz significativamente o risco de formas graves da doença, mas não substitui as medidas de prevenção contra o mosquito.
A orientação dos profissionais de saúde é que qualquer pessoa com febre, dores intensas nas articulações, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele ou outros sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya procure imediatamente uma unidade de saúde.
O diagnóstico precoce permite o acompanhamento adequado e reduz o risco de complicações, principalmente em idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas. Enquanto isso, a prevenção continua sendo a principal arma para impedir o avanço das arboviroses em Coxim e em todo Mato Grosso do Sul.
Dados
A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados ontem, quinta-feira (23), pelo 20º...
24 de julho de 2026
A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados ontem, quinta-feira (23), pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, revelam que o Estado registrou aumento em importantes indicadores relacionados à violência de gênero, reforçando o alerta sobre a necessidade de ampliar as ações de prevenção, proteção e enfrentamento aos agressores.
Entre os dados que mais preocupam está o crescimento de 19,4% nos casos de lesão corporal dolosa praticada no contexto de violência doméstica, indicando que um número maior de mulheres foi vítima de agressões dentro do ambiente familiar em comparação com o ano anterior.
O levantamento também aponta que Mato Grosso do Sul apresentou alta de 4,9% na variação geral dos principais indicadores de violência contra a mulher, demonstrando que, apesar dos esforços das forças de segurança e da rede de proteção, os casos continuam exigindo atenção das autoridades.
Outro dado que chama a atenção no anuário é o elevado número de ocorrências relacionadas ao descumprimento de medidas protetivas de urgência. Segundo o levantamento, foram registrados cerca de 96 mil casos, evidenciando que muitas mulheres continuam enfrentando riscos mesmo após recorrerem à Justiça em busca de proteção.
As medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha têm como objetivo impedir a aproximação do agressor e garantir a segurança da vítima. No entanto, o elevado número de descumprimentos demonstra que, em muitos casos, os autores continuam desrespeitando as determinações judiciais.
Embora os números revelem avanço em parte dos registros, o anuário também mostra que alguns crimes relacionados à violência contra a mulher apresentaram queda em relação ao levantamento anterior. O estudo, porém, destaca que o aumento das ocorrências de agressão física e da violência doméstica mantém o cenário em estado de alerta.
Especialistas apontam que a ampliação dos registros também pode refletir uma maior procura das vítimas pelos canais oficiais de denúncia, resultado das campanhas de conscientização e do fortalecimento da rede de atendimento. Ainda assim, os índices reforçam que a violência de gênero permanece como um problema estrutural que exige atuação permanente do poder público e da sociedade.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é considerado um dos principais levantamentos nacionais sobre criminalidade e reúne dados enviados pelos órgãos oficiais de segurança dos estados brasileiros.
Os números divulgados reforçam a importância da denúncia como ferramenta para interromper o ciclo da violência. Além do trabalho das polícias e do Poder Judiciário, especialistas defendem o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao acolhimento das vítimas, à prevenção e à responsabilização dos agressores.
Em Mato Grosso do Sul, o crescimento dos registros evidencia que a violência contra a mulher continua sendo uma realidade que exige vigilância constante, ações integradas e o compromisso de toda a sociedade na proteção das vítimas e na construção de um ambiente mais seguro para as mulheres.