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Fundão bilionário reforçado deve impulsionar alianças políticas em MS nas eleições de 2026

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1 de dezembro de 2025

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Glenda Melo / Diário do Estado

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A ampliação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundão Eleitoral, deve mudar o ritmo da disputa política em Mato Grosso do Sul para as eleições de 2026. A Comissão Mista de Orçamento do Congresso aumentou o valor reservado para o fundo de R$ 1 bilhão para R$ 4,9 bilhões, fortalecendo principalmente os partidos com maior representação nacional.

Nesse cenário, a aliança formada por PL, PP e União Brasil desponta como a mais beneficiada. Juntos, os partidos que integram o projeto político para a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) e a candidatura ao Senado do ex-governador Reinaldo Azambuja (PP) poderão contar com cerca de R$ 1,8 bilhão para financiar campanhas em todo o país valor que ainda pode chegar perto de R$ 2 bilhões caso novas legendas se somem oficialmente ao grupo.

A maior fatia desse montante ficará com a Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, que deverá receber cerca de R$ 953 milhões. Já o PL concentrará aproximadamente R$ 887 milhões, consolidando-se como uma das siglas mais capitalizadas do processo eleitoral de 2026.

A elevação do fundo foi viabilizada por ajustes orçamentários que reduziram recursos originalmente destinados às emendas de bancadas estaduais e a outras despesas não obrigatórias da União. Com isso, o volume disponível para esse tipo de emenda caiu, enquanto o FEFC ganhou espaço como principal mecanismo de financiamento público das campanhas.

Para analistas políticos, o reforço orçamentário tende a favorecer alianças já estruturadas. Com mais recursos em caixa, os partidos conseguem ampliar a atuação em diferentes frentes: contratação de equipes especializadas de comunicação, presença intensificada em rádio, televisão e redes sociais, realização de eventos, fortalecimento de bases regionais e apoio logístico a candidatos em diversos municípios.

Outro efeito previsto é o aumento da competitividade interna das coligações, que passam a atrair nomes com maior potencial eleitoral. O investimento concentrado também pode gerar o chamado “efeito puxador de votos”, no qual candidaturas mais fortes ajudam a elevar o desempenho coletivo das legendas, ampliando as chances de eleger deputados estaduais, federais e senadores.

Por outro lado, a nova configuração tende a aprofundar a desigualdade entre partidos grandes e pequenos. Siglas com menor acesso ao Fundão ou dependentes de doações privadas  podem enfrentar dificuldades para disputar espaço em uma campanha cada vez mais profissionalizada e de alto custo.

A Justiça Eleitoral estabelece que os recursos do FEFC somente são liberados após as direções nacionais dos partidos definirem e divulgarem oficialmente os critérios de distribuição interna dos valores. Todo o montante deve ser usado exclusivamente para despesas de campanha, com prestação de contas obrigatória, fiscalização rigorosa e cumprimento dos limites legais.

Mesmo com a forte injeção de recursos, especialistas alertam que volume financeiro não garante vitória automática nas urnas. Estratégia, organização, diálogo com o eleitorado e respeito às regras eleitorais continuam sendo fatores decisivos para o sucesso nas eleições, levando em conta o descontentamento dos eleitores com seus representantes que só aumenta ano após ano e os afastam das urnas aumentando os níveis de abstenção nas eleições, candidatos terão que trabalhar muito para conquistar o voto do eleitor nas próximas eleições.

 

Saúde

Chikungunya já soma quase 10 mil casos em MS

  O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul mantém autoridades de saúde em estado de alerta. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (SES)...

Chikungunya já soma quase 10 mil casos em MS

25 de julho de 2026

Chikungunya já soma quase 10 mil casos em MS

 

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O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul mantém autoridades de saúde em estado de alerta. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que a doença já se aproxima da marca de 10 mil casos confirmados em 2026, além de dezenas de mortes registradas em diferentes municípios. Embora Coxim não esteja entre as cidades com maior número de ocorrências, o cenário reforça a necessidade de prevenção e atenção aos primeiros sintomas.

Além da chikungunya, a dengue continua circulando no Estado, com milhares de notificações registradas ao longo do ano. A combinação das duas arboviroses preocupa os serviços de saúde, já que ambas são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Conforme o boletim epidemiológico mais recente da SES, Mato Grosso do Sul contabiliza 12.803 casos prováveis de chikungunya em 2026. Desses, 9.686 já foram confirmados por exames laboratoriais ou critérios clínico-epidemiológicos.

A doença também já provocou 28 mortes no Estado, enquanto outro óbito ainda é investigado. As vítimas foram registradas em municípios como Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã e Nioaque.

Outro dado que chama a atenção é o registro de 114 gestantes diagnosticadas com chikungunya, grupo que exige acompanhamento médico devido aos riscos associados à infecção.

Embora apresente números inferiores aos da chikungunya, a dengue continua exigindo vigilância. O Estado já notificou 4.718 casos prováveis da doença, sendo 1.815 confirmações neste ano.

Nos últimos dias, diversos municípios apresentaram baixa incidência da doença, indicando um cenário de controle em parte do Estado, sem afastar o risco de novos focos.

Em Coxim, as equipes de saúde reforçam constantemente a importância da participação da população no combate ao mosquito transmissor. Mesmo quando o número de casos permanece controlado, o período de temperaturas elevadas alternado com chuvas favorece o surgimento de criadouros do Aedes aegypti.

A recomendação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, como pneus, garrafas, vasos de plantas, calhas e caixas d'água destampadas. A maior parte dos focos do mosquito continua sendo encontrada dentro dos quintais das residências.

Mato Grosso do Sul também mantém a campanha de vacinação contra a dengue para o público-alvo. O Estado já recebeu mais de 241 mil doses do imunizante e aplicou mais de 223 mil.

A vacina é destinada a crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos e é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Especialistas destacam que a imunização reduz significativamente o risco de formas graves da doença, mas não substitui as medidas de prevenção contra o mosquito.

A orientação dos profissionais de saúde é que qualquer pessoa com febre, dores intensas nas articulações, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele ou outros sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya procure imediatamente uma unidade de saúde.

O diagnóstico precoce permite o acompanhamento adequado e reduz o risco de complicações, principalmente em idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas. Enquanto isso, a prevenção continua sendo a principal arma para impedir o avanço das arboviroses em Coxim e em todo Mato Grosso do Sul.

Dados

Violência contra a mulher avança em Mato Grosso do Sul e lesões em ambiente doméstico crescem 20%

A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados ontem, quinta-feira (23), pelo 20º...

Violência contra a mulher avança em Mato Grosso do Sul e lesões em ambiente doméstico crescem 20%

24 de julho de 2026

Violência contra a mulher avança em Mato Grosso do Sul e lesões em ambiente doméstico crescem 20%

 

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A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados ontem, quinta-feira (23), pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, revelam que o Estado registrou aumento em importantes indicadores relacionados à violência de gênero, reforçando o alerta sobre a necessidade de ampliar as ações de prevenção, proteção e enfrentamento aos agressores. 

Entre os dados que mais preocupam está o crescimento de 19,4% nos casos de lesão corporal dolosa praticada no contexto de violência doméstica, indicando que um número maior de mulheres foi vítima de agressões dentro do ambiente familiar em comparação com o ano anterior. 

O levantamento também aponta que Mato Grosso do Sul apresentou alta de 4,9% na variação geral dos principais indicadores de violência contra a mulher, demonstrando que, apesar dos esforços das forças de segurança e da rede de proteção, os casos continuam exigindo atenção das autoridades. 

Outro dado que chama a atenção no anuário é o elevado número de ocorrências relacionadas ao descumprimento de medidas protetivas de urgência. Segundo o levantamento, foram registrados cerca de 96 mil casos, evidenciando que muitas mulheres continuam enfrentando riscos mesmo após recorrerem à Justiça em busca de proteção. 

As medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha têm como objetivo impedir a aproximação do agressor e garantir a segurança da vítima. No entanto, o elevado número de descumprimentos demonstra que, em muitos casos, os autores continuam desrespeitando as determinações judiciais. 

Embora os números revelem avanço em parte dos registros, o anuário também mostra que alguns crimes relacionados à violência contra a mulher apresentaram queda em relação ao levantamento anterior. O estudo, porém, destaca que o aumento das ocorrências de agressão física e da violência doméstica mantém o cenário em estado de alerta. 

Especialistas apontam que a ampliação dos registros também pode refletir uma maior procura das vítimas pelos canais oficiais de denúncia, resultado das campanhas de conscientização e do fortalecimento da rede de atendimento. Ainda assim, os índices reforçam que a violência de gênero permanece como um problema estrutural que exige atuação permanente do poder público e da sociedade. 

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é considerado um dos principais levantamentos nacionais sobre criminalidade e reúne dados enviados pelos órgãos oficiais de segurança dos estados brasileiros. 

Os números divulgados reforçam a importância da denúncia como ferramenta para interromper o ciclo da violência. Além do trabalho das polícias e do Poder Judiciário, especialistas defendem o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao acolhimento das vítimas, à prevenção e à responsabilização dos agressores. 

Em Mato Grosso do Sul, o crescimento dos registros evidencia que a violência contra a mulher continua sendo uma realidade que exige vigilância constante, ações integradas e o compromisso de toda a sociedade na proteção das vítimas e na construção de um ambiente mais seguro para as mulheres.